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Direitos Humanos

Fifa e ONU Mulheres vão promover ações para divulgar futebol feminino

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A Federação Internacional de Futebol (Fifa) e ONU Mulheres estão juntas na Copa do Mundo da França com objetivo de tornar o futebol mais acessível a mulheres e meninas. Durante a competição, que começou no último dia 7, serão também divulgados conteúdos que promovam a igualdade de gênero.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, e a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, assinaram um memorando de entendimento, no qual ficou definido que as duas organizações trabalharão com autoridades públicas, organizações internacionais, setor privado e organizações de mídia e esportes. A assinatura ocorreu durante a Convenção da Fifa sobre Futebol Feminino, em Paris.

Troféu da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Troféu da Copa do Mundo de Futebol Feminino. – Ruben Sprich/REUTERS

As ações abrangerão principalmente três importantes áreas: desenvolvimento de políticas, promoção e apoio de projetos sobre mudança cultural e o empoderamento, além da comunicação para aumentar o conhecimento sobre igualdade de gênero.

“As organizações pretendem cumprir esses objetivos usando personalidades conhecidas, como os atletas que fazem parte do grupo Lendas da Fifa ou são embaixadoras da Boa Vontade da ONU”.

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Gianni Infantino disse, por meio de nota, que “este é um momento significativo para a Fifa, porque combina forças com a ONU Mulheres para realizar a igualdade de gênero para mulheres dentro e fora do campo.”

Segundo ele, Fifa e ONU Mulheres vão “aumentar o conhecimento sobre o futebol feminino e seu impacto em termos de saúde, empoderamento e modelos positivos para mulheres e meninas em todo o mundo.”

A diretora-executiva da ONUPhumzile Mlambo-Ngcuka disse que a agência está confiante que “essa parceria fará uma diferença real para a desigualdade de gênero, que existe atualmente em todos os esportes.” Para ela, o objetivo é acabar com essa desigualdade “sabendo que os benefícios são para todos.”

 

*Com informações da ONU News

Edição: Aécio Amado

EBC
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Direitos Humanos

Campanha destaca papel do jovem na promoção dos direitos humanos

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No dia 10 de dezembro de 1948, era concluída a assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) que aprovava a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em razão deste episódio histórico, na data passou a ser celebrado em diversos países o Dia Internacional dos Direitos Humanos, voltado a chamar autoridades e a sociedade a pensar sobre a importância dessas garantias e como concretizá-las.

A declaração foi aprovada no contexto do fim da 2ª Guerra Mundial, que terminou com o extermínio de milhões de pessoas durante o regime nazista. Em 30 artigos, o documento afirma que todos “nascem iguais em dignidade e direitos” e elenca esses aspectos dessa condição plena de liberdade, da vida e segurança pessoal ao reconhecimento e à proteção contra a discriminação.

O texto também lista outros direitos, como o de ir e vir, o à expressão e manifestação do pensamento, à reunião e associação pacíficas, ao trabalho, à satisfação de suas necessidades econômicas e a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários.

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Neste ano, a ONU aproveitou o dia 10 e a comemoração dos 30 anos da Convenção dos Direitos das Crianças para lançar a campanha Defender os Direitos Humanos, focada no papel dos jovens na promoção da dignidade dos indivíduos e um desenvolvimento sustentável para todos.

“A juventude sempre foi a principal impulsionadora da transformação política, econômica e social. São os jovens que estão na vanguarda das mobilizações de base por uma mudança positiva e trazem novas ideias e soluções para construir um mundo melhor”, indica um dos textos de divulgação da campanha.

A campanha estimula o engajamento dos jovens com diversas mensagens de mobilização, como “nunca se é jovem demais para mudar o mundo” ou “nossa voz, nossos direitos, nossos futuros”. Os materiais de divulgação citam exemplos como o dos movimentos ambientalistas liderados por jovens que vêm promovendo manifestações em diversos países e elenca problemas específicos deste segmento que devem ser combatidos, como o bullying.

“Em todo o mundo, os jovens estão se manifestando, estão se organizando e levantam sua voz pelo direito a um meio ambiente mais saudável, pela igualdade dos direitos de mulheres e meninas, para participar da tomada de decisões e para expressar suas opiniões livremente”, destacou em mensagem o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Ao mesmo tempo, a iniciativa registra a falta de representatividade das faixas etárias menores. Apenas 2% dos representantes nos parlamentos dos Estados-Membros da ONU são pessoas com idades abaixo dos 30 anos. As publicações de divulgação também ressaltam a importância de olhar para segmentos específicos e suas lutas, como mulheres e a comunidade LGBTQ+. Segundo a organização, 69 países ainda criminalizam orientações sexuais homoafetivas.

Edição: Juliana Andrade

EBC
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Direitos Humanos

Pobreza é mais grave em famílias com crianças

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Estudo divulgado nesta quinta-feira (12) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e pela agência de desenvolvimento social ChildFund Brasil, de origem norte-americana com sede em Belo Horizonte (MG), mostra a privação de necessidades essenciais ao desenvolvimento e qualidade de vida entre famílias pobres do Maranhão, Piauí e da Paraíba.

A análise foi feita a partir do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que, além da renda, considera o acesso à educação e à saúde. O dado é calculado por município e avalia a situação de crianças de 0 a 11 anos.

Conforme nota publicada pelos realizadores do estudo, “foi constatado que tanto a incidência quanto a intensidade da pobreza são maiores em domicílios com presença de crianças. Foram encontradas 186.241 crianças com idade de 0 a 11 anos em situação de pobreza multidimensional, sendo 126.760 no Maranhão, 31.708 no Piauí e 27.773 na Paraíba”.

As duas instituições também avaliaram o risco de outras crianças passarem a viver a situação de pobreza multidimensional. “Nos três estados, foi constatada a existência de 577.946 crianças em situação de vulnerabilidade, na mesma faixa etária [0 a 11 anos], sendo 353.875 no Maranhão, 118.274 no Piauí e 105.797 na Paraíba”.

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O levantamento foi feito a partir de dados secundários originários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por equipe de professores e alunos dos programas de pós-graduação em Geografia, Tratamento da Informação Social e Ciências Sociais da PUC Minas.

Edição: Kleber Sampaio

EBC
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