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Familiares da primeira-dama Michelle Bolsonaro moram em favela de Brasília

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Michelle Bolsonaro
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Família de Michelle Bolsonaro mora na maior favela de Brasília

No início deste ano, a primeira-dama Michelle Bolsonaro se mudou, ao lado do marido, o presidente Jair Bolsonaro, para o Palácio do Planalto, em Brasília. O casal deixou a casa onde morava em um condomínio de luxo do Rio de Janeiro para a residência oficial do chefe do estado brasileiro.

Leia também: “Podemos perdoar, mas não esquecer”, opina Bolsonaro sobre o Holocausto; assista

A poucos quilômetros dali, na favela do Sol Nascente, maior de Brasília e uma das maiores do País, ainda residem familiares de Michelle Bolsonaro. Tios e a avó de Michelle
moram em conjunto de casas simples, onde a primeira-dama cresceu.

A família da primeira-dama falou à revista Veja
Maria Aparecida Firmo Ferreira
, avó materna de Michelle, relatou que não ve a neta a cerca de seis anos. Ela não foi convidada para a posse, assim como a mãe de Michelle, Maria do Carmo. “É minha neta, cresceu lá em casa, mas agora ela é a primeira-dama”, relata Maria Aparecida.

Apesar da distância da neta, Maria Aparecida elogiou o presidente. “Eu gosto muito do Jair. Gostei desde a primeira vez. Ele sempre me abraçava, me beijava, me chamava de vó. Vou abraçar e beijar o meu presidente, agora. Ele é uma pessoa muito humilde. Tenho certeza de que, se eu chegar lá, ele vai me receber com muito carinho”, contou.

A idosa ainda afirmou que segue morando no Sol Nascente por opção. Segunda ela, a filha Maria do Carmo, mãe de Michelle
, já a convidou para morar em um apartamento em Ceilândia.


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Nacional

Após 6 meses, Petrópolis tem desaparecidos e vítimas aguardam auxílio

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Morro da Oficina, em Petrópolis local mais atingido pela enchente há um mês
Tomaz Silva/Agência Brasil – 14.03.2022

Morro da Oficina, em Petrópolis local mais atingido pela enchente há um mês

Quase seis meses após a tragédia que provocou a morte de 234 pessoas em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, Rafaela Braga ainda espera pelo resultado de um exame de DNA, que pode identificar o corpo do filho Pedro Henrique Braga, de 8 anos. Pedrinho é uma das três vitimas ainda desaparecidas na cidade. Mãe e filho estavam em um dos ônibus arrastados pela enxurrada na Rua Coronel Veiga no dia 15 de fevereiro.

A coleta de material para o exame de DNA aconteceu em março, quando um corpo com características de um menino foi encontrado no Rio Piabanha, a quase 10 quilômetros do local em que os ônibus afundaram nas águas.

Mais de quatro meses depois, o resultado que pode pôr fim à dolorosa espera da mãe permanece sem prazo para sair.

“É uma ferida que não fecha. Só quero conseguir dar um enterro digno para o meu filho. Lembro, todos os dias, dele em cima do ônibus gritando por socorro e do momento em que o ônibus afundou e a enxurrada levou o Pedrinho. A água estava turva, nós afundamos, e eu o perdi. Pensei que fosse morrer também”, conta Rafaela, explicando que a informação que recebeu é de que a demora no resultado do DNA ocorre porque apenas um laboratório faz a análise do material no estado.

A Polícia Civil informou ao GLOBO que o tempo para o resultado de exame de DNA está diretamente ligado a variáveis do cruzamento de materiais genéticos e à complexidade da situação de cadáveres e despojos.

A dor de Rafaela é a mesma de parentes de outros dois desaparecidos: Heitor Carlos do Santos de 61 anos, que também estava em um dos ônibus; de Lucas Rufino, de 21 anos, que foi soterrado no Morro da Oficina.

Falhas atrasam benefícios

Em meio ao sofrimento pela perda de parentes, outras famílias que tiveram as casas destruídas pelo temporal enfrentam dificuldades para conseguir um novo local para viver, seja porque proprietários de imóveis têm restrições à locação para famílias com crianças e animais domésticos, seja por falhas que atrasaram o acesso ao benefício do aluguel social.

Com isso, muitos moradores estão retornando para imóveis interditados ou contam com a ajuda de amigos para pagar um aluguel.

É o caso da dona de casa Cláudia Melquíades de Morais, de 65 anos, que quase seis meses após a tragédia ainda tenta conseguir o auxílio. Ela perdeu a filha Priscila Feitosa do Nascimento, de 40 anos, o neto Arthur, de 7, o marido Levi Ribeiro, de 65, e o cunhado Leandro Antunes, de 45 anos, soterrados no deslizamento que destruiu 54 casas na Rua dos Ferroviários, na região do Morro da Oficina, no Alto da Serra, onde 93 pessoas morreram:

“Minha filha Priscila me deixou quatro netos. Hoje, eu moro numa quitinete alugada com a ajuda do pessoal da igreja, porque o aluguel social não saiu.”

A Secretaria estadual de Desenvolvimento Social informou que Cláudia Morais foi atendida no mutirão, está cadastrada e irá receber o benefício referente a agosto a partir de setembro, mais de seis meses após a tragédia.

A Secretaria de Assistência Social de Petrópolis alega que a dona de casa informou não querer vínculo com o município, e, por isso, não aceita o aluguel social da prefeitura. E o órgão encaminhou o caso para o estado.

O pagamento de aluguel social, no valor de mil reais — R$ 800 pagos pelo Estado e R$ 200 complementados pela prefeitura — foi anunciado dias após as chuvas de fevereiro.

Desencontros no sistema de cadastro e falhas no preenchimento do formulário comprometeram o processo e, quase três meses depois da tragédia, em 11 de maio, estado e município realizaram um mutirão para recadastramento.

A revalidação foi realizada até junho. Porém, sem uma previsão para a inserção dos dados no sistema da Secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos —para o efetivo pagamento — a Justiça estabeleceu, atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio(MPRJ), um prazo de 15 dias para que as informações fossem inseridas no sistema do estado.

A pasta informou que os dados das vitimas atendidas no recadastramento foram inseridos no sistema do estado.

Segundo a secretaria, foram pagos 5.364 benefícios de Aluguel Social para moradores de Petrópolis — um total de R$ 4,2 milhões até agosto. A previsão para setembro é de que 3.131 famílias recebam, número pode que pode aumentar pois alguns cadastros ainda estavam com pendências para serem resolvidas, segundo o estado.

A prefeitura informa que está garantindo o aluguel social a 3.917 famílias que ficaram desabrigadas ou desalojadas após as chuvas de fevereiro. Os aluguéis sociais são custeados em conjunto com o estado.

Terrenos disponíveis

Com mais de 47 mil pessoas que vivem em 12 mil moradias em áreas de risco alto ou muito alto — número apontado pelo Plano Municipal de Redução de Riscos, atualizado pela prefeitura em 2017 —, Petrópolis tem quatro terrenos, destinados à construção de moradias populares, não utilizados.

Três terrenos foram desapropriados ou cedidos ao município há 11 anos, após a tragédia de 2011, quando uma enxurrada deixou 74 mortos e milhares de desabrigados na região do Vale do Cuiabá e nos distritos. Outro terreno foi desapropriado pelo município em 2013, quando deslizamentos causaram a morte de 34 pessoas no primeiro distrito.

A Secretaria estadual de Infraestrutura e Obras (Seinfra) informou que está prevista a construção de 350 unidades habitacionais nos terrenos do Mosela, de Benfica/Itaipava e do Vale do Cuiabá, ainda referentes às chuvas de 2011. A Seinfra informou ainda que aguarda resposta do município quanto a projetos para Mosela e Vale do Cuiabá, submetidos a aprovação e a licenciamento ambiental.

Já a prefeitura explica que o Grupo de Trabalho de Análise de Empreendimentos (GAE) solicitou à Seinfra, no início de julho, estudos sobre a localização e a conservação de uma galeria subterrânea de águas pluviais que atravessa um imóvel no Mosela.

A prefeitura destaca que o déficit habitacional e a ocupação de áreas de risco, algumas habitadas desde os anos 1950 e 1960, são problemas crônicos e históricos em Petrópolis.

As ações em resposta às chuvas têm sido acompanhadas pelo MPRJ. Levantamento feito pelo órgão, com base em dados da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Ações Voluntárias e do Departamento de Recursos Minerais do Estado (DRM), aponta para a existência de 106 locais que precisam de obras de recuperação após as chuvas.

Dados atualizados esta semana pelo MPRJ mostram que, quase seis meses após a última tragédia, ainda há 65 locais sem definição sobre o responsável pelas obras, entre os quais o Morro da Oficina, epicentro da tragédia, onde 93 pessoas morreram e um jovem continua desaparecido.

Plano desatualizado

O mapeamento aponta que apenas 41 obras estão distribuídas entre estado e município: 18 de grande porte, sob a responsabilidade do estado, e 23 a cargo do município.

O MPRJ também requisitou que a prefeitura atualize o Plano Municipal de Redução de Riscos, que apontava até 2017 a existência de 234 áreas de risco alto ou muito alto nos cinco distritos, cenário visivelmente modificado após as tragédias deste ano.

Desde fevereiro, a prefeitura recebeu R$ 41,5 milhões em recursos para ações em resposta à tragédia, sendo R$ 298 mil em doações pela conta Petrópolis solidária; R$ 30 milhões da Assembleia Legislativa e R$ 11,2 milhões em repasses federais.

O município também anunciou que conseguiu a liberação de uma linha de crédito de R$ 100 milhões da Caixa Econômica. O estado informou que estão sendo investidos R$ 515 milhões em obras de recuperação em Petrópolis.

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Fonte: IG Nacional

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Polícia interdita casa de repouso por tortura e sequestro de idosos

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Polícia interdita casa de repouso por tortura e sequestro de idosos
Reprodução 08/08/2022

Polícia interdita casa de repouso por tortura e sequestro de idosos

A Polícia Civil do Rio interditou, neste domingo (7), uma clínica de repouso para idosos, após denúncias de maus-tratos. Agentes da 35ª DP (Campo Grande) receberam os relatos de estagiários da Casa de Repouso Laço de Ouro, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, e foram ao local checar as informações. Ao chegar no estabelecimento, os policiais encontraram o local em péssimo estado, inclusive com idosos com fome.

Parentes relataram dificuldade para fazer visitas aos internos. Três pessoas foram presas em flagrante: a dona da casa de repouso, Vanessa da Silva Ferro, e dois funcionários, Manoel Alves Paulino e Rafael Venâncio. A autuação foi pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado e e maus-tratos contra idoso.

Durante a noite de domingo, profissionais da prefeitura do Rio estiveram na casa de repouso avaliando o estado de saúde dos 29 idosos que estavam no local. Após a avaliação médica, as equipes de assistência social irão entrar em contato com os parentes para saber se eles possuem condições de recebê-los. Caso contrário, serão levados a abrigos públicos.

Um paciente foi transferido em estado grave para a UPA de Campo Grande, com úlcera por pressão (lesões na pele por ficar muito tempo numa mesma posição). Outro idoso foi levado para o Hospital Municipal Rocha Faria. Há suspeitas de que ele tenha uma infecção. O paciente foi hospitalizado para a realização de mais exames. Os demais idosos passaram por triagem mas não houve necessidade de transferi-los para uma unidade de saúde.

Cheiro de urina e internos magros

Um video obtido pelo GLOBO gravado no interior da casa de repouso, por volta das 15h deste domingo, mostra uma idosa afirmando que não havia tomado café, estava com fome e que a comida era “horrível”. Agentes que entraram no local contaram ao GLOBO que no local havia um forte cheiro de urina em diversos ambientes e que alguns idosos estavam demasiadamente magros.

O caso foi denunciado por estagiários que trabalham na casa de repouso. Um deles teria ouvido o relato de um idoso cadeirante de que ele já havia recebido um tapa no rosto de um dos funcionários. A Laço de Ouro tinha um alvará vencido desde 2015, e um pedido de 2021 para renovação, que não foi atendido.

A Polícia Civil investigará também as denúncias de que a clínica medicava os idosos com remédios controlados para mantê-los dopados. Caso o estabelecimento não tenha as receitas médicas com a indicação dos medicamentos, os responsáveis podem responder por tráfico de drogas.

Na entrada da casa de repouso, na noite deste domingo, parentes de um idoso que está internado há dez anos no local se mostraram surpresos com as denúncias. Assim que soube que o local havia sido fechado, Samuel Milanos, cunhado de um paciente, foi à Laço de Ouro saber o que tinha ocorrido. Ele afirma que nunca percebeu haver maus-tratos no local:

“Há pouco tempo, foi o aniversário dele e nós viemos vê-lo. Se precisar, vamos levá-lo de volta para casa”, disse Milanos.

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Fonte: IG Nacional

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