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Fiat Toro Ranch ou Ford Ranger Storm? Veja qual picape vence

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Fiat Toro
Evandro Enoshita

Ranger Storm e Toro Ranch: propostas diferentes, mas com preços semelhantes com motor turbodiesel, câmbio automático e cabine dupla

As duas são a movidas a diesel e gostam de poeira. Só que uma prefere ficar com os vidros elétricos fechados, ar-condicionado ligado, indo para o sítio com piscina. E a outra encara uma trilha até o alto da montanha, sem frescuras. Por quase o mesmo preço, com qual você ficaria? Estamos falando das picapes Fiat Toro Ranch (R$ 171.990) e Ford Ranger Storm (R$ 174.890), respectivamente. Vamos ao embate.

Bem, antes de mais nada também é bom dizer que a Storm é uma picape média e a Ranch, intermediária, acima das pequenas. Isso implica em mais espaço disponível na Ford, que leva 1.180 litros na caçamba ante 880 litros da Fiat. A capacidade de carga também é maior no modelo da marca americana, 1.040 kg ante 1.000 kg da rival. Então, se você quer um utilitário valente e espaçoso, já começa a enxergar seu caminho.

A picape da Fiat se aproxima mais de um SUV confortável, com toques extras de sofisticação e exclusividade, como os bancos revestidos de couro marrom, sendo o do motorista com ajustes elétricos. Há também botão de partida, retrovisores rebatíveis eletricamente, quadro de instrumentos com mostrador digital de 7 polegadas, soleiras nas portas, rodas diamantadas de aro 18 com pneus 225/60R 18, entre outros itens.

A Ford é mais “casca grossa”, pero no mucho. Os bancos são de tecido, os plásticos do painel e do console são bem simples, assim como as laterais das portas, mas a lista de equipamentos de série é bem interessante. Há vidros elétricos, sistema multimídia com espelhamento, câmera de ré, duas entradas USB no console (uma delas para carregar o celular mais rápido), volante multifuncional, sensor de estacionamento traseiro, parte do cluster digital e configurável e até CD player…

Com distância entre-eixos de 3,22 metros, ante 2,99 m da Toro, a Ranger leva cinco ocupantes com mais folga de espaço. Porém, a suspensão traseira é de eixo rígido, com feixe de molas semielípticas, feita para aguentar o tranco em piso irregular, diferente da picape da Fiat, com mulibraço, que garante mais firmeza nas curvas e conforto. Apesar disso, ambas têm controle eletrônico de estabilidade.

Na Toro, o motor é 2.0 de 170 cv e bons 35,7 kgfm de torque a 1.750 rpm, força suficiente para fazer ultrapassagens com segurança. Ao acelerar, ouve-se o sibilar da turbina, o que pode até empolgar os entusiastas, mas mostra que poderia ter havido mais refinamento para evitar isso. Também turbodiesel, o 3.2 da Ranger tem 200 cv e 47,9 kgfm na mesma faixa de giro da rival. Ronca forte, mas sem vibrar demais e transmitindo uma sensação de qualidade, além de garantir fôlego para o que vier pela frente.

Embora a Storm seja maior e mais pesada, sua relação entre peso e torque é mais favorável: 46,6 kg/kgfm ante 52,4 kg/ kgfm, que ajuda nas retomadas. Mesmo assim, conforme dados das fabricantes, a picape da Ford leva mais tempo para acelerar de 0 a 100 km/h: 11,6 segundos, ante 10 s da Fiat. De qualquer forma, fica claro que a vocação do modelo da marca americana é mais para trechos de terra até porque os pneus Pirelli Scorpion AT Plus 265/65R 17 foram desenvidos para essa versão e feitos para atender o perfil de uso 60% fora de estrada e 40% rodoviário.

O que também contribui com a valentia da Ford Storm a enfrentar terra, lama e poeira à vontade é a distância livre do solo de 23,2 cm ante 21,7 cm da Ranch. Ambas contam com tração 4×4 acionada por botão no painel, com reduzida. Além disso, as duas também têm câmbio automático com opção de trocas sequenciais. Mas na Toro são 9 marchas (ante 6 da Ranger) e com hastes atrás do volante, o que ajuda a manter o motor em rotações mais baixas em viagens, reduzindo o nível de ruído.

Entretanto, bem que a FCA poderia procurar melhorar o raio de giro da Toro, de exagerados 12,9 metros, o que atrapalha nas manobras de estacionamento, principalmente nas garagens de shoppings e condomínios. É preciso ficar indo para frente e para trás para entrar e sair de espaços apertados. Para se ter uma ideia, mesmo com seus 5,35 m de comprimento, a Ranger chega a ser até mais fácil de manobrar, com raio de giro de 12,2 m.

E se a ideia é enfrentar longas viagens ao bordo dessas picapes a diesel, a Ranger vai um pouco mais longe, com maior autonomia, levando em conta os dados do Inmetro. Em trechos rodoviários, a Storm pode rodar 752 km, ante 738 da Ranch, mas por causa do tanque maior, de 80 litros, ante 60 da Fiat, que é mais econômica (9,4 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada, ante 8,7 km/l e 9,4 km/l da Ford), sempre conforme o Inmetro.

Conclusão

Entre as picapes médias, a Ranger Storm tem boa relação custo benefício, a ponto de custar quase o mesmo que uma Toro mais equipada. Se você não faz questão de muito conforto e quer bastante espaço (inclusive, na caçamba), o modelo da Ford é mais interessante que o Fiat.

Fichas técnicas

Fiat Toro Ranch

Motor: 2.0, quatro cilindros, turbodiesel

Potência (cv): 170 a 3.750 rpm

Torque (kgfm): 35,7 a 1.750 rpm

Transmissão:  Automático, 9 marchas, tração integral

Suspensão:Independente (dianteira) e multibraço (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 225/60 R18 

Dimensões: 4,94 m (comprimento) / 1,84 m (largura) / 1,74 m (altura), 2,99 m (entre-eixos)

Tanque : 60 litros

Caçamba: 820 litros

Consumo: 9,9 km/l (cidade) /12,3 km/l (estrada) com diesel

0 a 100 km/h: 10 segundos 

Vel. Max: 188 km/h

Ford Ranger Storm 3.2

Motor: 3.2, quatro cilindros, diesel

Potência: 200 cv a 3.000 rpm

Torque: 47,9 kgfm a 1.750 rpm

Transmissão:  Automático, 6 marchas, tração integral

Suspensão:Independente (dianteira) e eixo rígido (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 265/65 R17 

Dimensões: 5,35 m (comprimento) / 1,86 m (largura) / 1,63 m (altura), 3,22 m (entre-eixos)

Tanque : 80 litros

Caçamba: 1.180 litros

Consumo: 8,4 km/l (cidade) /9,4 km/l (estrada) com diesel

0 a 100 km/h: 11,6 segundos 

Vel. Max: 180 km/h

Fonte: IG CARROS

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Volkswagen lança o SUV ID.4, que deve ser vendido no Brasil

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VW ID.4
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VW ID.4, o primeiro SUV 100% elétrico da marca

A Volkswagen apresentou o novo SUV ID.4 , modelo 100% elétrico que está sendo cotado para o mercado brasileiro. Ele será vendido a partir de US$ 39 mil nos Estados Unidos (R$ 180 mil em conversão simples), onde lutará por uma fatia do segmento dominado pela Tesla. No Brasil, será o elétrico de entrada da Volkswagen, uma vez que o ID.3 é muito baixo para as nossas ruas.

O utilitário esportivo tem bateria capaz de armazenar até 77 kWh de energia, proporcionando autonomia máxima de 520 km. O motor elétrico posicionado no eixo traseiro gera força equivalente a 204 cv de potência. Dessa forma, o ID.4 poderá acelerar de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos, com velocidade máxima de 160 km/h. 

Apesar de ser um veículo urbano, a Volkswagen garante que o modelo tem bom desempenho em off-roads suaves. A fabricante também divulga que o proprietário poderá recarregar até 320 km de autonomia em uma unidade rápida em até 30 minutos. No carregador convencional, o ID.4 pode retomar 85 km na autonomia em cerca de uma hora.

Seu design preserva as características do ID.3, primeiro veículo elétrico da Volkswagen. Há faróis totalmente em LED com regulagem automática e pintura no estilo “saia e blusa”. Feito sob a plataforma MEB, exclusiva para veículos elétricos, o ID.4 mede 4,58 metros e tem espaço suficiente para cinco adultos. O porta-malas tem 543 litros e pode triplicar de tamanho com os bancos traseiros rebatidos. 

Todos os componentes do ID.4 estão disponíveis em duas telas. O motorista tem um cluster 100% digital onde poderá reproduzir funções de navegação, mídia e conforto. A Volkswagen também preparou um sistema operacional exclusivo para sua linha de elétricos, onde os clientes poderão fazer atualizações e baixar novos recursos, como nos smartphones. 

Fonte: IG CARROS

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Chevrolet poderá apostar no Monza para substituir o Cruze

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Chevrolet Monza
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Chevrolet Monza em sua versão “esportivada” vendida na China, diferente da que deverá ser feita no México

A Chevrolet pretende vender o novo sedã Monza na América do Norte, com produção no México. O modelo foi lançado recentemente na China, onde é fabricado pela GM em parceria com a Saic. As informações são do Argentina Autoblog .

Antes um carro global, o Chevrolet Cruze perdeu espaço em todo o mundo. O sedã médio era vendido nos Estados Unidos, México, Canadá, China e Coreia do Sul, mas acabou sendo descontinuado pela baixa nas vendas. Enquanto sua linha de montagem resiste na Argentina – único lugar em que ainda é produzido – a GM já pensa em um “substituto”.

O Monza não está na mesma categoria do Cruze e seus rivais. Feito sob a plataforma GM-Patac-K, ele tem 4,63 metros de comprimento (contra 4,66 m do Cruze) e 2,64 metros de distância entre-eixos (ante 2,70 m). Na China, sua versão básica tem com o mesmo motor 1.0 turbo tricilíndrico do nosso Onix, entregando 116 cv de potência. Já o topo de linha, conta com o novo 1.3 turbo, que tem quatro cilindros e rende 163 cv.

Acordo entre Brasil e México

A Chevrolet tem um complexo de três fábricas no México, onde produz o Equinox que é vendido no Brasil. O SUV é beneficiado pelo acordo de livre comércio entre os países, que existe desde 2002 e permite a importação com carga tributária reduzida.

Se o Monza realmente for produzido no México, a Chevrolet terá sinal verde para importá-lo sem maiores desdobramentos ao Brasil. Entre os sedãs médios vendidos por aqui, Volkswagen Jetta e Nissan Sentra também vêm do México.

Fonte: IG CARROS

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