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Força mental pode ser ponto forte do judô brasileiro na Olimpíada

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No comando da seleção brasileira masculina de judô desde 2018, a sensei Yuko Fujii, nascida na cidade de Toyoake (Japão), chegou ao Brasil cinco anos antes, após uma atuação de destaque na equipe técnica da equipe britânica na Olimpíada de Londres 2012. Antes de se tornar a primeira mulher a assumir o time masculino na história da modalidade no país – Yuko Fujii assumiu a função com a saída do do sensei Fúlvio Myata – a treinadora passou por todas as equipes de base do judô brasileiro. Na última quarta-feira (27), durante uma live (transmissão ao vivo) no perfil oficial da Federação Piauiense de Judô (FPIJ), a treinadora minimizou o fato de ser uma mulher a treinar uma equipe composta exclusivamente por homens. 

“A gente viaja muito para compartilhar o trabalho. Converso bastante com várias pessoas do judô em todo país. Foi aí que eu consegui entender como funciona o esporte por aqui. Isso facilitou muito o meu ingresso na seleção. Tive um contato grande com o sensei Luiz “Jun” Shinohara e com o próprio sensei Fúlvio Myata. A Confederação tem também uma equipe multidisciplinar que divide essa pressão comigo”.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Seleção Brasileira

Uma publicação compartilhada por Federação Piauiense de Judô (@fpij.oficial) em 27 de Mai, 2020 às 3:45 PDT

 

Quando chegou ao país em 2013, Yuko Fujii lembra que se surpreendeu ao se deparar com o nível técnico do judô brasileiro “Vi que vocês têm um judô limpo, bonito, parecido com o praticado no Japão”.

Mesmo sem fazer uma projeção de medalhas a serem conquistadas nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão), adiados para o ano que vem, Yuko Fujii salientou um ponto que pode pesar a favor da seleção. “Os brasileiros têm a parte mental e psicológica muito forte. Nesse período de pandemia, todos estão mantendo o treino o mais próximo possível do ideal, mesmo estando dentro de casa. O nosso foco, agora, é a parte física. E eles ‘compraram’ a nossa ideia. Queremos que os atletas tenham a menor perda [física] possível. Hoje, não temos competição. Então, ficamos sem referência. Por isso, a orientação é manter o trabalho dia a dia. E eles estão fazendo isso”, elogiou.

Início de 2020 promissor

Segundo a treinadora, a temporada passada foi um ano de paciência. “Tivemos realmente uma fase difícil em 2019”. Mas, Yuko Fujii destaca que os resultados começavam a aparecer no início deste ano.. “Começamos lá em janeiro com as medalhas conquistadas na primeira competição do ano, o Grand Prix de Tel Aviv (Israel). Foi muito bom. Tivemos uma participação destacada, principalmente, com os jovens”. 

A competição em Tel Aviv distribuiu até 700 pontos no ranking olímpico. O judoca  Leonardo Gonçalves, de 24 anos, conquistou a prata na categoria até 100 quilos. O Brasil faturou ainda quatro bronzes com Daniel Cargnin, de 22 anos (66 kg),  Eduardo Yudy Santos, de 25 anos (até 81 kg), Rafael Macedo, de 25 anos (90 kg). Vale destacar que, desse grupo, apenas Buzacarini já acumulava experiência olímpica.

As conquistas seguiram em fevereiro. No Aberto de Sófia (Bulgária), teve dobradinha verde e amarela entre os ligeiros (60kg): Phelipe Pelim foi  ouro, e Allan Kuwabara, bronze. No outro Aberto, o de Oberwart (Áustria), mais duas medalhas: Leonardo Gonçalves, faturou o ouro, e Rafael Buzacarini, a prata, ambos na categoria até 100 kg. Enquanto isso, o desempenho brasileiro nos dois Grand Slams, principais competições do circuito, foi de apenas uma medalha. Depois de passar em branco na competição de Paris (França), no início de fevereiro, a delegação nacional trouxe o bronze de Düsseldorf (Alemanha), com Rafael Silva (categoria acima de 100 kg), no final do mesmo mês.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Desfalques não abalam confiança de Zé Roberto na seleção em Tóquio

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Um debate entre quatro técnicos de importantes modalidades do esporte nacional revelou como os está a preparação e o que podemos esperarm do desempenho do Brasil na Olimpíada de Tóquio (Japão), adiada para o ano que vem. O encontro virtual, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) por meio de live (transmissão ao vivo), realizada na noite de ontem (24), reuniu os técnicos Zé Roberto Guimarães (vôlei feminino), Fernando Possenti (maratonas aquáticas), Ney Wilson (judô) e Sérgio Santos (Triathlon).

Seleção feminina de vôlei 

Único tricampeão olímpico brasileiro, Zé Roberto ressaltou uma preocupação a mais causada pelo adiamento dos Jogos de Tóquio em 2021. O desejo de duas importantes jogadoras se tornarem mães nesse período. O comandante não revelou os nomes das atletas. “É um assunto sério. Muita gente fala que o adiamento é de apenas um ano. Mas o ciclo olímpico é de quatro anos, e  elas já tinham se programado com antecedência. Não sei se teremos algumas baixas. Estamos conversando. Não é uma decisão fácil. As atletas, nessa faixa etária de 32, 33 anos, começam a pensar cada vez mais em constituir uma família. E é claro que a gente respeita demais esse lado das jogadoras”, disse Zé Roberto.

Ele falou também sobre o grupo que a equipe brasileira terá pela frente na fase inicial dos Jogos de Tóquio, que inclui Japão, Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia. “Sempre gostei de cair em grupos fortes. Sendo testado desde o princípio, você tem a certeza de que está preparado. E teremos pela frente também o Japão e a Coreia, equipes asiáticas que sempre trazem muitas dificuldades para o nosso time. Isso nos força a ter um ritmo de jogo diferente. Nós não somos a melhor equipe, mas estamos na briga. China, Sérvia e Estados Unidos estão na nossa frente. Brigamos em igualdade com a Itália e também com essas outras três”, previu Zé Roberto.

Maratona Aquática

Fernando Possenti, o técnico da equipe nacional de maratonas aquáticas, que tem como o grande nome a pentacampeã mundial Ana Marcela Cunha, lamentou o período o longo período que os atletas têm passado longe da água em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Não tem como. Ela [a água] é fundamental no nosso esporte. Mas procuramos tirar algo bom desse período e buscar soluções”, afirmou.  Uma delas foi o equipamento VASA, fornecido pelo COB, que ajuda o atleta a simular a natação mesmo sem o contato com a água. “Esse aparelho tem adaptações de elásticos e variações de tração, intensidade e potência. Podemos fazer séries diferentes”, explicou.

A modalidade também é uma das únicas na qual a aplicação de força é feita na horizontal e não na vertical. “Buscamos resolver [isso] com essa tecnologia. O COB nos ajudou muito. São soluções criativas para que eles pudessem estar executando, pelo menos, o gesto motor”.

O técnico lembrou também que nesse último ciclo a equipe optou por competir o máximo possível. “Tivemos uma rotina muito puxada de viagens e competições. Mas foi essa a estratégia. Queríamos testar e conhecer os adversários na prática. E agora estamos aproveitando esse período para evoluir na parte técnica”.

Triathlon 

O experiente Sérgio Santos, diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri) tem quatro Olimpíadas na carreira, sendo duas por Portugal e duas pelo Brasil. Ele considerou que esse ano a mais, até os Jogos de Tóquio, será positivo. A modalidade olímpica consiste de três provas: 1,5 quilômetro de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida. “O Brasil tem um time muito jovem. Esses meses trarão mais maturidade e experiência para eles. Um ano para treinar e crescer. Isso, com certeza, irá beneficiá-los. A modalidade é de resistência, geralmente o ápice do atleta chega depois dos 20 [anos]. Para muitos deles, até acima dos 30. O adiamento vai ser positivo”, acredita.

Judô

O gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira da modalidade (CBJ), Ney Wilson, destacou a importância da seleção estar prestes a viajar para Portugal para uma etapa de treinos, a primeira depois da pandemia do novo coronavírus. “O atleta precisa do adversário. O impacto para os nossos atletas só não foi maior porque praticamente todo mundo parou. Apenas o Uzbequistão não teve paralisação nenhuma. Alemanha é o mais avançado da Europa. A França está muito parecida com o Brasil. E Portugal está retomando agora com testagem de todos os atletas”, detatalhou Wilson.

O dirigente informou também que a CBJ, em conjunto com a Federação Portuguesa, está fazendo o planejamento da ida da delegação brasileira para o país ibérico. “A ideia é dividir com eles os protocolos e necessidades. Vamos dividir os trabalhos em micro treinamentos. Os nossos atletas estão há bastante tempo sem os movimentos específicos do judô. Por isso, temos que retomar com cautela”, completou.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

Manchester City perde e Liverpool comemora campeonato inglês

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Demorou trinta anos, mas o Liverpool voltou a conquistar o Campeonato Inglês. O título de número 19 veio, na noite desta quinta-feira (25), com a vitória do Chelsea, por 2 a 1, sobre o Manchester City,  único clube que poderia alcançar os Reds em número de pontos. O campeonato deste ano tem um sabor especial: é a primeira taça de Premier League do time da cidade dos Beatles. O molde do atual torneio foi criado em 1992 e e ainda faltava esse título ao atual campeão europeu e mundial.

A sete rodadas do fim da competição, os comandados do alemão Jürgen Klopp chegaram a 86  pontos e o vice-líder Manchester City, com 63, não tem mais como superar matematicamente os Reds. A campanha do Liverpool é impecável: venceu 28 dos 31 jogos e empatou duas vezes. Nem uma derrota no percurso. 

Pelas redes sociais, o clube foi direto. “Conte ao mundo….Nós somos Liverpool, campeão da Inglaterra”. Os campeões ingleses tem brasileiros na equipe, o atacante Firmino e o volante Fabinho. Outros destaques deste elenco são o egípcio Salah e o senegalês Sadio Mané.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Sum up how you’re feeling in three words ?

Uma publicação compartilhada por Liverpool Football Club (@liverpoolfc) em 25 de Jun, 2020 às 3:06 PDT

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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