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Economia

FMI projeta menor crescimento econômico mundial e do Brasil em 2019

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Mãos com mapa-múndi pintado
Pixabay

Economia brasileira e global deve crescer menos do que o esperado em 2019, de acordo com o FMI


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, nesta terça-feira (9), as projeções para a economia brasileira e mundial no fim deste ano. No relatório “World Economic Outlook”, o órgão baixou a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) global para 3,3%.

A nova estimativa do PIB
mundial caiu 0,2 ponto percentual (p.p) em relação à projeção divulgada em janeiro deste ano, que era de 3,5%
. No final de 2018, o crescimento da economia global foi de 3,6%.

Segundo o FMI
,  a diminuição na expectativa de crescimento mundial se deve às tensões comerciais — como a guerra tarifária entre Estados Unidos e China – e a desaceleração econômica em alguns países principais.  O documento também justifica a redução na previsão do PIB com a recuperação baixa dos mercados emergentes, que causa queda na confiança das empresas, e às incertezas políticas em muitas nações.

“Tensões comerciais, cada vez mais, prejudicaram a confiança das empresas e, portanto, o sentimento do mercado financeiro se agravou, com condições de aperto para mercados emergentes vulneráveis na primavera [outono no hemisfério sul] de 2018 e depois em economias avançadas no final do ano, pesando sobre a demanda global”, diz o relatório.

Para 2020, o FMI projeta alta de 3,6% no PIB global
.

Entre os países que mais devem crescer neste ano, estão a Índia (7,3%) e a China (6,3%), que devem impulsionar o PIB dos países emergentes
(4,4%). Enquanto isso, Estados Undios, Alemanha e Japão devem crescer 1,8%, 0,8% e 1/%, respectivamente.

Leia também: Inflação na Venezuela supera 2.600.000% em 12 meses, diz Assembleia Nacional

Já as estimativas para a América Latina são bem mais baixas: como um todo, seu PIB deve ser de apenas 1,4%, puxado principalmente pela Venezuela, que deve apresentar retração de 25% em sua economia. Além do país de Maduro, a Argentina também deve apresentar recessão neste ano, com queda de 1,2% no PIB.

Previsões para a economia brasileira


Mapa do Brasil feito com moedas
iStock

Segundo o FMI, Brasil precisa conter aumento dos gastos para conseguir elevar o PIB


Ainda no cenário de baixo crescimento da América Latina, o FMI reduziu, também, a previsão do PIB brasileiro
. Em janeiro deste ano, o fundo esperava uma expasão de 2,5% neste ano, número que caiu 0,3 p.p, atingindo 2,1%. Ao mesmo tempo, o documento que elevou a estimativa para 2020, que passou de 2,2% para 2,5%

De acordo com o órgão, a principal prioridade do País deve ser “conter o aumento da dívida pública”, mas garantindo que os “gastos sociais necessários permaneçam intactos.” O relatório também elogia o teto de gastos brasileiro: “No Brasil, a principal prioridade é conter o aumento da dívida pública enquanto mantém intactos os gastos sociais. O teto de gastos introduzido em 2016, que incrementa o resultado primário em 0,5 ponto percentual por ano, é um passo na direção certa para facilitar a consolidação fiscal”, escreve.

Leia também: Previsão de alta do PIB em 2019 cai pela sexta vez consecutiva

O FMI pontua, ainda, a necessidade da agenda de reformas no País, como a da Previdencia
, para frear gastos crescentes e elevar o PIB
. “A recente reforma trabalhista e subsídios ao crédito são esforços para melhorar a infraestrutura e a eficiência da intermediação financeira e pode ajudar a aumentar a produtividade e elevar as perspectivas de crescimento no médio prazo”, completa.

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Economia

Rendimento da poupança vai mudar com provável alta da Selic; entenda

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Poupança pode render mais
Arquivo/Agência Brasil

Poupança pode render mais

Com a provável elevação da taxa básica de juros, a Selic, para 9,25% nesta quarta-feira  (8), o Banco Central também estará alterando o cálculo do rendimento da poupança. Essa alteração acontece porque a poupança tem dois cálculos diferentes dependendo do patamar da Selic.

Se a taxa básica estiver abaixo de 8,5%, o cálculo é um, se estiver acima, outro. Num primeiro momento, no entanto, a mudança de patamar terá pouco impacto no resultado final para o poupador.

No cenário atual, com os juros a 7,75% ao ano, a poupança rende 70% do valor da Selic mais a Taxa Referencial (TR), uma taxa calculada pelo Banco Central que leva em conta, entre outros fatores, o patamar da Selic. Como ela está zerada, o rendimento da poupança seria de 5,53% ao ano.

Já com a taxa básica de juros em 9,25%, o rendimento é de 0,5% ao mês mais a TR. Em 12 meses com a taxa nesse patamar, o rendimento passaria a 6,17% ao ano mais a TR. Se o cálculo continuasse pelo método anterior, o rendimento seria de 6,45%.

Como a Selic está muito próxima do limite de 8,5%, a TR não será muito alta e, por isso, a diferença entre os dois cálculos ainda seria pequena.

Projeções da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostram que R$ 10 mil na poupança por 12 meses com Selic em 9,25% renderiam R$ 617 mais a TR. Já com a Selic em 7,75%, o rendimento em um ano seria um pouco menor, de R$ 553.

Aumento da TR

Miguel Oliveira, diretor-executivo da Anefac, explica que à medida que a Selic for aumentando – a projeção do mercado é de 11,25% em 2022 – a TR acompanha o movimento e o rendimento também.

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“Se houver alteração do TR (nesse primeiro momento) vai ser mínima, coisa marginal. Agora, se a Selic for acima de 12%, você começa a ter uma incidência maior de TR”, disse.

Esses rendimentos ficam abaixo da inflação deste ano, que está em 10,73% no acumulado de dois meses em novembro. Ou seja, ao final do ano, o dinheiro perderia valor.

Outras opções

Segundo a planejadora financeira e professora da FGV, Myrian Lund, o patamar de 8,5% é o equilíbrio entre as duas formas de correção e, por isso, a mudança não faz tanta diferença.

“A taxa de 8,5% seria o ponto de equilíbrio, tanto por um sistema quanto pelo outro você vai ter a mesma rentabilidade, não tem uma mudança na taxa significativa”, explicou Lund.

A planejadora financeira ressalta que há outras opções de investimento no mercado com retorno melhor do que a poupança e que deveriam ser consideradas.

“Se você quer ter um ganho acima da inflação, tem que mudar sua aplicação. Se você quiser ter liquidez diária, tem o tesouro Selic, ou CDB do banco, RPC da cooperativa, você ganha mais com liquidez diária”, orientou.

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Economia

PEC dos Precatórios será promulgada fatiada nesta quarta-feira

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Rodrigo Pacheco e Arthur Lira fecharam acordo nesta terça-feira
Reprodução/TV Câmara

Rodrigo Pacheco e Arthur Lira fecharam acordo nesta terça-feira

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios será promulgada de forma fatiada nesta quarta-feira (8). A decisão foi tomada na terça-feira pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, que anunciaram que as alterações da PEC propostas pelo Senado serão votadas na próxima terça-feira (14) no Plenário da Câmara.

Depois do acordo entre Câmara e Senado, o presidente  Jair Bolsonaro (PL) publicou a medida provisória que insititui o Auxílio Brasil.

Lira explicou que as inovações dos senadores ao texto, como tornar o programa Auxílio Brasil permanente, serão incorporadas à PEC 176/12, que está pronta para ser apreciada pelo Plenário. Segundo o presidente da Câmara, esse procedimento permitirá a votação da proposta com mais celeridade.

Segundo Lira, o importante é garantir a abertura de espaço fiscal no Orçamento para o pagamento do Auxílio Brasil. “A parte mais importante é a abertura do espaço fiscal do Orçamento para o pagamento do Auxílio Brasil, a manutenção das regras das duas Casas para compensação dos precatórios e para o parcelamento dos débitos previdenciários dos municípios, entre outros”, explicou.

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“As questões de mérito serão discutidas pelas lideranças e teremos, de agora até a próxima terça-feira, conversas para alinhar o máximo possível de texto comum”, disse Lira.

Auxílio Brasil

A PEC abre, no Orçamento da União de 2022, um espaço fiscal aproximado de R$ 50 bilhões para bancar R$ 400 mensais aos beneficiários do Auxílio Brasil – programa de transferência de renda sucessor do Bolsa Família – por meio da mudança da fórmula de cálculo do teto de gastos imposto pela Emenda Constitucional 95, de 2016 e da criação de um subteto para o pagamento de precatórios, as dívidas da União e dos entes federativos oriundas de sentenças judiciais definitivas.

Rodrigo Pacheco afirmou que os senadores entenderam o senso de urgência na implantação do novo programa social do governo. “A alternativa mais viável, com o apoio de uma ampla maioria dos líderes, foi a possibilidade, nos textos onde há pontos comuns, de sua promulgação. Mas a promulgação desses pontos comuns só serão possíveis com a condição de que as inovações possam ser apreciados pela Câmara”, explicou Pacheco.

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