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Educação

Feira de educação apresenta práticas inovadoras para aprendizagem

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As práticas inovadoras, as mudanças no modo de ensinar e o uso das novas tecnologias na sala de aula – e fora dela – são alguns dos eixos que norteiam debates na feira de educação Bett Educar, a maior da América Latina, aberta até a próxima sexta-feira (17) na capital paulista. Por meio de palestras, troca de experiências e apresentações de produtos, o evento apresenta diversas formas de pensar o ensino e as abordagens pedagógicas.

Para o ano de 2019 o grande foco é a formação de professores. “Como conteúdo de discussão, vamos falar da implementação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que passa a ser obrigatória a partir de 2020, por isso o foco é a formação de professores, o congresso tem muitas discussões para essa mudança de paradigma da educação brasileira”, disse a diretora de Conteúdo do evento, Maria Alice Carraturi.

Para ela, o professor faz toda a diferença na formação do aluno. “Por mais que ele [aluno] tenha condições sociais desfavoráveis, o impacto de um bom professor é muito grande na aprendizagem desse aluno e na vida futura dele”.

26ª Bett Educar, maior encontro de educação e tecnologia da América Latina, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

26ª Bett Educar é considerado o maior encontro de educação e tecnologia da América Latina – Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo Maria Alice, as palestras e workshops mostram as mudanças de paradigma e as inovações na educação. “As crianças chegam na escola de uma forma diferente, porque eles aprendem diferente de como nós aprendemos. As tecnologias digitais mudaram a forma de aprender, mas o grande impacto na educação se faz por meio dos professores, pois a tecnologia na sala de aula é só equipamento, precisa do professor engajado. Se o professor levar uma boa ideia daqui, nosso objetivo já foi atendido. O professor transformado pode transformar a educação”.

Ciência e tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, destacou, na abertura do evento, a atuação da pasta para o desenvolvimento da chamada STEAM [acrônimo em inglês usado para designar as quatro áreas do conhecimento: ciências, tecnologia, engenharia e matemática] na educação.

“Dentro do ministério, a formação e motivação de jovens para as carreiras de ciência e tecnologia é extremamente importante. Já temos um problema de pesquisadores se aposentando, mas esse problema vai aumentar se não formarmos os jovens. Por isso, nós temos departamentos como o Ciência na Escola, uma iniciativa com o MEC [Ministério da Educação] para levar ciência e tecnologia para o ensino fundamental e médio, além do incentivo às Olimpíadas de Ciências. Esse é um começo”, disse o ministro.

O ministro lamentou os cortes no orçamento do ministério. “Tivemos um bloqueio de 42,27%, que é um bloqueio considerável para um orçamento que já era baixo. O que fiz foi mostrar para o Ministério da Economia a importância e os resultados da ciência e tecnologia para o país, mostrei que não são gastos, são investimentos. Então retornaram R$ 300 milhões, o que deu um certo alívio, mas não resolve o problema”.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, participa da abertura do 26ª Bett Educar, maior encontro de educação e tecnologia da América Latina, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, participa da 26ª Bett Educar – Rovena Rosa/Agência Brasil

Quanto aos cortes no Ministério da Educação, Pontes se mostrou preocupado. “Me preocupa os cortes das pesquisas, já que a maioria delas são realizadas nas universidades, então quando se paralisa as pesquisas, o nosso lado passa a ser bastante atingido. Pela importância da pesquisa no país, temos que buscar alguma solução, mesmo de outras fontes e que mantenham as nossas pesquisas. As pesquisas não podem parar”, disse.

Tecnologia x ensino tradicional

Diversas empresas e startups apresentam na feira suas inovações tecnológicas para as escolas e educadores, como educação digital, robótica, bilinguismo e metodologias STEAM e maker.

Para a bióloga e professora Daniele Felitti, diante de tanta inovação, o professor precisa se reinventar para encarar a sala de aula.

“O professor precisa se reinventar, porque essa geração está crescendo com a tecnologia desde a primeira infância, então o professor tem que ser colaborativo e mediador, assim ele consegue ter atenção da criança e ele utiliza a tecnologia para isso”.

Para ela, que é também diretora de empresa de reforço escolar, o uso intenso de tanta tecnologia pode atrapalhar o processo de aprendizagem. “O concreto é extremamente importante para a criança. Se a gente fica só na questão da tecnologia, das telas, a criança fica mais ansiosa e imediatista, então a criança precisa do tocar, para construir, aguçar a criatividade”.

Já a pedagoga Sueli Adestro acredita que além de se reinventar, o professor precisa entender o funcionamento do cérebro da criança. “Assim, através dessas ferramentas, sejam lúdicas ou por meio dos equipamentos digitais, o conhecimento do funcionamento do cérebro da criança é importante. Precisamos dessa simbiose para que a educação possa caminhar junto com a tecnologia”, acrescentou.

Edição: Fernando Fraga
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Educação

Rede estadual de ensino do Rio volta hoje às aulas

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A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro voltou às aulas nesta segunda-feira (1º) no modelo híbrido (remoto e presencial, com turmas em sala de aula em dias alternados em função da pandemia). Nesta modalidade, a Secretaria Estadual de Educação vai priorizar os 70 mil alunos em situação de maior vulnerabilidade social, cerca de 10% da rede estadual de ensino.

Segundo a pasta, por não terem dispositivo eletrônico que lhes permita ter condições de acompanhar as aulas remotas, os estudantes poderão ir à escola em sistema de revezamento para tirar suas dúvidas e ter acesso a recursos de áudio e vídeo produzidos para este período.  

Nesta segunda-feira, a secretaria lançou o Applique-se, aplicativo para ensino remoto que está disponível para baixar nas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS.

Nele, professores e alunos terão acesso a ferramentas de aprendizagem, como materiais didáticos e exercícios em arquivo de PDF, aulas em áudio e vídeo, além de acesso ao Google Classroom, plataforma que abarca as turmas de cada escola. O usuário poderá navegar pelo software 24 horas nos sete dias da semana, sem utilizar seu pacote de dados.

Revisão

Segundo a secretaria, até abril deste ano os conteúdos no aplicativo estarão focados na revisão do ano letivo de 2020, divididos por anos e séries do ensino regular – do 6º ano do fundamental à 3ª série do ensino médio – e fases e módulos da educação de jovens e adultos (EJA). Isso significa que o aluno que hoje está na 2ª série do ensino médio, por exemplo, irá clicar no botão “1ª série”, que cursava no ano passado, e acessar o material.

A partir de maio, após avaliação de todos os alunos da rede estadual, o Applique-se também terá os materiais referentes à série ou ao ano de escolaridade em que o aluno está matriculado.

Todo o conteúdo disponível no novo aplicativo foi feito por professores e equipes pedagógicas e de tecnologia da própria secretaria.

A gratuidade da navegação ocorreu após adesão de todas as principais operadoras de celular ao serviço. Somente na hora de realizar o download ou se logar, o usuário utilizará seu pacote de dados, se não estiver em ambiente com wi-fi.

O Applique-se está disponível na Play Store para Android (versão 5.1 ou superior) e na App Store para iOS (versão 10.0 ou superior).

Edição: Kleber Sampaio

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Educação

Universidades federais têm até dezembro para adotar diploma digital

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As 69 universidades federais e as 41 instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica do país terão até 31 de dezembro de 2021 para passar a emitir diplomas digitais. O prazo consta da Portaria n° 117/2021 do Ministério da Educação (MEC), publicada nesta segunda-feira (1) no Diário Oficial da União.

A versão digital do diploma universitário foi anunciada em 2019 e regulamentada em dezembro passado. A expectativa do MEC é de que o documento reduza a burocracia no processo de geração e emissão de diplomas e ajude a impedir fraudes e falsificações.

O tempo de emissão do documento também será menor, deve passar de 90 para 15 dias. O certificado digital deve beneficiar 8 milhões de estudantes. No Brasil as primeiras instituições a adotar esse formato foram a Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Edição: Denise Griesinger

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