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Falta de intervenção trava repasse de R$, 3,5 milhões da Assembleia para a Santa Casa, afirma Janaína

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De acordo com Janaína, sem a intervenção, o hospital filantrópico também não poderá receber recursos do Ministério da Saúde

A falta de uma intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que está de portas fechadas desde o início de março, está travando o repasse de R$ 3,5 milhões da Assembleia Legislativa para a instituição Segundo a deputada Janaína Riva (MDB), que acompanha a visita do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em Cuiabá durante todo o dia desta segunda-feira (22), a Assembleia “não consegue fazer o repasse de recursos por conta de não ter acontecido ainda a intervenção na Santa Casa”.

Conforme a deputada, o ministro vai cobrar a intervenção, que foi um pedido que ele fez lá atrás. Segundo ela, o pedido do ministro aconteceu há mais de um mês. “O ministro vem cobrar ao invés de ser cobrado. Hoje era para nós estarmos cobrando o repasse de recursos que o ministro ficou de organizar para a Santa Casa, mas não vamos cobrar porque ainda não há intervenção”, afirmou a deputada..

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Com dívidas que ultrapassam R$ 100 milhões – com funcionários e com fornecedores -, a prioridade da Assembleia Legislativa é repassar os R$ 3,5 milhões para a Santa Casa. “É uma entidade privada, por isso não podemos passar recurso publico. É importante que isso caminhe da forma mais breve possível e que a presença do ministro em Cuiabá, hoje, seja uma forma de passar confiança ao prefeito Emanuel Pinheiro e ao governador Mauro Mendes, de que se houver intervenção ele vai auxiliar”, afirmou.

Janaína Riva, que preside a Assembleia Legislativa devido a licença do presidente, deputado Eduardo Botelho (DEM), disse já durante sua posse que retomar as negociações com a Santa Casa foi uma missão dada por Botelho. “Uma das primeiras medidas será retomar as negociações com a Santa Casa de Misericórdia. Que é um dever que o Botelho me deixa na Assembleia, porque até agora nós não conseguimos efetuar o auxílio e o repasse que vamos fazer à Santa Casa de R$ 3,5 milhões”, disse.

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Malouf admite ter administrado caixa 2 na campanha de Taques junto com ex-secretário

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De acordo com o empresário, ele recebeu R$ 260 mil de R$ 3 milhões investidos na campanha

O empresário Alan Malouf admitiu em depoimento prestado nesta segunda-feira (19) à delegada Ana Cristina Mendes na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que foi o responsável ao lado do ex-secretário Júlio Modesto por operar caixa 2 na campanha eleitoral de 2014 que elegeu Pedro Taques (PSDB) governador do estado. O depoimento faz parte da ação penal que apura irregularidades na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) por meio de pagamento de propina por empresários em troca licitações para construção e reforma de escolas no valor de R$ 56 milhões.

Ele informou que o grupo seria composto por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. Estes último, eram responsáveis por angariar o recurso, de forma ilegal, para a campanha de Taques. Modesto, segundo Malouf, era o responsável por recolher o dinheiro junto aos empresários para pagar as dívidas da campanha.

Malouf afirmou ainda que aceitou participara do esquema apenas pra tentar recuperar o dinheiro que havia investido na campanha do tucano. “Dos “R$ 10 milhões investidos na campanha, recebi somente R$ 260 mil, sendo R$ 3 milhões meus e o restante de mais 3 empresários”.

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Questionado se Taques sabia do esquema, o empresário garantiu que sim. “Pedro Taques sabia, inclusive da Seduc, é natural ele negar”.

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MP vê crime de coação de ex-secretário contra delegado e juiz envia inquérito para a Sétima Vara

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Flávio Stringueta chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Rogers por ameaça de morte em 2017

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal, encaminhou para a Sétima Vara Criminal de Cuiabá um inquérito que investiga o delegado Rogers Jarbas por crime de coação no curso de processo por supostamente tentar atrapalhar as investigações sobre o esquema de grampo ilegais que ficou conhecido por “Grampolandia Pantaneira” quando ela atuava com secretário estadual de Segurança Pública.

Em março do ano passado, Jarbas foi acusado pelo delegado Flávio Stringueta de ameaça de morte no estacionamento de um supermercado em Cuiabá. Stringueta atuou na investigação do caso dos grampos.

“No tocante aos fatos ocorridos nas dependências do Supermercado Big Lar, constata-se a presença de indícios suficientes a caracterizar a prática do crime de coação ao curso do processo, cujo inquérito primitivo tramita perante o Superior Tribunal de Justiça em razão da avocação do feito que apura a denominada ‘Grampolândia Pantaneira’, onde um dos investigados é a pessoa de Rogers. Chega-se a esta conclusão (de que a tipificação adequada é de coação ao curso do processo) a partir das informações colhidas no curso da investigação, a revelar que a investida do ex-secretário Rogers em tentar conversar com o Flávio Stringueta teve como plano de fundo o fato deste último ter atuado diretamente no caso dos ‘grampos clandestinos’ (na modalidade barriga de aluguel), ocorridos no berço do Poder Executivo deste Estado”, diz trecho do parecer no Ministério Público Estadual (MPE).

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Roger Jarbas foi preso em setembro de 2017, durante a dedflagração da “Operação Esdras”, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso. Há indícios de que o ex-secretário, além de tentar atrapalhar a investigação, também cometeu abuso de autoridade, usurpação de função pública, denúncia caluniosa e prevaricação.

Além de Roger Jarbas, foram presos o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), coronel da PM Evandro Alexandre Lesco, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (mulher de Lesco), Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil), o sargento PM João Ricardo Soler e o empresário José Marilson.

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