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Famílias que vivem próxima a barragem em Bom Jesus do Araguaia estão expostas a risco

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Deputado João Batista apresentou Requerimento na última quarta-feira, para cumprimento de determinações ambientais

Preocupado com as 15 (quinze) famílias que moramo em um assentamento próximo à Barragem do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), situada na fazenda Bordolândia, em Bom Jesus do Araguaia (a 868 Km de Cuiabá), e que correm risco de vida, o deputado estadual João Batista (Pros) apresentou um Requerimento direcionado à Secretária de Estado do Meio Ambiente (Sema), na última quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para que sejam cumpridas as determinações ambientais contidas na Política Nacional de Segurança das Barragens.

Segundo o parlamentar, caso haja rompimento da barragem, os danos causados serão imensuráveis para os habitantes e para a reserva ambiental das imediações. “O nosso o requerimento tem a finalidade de pedir ao Governo do Estado, por meio da  Sema, para cumprir determinações da Política Nacional de Segurança das Barragens. Assim, vamos proteger os cidadãos e o meio ambiente de Bom Jesus do Araguaia”, explicou  João Batista.

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O pedido do parlamentar reforça a decisão da juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, divulgada nos meios de comunicação, sobre uma Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). “É preocupante o risco que correm essas 15 famílias do assentamento, que vivem próximas à barragem, além de danos imensuráveis à reserva ambiental das imediações, caso haja rompimento da referida barragem”, acrescentou Batista.

Ainda conforme o deputado, a represa da cidade está há mais de 10 anos sem acompanhamento fiscalizatório, além de possuir um buraco com vazamento de água. “A juíza determinou que sejam tomadas providências no prazo de 5 dias e que, em 20 dias, seja apresentado um plano de emergência e um relatório de vistoria, sobre a segurança da barragem”, completou Batista.

João Batista afirmou ainda que o pedido propõe evitar acidentes em Mato Grosso, e relembrou fatos ocorridos nos últimos anos no Estado de Minas Gerais. “Não queremos que tragédiascomo as acontecidas recentemente em Minas Gerais se repitam aqui no Estado”, finalizou.

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Fonte: ALMT
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Emanuel critica oposição por suspensão do prêmio saúde aos servidores e diz que milhares foram prejudicados

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Prêmio foi suspenso pelo TCE após atuação de grupo de vereadores

O prefeito Emanuel Pinheiro (DEM), teceu duras críticas contra a postura de alguns vereadores de Cuiabá, durante a tarde desta terça-feira (16), na solenidade de entrega da quarta etapa do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

“Eu lamento a postura desses vereadores. É muita irresponsabilidade, muita leviandade. Eu já fui oposição, você tem que fazer oposição em alto nível. Uma oposição construtiva, para ajudar Cuiabá. Infelizmente na Câmara, esse pequeno grupo torce para o quanto pior, melhor. Eles não queriam ver momentos como esse que estamos fazendo agora”, disse.

Segundo o prefeito, “esses vereadores não querem resolver o problema da população cuiabana, principalmente a população do SUS, os mais carentes, os menos favorecidos. Conseguiram suspender o prêmio saúde do servidor. Aí tentaram atingir a gestão, mas deram um tiro no pé. Ou agiram por má fé, achando que iam me prejudicar”.

Conforme o prefeito, “a população viu que eles prejudicaram mais de seis mil famílias. O tiro saiu pela culatra. Acabaram prejudicando milhares de servidores públicos, mas meu compromisso é com a população, já estou trabalhando para não suspender o prêmio saúde e voltar a pagar normalmente os servidores públicos e com isso avançar, melhorar, porque o prêmio saúde serve para humanizar o atendimento lá na ponta”, afirmou Pinheiro.

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Para transferir definitivamente o Pronto Socorro para o Hospital Municipal de Cuiabá, o prefeito adiantou que faltam poucas etapas. “Faltam as últimas etapas, que é o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), as seis salas cirúrgicas, mais 20 leitos de UTI´s, além do heliporto e da urgência e emergência. Num período breve, não vai demorar, vamos concluir o HMC”, disse, acrescentando que está articulando tudo em parceria com a bancada federal e com o Ministério da Saúde. “Estamos fazendo dessa forma para que não haja nenhuma falha, nenhum problema”.

O prefeito afirmou que “Cuiabá sempre, com muito sacrifício, carregou nas costas a saúde pública do Estado. Nós últimos dois anos e meio a saúde pública do Estado vive uma crise sem precedentes, com fechamento de hospitais regionais, e isso sobrecarrega sobremaneira a saúde cuiabana. E com todas nossas limitações e dificuldades, e falta de recursos, não deixamos de honrar a natureza do SUS, que é atender todos aqueles que bateram na porta da Capital”.

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Coronel diz que sua intenção era criar uma nova era na segurança pública e que foi usado por Taques no esquema dos grampos ilegais

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O coronel Zaqueu Barbosa, que prestou depoimento sobre os grampos ilegais nesta terça-feira [F- Repórter MT]

Em depoimento ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, na tarde desta terça-feira (15), sobre o esquema de interceptações telefônicas ilegais, conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, o ex-comandante geral da Polícia Militar e coronel da reserva, Zaqueu Barbosa afirmou que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) pediu para que seus adversários políticos fossem grampeados.

Os grampos teriam começado durante a campanha de 2014 em que Taques foi eleito governador do Estado. De acordo com Zaqueu, Paulo Taques, que viria a se tornar secretário-chefe da Casa Civil , foi com o então candidato Pedro Taques até a sua residência, quando revelaram que vinham enfrentado problemas no comitê e questionaram sobre a possiblidade de grampear algumas pessoas que estavam atrapalhando o pleito eleitoral.

“Eles me procuraram, falando que tinham problemas na campanha e perguntaram se dava para ouvir algumas pessoas. Eu respondi que o que poderia ser feito era em um horário de folga de policiais, que poderiam tratar com eles se eles quiserem fazer segurança, e assim foi orientado, indiquei alguns nomes de policiais, essa foi a primeira conversa”, disse Zaqueu

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Zaqueu afirmou que inicialmente, quis utilizar os grampos como uma forma de fazer um bom trabalho pela Segurança Pública, porém, o sistema foi utilizado politicamente. “No primeiro pedido de interceptação, não havia nenhuma ‘barriga de aluguel’. Vi oportunidade da PM ter equipamentos, na época, hoje eu vejo isso diferente”.

“No segundo pedido, o Paulo Taques me entregou os outros números dos telefones e a partir daí, começam a ser inseridas essas barrigas de aluguel. Os pen drive das conversas eram entregues pelo cabo Gerson [Corrêa] e eu entregava nas mãos do Paulo Taques”.

O coronel disse também que sua intenção era aproveitar sua proximidade com Pedro Taques pra criar uma nova era na segurança pública. “Minha intenção era criar uma nova era dentro do Estado, um estado mais justo mais sério mais honesto, quando eu saísse deixaria uma instituição muito melhor para os mais jovens, hoje na minha cabeça está muito claro que fui usado, eu tinha um interesse que era a purificação da polícia, e o Pedro usou por motivos políticos, e o MP também, porque a Janaina Riva foi grampeada”, completou.

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Ele revelou ainda que após as eleições de 2014 deixou de acompanhar diretamente as interceptações telefônicas, e que o controle teria ficado a cargo do coronel Airton Siqueira, que depois se tornou chefe da Casa Militar e teria dado continuidade ao esquema dentro da pasta.

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