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Feminicídio: mulher assassinada à facada no pescoço já havia denunciado o ex

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Leidenaura, 37 anos, foi vítima de feminicídio no Distrito Federal
Reprodução/Facebook

Leidenaura, 37 anos, foi vítima de feminicídio no Distrito Federal


Familiares de Leidenaura Moreira Rosa da Silva, 37 anos, afirmaram que a mulher já havia denunciado o ex-companheiro, há 1 ano atrás, antes de ser atacada à facada no pescoço , na tarde do último domingo (6), em Planaltina (DF). A moça deixou 6 filhos, 5 deles já haviam perdido pai, há 9 anos, vítima de um acidente de trânsito. As informações são do Metrópole.

A relação do casal era amrcada por ameças, agressões e separações. Valdemir Pereira da Silva e Leidenaura “moravam juntos, mas se separaram recentemente. Há alguns dias decidiram reatar. Ela já havia denunciado o companheiro e chegou a pedir medida protetiva à época”, relatou familiar.

Familiar ressaltou que a vítima não falava sobre o assunto, e que o não via a mulher há um bom tempo. “Acho que somente ela e as crianças sabiam o que acontecia dentro daquela casa, pois quando ela se juntou com ele e foi morar na Estância 5, se afastou bastante da gente, inclusive já tinha algum tempo que eu não a via”, disse.

O feminicídio ocorreu na tarde deste último domingo (6). O Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) foi chamado, mas ao chegar ao local, os moradores já haviam levado a vítima ao hospital.


De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Leidenaura chegou ainda com vida à unidade de saúde, mas faleceu após parada cardíaca. Os bombeiros também atenderam Valdemir Júnior, que foi agredido pela vizinhança após o feminicídio. Apesar de algumas escoriações, o homem não precisou ser levado ao hospital. Ele acabou preso em flagrante e levado para a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que investiga o caso.

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Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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