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Economia

Feirões para renegociar dívidas estão abertos: veja dicas de como aproveitar

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Feirões são boas oportunidades para diminuir o valor total da dívida, apontam especialistas

Neste momento, alguns do principais bancos brasileiros estão com  campanhas de renegociação de dívidas  em aberto, momento que pode ser aproveitado pelos consumidores.

Segundo Rodrigo Alexandre, especialista em direito do consumidor e representante da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a PROTESTE, quando os bancos abrem feirões de renegociação de dívidas, é um bom momento para os endividados aproveitarem.

“Nesses feirões, os bancos estão mais propensos a fazer uma renegociação, a baixar os juros , porque essa é uma operação só para isso”, afirma Rodrigo.

E se o banco está disposto, já é meio caminho andado já que, como aponta o especialista, “o banco não é obrigado a renegociar dívida, não existe determinação legal que o banco seja obrigado a renegociar”, explica. 

Dicas para a hora de renegociar

Embora os feirões oferecidos pelos bancos facilitem, de certa forma, a vida de quem está endividado, ainda há muitos pontos com os quais é preciso estar atento na hora da renegociação.

André e Rodrigo afirmam que cada caso é um caso, e que o andamento do acordo entre cliente e banco vai depender, sobretudo, do tempo em que a pessoa está devendo e de sua capacidade de orçamento , deixando um pouco de lado a importância do valor da dívida.

Apesar de cada caso ser único, algumas dicas valem para todas os endividados que estão pensando em renegociar.

Se atente aos seus direitos

Apesar de devedor, a pessoa que quer renegociar tem direitos a ser preservados. Segundo Rodrigo, uma prática comum é que bancos tentem coagir os clientes a uma negociação que não é tão benéfica para o consumidor.

“O banco não pode pressionar o consumidor a aceitar uma renegociação que, na verdade, é uma imposição”, afirma o especialista.

Considere outras empresas

Se o seu banco não está oferecendo boas condições de negociação, André sugere que seja feita uma pesquisa de concorrência, para encontrar taxas mais baixas.

De acordo com ele, as Fintechs podem oferecer propostas interessantes em comparação aos bancos tradicionais. “Comparar é importante para conseguir, de fato, uma redução do custo de endividamento”, enfatiza.

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Negocie cara a cara

Embora a maioria dos feirões tenham opções de renegociação online, Rodrigo aconselha que a melhor opção é conversar pessoalmente com seu gerente.

“Pessoalmente, os gerentes dos bancos têm algumas possibilidades de diminuição de juros, algumas flexibilizações para chegar a um valor que aquela pessoa consiga pagar. O melhor é procurar o gerente e mostrar a situação e a condição que tem de pagar”, afirma. 

Comece pelo cartão de crédito

Se você tem várias dívidas acumuladas, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos. Rodrigo afirma que, sem dúvida alguma, a melhor opção é começar pagando o cartão de crédito.

“O cartão de crédito é o principal motivo do grande endividamento do brasileiro, porque é onde os juros são os mais altos do mercado”, diz o especialista. 

Compare o CET 

Segundo Rodrigo, durante as negociações as pessoas se atentam muito às taxas de juros, mas se esquecem do Custo Efetivo Total, o CET. O dado, que o banco é obrigado a oferecer ao cliente, engloba todos os juros, taxas e tarifas. Para Rodrigo, só assim o consumidor pode saber se realmente está trocando uma dívida com juros maiores por uma dívida com juros menores. 

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Não ultrapasse os limites do seu orçamento e tenha condições de pagar 

A renegociação é o momento de encontrar uma proposta com a qual o cliente possa realmente se comprometer. Por isso, segundo os especialistas, a primeira grande questão a se pensar é em comprometer menos de 30% do seu orçamento com as parcelas da dívida.

E o segundo ponto é conseguir ter condições de pagar as parcelas até o fim do prazo da renegociação. Isso é importante para não ter que cair em uma terceira negociação com o banco.

“Se a pessoa não pensar nisso, a possibilidade de ela se enrolar na dívida novamente daqui a alguns meses é grande. E aí não compensa ela fazer uma nova renegociação na qual os juros podem ser mais altos”, esclarece Rodrigo. 

Não se empolgue em se endividar mais 

Quando o cliente renegocia sua dívida, ele deixa de ser inadimplente e fica com o nome limpo. Na maioria dos casos, isso significa que ele adquire mais crédito para pegar outros empréstimo. Mas André aconselha que isso não seja feito, tanto para não se pendurar ainda mais, quanto porque o momento da economia brasileira não é o melhor para começar uma nova dívida.

Para alguns bancos, como o Itaú e a Caixa Econômica Federal, os programas têm prazo de validade . Confira as campanhas :

Itaú

Prazo: até 30 de setembro de 2019.

Condições especiais:  em sua campanha de renegociação de dívidas, o Itaú oferece aos clientes parcelamento em até 60 vezes e prazo de três meses para pagar a primeira parcela, válidas para quem está com parcelas entre 15 e 180 dias de atraso. Para os demais clientes, o banco também promete mais facilidade de renegociação durante a campanha. 

Como aproveitar:  para renegociar, é possível ir pessoalmente até a agência bancária, entrar em contato com a central telefônica ou usar os canais de autosserviço como aplicativo e site .

Caixa Econômica Federal

Prazo: até 31 de dezembro de 2019.

Condições especiais : na campanha Você no Azul, a Caixa promete proporcionar facilidades para regularização de débitos com atraso superior a 360 dias, com descontos que podem chegar a 90% para liquidação à vista. Para contratos habitacionais, os clientes têm a oportunidade de reduzir em até 80% o valor de 12 prestações. 

Como aproveitar : os clientes Caixa podem renegociar suas dívidas através dos sites da  campanha e do banco , pelo telefone ou até pelas redes sociais da Caixa. 

Banco do Brasil

Prazo:  campanha recorrente.

Condições especiais : em seu Portal de Solução de Dívidas, o Banco do Brasil permite que seus clientes renegociem, ampliando seus prazos e recebendo descontos. Por lá, também é possível fazer sua proposta e aguardar a análise dos especialistas em renegociação do banco. 

Como aproveitar : os clientes devem entrar no  site  do programa ou utilizar o aplicativo para celular. 

Santander

Prazo:  não informado

Condições especiais : atualmente, o Santander oferece condições especiais para renegociação de dívidas. Clientes com mais de 60 dias de atraso podem dividir o débito em até 12 vezes sem juros, e clientes com menos de 60 dias de atraso podem obter até 50% de desconto na taxa mensal. 

Como aproveitar:  independentemente da campanha atual, o Santander mantém sempre um  site específico para renegociação de dívidas.

Bradesco

Prazo : campanha recorrente.

Condições especiais : o Bradesco não divulgou condições especiais de renegociação, mas mantém um site no qual seus clientes podem entender suas dívidas e fazer propostas de negociação ao banco. 

Como aproveitar : os clientes devem acessar o site  de renegociação de dívidas do Bradesco. 

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Economia

Nunes Marques interrompe julgamento do STF sobre demissão de não vacinados

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Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF
Nelson Jr./SCO/STF

Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu o julgamento em que a Corte discutia se referendava ou não uma decisão liminar dada pelo ministro Luís Roberto Barroso permitindo a demissão de trabalhadores não vacinados contra a Covid-19 . Com isso, continua válida a determinação de Barroso.

No mês passado, Barroso suspendeu trechos da portaria do Ministério do Trabalho que proibiu demissões de não vacinados contra a doença. Ele considerou a medida inconstitucional, com a ressalva de pessoas que têm expressa contraindicação médica para receber os imunizantes, “para as quais deve-se admitir a testagem periódica”.

O julgamento estava ocorrendo no plenário virtual, em que os ministros votam pelo sistema eletrônico da Corte. Até o momento, além de Barroso, mais três ministros já haviam votado, acompanhando-o: Edson Fachin, Alexandre de Moraes, e Cármen Lúcia. Assim, dos dez ministros, quatro foram favoráveis à suspensão da portaria do Ministério do Trabalho, ou seja, pela possibilidade de demitir não vacinados.

Nunes Marques fez um “pedido de destaque”, retirando o julgamento do ambiente virtual. Com isso, ele será retomado no plenário físico. Não há data marcada ainda para isso. Barroso é o relator de quatro ações questionando a portaria do Ministério do Trabalho. Elas foram apresentadas pelos partidos Rede Sustentabilidade, PSB, PT e Novo.

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A portaria foi editada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social em 1º de novembro sob o argumento de evitar demissões em massa e a criação de uma “justa causa” que não está prevista na CLT. Ao justificar a portaria, a pasta equiparou a demissão de não vacinados contra a Covid-19 a práticas discriminatórias em razão de sexo, origem, raça, entre outras.

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Economia

Auxílio Brasil de R$ 400 terá primeiro pagamento em dezembro, diz ministro

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Auxílio Brasil será pago ainda em dezembro, promete ministro
Divulgação/Ministério da Cidadania

Auxílio Brasil será pago ainda em dezembro, promete ministro

O primeiro pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil vai acontecer ainda em dezembro, prometeu o ministro da Cidadania, João Roma. A tendência, segundo ele, é que os beneficiários recebam também o valor retroativo ao mês de novembro.

A declaração do ministro ocorreu durante evento que marcou a assinatura dos decretos que regulamentam o Auxílio-Gás, programa do governo federal para subsidiar o gás de cozinha. Nesta quinta-feira (2), o Senado aprovou a PEC dos Precatórios , que abrirá espaço no teto para o aumento do Auxílio Brasil.

O valor do benefício, que irá para R$ 400 no último ano de mandato, foi determinado pelo presidente Jair Bolsonaro e é visto como uma das estratégias do governo na campanha pela reeleição.

“O pagamento chegará aos brasileiros ainda em dezembro. A partir de dezembro, só posso precisar a data após a definição final na Câmara, mas da maneira como já está aprovada a PEC no Senado e a MP do Auxílio Brasil, também já na Câmara e no Senado, conseguiremos fazer chegar ainda no mês de dezembro o pagamento mínimo de R$ 400 a todos os beneficiários do programa Auxílio Brasil”, disse Roma.

O ministro da Cidadania afirmou ainda que a situação das 2 milhões de famílias que estavam na fila do Bolsa-Familia também já está equacionada. Com isso, o governo espera aumentar o número de famílias beneficiadas para cerca de 17 milhões com o novo pagamento.

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“Iremos aplicar todos os esforços para o quanto antes esses recursos cheguem. Os prazos estão apertados e estão além do que esperávamos mas isso não será obstáculo para que a gente consiga cumprir a nossa missão”, afirmou.

Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro também comemorou a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado. O presidente negou, entretanto, que a medida seja um calote nas dívidas judiciais do governo.

“A última boa notícia também vem agora, depois de passar pela Câmara, o Senado Federal. A aprovação já em segundo turno da PEC dos Precatórios. Deixo bem claro, não a PEC do Calote”, disse o presidente. “Nos dá uma folga no Orçamento para, inclusive, mais do que dobrar o tíquete médio do antigo Bolsa Família, atual Auxílio Brasil”, continuou.

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