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Economia

Fazer ou não o saque anual do FGTS? Especialistas dizem o que levar em conta

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A partir do ano que vem, o brasileiro poderá escolher uma nova forma de usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Até agora, o trabalhador só tinha acesso a essa poupança compulsória em casos de demissão sem justa causa, aposentadoria ou em situações específicas, como doença grave e compra de imóvel.

Leia também: FGTS: Entenda diferença entre saque emergencial e saque-aniversário

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Fazer o saque anual do FGTS não permite, contudo, que o trabalhador faça o saque total em caso de demissão

Na semana passada, o governo anunciou a criação do saque-aniversário, que permitirá, uma vez por ano, o saque do FGTS de parte do valor depositado no Fundo pelos empregadores. Essa opção, no entanto, impede o saque total em caso de demissão.

Analistas financeiros ouvidos pelo GLOBO dizem que é preciso pesar muito bem fatores como a existência de poupança ou dívida e a estabilidade no emprego antes de decidir.

“Eu estou empregado? Estou me sentido “estável”? Tenho recursos para viver por dois anos em caso de demissão? Se você deu resposta positiva a todas elas, pode sacar. Do contrário, melhor deixar os recursos no fundo”, sugere Ana Leoni, superintendente de Educação da Anbima, que reúne instituições financeiras.

Veja algumas situações e o que levar em conta na decisão:

Quem não tem reserva financeira

No caso de um trabalhador que tem saldo no FGTS, mas não construiu uma reserva financeira além dele, o indicado é que tente organizar o orçamento mensal e separe parte do salário para constituir esse patrimônio.

Os especialistas destacam que a rentabilidade do FGTS tende a aumentar por causa da mudança na distribuição dos lucros, fazendo com que o Fundo possa render mais que a caderneta de poupança .

Dessa forma, o saque anual seria recomendado caso o dinheiro fosse aplicado em investimentos com maior potencial de rendimento. E, para a reserva feita a partir do salário, o indicado é investir em renda fixa, como títulos públicos, que garantem segurança e possibilidade de saque rápido.

Quem está com as contas no vermelho

É preciso avaliar numericamente as dívidas e o FGTS. Se o recuso a ser sacado na data de aniversário for suficiente para quitar de 90% a 100% das dívidas, é recomendado fazer a retirada e, com apertos no orçamento, diminuir gastos para pagar o restante.

“Caso o dinheiro do FGTS não seja capaz de quitar até 90% das dívidas, e a pessoa não consiga diminuir os gastos para pagar os débitos restantes, o saque anual pode não ser uma boa alternativa”, diz Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro.

Leia também: Saque-aniversário do FGTS deve movimentar R$ 150 bilhões, diz governo

Ana Leoni, da Ambima, porém, defende que todo endividado pode fazer o saque do FGTS  para quitar sua dívida ou, ao menos, diminuí-la: “É sempre bom ter uma dívida menor”.

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Economia

Caixa paga auxílio de R$ 600 a mais beneficiários nesta quinta; veja quem recebe

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app auxílio de 600
Agência Brasil

Auxílio emergencial de R$ 600 é pago a beneficiários do Bolsa Família e inscritos via aplicativo e site nesta quinta-feira (28)

A Caixa Econômica Federal segue o calendário de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 nesta quinta-feira (28). Destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos, desempregados e beneficiários do Bolsa Família, o benefício prevê originalmente o pagamento de três parcelas, das quais duas já foram ou estão sendo pagas. A terceira ainda não foi detalhada, e o governo já discute ampliar o benefício. Entenda a discussão sobre a ampliação .

No caso do Bolsa Família, o calendário do  auxílio  está dividido conforme as datas habituais de pagamento para quem integra o programa. Para as demais pessoas, o pagamento é feito de acordo com o mês de nascimento.

Leia também: Empréstimo ou auxílio? Quem receber os R$ 600 pode ter que devolver em 2021; entenda

Nesta quinta, será feito o pagamento para os beneficiários do Programa Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) final 9. O crédito segue sendo feito para um NIS por dia até o número zero, a ser pago na próxima sexta-feira (29). Os beneficiários podem sacar o benefício pelo próprio cartão do Bolsa Família.

Além disso, poderão sacar a primeira parcela atrasada em dinheiro os beneficiários do auxílio que se inscreveram ou estavam no Cadastro Único e são nascidos em novembro; na sexta (29), recebem os aniversariantes de dezembro.

Quem não conseguir ir ao banco no dia correspondente ao mês de aniversário pode ir em data posterior.

Segunda parcela nas contas digitais

O calendário de crédito na poupança social digital da Caixa terminou nesta terça (26), com os nascidos em novembro e dezembro. Os depósitos começaram a ser feitos no último dia 20, para os beneficiários que receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril e não são do Bolsa Família.

Saques da segunda parcela

O calendário para saques da segunda parcela é diferente do calendário do crédito nas contas digitais e tem início no próximo sábado (30), para os nascidos em janeiro.

No dia 1º de junho, os saques serão permitidos para quem nasceu em fevereiro, seguindo nessa ordem até 13 de junho para os nascidos em dezembro. No dia 7 de junho (domingo) não haverá saques.

No dia 21, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que a segunda parcela do auxílio emergencial só será depositada em contas fora da Caixa Econômica Federal a partir do dia 30. Segundo ele, os beneficiários receberão o dinheiro automaticamente na conta corrente de outros bancos, no período de 30 de maio a 13 de junho, conforme o cronograma de saque em espécie do segundo lote.

Leia também: Supermercados já aceitam pagamento com cartão virtual do Caixa Tem; saiba usar

Confira os calendários do auxílio

Primeira parcela “atrasada” para quem foi aprovado depois:

  • Nascidos em janeiro: saques a partir de 19 de maio;
  • Fevereiro: 20 de maio;
  • Março: 21 de maio;
  • Abril: 22 de maio;
  • Maio, junho e julho: 23 de maio;
  • Agosto: 25 de maio;
  • Setembro: 26 de maio;
  • Outubro: 27 de maio;
  • Novembro: 28 de maio ; e
  • Dezembro: 29 de maio.

Segunda parcela para beneficiários do Bolsa Família:

  • 18 de maio: NIS final 1;
  • 19 de maio: NIS final 2;
  • 20 de maio: NIS final 3;
  • 21 de maio: NIS final 4;
  • 22 de maio: NIS final 5;
  • 25 de maio: NIS final 6;
  • 26 de maio: NIS final 7;
  • 27 de maio: NIS final 8;
  • 28 de maio: NIS final 9 ; e
  • 29 de maio: NIS final 0.

Depósito da segunda parcela em poupança social – encerrado:

  • Nascidos em janeiro e fevereiro: 20 de maio;
  • Nascidos em março e abril: 21 de maio;
  • Nascidos em maio e junho: 22 de maio;
  • Nascidos em julho e agosto: 23 de maio;
  • Nascidos em setembro e outubro: 25 de maio; e
  • Nascidos em novembro e dezembro: 26 de maio.

Liberação de saques e transferências da poupança social da segunda parcela:

  • Nascidos em janeiro: liberação em 30 de maio;
  • Fevereiro: 1º de junho;
  • Março: 2 de junho;
  • Abril: 3 de junho;
  • Maio: 4 de junho;
  • Junho: 5 de junho;
  • Julho: 6 de junho;
  • Agosto: 8 de junho;
  • Setembro: 9 de junho;
  • Outubro: 10 de junho;
  • Novembro: 12 de junho; e
  • Dezembro: 13 de junho.

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Economia

População ocupada tem queda recorde e desemprego atinge 12,6% em abril, diz IBGE

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Agência Brasil

trabalhador informal
Aaron Favila/Agência Pública

Trabalhadores informais são os mais afetados pelos aumentos do desemprego e da desocupação, segundo o IBGE

O desemprego no Brasil voltou a subir em abril e atingiu 12,6%, afetando 12,8 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é superior aos 11,2% do trimestre encerrado em janeiro e a maior desde março do ano passado (12,7%).

Leia também: Brasil fecha 763 mil postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a abril, aponta Caged

Em relação ao trimestre encerrado em abril de 2019, o mesmo período da pesquisa divulgada nesta quinta, a taxa ficou estatisticamente estável, já que o índice de desemprego daquele período era de 12,5%.

A população ocupada teve uma queda recorde de 5,2% em três meses, desde janeiro deste ano, e caiu para menos de 90 milhões de brasileiros. Ao todo, 4,9 milhões de postos de trabalho foram fechados. Desse montante, 3,7 milhões eram trabalhadores informais .

O número de desempregados, porém, cresceu 898 mil pessoas, segundo o IBGE, porque, para ser caracterizado como desempregado, o trabalhador precisa estar procurando emprego. O número de desempregados só não foi maior, portanto, porque milhões deixaram de procurar emprego.

Em abril, a população que não trabalha teve alta de 7,9% – mais 5,2 milhões de pessoas – em três meses, chegando a 70,9 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 9,2% – mais 6 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, estão fora da força de trabalho aqueles que não procuraram emprego, mas gostariam de ter um, ou os que chegaram a buscar emprego, mas não estavam disponíveis para trabalhar quando a pesquisa foi feita.  O desalento, que consiste em pessoas que desistiram de procurar emprego, também subiu – 7%, 328 mil pessoas a mais – no trimestre terminado em abril, atingindo 5 milhões de pessoas no Brasil.

Embora os informais tenham sido os mais afetados pelas demissões, como mostram os números e a pesquisa, os trabalhadores com carteira assinada também têm motivos para temer o desemprego. Em abril, o número de postos de trabalho com CLT atingiu o menor número da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 20112: apenas 32,2 milhões de pessoas.

Os três setores que mais demitiram neste ano foram:

  • Comércio: 1,2 milhão de pessoas;
  • Construção: 885 mil pessoas; e
  • Serviços domésticos: 727 mil pessoas – maior queda da série histórica.

Para tentar evitar uma perda ainda maior de empregos formais, o governo editou  medidas emergenciais que permitem redução temporária de jornada e salário , com percentuais de 25%, 50% e 70%, por três meses, ou ainda a suspensão do contrato de trabalho por dois meses, em troca de garantia de estabilidade pelo mesmo período. Ou seja, quem teve o salário reduzido por três meses, em tese, ficaria mais três meses após esse período com seu emprego garantido. Empresas que demitirem mesmo assim terão de pagar, além da rescisão normal, uma multa ao trabalhador.

Leia também: Trabalhador que tiver corte de salário não poderá ser demitido por três meses

Segundo dados do Ministério da Economia desta quarta-feira (27), 8,1 milhões de trabalhadores foram incluídos ao que o governo chama de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Para ajudar os informais na crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), governo e Congresso criaram o auxílio emergencial , que rende ao trabalhador uma ajuda de R$ 600, a ser paga em três parcelas. Cerca de  53 milhões de brasileiros já receberam a primeira parcela, e boa parte também já recebeu a segunda. Confira os calendários dos pagamentos do ‘coronavoucher’ aqui .

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