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Filho de Rita Lee celebra saúde da mãe após câncer: ‘O pior já passou’

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Beto Lee é filho de Rita Lee
Reprodução/Instagram 12/04/2022

Beto Lee é filho de Rita Lee

Beto Lee estava na barriga da mãe quando ela foi presa por suposto porte de maconha na ditadura militar (“quer coisa mais rock and roll do que ser preso antes de nascer?”, diverte-se ele). Também viu surgir na sala de sua casa hits que moldaram o pop/rock brasileiro e que depois teve oportunidade de tocar na banda da rainha do rock.

É com esse lugar não só de testemunha ocular, mas de agente dessa história que o filho mais velho de Rita Lee e Roberto de Carvalho subirá ao palco com “CeLeebration”, show que estreia dia 15, no Teatro Liberdade, em São Paulo.

Dedicado à obra icônica de sua progenitora, o espetáculo, realização da Lab Cultural, celebra os 55 anos da trajetória profissional de Rita. No repertório, sucessos de várias fases da carreira dela: dos tempos das bandas Mutantes e Tutti Frutti, passando pela época solo, até as parcerias com o marido, Roberto. “Saúde”, lança perfume”, “Ovelha negra”, “Ando meio desligado”, “Agora só falta você”, “On the rocks”, “Mania de você” e “Banho de espuma” são algumas canções que Beto escolheu tanto para matar saudades quanto para aplicar nas novelas gerações.

“É uma questão de honrar tudo que ela fez e celebrar a vida dela. São 55 anos prestando um serviço imensurável para o país e a cultura, reivindicando a independência feminina”, destaca Beto.

“Aos 45 anos, tenho maturidade para pegar essas músicas e entregar tanto aos fãs antigos como aos da idade da minha filha, Izabela, de 15 anos”, disse. Uma geração que, como ele diz, “não viu a velha em ação”.

“Minha mãe se aposentou há muito tempo. Quando fui ao bloco de carnaval Ritalina e vi um monte de adolescente cantando as músicas dela, pensei nisso. Essa responsa é minha também! No mais, isso aqui é Brasil: se eu não fizer, algum panaca que não tem nada a ver vai fazer. Não vou deixar para ninguém!”, crava Beto, que convidou músicos que tocaram com Rita para compor a banda.

‘Foi uma estrada esburacada, mas ela conseguiu atravessar, o pior passou’

O show de Beto Lee chega em um momento de alívio na família. Como se sabe, Rita enfrentou um câncer (que ela batizou de “Jair”) no meio da pandemia de Covid. Em maio do ano passado, a cantora foi diagnosticada com um tumor primário no pulmão esquerdo após exames de rotina.

“A notícia caiu como uma bomba, ligou um sinal de alerta forte. A sorte foi ter descoberto no início, o que facilitou a recuperação”, conta Beto. “Foi uma estrada bem esburacada, mas ela conseguiu atravessar. Está ótima, se recuperando bem, o pior já passou”, disse. 

Em meio a sessões de imunoterapia e radioterapia, a família seguiu confiante. Em nenhum momento Beto pensou que a mãe fosse sucumbir. Conhece de perto a mulher de luta que ela é.

Caso sério

É gente como a backing vocal Debora Reis e o baixista e ex-Tutti Frutti Lee Marcucci (coautor de “Jardins da Babilônia” e “Miss Brasil 2000”), que acompanhou Rita por 45 anos e é considerado por Beto o “mestre” no meio da turma. Marcussi está emocionado em dividir o palco com o filho da parceira de tanta estrada.

“Peguei o Beto no colo, lembro de a Rita dando de mamar para ele no camarim no meio daquela loucura toda do Tutti Frutti . Quem diria que tantos anos depois ia estar com saúde para subir no palco ao lado dele”, comemora Marcussi. 

“Beto está maduro profissionalmente e na forma com que se dirige ao público, super inteligente e falando sobre assuntos que todo mundo se interessa”, disse. 

O show e o set list, que Beto teve dificuldade em escolher em meio a tantos hits, estão mais do que abençoados pela eterna Santa Rita de Sampa. Quando ela e Roberto ouviram da boca do filho a ideia, toparam na hora, como conta a própria.

“Estava eu lá na doce vidinha no mato, cercada de bichos e plantas, quando meu filho telefona pedindo a benção para montar um show com hits dos meus 50 anos de estrada musical. Ninguém teria melhor background para tal projeto. Ele tocou comigo por treze anos e sabe como ninguém como era conviver com seus pais dentro e fora do palco. Além de pilotar a guitarra com maestria e conhecer todos os arranjos originais”, ressalta.

“Na mesma hora, lembrei do Beto com seus cinco anos se desvencilhando dos seguranças e invadindo o palco do Maracanãzinho com sua guitarrinha de plástico fazendo a coreografia “duck walk” de Chuck Berry”, disse.

Roberto enfatiza que o legado artístico da família não poderia estar em melhores mãos. “Ele é testemunha in loco, ocular e auditiva da criação de várias dessas músicas que fazem parte do repertório. Desde sempre plugado na verdadeira confeitaria musical que era o lar de nossa família, mais tarde nos deu a alegria de fazer parte de nossa banda e saímos mundo afora com o reforço essencial de sua presença”, diz.

“Agora, nos dá o prazer de continuar essa tradição, imprimindo sua marca musical pessoal com a colaboração de músicos queridos que fizeram parte de nossa epopeia. Delegamos ao Beto a condução dessa chama, que espero que não se apague jamais”, afirma. 

Vida de rockeiro

Quando os pais se separaram, nos anos 1990, ele era adolescente e foi morar com ela. Segurou várias ondas numa época em que Rita sofreu overdose e uma queda que esfacelou seu maxilar. Precisou colocar pinos de titânio, e os médicos teriam dito que ela jamais voltaria a cantar.

“Foi uma época louca. Meu pais estavam desestabilizados, a família, dividida. E eu, adolescente, lidando com outras questões. Mas no final, o meu relacionamento com a minha mãe se fortificou por conta desse tempo, como filho, parceiro, amigo. Nosso elo ficou mais forte e sou grato por essa experiência”, disse.

Se aqueles tempos serviram para aproximar fisicamente mãe e filho, o papo reto aconteceu desde sempre dentro de casa. Rita e Roberto educaram os três filhos (além de Beto, há João e Antonio) na base do diálogo franco.

Como conta Beto, “nada era tabu”, muito menos sexo, drogas e rock and roll. Pergunto se, por ter uma mãe que foi fundo nas drogas, Beto ficou mais careta.

“O que é ser careta? É não usar nada? Como diz uma amiga, ‘sexo, drogas e rock e roll a molecada aprende na rua, tem que ensinar é interpretar texto'”, brinca.

“Minha mãe sempre teve sangue frio para falar sobre drogas com a gente, dizer: ‘Se você cheirar, acontece isso’. Não que eu tenha caído nessas armadilhas, mas quando se tem informação, conseguimos tomar decisões mais corretas”, conta. 

O que Rita também ensinou aos filhos foi “pagar as contas em dia”, embora tenha sido uma mãe bem distante das formalidades.

“‘No bullshit’ era o lema da minha mãe. Ela não era de controlar horário, deixava a gente solto, tanto que jogávamos futebol na sala. Mãe hippie… Era uma rotina em diferente da dos meus amigos. Eles voltavam do estúdio seis da manhã com a gente indo para a escola”, recorda Beto.

Rita também inventada histórias mirabolantes para os filhos dormirem. Mas quem disse que eles pegavam no sono? Ficam vidrados nas loucuras que ela imaginava.

Havia também os jantares em família, regados a papos-cabeça sobre religião, camisinha e política. Roberto, “reservado e discreto”, é definido pelo filho como “o pilar” da casa. Beto destaca ainda o fato de o pai nunca ter disputado espaço com Rita.

“Meu pai educou três homens para respeitar as mulheres. Sempre deixou minha mãe voar. É um casal que caminhou lado a lado e foi firme nesse objetivo de criar família e fazer música, mesmo com todos os pormenores”, contou. 

Nesse contexto, havia pormenores bem tradicionais. Como na vez que os três moleques testaram tanto a paciência dos pais saindo na mão dentro de um carro durante viagem pelos Estados Unidos que acabaram expulsos do veículo.

“Eles pararam no acostamento e disseram: “Desçam”. Engataram a primeira e foram embora. Ficamos no meio da estrada. Estiquei o dedão para pegar carona. Parou um casal, olhou para aquelas três crianças e perguntou: “O que estão fazendo aqui?”. Respondi: “A gente está meio perdido”. Mas pensava: “F*deu, a gente foi abandonado”. Quando meus pais viram que parou um carro, voltaram, e o casal ficou sem entender nada”, disse. 

Agora só falta você

Seguir o caminho da música foi natural para o filho mais velho de Rita e Roberto. Único dos três a se tornar instrumentista, ele começou a tocar guitarra aos 10 anos. Aos 15, montou sua primeira banda, Larika.

A partir de 1995, passou a integrar a banda da mãe. Cresceu em meio ao ambiente de estúdio, aprendeu demais observando a dinâmica de trabalho dos pais e vendo nascer canções como “Brasil com S” e “Dias melhores virão”.

“Eles sempre fizeram música em casa, tocavam na sala. Isso fica embutido na gente. Minha mãe andava com caderninho e caneta no bolso e meu pai chegava com ideias. Estavam sempre tocando, até hoje, mesmo aposentados nunca deixaram de criar”, lembra.

“Agora, meu pai agora comprou um violão de nylon e está tocando bossa nova”, afirmou.  Beto gravou rês discos e também cobriu festivais como apresentador do canal Multishow. Em 2016, entrou para os Titãs, após a saída de Paulo Miklos.

“Não substituí Paulo Miklos, ele é insubstituível. Estou ali como fiel escudeiro. Agora, vamos gravar um disco de inéditas para comemorar 40 anos de estrada. É o terceiro disco que gravo com eles”, enumera Beto, revelando que há uma parceria inédita de Rita e Roberto no novo álbum dos Titãs.

E será que Rita vai aparecer no show do filho? “De dona Rita a gente pode esperar qualquer surpresa”, encerra Beto.

Fonte: IG GENTE

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Arthur Aguiar explica sumiço das redes sociais: ‘Fiquei mal’

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Arthur Aguiar
Reprodução/ Instagram

Arthur Aguiar


Rio – Arthur Aguiar explicou aos fãs o motivo de ter se afastado das redes sociais nos últimos dias. Nesta segunda-feira, o ator e ex-BBB foi aos Stories do Instagram para contar que ficou doente ao mesmo tempo em que se recuperava de cirurgias que fez recentemente.

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“Apareci depois de alguns dias, fiquei bem mal, peguei uma virose muito ruim, fiquei muito congestionado”, começou o esposo de Maíra Cardi. “E é horrível, porque, como vocês sabem, eu fiz uma operação de nariz, fiz várias coisas para desobstruir, e aí é sangue misturado com secreção e não pode assoar direito, é horrível. Fiquei bem ruinzinho, bem mal esses dias e, por isso, não apareci aqui”, revelou o cantor, que chegou a cancelar sua turnê para se submeter a três procedimentos no último dia 23.


Em seguida, Arthur tranquilizou os fãs ao falar sobre sua recuperação: “Só quis ficar deitado e descansar, era muito dor, dor na cabeça e na garganta, mas passou. Agora estou indo nos meus médicos, tanto do nariz quanto da hérnia para aquele check-up depois das cirurgias e vou ver como está tudo”, contou ele.

No fim de junho, o campeão do “BBB 22” passou por três cirurgias diferentes no mesmo dia, em um hospital de São Paulo. Arthur Aguiar foi submetido a uma operação para corrigir uma hérnia inguinal e uma septoplastia por causa de um desvio de septo, além da turbinectomia para remover uma concha bolhosa no nariz, que tinha surgido como consequência de rinite.

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Fonte: IG GENTE

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João Gordo se define: ‘Um ser humano em construção’

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João Gordo
Cauê Porto/Divulgação

João Gordo


Um tsunami de carinho atingiu as redes sociais do músico e apresentador de TV João Gordo depois que ele publicou, na semana passada, uma foto em que aparecia fazendo nebulização com um oxímetro no dedo. “Quilômetros de cigarro e montanha de maconha, alguns passam ileso, outros não”, escreveu o vocalista do Ratos de Porão, um dos mais populares, musicalmente agressivos, liricamente combativos e longevos grupos do punk brasileiro.

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— Acho que eu sou muito mais querido do que odiado — avalia, aos risos, por telefone, esse João nada bossa nova, que desde os anos 1980 enfrenta, com mais ou menos paciência e humor, a acusação de ser um “traidor do movimento punk”. — Fico feliz de o pessoal se preocupar comigo, mas não é para todo mundo ficar passando a mão na cabeça do gordinho, para ficar com dó de mim. Tudo isso aconteceu é porque eu sou um retardado!


O cantor/gritador parou de fumar há dois anos (“de vez em quando dou uns bong nuns baseados, mas não é como era antes”) e há três, desde que foi diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, vive uma rotina de inalações de corticoides e de ingestão de antibióticos.

— Fiquei quatro meses na UTI, foram seis internações. Eu já estava na pandemia antes de todo mundo — ironiza o paulistano de 58 anos de idade. — Estou bem e tal, mas se eu ando até a esquina já estou morrendo. Agora no inverno fui fazer uns shows no Sul, voltei gripadão e comecei a sentir falta de ar de novo.

No fim de semana, por causa da sua situação pulmonar, João teve que cancelar um show que faria com o Asteroides Trio: um tributo rockabilly, acústico, aos 40 anos dos Ratos de Porão, grupo que este ano lançou seu 13º álbum, “Necropolítica”, e tem uma série de shows marcados. O cantor garante presença: diz sentir-se hoje melhor do que na pandemia, quando, além dos problemas pulmonares, teve depressão e ganhou 20 quilos que lhe afetaram a coluna e os joelhos.

— Minha luta contra a obesidade vem desde quando era criança. Já passei por operação [de redução] de estômago e outras ações cirúrgicas. A última que eu fiz se chama plasma de argônio, que cria uma espécie de calo na boca do estômago, e emagreci dez quilos. Mas, por um passe de mágica, voltei a comer igual antes e engordei tudo de novo — revela.

Colega dos tempos do rock underground de São Paulo, e depois da MTV, o VJ e músico Luiz Thunderbird encontrou em João Gordo o apoio decisivo para resolver um problema de saúde.

— Em meados dos anos 1990, João veio conversar comigo sobre meu incontrolável consumo de drogas. Me deu mesmo uma dura: “Se eu souber que você tá usando essa merda de casquinha [cocaína], vou te encher de porrada!” Não demorou muito e eu parei com as drogas — conta. — Daí, teve a volta. Ele estava alucinando nas drogas, teve um piripaque, e eu fui no hospital quando ele teve alta. Falamos sobre a situação e levei ele para casa. João é um grande e doce amigão!

Outros formatos Paralelamente à música e às questões médicas, João Gordo segue com seus projetos de TV: recentemente, criou um crowdfunding para o “Panelaço”, programa no YouTube em que ele leva convidados à sua casa para uma entrevista enquanto um chef prepara uma refeição vegana (o cantor, aliás, é vegetariano há 18 anos). Depois de ele ter perdido alguns patrocínios, a produção estava sendo gravada nos estúdios da Mídia Ninja.

— [A perda dos patrocínios] dificultou a gente de pagar a técnica, e a gente quer manter um padrão de qualidade. E tem ainda um projeto de podcast, “Super plá”, de entrevistas. Tá tudo pronto com os equipamentos, só não tenho tempo para começar. Preciso gravar os “Panelaços” primeiro — conta ele, que segue com a mulher, Vivi Torrico, com o Solidariedade Vegan, programa que tenta atender carências alimentares da população de rua de São Paulo. — Muitas vezes, ela não tem água para beber, tem que beber da torneira do bar… Mas isso, se deixarem.

Quando fala de seu passado na TV, João lamenta ter participado de programas como o “Fundão MTV” (“um jogo de humilhação idiota”) e o “Gordo freak show”.

— Esse tinha umas torturas… mas quando as bandas gringas vinham ao Brasil, eu levava ao programa. Aquele Gordo hoje é diferente, os tempos mudaram — diz. —Estou tentando sempre me tornar uma pessoa melhor. Há uns 20 anos, eu era um bolsominion! Eu era escroto, homofóbico… Hoje sou um ser humano em construção e um filho da puta em desconstrução.

O álbum “Necropolítica” é a menina dos olhos de João Gordo em 2022. Um disco que foi lançado na Europa, nos EUA e na América do Sul e que nasceu do esforço do baixista Juninho. Durante a pandemia, o músico se juntou separadamente aos outros integrantes dos Ratos de Porão para compor.

— Quando vi, tinha 12 músicas para eu fazer a letra, e eu pensei: “Caralho, tem a maior distopia, negacionismo, fascismo, nazismo e racismo em torno de mim!”, e o disco ficou parecendo uma opereta, cada música tem a ver com a outra, e por isso se chama “Necropolítica”. Ele saiu e chocou muita gente, mas está rolando, e isso é o principal — alivia-se João.

Em faixas como “Alerta antifascista”, “Passa pano pra elite”, “Bostanágua” e “Guilhotinado em Cristo”, João Gordo fez o que faz em todos os discos dos Ratos: a crônica política dos tempos.

— Faço parte do punk, do hardcore… e o hardcore é isso. Cada disco dos Ratos de Porão reflete uma época da história do Brasil. Já vi professor dando aula com letra minha — orgulha-se o cantor, que frequentemente é alvo da ala direitista do rock e daquela para a qual, na melhor das hipóteses, música e política não devem se misturar. — O rock nacional tem alguns, mas isso vem mais do metal, um estilo em que os caras eram meio isentões. O metal é fascista e é racista, tem uns poucos no meio que são conscientizados.

Referência do rock brasileiro pós-anos 2000, a cantora Pitty conheceu João Gordo nos anos 1990, quando a sua banda, o Inkoma, abriu em Salvador um show dos Ratos de Porão — dos quais, por sinal, ela era muito fã.

— Quando vim para São Paulo e comecei a cruzar mais com o João, fui vendo que, além do cara da banda de hardcore e do ativista, tinha um ser humano com um coração absolutamente terno. Eu não sei se todo mundo tem noção do trabalho que ele faz com o Solidariedade Vegan e o quanto ele é amoroso com os amigos. Esse lado, que se contrapõe a essa casca dura que ele precisou desenvolver para transitar no mundo, precisa ser mostrado. Esse é o meu amigo.

Hoje, nas horas vagas dos Ratos, João tem se dedicado também ao projeto Brutal Brega, que recria clássicos da música muito popular brasileira em formato punk hardcore. Dois singles já foram lançados: os de “Fuscão preto” (Almir Rogério) e “Ciganinha” (Carlos Alexandre).

— Eu vivi os anos 1970 intensamente, tenho uma memória afetiva muito forte deles — diz o cantor. — Quando vi, estava com 35 músicas na lata. E tem desde “Não se vá”, da Jane e Herondy, que gravei aqui em casa com a Marisa Orth, a “Verdes campos da minha terra”, do Agnaldo Timóteo. E a partir disso caiu para o lado da MPB, a gente começou a pegar Sá e Guarabyra, Kleiton & Kledir, Caetano Veloso, Belchior, Ednardo… esse, a gente quer lançar depois do Brutal Brega.

Amigo de João há décadas, coautor da autobiografia “Viva la vida tosca” e diretor de seu antigo programa no Canal Brasil, “Eletrogordo”, o jornalista André Barcinski vê o vocalista como caso único de artista que é uma celebridade e nunca abdicou de ser ícone do underground:

— João é um cara muito mais culto e eclético do que as pessoas acham. É capaz de passar horas falando de samba e música brasileira, e tem um senso de humor muitas vezes obscurecido pela imagem pública de punk tosco.

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Fonte: IG GENTE

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