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Saúde

Famílias têm papel fundamental na relação da criança com mundo digital

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Durante a pandemia de covid-19, os dispositivos eletrônicos com acesso à internet se tornaram um elemento fundamental na vida de muitas crianças brasileiras. Os tablets, celulares, smart TVs (televisor com acesso à internet) e os vídeogames se tornaram o único passatempo de muitas crianças e adolescentes, que estão confinados em casa há mais de 100 dias.

Para construir uma relação saudável, criativa e segura das crianças com o mundo digital, as famílias têm papel fundamental, diz a pesquisadora do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, Maria Isabel Amando de Barros. Segundo ela, para começar, pais, mães e responsáveis também precisam rever os hábitos digitais.

“Somos um verdadeiro espelho para as crianças. Nesse sentido, é muito bom compartilhar com elas que vários desafios estão postos também para nós: sentimos que a internet “rouba” tempo de outras atividades como sono, alimentação, atividade física e lazer. Muitas vezes não temos clareza sobre os pensamentos, sentimentos ou impulsos que nos levam a pegar o celular e temos muito a aprender para, de fato, usar a tecnologia a nosso favor”.

É assim que a consultora imobiliária Carla Christiane de Carvalho Pereira procura orientar seu filho Caio, de 10 anos, e a filha Clara, de 8. “Oriento a pesquisar sobre significado das coisas, manuais, configuração da televisão, do celular, dos eletrodomésticos. Acho importante, já que eles têm essa facilidade com a tecnologia”.

Carla diz que faz acertos com eles e direciona os conteúdos a serem vistos, sempre com muito diálogo. Para jogos e navegação eles só podem ficar até as 21h. “Não tenho muito regra de quantidade de horas, mas não pode usar nenhum tipo de tecnologia durante as refeições, durante as lições, não podem levar para o banheiro. São pequenas restrições, para educação mesmo. O restante do dia é liberado”.

Ela conta que sabe o que eles acessam e quando tem algo que não acha adequado, conversa com eles. “O Youtube deles é monitorado, sei o que consomem. O Caio vê muito tutorial de vídeogame, já a Clara vê músicas e desafios. As crianças nasceram preparadas para essa era digital, a preparação que a gente tem que fazer é na absorção de conteúdo. Quando o Caio vê um vídeo que tem muito palavrão, ou linguagem e conteúdo impróprios, converso com ele. Quantos aos canais da Clara, verifico quem a está seguindo e digo que só pode segui-la quem tem até 12 anos, então ela mesma fica atenta. Acho que a vigilância existe, mas é adaptável. Então, eu trabalho a questão do discernimento ao receber esses conteúdos, sempre com muito diálogo”.

Segundo a pesquisadora do Instituto Alana, os responsáveis devem seguir esse caminho, o do diálogo. “As pesquisas mostram que a principal estratégia para ajudar as crianças a terem bons hábitos é mediar sua relação com o mundo digital de forma construtiva, ou seja, mostrando os desafios e analisando como suas ferramentas podem nos ajudar a ter experiências online onde prevaleçam as conexões significativas, os aprendizados com sentido e a diversão saudável”.

Maria Isabel explica que essa mediação ativa é diferente para cada faixa etária e deve ser adequada a cada criança, de acordo com sua individualidade e interesses. Deve também ser baseada no diálogo, na escuta e reflexão com a própria criança sobre a forma como ela se apropria das tecnologias. 

“Há que se avaliar qual caminho faz mais sentido em cada fase da infância: dosar o tempo, considerar a qualidade do conteúdo, combinar onde e como os dispositivos podem ser acessados e, acima de tudo, fazer do mundo digital uma experiência compartilhada entre crianças e adultos, pais, mães e filhos, educadores e estudantes”, diz a pesquisadora. Para ela, “há outro aspecto importante: a construção de um sólido repertório de interesses, habilidades e rotinas offline, que certamente irão ajudar a criança a desenvolver a autorregulação em relação ao uso do ambiente digital”.

Dessa forma, a consultora financeira Luciana Flávia Bonsembiante busca conduzir o filho Enzo, de 6 anos, no mundo digital. “Digo para ele ver conteúdos educativos, como os aplicativos de leitura, jogos voltados para a idade dele, incentivo também para a criatividade, ele adora gravar vídeo e tem um canal no Youtube, então eu procuro incentivar essa parte também”.

Quanto ao tempo, ela diz que há horários determinados para usar as telas. “Cerca de uma hora durante a manhã e mais uma hora à noite. A tarde é voltada para o estudo e algum tipo de educação física. A gente orienta sobre os conteúdos inadequados, sobre conversas com estranhos e, graças a Deus, nunca tivemos nenhum tipo de contratempo em relação a ele conversar com qualquer tipo de pessoa. Ficamos muito atentos porque é um perigo na época de hoje. Fora de casa, a utilização é muito esporádica, ele tem o próprio celular, mas geralmente evito que ele saia de casa com o aparelho”. 

Ela conta que às vezes o filho quer ficar mais um pouco com o celular, mas aí ela o chama para outras atividades. “Gosto muito de brincar com ele de quebra-cabeça, lego, ele adora montar e desmontar coisas e assim vai. É muito disciplinado e é bem obediente”.

Tempo de exposição às telas

No caso de crianças até 2 anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda evitar exposição às telas. Para crianças de 2 a 5 anos, a recomendação é de até uma hora por dia, sempre com supervisão. Esse tempo pode ser estendido até duas horas por dia para crianças de 6 a 10 anos. Já crianças e adolescentes entre 11 e 18 anos devem limitar seu tempo online a duas ou três horas por dia.

“Entretanto, as pesquisas também mostram que o tempo de tela não é a medida mais relevante ou a única variável a ser considerada quando pensamos em cuidar da relação que as crianças estabelecem com o mundo digital. Afinal de contas, passar uma hora assistindo sozinho filmes violentos, permeados por mensagens publicitárias, é completamente diferente de assistir em família a um documentário sobre música ou vida selvagem”, pondera a pesquisadora.

Maria Isabel acrescenta que é fundamental avaliar e refletir a intenção do tempo de tela: por que a criança vai ter essa experiência, o que ela vai aprender ou vivenciar com ela, a qualidade do conteúdo acessado e ainda se esse tempo de tela está impedindo que a criança realize atividades importantes como dormir, se alimentar, brincar ao ar livre e interagir com outras crianças e adultos.

Dieta digital

A pesquisadora Maria Isabel considera que uma forma de avaliar se um conteúdo digital é bom é semelhante a quando escolhemos o que vamos comer. “Numa boa dieta digital prevalecem conteúdos sem violência gratuita, conteúdos publicitários, notícias falsas, mensagens discriminatórias e desafios perigosos”.

Ela orienta que bons conteúdos são aqueles em que há respeito à privacidade e à identidade online. “São aqueles vinculados aos produtos e plataformas que respeitam nossa capacidade de desconectar e nos ajudam a encontrar espaço e oportunidades para brincar, criar, ler, desenhar, jogar, entre inúmeras possibilidades de encontros significativos conosco e com o outro. Em suma, bons conteúdos digitais são aqueles que trazem mais autoria – em oposição àqueles de uso mais passivo -, são acessados com intenção e nos fazem bem”.

Responsabilidade 

Na visão da pesquisadora, a responsabilidade com o ambiente digital não é apenas do usuário. “É muito importante também percebermos – e compartilharmos esse aspecto com as crianças – que a responsabilidade por uma relação saudável, criativa e segura com o ambiente digital não é apenas do usuário. É também do governo, das empresas e das plataformas de tecnologia. É fundamental advogarmos por um ambiente digital mais humano, que proteja nossa privacidade, resguarde nossa capacidade de desconectar e fortaleça nossos laços sociais”, defende Maria Isabel.

Para contribuir com esse debate, o Instituto Alana, com o apoio do Nic.Br, da Safernet Brasil e do portal Lunetas, está realizando o evento “Ser Criança no Mundo Digital – série de conversas online”. Os diálogos serão transmitidos pelo Instituto Alana. A estreia da série de conversas foi no dia 26 de junho, e os dois primeiros episódios podem ser acessados em Episódio 1 e Episódio 2.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Quando a pandemia da Covid-19 vai terminar?

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Novo normal
Getty Images/BBC

As pessoas agora se habituam aos poucos ao “novo normal”

Há pouco mais de seis meses, a  Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a chegada do novo vírus que em pouco tempo se tornou uma pandemia global.

Naquele dia, no final de janeiro, havia quase 10 mil casos relatados de coronavírus e mais de 200 mortes. Nenhum dos casos havia acontecido fora da China.

Desde então, o mundo e nossas vidas, mudaram profundamente. Como estamos lidando com a guerra entre a raça humana e o coronavírus?

Se olharmos para o planeta como um todo, o resultado não é bom.

Gráfico

BBC
Evolução do número de casos tem curva exponencial

Já nos aproximamos de 20 milhões de casos confirmados e superamos 700 mil mortes. No começo da pandemia , demorava semanas até se registrarem cada 100 mil casos. Agora esse marco é atingido em questão de horas.

“Ainda estamos no meio de uma pandemia intensa e muito grave”, diz Margaret Harris, da OMS . “Está presente em todas as comunidades do mundo.”

O impacto da covid-19 é diferente pelo mundo afora, e é fácil cada pessoa ignorar o que acontece no resto do mundo, fora de seus próprios países.

Mas um fato une todo mundo, desde quem vive na floresta amazônica, nos arranha-céus de Singapura ou nas ruas do Reino Unido : este é um vírus que prospera com o contato humano. Quanto mais nos aproximamos, mais fácil é a contaminação. Isso segue tão forte hoje em dia quanto no dia em que o vírus surgiu na China.

Esse ponto central explica a situação de todos no mundo e sugere como será nosso futuro.

Homens usando máscaras na Índia

Getty Images
A Índia agora tem o maior número de casos diários de covid-10 no mundo

É o que provoca o grande  número de casos na América Latina — o atual epicentro da pandemia — e o surto na Índia. É o que explica o porquê de Hong Kong estar mantendo pessoas em centros de quarentena ou da Coreia do Sul de estar monitorando contas bancárias e de telefone de seus cidadãos.

É o que leva a Europa e a Austrália a terem dificuldades em equilibrar o final das quarentenas com a contenção da doença. E é o porquê de estarmos buscando “um novo normal”, em vez de voltarmos ao “velho normal”.

“Esse é um vírus que circula por todo o planeta. Ele afeta cada um de nós. Ele passa de pessoa para pessoa, e sublinha o fato de estarmos todos conectados”, diz Elisabetta Groppelli, da St George’s University of London.

Até o simples ato de cantar juntos pode espalhar o vírus.

O vírus também se provou especialmente difícil de rastrear, com sintomas leves ou até inexistentes em várias pessoas, mas mortal suficiente em outros, capaz de lotar hospitais.

“É o vírus pandêmico perfeito para nossa era. Nós agora vivemos na era do coronavírus “, disse Harris.

As melhores chances contra o vírus até agora foram nas tentativas de se conter a disseminação do vírus de uma pessoa para outra.

A Nova Zelândia é onde isso mais chamou atenção. O país agiu cedo, quando ainda havia poucos casos: com quarentenas e fronteiras fechadas. Agora praticamente não há mais casos e a vida voltou ao normal, em grande parte.

Atenção para coisas básicas também ajudam em países pobres. A Mongólia tem a maior fronteira de qualquer país com a China, onde o surto começou. No entanto, não foi registrado, antes de julho , qualquer caso de internação em UTI. Até agora só foram diagnosticados 293 casos, com nenhuma morte.

Ulaanbaatar, Mongolia

Getty Images
Muitas pessoas, às vezes famílias inteiras, ainda moram em tendas em Ulaanbaatar, capital da Mongólia

“A Mongólia fez um ótimo trabalho com recursos muito limitados. Eles fizeram um trabalho exaustivo de epidemiologia, isolando casos, identificando contatos e isolando esses contatos”, afirma o professor David Heymann, da London School of Hygene and Tropical Medicine.

Eles também foram rápidos em fechar escolas, restringir viagem internacional e promover o uso de máscaras e higienização das mãos.

Por outro lado, Heymann argumenta, a “falta de liderança política” abalou muitos países em que “os líderes na saúde e na política têm dificuldades de conversar juntos”. Neste clima, o vírus prosperou. O presidente americano, Donald Trump, e a maior autoridade em doenças infecciosas do país, Anthony Fauci, claramente estiveram em lados opostos nesta pandemia.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro , se juntou a manifestações contra a quarentena e descreveu o vírus como “gripezinha”, dizendo que a pandemia estava quase no fim em março.

Ao invés disso, o Brasil teve 2,8 milhões de casos e mais de 100 mil mortos .

Coveiro no Brasil

Getty Images
Coveiro trabalha em Vila Formosa, em São Paulo, onde número de mortos é alto

Mas os países que conseguiram se impor contra o vírus — na maioria com quarentenas dolorosas que machucaram as sociedades — estão descobrindo que o vírus não sumiu, e que ele vai continuar voltando se nós relaxarmos. A normalidade ainda está muito distante.

“Estão descobrindo que é mais desafiador sair da quarentena do que entrar nela”, diz Groppelli. “Eles ainda não pensaram sobre como podemos coexistir com o vírus.”

A Austrália é um dos países tentando achar um caminho para sair da quarentena, mas o Estado de Victoria agora está em estado de “desastre”. Melbourne voltou para quarentena no começo de julho — com o contágio crescendo — e desde então impôs regras mais rígidas. Agora há um toque de recolher e as pessoas só podem se exercitar dentro de um raio de cinco quilômetros de suas casas.

A Europa também está reabrindo, mas Espanha, França e Grécia registraram recentemente o número mais alto de casos das últimas semanas. A Alemanha está com mais de mil casos por dia pela primeira vez em três meses.


O uso de máscaras , algo estranho antes, agora é lugar comum na Europa, até mesmo com resorts insistindo na prática .

E — como alerta para todos nós — sucessos passados não são garantia para o futuro. Hong Kong foi muito elogiada por resistir à primeira onda de coronavírus — agora bares e academias de ginástica fecharam novamente, enquanto a Disneyland do país conseguiu reabrir por apenas um mês.

“Deixar a quarentena não significa voltar às velhas práticas. É o novo normal. As pessoas ainda não entenderam esse recado”, diz Harris.

A posição da África na luta contra o coronavírus segue uma questão em aberto. Houve mais de um milhão de casos; depois de um começo bem-sucedido, a África do Sul parece estar em má situação, registrando a maioria dos casos do continente. Mas com poucos testes, é difícil ter um retrato fiel da situação.

E existe o enigma do notório baixo índice de mortes comparado com o resto do mundo. Eis alguns motivos que podem explicar isso:

  • As pessoas são muito mais jovens, com idade média de 19 anos na África ; e a covid-19 está associada a pessoas mais velhas
  • Outros tipos de coronavírus são mais comuns, e isso pode oferecer uma espécie de proteção
  • Problemas de saúde comuns aos países ricos, como obesidade e diabetes do tipo 2, que aumentam os riscos da covid-19, são menos comuns na África
Gráfico

BBC

Alguns países estão inovando na sua resposta à doença. Ruanda tem usado drones para entregar material para hospitais e divulgar restrições para a população. Eles estão sendo usados até mesmo para flagrar pessoas que estão desrespeitando as regras, como aconteceu com um pastor que estava indo para missa .

Mas em vários lugares, como na Índia, o acesso à agua limpa e saneamento prejudica até mesmo coisas triviais, como a higienização das mãos.

“Há pessoas que têm água para lavar suas mãos e há os que não têm”, diz Groppelli. “Essa é uma diferença grande, nós podemos dividir o mundo em duas categorias. E há grandes dúvidas sobre como controlar o vírus sem que haja uma vacina.”

Quando isso tudo vai acabar?

Já existem tratamentos com remédios. A dexametasona — um esteroide barato — teve bom resultado com alguns pacientes em estado grave. Mas não é suficiente impedir que pacientes morram de covid-19 ou dar fim às quarentenas. Atenção especial será dada para a Suécia nos próximos meses para entender se a estratégia do país funcionou no longo prazo. O país não impôs quarentena e até agora teve uma taxa de mortes significativamente maior do que a dos países vizinhos, depois de fracassar na proteção em lares de idosos.

Em geral, a esperança do mundo de ver a vida voltar ao normal está ligada à descoberta de uma vacina. Imunizar as pessoas impediria a disseminação do vírus.

Seis vacinas estão entrando na fase três de testes clínicos. Essa fase é crítica, quando descobriremos se as vacinas promissoras realmente funcionam. Esse obstáculo final já derrubou muitos remédios no passado. Autoridades de saúde dizem que devemos continuar falando em “se” a vacina vai funcionar — e não “quando” a vacina vai funcionar.

A doutora Margaret Harris, da OMS , diz: “As pessoas têm essa crença holiwoodiana em uma vacina; que os cientistas vão arrumar tudo. Em um filme de duas horas, o final chega rápido, mas os cientistas não são Brad Pitt se injetando e dizendo ‘nós vamos todos nos salvar'”.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

“Peguei Covid-19 fazendo o que amo”, diz médico em post antes de morrer

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Lucas Pires%2C médico que fez post antes de morrer de covid-19
Reprodução Redes Sociais

Lucas Pires, médico que fez post antes de morrer de covid-19

Lucas Augusto Pires, médico que foi contaminado pela Covid-19 , fez uma postagem emocionante em seu perfil no Twitter antes de ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva. No último sábado (08), ele não resistiu e morreu pela doença em um hospital de Maringá, região Norte do Paraná. 

“Estou indo nesse momento para UTI, devido a um agravamento do quadro de Covid-19 . Ficarei incomunicável, mas, desde já, agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez. Sei que meu Deus é soberano sobre todas as coisas, seus caminhos e propósitos são sempre justos e perfeitos e que no fim, todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. Amém”, escreveu Lucas na rede social.

Pires atuava na linha de frente de combate ao novo coronavírus (Sars-coV-2) no Instituto de Saúde Bom Jesus, em Ivaiporã, também na região norte do Paraná.

Por meio de nota, o Instituto de Saúde Bom Jesus declarou solidariedade aos familiares e amigos. “Neurocirurgião, Dr. Lucas deixa amigos e colegas e em sua passagem por Ivaiporã, embora encurtada pela fatalidade, ficará marcada pelo exemplo de grande dedicação profissional”, disse o hospital.

Também por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM) lamentou a morte e disse que Lucas foi mais um dos profissionais do estado vítima da Covid-19. “Formado pela Universidade Federal do Paraná, era especialista em neurocirurgia e atuava na região de Ivaiporã. Deixa esposa, também médica, e dois filhos”, diz a nota.

O médico ficou conhecido por participar de uma iniciativa inédita no Brasil para separar gêmeas siamesas Lis e Mel, que nasceram unidas pela cabeça, em janeiro do ano passado.

A cirurgia foi realizada em cinco etapas, envolvendo especialistas norte-americanos e uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas da USP, em Ribeirão Preto (SP), e foi comandada pelo professor e neurocirurgião Hélio Rubens Machado.

Fonte: IG SAÚDE

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