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Direitos Humanos

Exposição virtual traz fotografias de adolescentes migrantes

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“Gosto muito das fotos que pude fazer, principalmente a que tirei do meu amigo Alejandro, quando ele pulou e estava no ar. A fotografia é uma coisa linda porque permite conhecer mais as pessoas”. É assim que Lisandro Parabacuto, 12 anos, descreve a imagem que capturou do amigo, que brinca em uma escultura de iguana em um parque de Boa Vista (RR). 

A fotografia faz parte da exposição Explorando um novo lar, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com o Instituto Pirilampos. A mostra virtual foi lançada hoje (28) e pode ser acessada na internet.

As fotografias são fruto de oficina, realizada entre abril e julho deste ano, com 90 alunos venezuelanos e brasileiros de escolas públicas ou que vivem em abrigos para refugiados e migrantes em Roraima.

A intenção, segundo o consultor de Comunicação para o Desenvolvimento do Unicef, Marco Prates, é que os adolescentes, que muitas vezes se viram obrigados a deixar a própria casa e o próprio país, conheçam e se reconheçam no novo lar. “A fotografia leva a um reconhecimento do espaço”, afirma. 

Prates diz ainda que o público alvo da oficina – os adolescentes – foi escolhido a dedo. Vivem hoje no Brasil mais de 260 mil refugiados e migrantes da Venezuela. Um em cada três é criança ou adolescente. “Às vezes, os adolescentes ficam no meio, como público. Não são nem crianças, nem adultos. O objetivo é então fortalecer o olhar para o que esses adolescentes são capazes, mostrando individualidade, mostrando seu mundo e sua integração”, acrescenta. 

Na exposição, é possível conferir o olhar desses fotógrafos e acessar relatos de como foi o processo. Lisandro é um dos fotógrafos. Assim como ele fotografou o amigo, Alejandro também o fotografou na mesma escultura. “Eu não sabia nada de fotografia. Tem muitas coisas, mas você aprende aos poucos. Tirei uma foto do meu amigo Lisandro quando ele pulou da iguana. Ficou espetacular e emocionante”, conta Alejandro Figueira, 14 anos. 

Exposição em Roraima

Antes do lançamento nacional, a exposição Explorando um novo lar foi exibida em sete abrigos da Operação Acolhida, que é a resposta humanitária do governo brasileiro e parceiros a refugiados e migrantes da Venezuela, onde vive boa parte dos adolescentes que participaram da oficina. Além disso, foi exposta no Roraima Garden Shopping, em Boa Vista, onde foi vista por cerca de 3 mil pessoas.

Os adolescentes que participaram da oficina fotográfica integram a Rede de Jovens Comunicadores, um grupo ativo de 168 adolescentes que debatem, produzem e disseminam conteúdo em suas comunidades sobre temas diversos como saúde mental, fake news, xenofobia e prevenção à covid-19. Esse trabalho tem o apoio financeiro da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (Asdi).

Edição: Graça Adjuto

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Direitos Humanos

Cadastramento de Fundos da Criança e do Adolescente termina amanhã

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Termina amanhã (28) o prazo para o cadastramento de fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os gestores municipais e estaduais interessados devem preencher formulário eletrônico disponibilizado no site do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

De acordo com a pasta, com o cadastro, é possível sistematizar e regularizar os fundos que estão habilitados a receber doações dedutíveis do Imposto de Renda. Assim, os estados e municípios estarão aptos a captar recursos com a finalidade de financiar ações, programas e projetos voltados para a promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Para apoiar os gestores no preenchimento do cadastro, o ministério disponibiliza dois canais exclusivos, pelo telefone (61) 2027 3104 ou pelo e-mail [email protected]

Os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) foram criados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990. Anualmente, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente realiza o cadastramento desses fundos para atualizar a lista dos estados e municípios que estão em situação regular.

Para serem incluídos no cadastro nacional, os fundos municipais, estaduais e do Distrito Federal devem ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ com natureza jurídica 132-5 (Fundo Público da Administração Direta Estadual ou do Distrito Federal) e 133-3 (Fundo Público da Administração Direta Municipal) e situação cadastral ativa.

Também é obrigatório ter no nome empresarial ou nome de fantasia, expressão que estabeleça claramente a condição de Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente. Devem ainda apresentar conta bancária aberta em instituição financeira pública e associada ao CNPJ informado. Os recursos destinados aos fundos são gerenciados pelos conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente de cada ente.

Edição: Maria Claudia

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Direitos Humanos

Mulheres com câncer ganham micropigmentação de sobrancelhas

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Para resgatar a autoestima de mulheres com câncer, a 2ª edição da Tattoo Week vai promover uma ação de doação de micropigmentação de sobrancelhas para 30 mulheres que se inscreverem pelo site. Muitas mulheres que se submetem à quimioterapia perdem as sobrancelhas e a técnica de micropigmentação ajuda a devolver os traços.

Podem se inscrever mulheres de menor renda que terminaram as sessões de quimioterapia há 40 dias ou mais e que tenham autorização médica para o procedimento. A Tattoo Week vai sortear os 30 procedimentos gratuitos entre as mulheres que se cadastrarem.

A iniciativa é uma parceria da organização do evento com o Instituto Brasil + Social, através do Projeto Driblando o câncer, no Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Em entrevista à Agência Brasil, a CEO da Tattoo Week, Esther Gawendo, disse que podem se inscrever mulheres de todo o Brasil, já que foi feito acordo com tatuadores de diversas partes do país. “Em primeiro lugar, [a ação] quer devolver a autoestima das mulheres que venceram essa grande batalha contra o câncer. Nosso objetivo também é mostrar que dentro da tatuagem podem ser empregadas outras técnicas”, disse ela.

O evento

A Tatoo Week, maior evento de tatuagem do mundo, acontece de forma híbrida neste ano. Para evitar aglomerações, o público só poderá acompanhar o evento pelo Youtube da Tattoo Week, mas haverá também uma programação presencial, com a participação de jurados, na Casa de Cultura Black Princess, em Pinheiros, na capital paulista.

O evento acontece entre de 29 a 31 de outubro, das 12h as 22h e apenas será permitida a entrada de pessoas com comprovante de imunização completa, há mais de 15 dias, contra a covid-19.

Na edição deste ano, um dos destaques é a tatuagem cosmética e reparadora. Também haverá cursos gratuitos e entrevistas com médicos, que vão falar sobre câncer de mama e câncer de próstata.

“Há uma parte educacional, com cursos gratuitos de marketing, finanças e fotografia para os profissionais da área [tatuagem, piercing e pigmentação] não só para os inscritos como também para os que estiverem acompanhando por meio do YouTube. Temos também uma parte de cursos de primeiros socorros que serão transmitidos gratuitamente pelo YouTube”, disse Esther.

Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no site da Tattoo Week.

Edição: Denise Griesinger

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