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Fraudes em contratos de R$ 10 milhões firmados entre Cepromat e empresa foram delatadas por Silval e Nadaf

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De acordo com delações, desvios de recursos tinham objetivo de quitar um dívida de Silval Barbosa com Piran

Os contratos da empresa Avançar Tecnologia em Soft Ware com o antigo Cepromat – atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), para fornecimento de programas de computador nas escolas estaduais, foram feitos para com o objetivo de beneficiar o empresário Valdir Piran, revelaram o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, em depoimento prestado em junho do ano passado à Controladoria Geral do Estado (CGE).

Os contratos serviram como base para a deflagração na manhã desta terça-feira (22) da Operação “Quadro Negro”, em que foram presos, além de Piran, os ex-presidentes do Cepromat, Wilson Teixeira, o Dentinho, e Djalma Soares; o ex-secretário-adjunto de Educação, Francisvaldo Pereira Assunção, e o empresário Weydson Soares Fonteles.

De acordo com Silval e Nadaf, os contratos com a Avançar Tecnologia foram firmados no valor de R$ 10 milhões, e teriam sido alvos de fraudes, para que por meio de desvio de recursos públicos, um dívida de R$ 10 milhões de Silval com Piran pudesse ser quitada.

O primeiro contrato firmado em 2014 e encerrado em 2015, foi no valor de R$ 5 milhões e previa a aquisição e instalação de 250 mil licenças de uso de software educacionais a serem instalados em 278 computadores interativos, de 30 escolas de Cuiabá, Várzea Grande e outros 11 municípios, além dos serviços de customização, mídias de instalação, capacitação dos professores, manutenção e acompanhamento técnico pedagógico.

Entre as irregularidades, foi descoberto que dos 815 títulos de aulas interativas fornecidos, 101 não possuíam nenhum conteúdo e 38 tinham a inserção de uma figura com status “carregando”. Assim, a empresa entregou efetivamente 676 títulos, ao passo que o contrato previa o fornecimento de 900.

Já o segundo contrato, também firmado em 2014 e no valor de R$ 5 milhões, previa a aquisição de 188.400 licenças de uso de softwares educacionais a serem instalados em 157 salas de aulas de 30 escolas de Mato Grosso (educação básica), porém de acordo com auditoria da CGE, da 30 escolas onde eram previstas as instalações, nove não receberam nenhum software.

 

 

 

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Estado cumpre calendário e paga folha salarial de novembro aos servidores nesta terça-feira

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Folha de pagamento de novembro chega a R$ 535 milhões

O Governo do Estado paga, nesta terça-feira (30), os salários e proventos do mês de novembro dos servidores públicos ativos, inativos e pensionistas. A folha de pagamento líquida deste mês, segundo a Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual, da Secretaria de Fazenda, foi de R$ 535.376.562,46.

Desse total R$ 350.816.123,91 destinam-se ao pagamento dos servidores ativos e R$ 184.560.438,55 para inativos e pensionistas. Vão receber salários e proventos cerca de 115 mil pessoas. As ordens de pagamento foram encaminhadas ao Banco do Brasil nesta segunda-feira (29).

Até meio dia de terça-feira todos os depósitos já terão sido processados pelo Banco do Brasil. Os valores estarão liberados tanto para quem tem contas no Banco do Brasil, como para aqueles que fizeram portabilidade a outros bancos.

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Projeto cria política estadual de valorização da mulher no campo

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou à Assembleia Legislativa da Mato Grosso (Almt), no último dia 10, o Projeto de Lei nº 1045/2021, que institui a política estadual de valorização da mulher no campo. O objetivo é fomentar a atividade rural das mulheres, sua inclusão qualificada na atividade agrícola com o desenvolvimento de ações que resultem no respeito à sua capacidade produtiva e suas potencialidades profissionais, bem como na asseguração à sua plenitude emocional, física e psíquica.

Para o parlamentar, a realidade rural termina por constituir-se num espaço de múltiplas formas de desigualdades sociais, de discriminação, de violência doméstica, de gênero e patrimonial o que, por conseguinte, traduz-se numa conjuntura de desvalorização do trabalho agrícola exercido pela mulher, ocasionando em dificuldades impostas com relação ao acesso à terra, a créditos e a insumos agrícolas.

De acordo com o Anuário das Mulheres Brasileiras, publicado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 2011, dos 27,1% de empregos permanentes na agropecuária, somente 5,1% eram ocupados por mulheres. De modo inversamente proporcional, as mulheres lideram as estatísticas somente no que tange o trabalho agrícola não remunerado, correspondendo a cerca de 30,7% dos que exercem a atividade sem expectativa de ganho monetário, enquanto os homens representam cerca de 11,1% na mesma situação.

“É importante evidenciar também que, apesar de ganharem menos e exercerem a maior parte dos trabalhos rurais não remunerados, as mulheres chegam a gastar até 90% de sua renda com a família, enquanto que entre os homens o gasto fica em torno de 30 a 40%”, explicou Barranco.

Ainda em sua justificativa para o projeto, o deputado afirmou que a trabalhadora rural exerce um relevante papel como provedora de suas famílias, por meio da agricultura de subsistência, em especial nos países em desenvolvimento, e são as primeiras a serem afetadas pelos impactos de produtos químicos perigosos no ambiente, principalmente pelos pesticidas.

“Assim sendo, a superação desta situação adentra na modificação das relações de gênero a partir de ações emancipatórias e construção da autonomia da mulher camponesa e somente através de sua participação nos diversos espaços de poder, será possível romper com a lógica histórica que permeia as desigualdades de gênero e de desvalorização do seu trabalho no meio rural e nos demais setores da sociedade”, defendeu o parlamentar.

Fonte: ALMT

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