conecte-se conosco


Mato Grosso

Famílias são essenciais para inclusão dos portadores de necessidade

Publicado

Embora o Censo de 2010 tenha mostrado que no Brasil vivam 45,6 milhões de pessoas – 23,9% de sua população – com alguma deficiência, uma nota técnica da instituição, divulgada no ano passado, reduziu este número para 12,7 milhões de pessoas ou 6,7% da população. Pelos números do IBGE, cerca de 2,9 milhões de brasileiros (1,4% da população) seriam deficiente intelectuais – assim chamadas as pessoas que costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas, estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras e realizar atividades cotidianas, como ações de autocuidado.

Se, num passado não muito distante, os deficientes intelectuais eram discriminados socialmente, esta realidade vem se transformando desde a criação de movimentos como o pestalozziano, ainda na primeira metade do século passado, e apaeno, na década de 1960.

“Apesar das conquistas já alcançadas, a condição de protagonistas precisa ser aprimorada, implementada e acontecer por inteiro”, revela uma frase pinçada do texto de apresentação do tema da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: Família e pessoa com deficiência, protagonistas na implementação das políticas públicas.

Aliás, o tema deste ano é o mesmo do ano passado, lembra Silvia Cristina Artal, presidente da unidade de Cuiabá da Associação dos Paes e Amigos dos Excepcionais (Apae). Entre os dias 21 e 28 de agosto, a Associação promove o seminário Apae Protagoniza, simultaneamente em suas 2.213 unidades no país. O tema do encontro é “Família, instituições e profissionais, aproximações necessárias”.

“Precisamos da família. Foi por isso que a Federação Nacional das Apaes repetiu o tema do ano passado. Fazer com que a família se envolva mais, porque a inclusão começa no berço. Aceitar a condição de uma criança que nasceu assim. Sabemos o quanto é difícil, mas este é o primeiro passo para a inclusão deste deficiente na sociedade”, diz Silvia Artal.

Ela destaca que o movimento apaeano foi criado por famílias com pessoas portadoras de deficiências e sem um espaço, uma escola para socializá-las. “Nossa proposta é resgatar essa essência, fazer com que a família participe mais. Hoje é bem diferente de 50, 60 anos atrás. Existem várias instituições voltadas para a inclusão destas pessoas. O próprio movimento mostra para a sociedade e, principalmente para a família, que são cidadãos capazes”.

Com uma pessoa da família portadora de deficiência intelectual, Silvia está há 15 anos na Apae, onde, diz, constata diariamente as mudanças em cada um deles. “É resultado da inclusão. Isso é gratificante para nós que vivemos este dia a dia. Somente neste ano, sete foram para o mercado de trabalho. Estão cada vez mais protagonistas de sua própria existência”.

Protagonismo exercido na defesa de seus próprios direitos. Uma característica do movimento, explica Silvia Artal, é autodefensoria. Cada unidade tem seu casal de autodefensor. São eleitos, como a diretoria, para um mandato de três anos. “Fazem um excelente trabalho”, diz, cuja unidade que preside atende 130 pessoas com deficiência intelectual e múltiplas, iniciando como trabalho de estimulação precoce, de zero a três anos 11 meses.

“A inclusão não se resume estar na escola e ser alfabetizado. É também a socialização. Ser aceito como é. Ter respeito e igualdade de direitos. Apesar dos muitos avanços e conquistas, ainda há muito a trabalhar”, conclui.

Semana Estadual  

Entre os dias 17 e 26 de setembro, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede), em parceria com o Governo do Estado, promove a V Semana Estadual da Pessoa com Deficiência, com o tema “Fortalecimento dos Direitos das Pessoas com Deficiências”.

Segundo o seu presidente, o deficiente visual, Luiz Carlos Grassi, entre os eventos programados estão a entrega do Prêmio Maria Auxiliadora  (Dodora) a personalidades de relevância na inclusão de pessoas com deficiência; o Dia do Atleta Paraolímpico, com 10 modalidades esportivas; e o primeiro Desfile de Moda Inclusiva e Acessível de Mato Grosso.

Luiz Carlos Grassi, presidente do Conede (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência). Foto de Tchelo Figueiredo 

Também estão programados a inauguração do elevador para deficientes físicos no Palácio Paiaguás, a entrega simbólica de cadeiras de rodas, encontro de gestores municipais e audiência pública, na Assembleia Legislativa, sobre o Dia Nacional de Luta e Inclusão da Pessoa Surda na Educação Bilíngue.

“O prêmio Dodora é uma homenagem à Maria Auxiliadora, uma pessoa com deficiência, inspiradora da criação do primeiro espaço de atendimento de habilitação e reabilitação para pessoas com deficiência em Mato Grosso, o atual Centro de Reabilitação Dom Aquino, o Cridac, por Maria Lygia de Borges Garcia, então primeira-dama do governo de Garcia Neto (1975-1978). Dodora era amiga de Gláucia, filha do casal”, explicou Luiz Grassi.

Fonte: GOV MT
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Mato Grosso

Agricultoras transformam coco do babaçu em fonte de renda com a produção de farinha

Publicado

Agricultoras familiares da Comunidade Capa Mansa, localizada no município de Colniza (1.065 km a Nordeste de Cuiabá), estão realizando a extração do babaçu de forma manual para produção de farinha e óleo. A agricultora familiar Maria Nazaré Oliveira Almeida, proprietária do Sítio São Gabriel, produz mais de 50 quilos de farinha por mês com a extração do mesocarpo do babaçu e comercializa por R$ 30,00 o quilo. Também vende o óleo com a extração da amêndoa por R$ 120,00 o litro, garantindo mais uma fonte de renda.

A produtora, juntamente com a sua família, possui uma área de 24 hectares e tem como atividade econômica o cultivo de café e pecuária de corte. Ela conta que a palmeira do babaçu (Orbignya phalerata), planta nativa do cerrado, é retirada do seu quintal para produção da farinha e óleo. O processo leva pelo menos um dia para produzir cinco quilos de farinha de babaçu. “É difícil quebrar a amêndoa, mas já estou acostumada. Utilizo a minha própria técnica, e de 10 quilos de mesocarpo triturado retiro 5 quilos de farinha de babaçu”, explica.

Para produção da farinha, o coco babaçu é colhido na mata quando está recém caído de maduro de suas palmeiras, que crescem naturalmente nas florestas ou em meio às pastagens, sem receber agrotóxicos ou fertilizantes. Em seguida, retira-se a casca para deixar os flocos de mesocarpo (uma parte branca e fibrosa que fica entre a amêndoa e a casca) secando ao sol. Depois da secagem, o mesocarpo é processado, triturado e transformado em farinha.

A produtora Maria Nazaré comercializa por R$ 30 o quilo da farinha de babaçu

Numa área de 2,4 hectares são colhidas mais de 18 toneladas de coco de babaçu. Nazaré comenta que desde 2016 trabalha com a comercialização da farinha que é consumida pela família e pela comunidade. A intenção é melhorar o processo e ampliar a produção. No local existem duas variedades de palmeira, a Rosa e a Branca. Segundo Nazaré, provavelmente no mês de março, a Associação das Mulheres estará em funcionamento com a finalidade de auxiliar na comercialização da farinha e do óleo.

A extensionista Social da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Conceição Santana Ribeiro, comenta que a extração do babaçu tem atraído as mulheres da comunidade, que podem aproveitar o mesocarpo para preparar alimentos como chocolate, mingau, biscoitos, bolos, pudins, cremes, cuscuz, massa para panqueca, salgados e outros. As mulheres estão sendo orientadas no aproveitamento do babaçu a utilizar técnicas de boas práticas na manipulação.

 A farinha mais conhecida como pó do babaçu pode substituir o amido de milho para engrossar caldos, sopas e outros. O babaçu pode ser usado para fabricação de xaxim, estofados, embalagens e adubo orgânico, lenha e as amêndoas na alimentação e fabricação de cosméticos.  Conforme Conceição, o produto pode ser um aliado da merenda escolar por ser rico em ferro, fibras e minerais. “A farinha é prática e muito versátil na cozinha”, enfatiza.

Fonte: GOV MT
Continue lendo

Mato Grosso

Estado abre inscrições para seleção de estagiários

Publicado

Começam nesta terça-feira (18) as inscrições para o processo seletivo para formação de cadastro reserva de estagiários em nível médio e superior para 22 municípios do Estado. A seleção será realizada entre os dias 18 de fevereiro e três de março, e terá validade de um ano. A previsão é de que o resultado seja divulgado no dia cinco do próximo mês.

No dia dois de março também terá início a seleção de estudantes de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu) que segue até 16 de março. O resultado final será divulgado dia 20 de março. A validade também é de um ano. Mato Grosso é um dos pioneiros em contratar estagiários de pós graduação. Serão ofertadas vagas para todos os municípios.

Serão ofertadas 200 vagas para graduação e 100 para pós-graduação em diversas áreas de formação. Para ensino médio são 30 vagas disponíveis. Todas são para formação de cadastro reserva com possibilidades de ampliação no número de vagas conforme demanda do Estado.

O programa de estágio em pós-graduação busca fazer com que o aluno aprofunde seus conhecimentos em determinada área, expanda o aprendizado e, ainda, invista no networking – estabeleça contato com pessoas com interesses em comum.

De acordo com o secretário Basílio Bezerra o estágio remunerado de uma maneira geral visa preparar os jovens para sua inserção no mercado profissional e o Estado tem um papel importantíssimo nesta tarefa.  “Essa inclusão no âmbito profissional proporciona crescimento, aprendizado, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal”.

Para o titular da Seplag a abertura de vagas para alunos de pós-graduação proporcionará a esses estudantes a possibilidade de alinharem a teoria à prática. “O estágio complementa o processo de aprendizagem e possibilita que o aluno vivencie na prática situações reais do cotidiano profissional”, destaca.

Inscrições

As inscrições e a prova online serão realizadas gratuitamente pelo site do Centro Integração de Empresa-Escola (CIEE) para nível médio e superior, e para estudantes de pós-graduação no site da Super Estágios. Para concorrer a uma vaga o candidato deve estar matriculado e com frequência regular em alguma instituição de ensino.

As provas online serão objetivas de caráter eliminatório e classificatório. O candidato terá dois minutos para responder cada questão.

Ao todo são reservadas 10% (dez por cento) das vagas para pessoas com deficiência e 30% (trinta por cento) para negros ou pardos.

Entre os municípios contemplados estão para o preenchimento de vagas de estágio em nível médio e superior estão Cuiabá, Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Mirassol do Oeste, Nova Mutum, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, São Felix do Araguaia, Sinop e Tangará da Serra.

Já para o estágio em nível de pós-graduação serão ofertadas vagas em todos os municípios do Estado.

A bolsa de estágio mensal em pós-graduação será de R$ 1.800,00 e nível superior de R$ 900,00, ambas para 30 horas semanais. Já a de nível médio será de R$ 450,00 para 20 horas semanais. Além disso os estagiários terão o auxílio-transporte de R$ 200,00. Os resultados da seleção serão publicados a partir do dia cinco de março de 2020.

O editais circularam em edição extra do Diário Oficial de sexta-feira (14). Confira aqui.

Fonte: GOV MT
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana