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Direitos Humanos

Fotógrafos da periferia atualizam no Rio debate sobre direitos humanos

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Terminam nesta quinta-feira (14) as inscrições de fotógrafos da periferia para a oficina Imagens, Juventudes e Direitos Humanos que o Observatório de Favelas, por meio do Programa Imagens do Povo, promove em conjunto com a Organização das Nações Unidas seção Brasil (ONU Brasil).

O evento é parte da programação referente ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado a 10 de dezembro, data em que, em 1948, a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A seleção dará prioridade a mulheres negras de favelas e periferias da região metropolitana do Rio de Janeiro. Para participar, os fotógrafos já devem ter algum trabalho realizado.

Segundo o diretor do Observatório de Favelas, Aruan Braga, desde sua fundação em 2004, o Programa Imagens do Povo alia a formação de fotógrafos oriundos das periferias com debates sobre direitos humanos. “É como a gente criar novas narrativas e representações a partir da fotografia, desse território e dessa população”, disse Braga à Agência Brasil.

Para isso, o programa tem procurado atualizar o debate sobre direitos humanos com temáticas e pautas mais contemporâneas. “E a pauta de gênero, raça, sexualidade e território atravessa o debate de direitos humanos no contemporâneo de uma forma muito determinante.”

Aruan Braga acrescentou que, por isso, o foco e a prioridade serão dados às mulheres negras e oriundas das periferias. “Não haverá uma turma exclusiva de mulheres, mas a prioridade é justamente para refletir essa temática e atualização do debate dos direitos humanos na posição da turma. Essa é a nossa estratégia.”

Juventude e direitos humanos

Os nomes dos 10 selecionados serão divulgados na sexta-feira (15). Eles farão uma oficina intensiva de duas semanas, na qual receberão orientações sobre como trabalhar e olhar para o tema escolhido – Juventude na Defesa dos Direitos Humanos. Especialistas do Observatório de Direitos Humanos e das áreas de segurança pública e artes e territórios tanmbém participarão do evento.

Ao mesmo tempo em que terão aulas, palestras e discussões, os participantes da oficina produzirão fotografias que vão compor uma exposição no Museu do Amanhã, a ser realizada nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, como parte de um evento da ONU que ocorrerá no mesmo local para a celebração mundial do Dia dos Direitos Humanos.

“Será uma exposição itinerante”, informou Aruan Braga. Depois do Museu do Amanhã, a mostra seguirá para o Galpão Bela Maré, no Complexo da Maré, zona norte do Rio. “A ideia é que ela circule não só por esse espaço central da cidade, que é o Museu do Amanhã, mas também venha para a Maré, para que a população tenha acesso”, disse Braga. Segundo ele, dependendo de parcerias que vierem a ser feitas, a mostra poderá ser visitada em outros locais da cidade.

Cartões virtuais e impressos

Com os resultados fotográficos da oficina, serão produzidos cards (cartões) virtuais e impressos. “A ideia é conseguir uma grande mobilização nas redes sociais a partir dessa campanha, afirmando os direitos humanos na data de 10 de dezembro”. Participarão da campanha na internet representantes da ONU, do Observatório de Favelas e alguns influenciadores. O material impresso será distribuído à população durante todo o mês de dezembro, “por onde a gente circular”, informou Braga.

Muito em função da tensão existente no Complexo da Maré, em especial durante operações policiais, em que há troca de tiros, como ocorreu hoje, Aruan Braga disse que a proposta é fazer esse debate público. “A gente se propõe a pensar e a fazer direitos humanos a partir das favelas. A oficina e a exposição têm muito desse contexto. A gente não só denuncia, mas propõe outra relação das cidades, outra relação dos direitos humanos, tendo a favela como referência dessa perspectiva.”

Edição: Nádia Franco

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Direitos Humanos

Empresas boicotam publicidade no Facebook por discurso de ódio

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Diversas empresas iniciaram nesta semana um boicote ao Facebook anunciando que deixarão de veicular anúncios publicitários durante o mês de julho na plataforma e em outros apps controlados pela empresa, como Instagram. A recusa foi motivada pelo que consideraram a incapacidade da rede social de lidar com o discurso de ódio, desinformação e conteúdos de incitação à violência.

A medida foi incentivada pela campanha Pare o ódio por lucro (Stop Hate for Profit), promovida por organizações da sociedade civil relacionadas a direitos civis e promoção do debate público democrático na Internet, como Antidefamation League, Sleeping Giants, Free Press e Color for Change.

As entidades questionam a falta de ações da empresa para combater mensagens de ódio contra negros, somando-se às mobilizações “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter), além de outras abordagens como a negação do holocausto.

Grandes corporações globais aderiram ao boicote, como Coca-Cola, Puma, Adidas, Boeing, Ford, Honda, Levi ´s, Pfizer, Reebok, SAP e Unilever. De acordo com os organizadores do movimento, mais de 750 firmas já manifestaram adesão.

No Brasil, segundo um dos movimentos organizadores, o Sleeping Giants Brasil, algumas empresas já anunciaram a participação da campanha, como Unilever, Coca-Cola, Northface, Vans Usebrusinhas, o Interceptbr.

Propostas

Além do boicote, a campanha também apresentou uma série de reivindicações para o Facebook e para outras redes sociais. Entre elas incluir executivos para analisar os produtos sob o olhar de direitos humanos, realizar auditorias de entidades independentes sobre as medidas de combate ao discurso de ódio e desinformação e ressarcimento de anunciantes cujas mensagens pagas sejam veiculadas em posts e sites depois identificados como problemáticos.

Os organizadores da iniciativa também cobram que o Facebook remova da plataforma grupos relacionados a supremacistas brancos, milícias, conspirações violentas, negação do holocausto, rejeição de efeitos de vacinas e que rejeitam mudanças climáticas. Também defendem que as aplicações da companhia parem de recomendar conteúdos de ódio e desinformação e criem mecanismos para que esses conteúdos sejam revisados por humanos, e não somente por sistemas automatizados.

Facebook

Em nota à Agência Brasil, o Facebook afirmou que a companhia investe “bilhões de dólares todos os anos para manter a comunidade”, embora não tenha detalhado os valores. Segundo a empresa, relatório da União Europeia indicou que a plataforma analisou mais conteúdos de discurso de ódio em 24h do que Twitter e Youtube.

“Nós abrimos para uma auditoria de direitos civis e banimos 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie”, acrescentou o comunicado.

Em artigo publicado no site da empresa na quarta-feira (1º), o vice-presidente de políticas públicas e comunicação da empresa, Nick Clegg, declarou que o Facebook “não se beneficia do ódio” e que o discurso de ódio é uma expressão da sociedade na plataforma. Ele destacou que esses conteúdos são proibidos pelos parâmetros da comunidade e são retirados quando identificados, mas que procurá-los é como buscar “uma agulha no palheiro” pela grande quantidade de mensagens postadas diariamente.

Edição: Valéria Aguiar

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Direitos Humanos

Violações de direitos humanos podem ser denunciadas via Telegram

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As denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher já podem ser feitas também por meio do aplicativo de mensagens Telegram, a exemplo do que já vinha sendo feito via canais telefônicos Disque 100 e Ligue 180, e pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil. Um outro canal disponibilizado para esses tipos de denúncias é o site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Em todas as plataformas, o serviço funciona 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados, tanto para registro de denúncias como para atendimento a vítimas.

Para utilizar o canal do Telegram, basta digitar “Direitoshumanosbrasilbot” na busca do aplicativo. “Após receber uma mensagem automática, o cidadão será atendido por uma pessoa da equipe da central única dos serviços. A denúncia recebida será analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos”, informou por meio de nota o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Em todas as plataformas as denúncias podem ser feitas gratuitamente e de forma anônima. A pessoa denunciante receberá um número de protocolo. Por meio dele será possível acompanhar o andamento da denúncia.

Disque 100

Segundo o ministério, entre os grupos atendidos pelo Disque 100 estão “crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua”, bem como para denúncias de discriminação ética ou racial; e violência contra grupos como ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

Disque 180

Já as denúncias de violência contra a mulher registradas pelo Ligue 180 cadastra e encaminha os casos aos órgãos competentes. “Além disso, a plataforma recebe reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento”, informa o ministério.

Edição: Valéria Aguiar

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