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Saúde

Fiocruz: novas linhagens da Ômicron avançam e favorecem reinfecções

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O trabalho de sequenciamento genético realizado pela Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que as linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ômicron continuaram a ganhar espaço no país durante a segunda quinzena de junho, o que favorece a ocorrência de casos de covid-19 em pessoas que já tiveram a doença e se recuperaram. Novos dados da rede foram divulgados hoje (2) pela Fiocruz, que atingiu a marca de 50 mil genomas de SARS-CoV-2 sequenciados desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020. 

O estudo mostra que as subvariantes BA.4 e BA.5 representavam cerca de 8% dos casos sequenciados no país em maio, percentual que subiu para 25% em junho, enquanto a BA.2 perdeu espaço. O cenário é semelhante ao que ocorre na América do Norte e na Europa e tende a posicionar as duas novas subvariantes como dominantes no país. 

Com o predomínio dessas duas linhagens, pesquisadores esperam uma maior ocorrência de reinfecções, já que elas são consideradas geneticamente bem distintas da BA.1 e da BA.2, que dominaram o cenário epidemiológico no primeiro semestre. O mesmo ocorreu quando a variante Ômicron BA.1 substituiu a variante Delta e causou o pico de casos registrado em janeiro e fevereiro deste ano.

Foram caracterizados geneticamente 81 casos de reinfecção por covid-19, sendo 68 deles associados às linhagens da variante Ômicron. Entre esses casos, já há pessoas que contraíram covid-19 a partir de vírus de duas linhagens diferentes da Ômicron.

Os dados analisados no estudo divulgado hoje se referem ao período de 16 a 30 de junho, e incluem o sequenciamento de 1.745 genomas à base de dados que já existia anteriormente.

O material é coletado pelos pesquisadores a partir de parceria e colaboração com os Laboratórios Estaduais de Saúde Pública (Lacens), a Coordenação-Geral de Laboratórios do Ministério da Saúde, os Laboratórios de Assistência Diagnóstica da Fiocruz e outras instituições nacionais. O acesso à base de dados EpiCoV do Gisaid, uma iniciativa internacional de vigilância genômica de novo coronavírus e influenza, também auxilia o trabalho de monitoramento da Rede.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Infogripe indica queda de síndrome respiratória na maioria dos estados

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Registro de um leito para paciente Covid-19 em São Paulo
GOVSP

Registro de um leito para paciente Covid-19 em São Paulo

No novo boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira, mostra que a maioria dos estados do país já apresenta sinal de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estudo aponta manutenção de queda em grande parte das unidades federativas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul; sinal predominante de interrupção do crescimento com alguns estados já iniciando queda no Nordeste; e manutenção do indícios crescimento no Norte.

Referente à Semana Epidemiológica (SE) 31, período de 31 de julho a 6 de agosto, o documento tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de agosto.

A análise mostra queda nas tendência de longo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas). Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 1,9% para influenza A; 0,2% para influenza B; 5,9% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 79,1% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. No grupo de 0 a 4 anos, o volume de casos associados à Covid-19 se mantém acima do observado para o VSR nas últimas quatro semanas.

Referente aos casos de SRAG em 2022, já foram registrados 34.932 óbitos, sendo 26.259 (75,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.949 (19,9%) negativos e ao menos 721 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Entre os óbitos, a prevalência entre os casos positivos nas quatro últimas semanas epidemiológicas foi de 1,0% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,3% para VSR; e 96,1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Estados Observa-se que, das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 31. Dos demais estados e o Distrito Federal, quatro apresentam sinal de estabilidade (Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí), com os demais apresentando sinal de queda na tendência de longo prazo no mesmo período.

No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que até a atualização passada apresentavam manutenção de patamar elevado em crianças, já apontam para situação de queda nessa faixa etária.

Capitais Três das 27 capitais apresentam indícios de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 31: Belém (PA), Boa Vista (RR) e Recife (PE). Nas demais, há predomínio de sinal de queda, com sete capitais apresentando estabilidade nesse indicador.

Em oito dos 27 estados, observa-se ao menos uma macrorregião de saúde com sinal de crescimento na tendência de longo ou curto prazo: Acre, Amazonas e Roraima no Norte; Piauí e Sergipe no Nordeste; Espírito Santo e São Paulo no Sudeste; e Mato Grosso no Centro-Oeste.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Entenda os benefícios do banho frio

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Especialistas recomendam banho frio
Thinkstock/Getty Images

Especialistas recomendam banho frio

Escolher a temperatura da água não é apenas questão de gosto. A preferência por banhos mais quentes ou mais frios traz impactos diretos para a saúde, não apenas da pele, como de todo o corpo. A melhor saída, explicam especialistas, é a água fria. Isso porque as duas opções oferecem benefícios diferentes que devem ser levados em consideração, porém, se for necessário escolher entre as duas temperaturas, o banho gelado é o que traz mais efeitos positivos.

Um dos principais pontos dos banhos mais frios é o aparente efeito estimulante do sistema imunológico. Um estudo conduzido por pesquisadores holandeses, publicado na revista científica PLOS One, com mais de três mil participantes, constatou que, entre aqueles que passaram a adotar uma rotina de água gelada, houve um número de faltas no trabalho por motivos de saúde 29% menor que entre os que tomaram banhos quentes.

Outro impacto é na ativação do sistema nervoso simpático. A água fria, quando entra em contato com o corpo, estimula a liberação da noradrenalina, um hormônio que acelera o batimento cardíaco e aumenta a pressão arterial. O mecanismo promove a sensação de se sentir revigorado e é ligado a desfechos melhores de saúde.

Além disso, o banho frio diminui o fluxo sanguíneo na pele. Mas, quando ele acaba, e o corpo precisa se aquecer, o organismo passa a trabalhar para aumentar esse fluxo na superfície. O estímulo a esse sistema é associado a uma melhor circulação do sangue no corpo.

Há ainda evidências de que a água gelada constante ajuda a acelerar o metabolismo e a perda de peso, e que a liberação da noradrenalina mencionada anteriormente pode ajudar a combater sintomas de depressão. No entanto, pessoas com predisposição para problemas cardiovasculares devem estar atentas. A exposição imediata a águas muito frias pode provocar um choque térmico no corpo, e, em casos mais graves, precipitar um ataque cardíaco.

Apesar de o banho frio de fato oferecer mais benefícios, há também pontos positivos na água mais quente. O mais evidente é a sensação de relaxamento que ela proporciona. Há estudos mostrando que esse efeito pode levar a um sono melhor, ao alívio de fadigas musculares e da tensão corporal.

Temperaturas mais altas também podem ser boas para a circulação, mas de forma diferente da água gelada. Quando expostos ao calor, os vasos sanguíneos se alargam, o que promove um aumento do fluxo sanguíneo.

Esses efeitos, que abaixam a pressão arterial, podem, no entanto, ser negativos para determinadas pessoas. Naqueles mais suscetíveis a quedas de pressão, a água quente pode levar à tontura e até mesmo a mudanças abruptas que levam a quadros de desmaio. No banheiro, isso se torna ainda mais preocupante pois pode provocar um acidente.

Além disso, a água mais quente retira da pele óleos naturais, o que pode promover um ressecamento e, eventualmente, erupções cutâneas, especialmente em pessoas com problemas de pele. As mesmas substâncias também podem ser retiradas do cabelo, deixando-os mais secos e menos hidratados.

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Fonte: IG SAÚDE

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