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Fávaro diz que Selma busca culpados ao invés de provar inocência e questiona se ela seria eleita “sem caixa 2”

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Para Carlos Fávaro, Selma deveria provar que não cometeu “irregularidades” na campanha e que eleitores votaram nela sem imaginar que houve “ilícito” na campanha

O ex-governador Carlos Favaro (PSD) criticou a senadora Selma Arruda (PSL) por buscar culpados ao invés de comprovar “que não praticou caixa 2 e abuso de poder econômico” na eleição de 2018 quando foi eleita. As criticas foram motivadas após Selma sugerir que um parecer da procuradora-geral da República Raquel Dodge defendendo a manutenção de sua cassação e o afastamento imediato dela, além de novas eleições para o Senado, teria sido feito por “encomenda”.

“Cada hora ela acha uma personalidade para achar a culpa do problema que ela não consegue superar, ao invés de se preocupar em comprovar que não fez caixa 2, que não fez abuso de poder econômico. Fica achando justificativa nas pessoas pelos erros que cometeu na eleição”, disse Fávaro em nota.

Em abril deste ano, Selma foi cassada por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e aguarda julgamento de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem como relator o ministro Og Fernandes.

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Fávaro ficou em terceiro lugar na disputa e atualmente é o chefe do escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília. Ele ainda questionou se os resultados das eleições em que Selma foi eleita não poderiam ter sido diferentes, caso a senadora não tivesse praticado “caixa 2 e abuso de poder econômico” e que haveria grandes chances dele ter sido o eleito.

“As pessoas votam na boa-fé de que seus representantes façam a coisa certa. Será que todos esses eleitores ficarão felizes em descobrir que, comprovadamente, ela cometeu ilícito para disputar essa eleição? Será que se ela tivesse cumprido as regras, como eu, como Jayme (Campos – DEM), como os outros candidatos cumpriram, será que ela teria essa votação? Se não tivesse tido caixa 2 e abuso de poder econômico, será que ela teria toda essa votação?”.

Ele ainda se colocou como opção, caso a Justiça decida pela realização de uma nova eleição para o Senado. “Em honra ao meu eleitor, aos 434 mil votos que tive, em honra aos eleitores que querem as coisas certas, nós temos que dar uma opção para que ele possa votar. Mas vamos discutir esse assunto só depois de consumar o julgamento”, afirmou.

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Justiça bloqueia R$ 2,2 milhões de procurador, esposa e empresa por propina recebida de empresas de ônibus

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Chico Lima teria recebido propina para atrasar licitação do transporte intermunicipal

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Cível e Popular de Cuiabá, determinou o bloqueio de bens do procurador aposentado do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, de sua esposa Carla Maria Lima e da empresa Pro Nefron – Nefrologia Clínica e Terapia Renal Substitutiva Ltda., de propriedade de Francisco Gomes Neto, filho de Chico Lima. A ação investiga danos causados ao Estado em razão do atraso na licitação do transporte intermunicipal, mediante pagamento de propina, durante o governo Silval Barbosa.

A decisão é de 20 de dezembro e resultou em um total de R$ 2,2 milhões bloqueados da família Lima, sendo: R$ 640 mil de Chico Lima, R$ 324 mil de sua esposa e R$ 1,241 milhão da empresa Pro Nefro. Conforme denúncia do MPE, os valores recebidos referem-se à propina recebida de empresários do setor de transporte intermunicipal entre 2014 e 2015

As investigações ganharam força após a delação premiada do o ex-governador Silval Barbosa, que confessou ter recebido propina para editar um decreto, em 2014, que na prática inviabilizava a licitação do setor, já que o Governo teria que cumprir um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado em 2007 com o MP, que obrigava o poder público a fazer a licitação até março de 2010.

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A concorrência pública foi lançada em 2012 e partir daí as empresas que operavam sem licitação passaram a entrar com medidas judiciais contra o procedimento.

De acordo com o MP, houve pagamento indevido ao então governador, Silval Barbosa, para que o decreto fosse editado. A negociata teria sido de R$ 6 milhões pagos pelo Grupo Verde com articulação de Chico Lima e Júlio Cesar de Lima, que era presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado de Mato Grosso (Setromat).

Sem bloqueio

Na mesma decisão, o juiz Bruno D’Oliveira Marques negou o bloqueio de R$ 162 milhões de empresários e empresas de ônibus, também denunciadas pelo MPE.

São elas: Verde Transporte (R$ 75.144.009,60), Viação Sol Nascente (R$ 1.397.725,46), Viação Eldorado (R$ 28.738.955), Empresa de Transportes Andorinha (R$ 8.862.855,15), Expresso Rubi (R$ 18.308.623,73), Transportes Jaó (R$ 7.087.250,87), Viação São Luiz (R$ 597.075,83), Viação Xavante (R$ 13.986.227,57), Rápido Chapadense (R$ 2.435.993) e Orion Turismo (R$ 4.735.518,51).

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Prefeito defende coalizão de partidos de esquerda para disputa da eleição suplementar ao Senado

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Para Zé do Pátio, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa aos “barões do agro”

O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (Solidariedade), presidente estadual do partido, está defendendo a coalizão das forças de esquerda em Mato Grosso para definir um nome único para a disputa da eleição suplementar ao Senado da República, prevista para este ano, com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Selma Arruda foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral pela prática de caixa 2 durante o período de pré-campanha e abuso de poder econômico.

Conforme Zé do Pátio, por se tratar de um pleito atípico, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa, que venha para enfrentar os barões do agronegócio. Na visão do prefeito de Rondonópolis, a eleição do Senado vai se caracterizar numa disputa nacional e não apenas de cunho regional.

“Está havendo uma nova realidade política se formando no Estado e no País, e o momento é de definição, de escolha de lado em que cada partido e grupo estará. Não existe hoje mais espaço para se ficar em cima do muro”, observa o prefeito.

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Para o prefeito de Rondonópolis, um dos líderes da coalizão que reúne pelo menos sete partidos, a oposição deve lançar um candidato representativo e com visibilidade eleitoral para ganhar o pleito. O prefeito entende que a eleição suplementar será preparatória para as eleições municipais. Daí – adianta – a necessidade de a oposição marchar unida.

Apesar das discussões estarem incipientes, o prefeito alerta para a necessidade de que se tenha uma definição o mais rápido possível sobre o assunto. No comando da Prefeitura de Rondonópolis, o prefeito Zé do Pátio é bastante conhecido pelo seu perfil populista. Para a disputa do Senado, a ideia, conforme o prefeito, é avaliar perfis e fazer pesquisas para escolher um nome com chance de êxito nas urnas.

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