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Fabio Garcia defende punição a vereador do União que chamou prefeita de “cachorra viciada”

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Fabio Garcia defende punição a vereador do União que chamou prefeita de “cachorra viciada”

Conteúdo/ODOC - O secretário-chefe da Casa Civil e integrante da direção estadual do União Brasil, Fábio Garcia, afirmou nesta semana que o vereador Gilson da Agricultura (União), de Pedra Preta, deve responder internamente por ter se referido à prefeita da cidade, Iraci Ferreira de Souza (PSDB), como “cachorra viciada” durante uma sessão da Câmara Municipal.

Em seu discurso, feito na última segunda-feira (25), o parlamentar criticou a gestora alegando que ela estaria pedindo votos em um assentamento e afirmou que a prefeita “precisa tomar vergonha”. A declaração repercutiu de forma negativa e provocou reação imediata do União Brasil.

Segundo Garcia, o caso será encaminhado à Comissão de Ética do partido para avaliação. “O União Brasil já está tomando as providências. A ação do vereador será submetida à executiva e encaminhada à Comissão de Ética”, declarou. O secretário também ressaltou que a própria Câmara de Vereadores pode adotar medidas diante do episódio.

Questionado sobre a hipótese de expulsão de Gilson, Garcia explicou que a decisão caberá à executiva estadual, presidida pelo governador Mauro Mendes, após análise do parecer da comissão. Ele frisou que a sigla tem regras claras e que a conduta poderá ser enquadrada como infração disciplinar.

O estatuto do União Brasil prevê punições que vão desde advertência e suspensão de atividades partidárias até expulsão e cancelamento da filiação. Em casos mais graves, pode haver perda do cargo ocupado em decorrência da representação proporcional do partido.

Retratação

Diante da repercussão, o vereador divulgou uma nota pública de desculpas. No texto, alegou que não teve a intenção de ofender pessoalmente a prefeita. “Reconheço que, caso minhas colocações tenham sido interpretadas de maneira diversa e tenham causado desconforto ou ofensa à Prefeita, manifesto meu sincero pedido de desculpas, reafirmando meu respeito pela pessoa da prefeita e pelo cargo que ocupa”, escreveu.

Agora, caberá à Comissão de Ética e à executiva estadual decidir se a conduta do parlamentar resultará em advertência, suspensão ou até mesmo em expulsão da legenda.