conecte-se conosco


Internacional

FAO e países lusófonos querem impulsionar agricultura familiar

Publicado

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta quinta-feira (18) a criação de um centro de treinamento para promover a agricultura familiar sustentável. Com sede em São Tomé e Príncipe, a instituição vai promover trocas de conhecimento entre técnicos, professores de escolas agrícolas e pequenos produtores.

O projeto dos dois organismos internacionais tem investimentos estimados em 400 mil dólares. Um dos principais objetivos das atividades de formação será impulsionar a participação dos pequenos produtores e técnicos rurais na formulação de leis sobre agroecologia e agricultura familiar.

O centro também vai estimular a capacitação em temas como tecnologias de processamento e armazenamento de alimentos e acesso a mercados de valor agregado para os produtos da agricultura familiar. Entre as cadeias produtivas visadas pela instituição estão as da mandioca, café, cacau, caju, peixe, carne e laticínios, além de frutas e vegetais.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste. Somadas, as populações desses países chegam a mais de 285 milhões de pessoas.

O brasileiro José Graziano está no segundo mandato de diretor-geral da FAO

O brasileiro José Graziano termina neste mês de julho o seu segundo mandato de diretor-geral da FAO – Elza Fiuza/Agência Brasil

 

Mudanças

“Não vamos mudar os sistemas alimentares (somente) com tecnologia, mas, em vez disso, precisamos fazer mudanças nas leis e na pesquisa”, afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Em Portugal, onde participa do evento Territórios Relevantes para um Mundo Sustentável, o dirigente defendeu que é necessário “abrir a janela da catedral da Revolução Verde, para plantar a ideia de que um modelo mais sustentável e responsável de produção e consumo é possível”.

A Revolução Verde é a expressão utilizada para se referir aos avanços do setor agrícola em meados do século XX, quando o uso de novas tecnologias, máquinas, fertilizantes e pesticidas gerou ganhos impressionantes de produção, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Segundo Graziano, a Revolução Verde “alcançou os seus limites e é hora de implementar diferentes modelos para combater a fome e a obesidade crescentes”.

Coesão social

A FAO e os países lusófonos consideram que o bem-estar dos pequenos produtores e dos agricultores familiares é fundamental para a coesão social, o desenvolvimento rural e a preservação dos ecossistemas.

A agricultura familiar e a agroecologia têm um papel proeminente na Estratégia Regional da CPLP para a Segurança Alimentar e Nutricional. Esse marco foi adotado por chefes de Estado e Governo dos países-membros em 2012, para enfrentar a fome e a má nutrição.

As nações lusófonas também tiveram um papel fundamental nos processos que levaram à adoção da Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028) e da Década da ONU para a Nutrição (2016-2025).

Desde 1999, a FAO e a comunidade linguística portuguesa trabalham juntas em diversos projetos de desenvolvimento. Iniciativas futuras estão previstas nas áreas de políticas sobre dietas, agroecologia e a promoção dos sistemas agrícolas que são considerados patrimônios de importância global.

Edição: Augusto Queiroz
publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Internacional

Rio na Eslováquia fica laranja após receber água de mina de ferro

Publicado

source
Rio mudou de cor após receber água suja de mina de ferro
Reprodução/Twitter

Rio mudou de cor após receber água suja de mina de ferro

O rio Slaná, na Eslováquia, ficou laranja após receber a água suja que flui de uma mina de ferro. A poluição mata os peixes e animais selvagens da região no entorno do corpo d’água, pouco antes da chegada do rio à Hungria.

As autoridades da Eslováquia afirmaram terem tomado medidas para diminuir o fluxo de água oriundo da mina. Moradores da região, no entanto, relataram preocupação conforme a situação piora:

“Não há criatura viva debaixo dos seixos, podemos ver apenas ferrugem. Este alto teor de ferro cobre as guelras dos peixes e reduz a superfície onde eles respiram. Com isso, eles começam a sufocar”, disse Tibor Varga, 35, cirurgião local e pescador experiente, que acompanha a situação do rio Slana desde fevereiro, quando os sinais da poluição começaram a aparecer.

De acordo com a mineradora Rudne Bane, a água poluída estava em um bolsão de minério de ferro, que se encontra inundado. Ferro foi extraído do local até 2008.

O diretor da empresa, Peter Zitnan, disse à agência de notícias Reuters que “devido a reações químicas, alguns metais e outros materiais entraram na água”, acrescentando que a cor se deve ao alto nível de ferro. O material vazado não é considerado venenoso, segundo a empresa.


O governo da Hungria disse estar monitorando a situação, mas que, até o momento, peixes do seu lado da fronteira não morreram, nem a qualidade da água foi prejudicada.

O ministro da economia da Eslováquia disse que a mineradora não é responsável pela situação. 

O Ministério do Meio Ambiente da Eslováquia disse os níveis de materiais ou elementos possivelmente perigosos não excederam os níveis aceitos, apesar do rio ainda estar alaranjado.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

*Com informações de agências internacionais

Fonte: IG Mundo

Continue lendo

Internacional

Rio na Eslováquia fica laranja após receber água de mina de ferro

Publicado

source
Rio mudou de cor após receber água suja de mina de ferro
Reprodução/Twitter

Rio mudou de cor após receber água suja de mina de ferro

O rio Slaná, na Eslováquia, ficou laranja após receber a água suja que flui de uma mina de ferro. A poluição mata os peixes e animais selvagens da região no entorno do corpo d’água, pouco antes da chegada do rio à Hungria.

As autoridades da Eslováquia afirmaram terem tomado medidas para diminuir o fluxo de água oriundo da mina. Moradores da região, no entanto, relataram preocupação conforme a situação piora:

“Não há criatura viva debaixo dos seixos, podemos ver apenas ferrugem. Este alto teor de ferro cobre as guelras dos peixes e reduz a superfície onde eles respiram. Com isso, eles começam a sufocar”, disse Tibor Varga, 35, cirurgião local e pescador experiente, que acompanha a situação do rio Slana desde fevereiro, quando os sinais da poluição começaram a aparecer.

De acordo com a mineradora Rudne Bane, a água poluída estava em um bolsão de minério de ferro, que se encontra inundado. Ferro foi extraído do local até 2008.

O diretor da empresa, Peter Zitnan, disse à agência de notícias Reuters que “devido a reações químicas, alguns metais e outros materiais entraram na água”, acrescentando que a cor se deve ao alto nível de ferro. O material vazado não é considerado venenoso, segundo a empresa.

O governo da Hungria disse estar monitorando a situação, mas que, até o momento, peixes do seu lado da fronteira não morreram, nem a qualidade da água foi prejudicada.

O ministro da economia da Eslováquia disse que a mineradora não é responsável pela situação. 

O Ministério do Meio Ambiente da Eslováquia disse os níveis de materiais ou elementos possivelmente perigosos não excederam os níveis aceitos, apesar do rio ainda estar alaranjado.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

*Com informações de agências internacionais

Fonte: IG Mundo

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana