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Economia

Feira virtual de pequenos vendedores terá participação de indígenas

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Com 26 anos, Luciana Parapoty já pode ser considerada uma artesã experiente na produção de cestas, acessórios e peças decorativas. Desde os 8 anos, ela aprendeu as técnicas com parentes e outros membros da aldeia guarani Tekoakaovi Porã, que costuma receber visitantes e realizar atividades educativas em Maricá, no Rio de Janeiro. Desde o início do isolamento social, porém, todas as atividades foram suspensas, a loja da aldeia fechou, e as vendas, que são a principal fonte de renda da comunidade, chegaram a quase zero.

“A maioria que vive na aldeia, vive de artesanato. A gente recebia turistas e estudantes e vendia o que a gente faz na lojinha aqui da aldeia. Decidimos fechar também pela nossa saúde, mas ficou muito difícil”, disse a artesã, aliviada com o fato de a aldeia com 90 pessoas não teve casos de covid-19.

artesanato indigena Weena artesanato indigena Weena

Artesanato indigena Weena – Gabriella Ribeiro/Direitos reservados

Para ganhar uma vitrine de exposição de seus produtos, a aldeia de Maricá se associou ao coletivo de marcas Retoke, que desde o início da quarentena realiza transmissões ao vivo para anunciar produtos de pequenos produtores. O coletivo criou ainda uma página na internet para vendas online e ajuda os produtores a expor e enviar seus produtos para compradores. Em troca, cobra um percentual de 10% das vendas do site e uma mensalidade que dá direito a participar das transmissões ao vivo.

Alguns vendedores, como a artesã, estão em seu primeiro contato com vendas online, forçados a se conectar pela quarentena. Além da loja da aldeia, os indígenas de Maricá costumavam participar de feiras e eventos, que foram suspensos como prevenção ao coronavírus. Como o início do isolamento social foi em março, encalharam todos os produtos feitos para a principal data do calendário de eventos, a comemoração do Dia do Índio, em 19 de abril. Serão alguns desses produtos que ela vai apresentar na próxima live do projeto Retoke no Instagram, que será realizada hoje (23) e amanhã (24). 

“Trabalhamos muito com artesanato, mas não temos experiência na hora de aparecer na câmera para vender. Tivemos que criar um Instagram, e sou eu que vou apresentar”, disse ela, que confessa ainda estar se preparando para estrear nas transmissões ao vivo da internet. “Nem sei como vai ser”.

Além de Luciana, estarão presentes na feira deste fim de semana ex-integrantes da ocupação Aldeia Maracanã e a indígena Weena Tikuna, que tem um grife de moda indígena e produz roupas femininas, masculinas e plus size. A idealizadora da feira, Marina Carneiro, conta que cada produtor tem até 30 minutos para expor seus produtos, que depois continuam disponíveis na loja online do projeto. Apesar de a inciativa ser carioca, há marcas e compradores de outros estados participando.

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artesanato indigena Arteguarani – Toni Lotar/Direitos reservados

A Retoke iniciou a loja online e as feiras virtuais quando percebeu que os pequenos produtores anunciados na loja física do projeto, em um shopping do Rio de Janeiro, não tinham familiaridade com as ferramentas da internet e dependiam de feiras e eventos como seus únicos pontos de venda.

“A cada edição, vamos ouvindo o retorno dos clientes e melhorando. Tem gente que compra de várias marcas e, depois da feira, recebe um batom, uma blusa, um hambúrguer e um sorvete”, exemplifica Marina, sobre a diversidade de produtos expostos. “Para os produtores, essa feira possibilitou ter uma data, que é algo que a pandemia tirou da gente. Ter aquela adrenalina de produzir e se preparar para vender”.

Em nome de pequenos produtores, ela faz um apelo aos consumidores: “Em vez de pedir um hambúrguer daquela marca grande, por que não pedir o do seu vizinho que tá ali do lado e pode estar fazendo um trabalho bacana? A gente faz esse apelo, e as pessoas têm recebido de uma forma muito positiva”.

Edição: Aécio Amado

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Economia

No Brasil, Hackers clonam cartão e movimentam valores em Bitcoin

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Hackers clonam cartão e movimentam valores em Bitcoin no Brasil, revela documentário

No dia 23 de março, o TecMundo lançou o documentário “Realidade Violada”. O documentário foca os crimes de clonagem de cartão por hackers, conhecidos como “carders”.

Abordando o cenário dos carders e as consequências dos seus atos, o repórter pergunta a um hacker como ele movimenta dinheiro. Rindo da pergunta, o carder explica que ele declara o dinheiro como Bitcoins comprados entre 2010 e 2011.

Leia:  App se passa por antivírus para limpar conta bancária de vítimas

Mais de 9 milhões de brasileiros

Em 2018, mais de 9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes com cartões. Quase 50% deles sofreram, especificamente, com clonagem de cartão de crédito.

O documentário revela ainda um espantoso dado. No Brasil, uma fraude em e-commerce é tentada a cada 6,5 segundos.

O especialista Fidel Beraldi explica como os crimes de clonagem são comumente praticados. Hackers vazam dados de cartões e vendem na internet, por valores que variam entre R$ 80 e R$ 150.

Os carders então utilizam esses dados para compras online. O hacker Gods, que também é carder, falou no documentário. Ele afirma que “peixes grandes” auferem de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões mensalmente.

Bitcoin para movimentações

Mesmo assim, o dinheiro obtido com este tipo de crime chamaria atenção ao ser utilizado. O repórter pergunta o que Gods faz com o dinheiro que ele ganha, “já que não pode declarar”.

Gods ri e explica:

“Quem disse que eu não posso declarar? Hoje em dia o Bitcoin tem uma falha, podem falar que você comprou tipo 100, 200 Bitcoins em 2011 e hoje você tem uma renda entre 10, 20 milhões guardados por aí. Então você tem dinheiro limpo, você pode fazer recibos falsos, você pode fazer… Com o dinheiro você faz tudo, mas o meu dinheiro eu guardo em Bitcoins e vivo uma vida normal.”

As vítimas

São abordadas as realidades de duas vítimas de fraudes. Marieta Pereira, dona de casa, foi vítima de um golpe que está se popularizando. Chamado de “golpe do motoboy”, uma pessoa se passou por funcionária de seu banco e falou que Pereira foi vítima de fraude.

Após, o suposto funcionário pede que a vítima escreva uma carta com suas informações. Juntamente com a carta, pede-se que a vítima entregue seu cartão a um motoboy supostamente do banco.

É desnecessário esclarecer que o motoboy não é do banco. Os fraudadores roubaram R$ 13 mil de Pereira. A dona de casa recuperou somente R$ 10 mil, metade do valor roubado acrescidos de R$ 4 mil como indenização por danos morais.

Além dela, o advogado Rogê Ferraz também foi vítima de fraude com cartão. No caso dele, seu cartão foi clonado e utilizado para uma compra online. A compra foi efetuada por alguém localizado no Oriente Médio.

Quando perguntado se tem pena da pessoas, Gods responde:

“Não. Pena é relativo, porque ninguém nunca sai prejudicado com isso, sabe. Quem sai são os banqueiros, e os banqueiros são milionários. Eu não dou bola pra eles. (sic)”

Veja:  Dólar cai e inicia a semana em R$ 5,51

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Economia

Homem ganha R$ 10 mil após achar porca em pacote de rosquinhas

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O juiz Eduardo Walmory Sanches , da 1ª Vara Cível de Anápolis (GO) condenou a empresa Café Rancheiro a pagar uma indenização de R$ 10 mil a um cliente que encontrou uma porca de metal em um pacote de rosquinhas da marca. O objeto de metal teria se soltado das máquinas e parado dentro da embalagem.

Lançamentos de imóveis caem 14,8% no primeiro trimestre, diz CBIC

No dia 21 de novembro de 2019, Edson Gomes Peixoto estava em sua casa com sua neta de 4 anos quando decidiram lanchar um pacote de rosquinhas de coco da Café Rancheiro .

Rosquinhas de coco da Café Rancheiro
Reprodução

Rosquinhas de coco da Café Rancheiro


Após terem consumido diversas bolachas do pacote, Peixoto notou que havia um “corpo estranho” em uma das unidades. Ao analisar o objeto, tratava-se de uma porca de metal presa a uma das rosquinhas.

O senhor então entrou em contato com o SAC da empresa que, em resposta, afirmou que “uma das peças de seu maquinário se soltou, logo, tal porca de metal veio a ser processada em meios às bolachas”. Logo após, Peixoto decidiu entrar com um processo contra a empresa.

O juiz Eduardo Walmory Sanches afirmou que existe um dano moral já que o alimento foi consumido, ainda que parcialmente, em condições impróprias, apresentando risco à saúde do consumidor.

Luciano Hang, dono da Havan, perde processo contra reitor da Unicamp

“Ademais, o próprio fato em si e a confissão do réu revelam descaso com a saúde do consumidor. Consoante se observa a ré confessa o defeito do produto vendido ao consumidor. A ré confessa e reconhece a existência do corpo estranho (porca metálica) no interior da bolacha. A mera leitura do Whatsapp enviado pelo SAC da empresa confirma tal situação fática”, declaoru o juiz do caso.

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