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Exposição explica relatividade e aventura para ver eclipse em Sobral

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“A pergunta que minha mente formulou foi respondida pelo ensolarado céu do Brasil”. A frase, de Albert Einstein, se destaca na exposição “O Eclipse – Einstein, Sobral e o GPS”, inaugurada hoje (29), no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, para comemorar os 100 anos da expedição que confirmou a Teoria da Relatividade Geral com a observação de um eclipse solar na cidade cearense.

Os cientistas envolvidos na observação buscavam comparar fotos do eclipse com outros momentos e comprovar se o Sol provocava curvas na luz emitida por outras estrelas. As fotos comprovaram a mudança de posição das estrelas no céu sem a luz do sol, o que demonstrou que o físico alemão estava correto. Pesquisadores do Reino Unido vieram ao Brasil para realizar o estudo, que foi acompanhado pelo Observatório Nacional, dirigido à época por Henrique Morize.

O Museu de Astronomia inaugura a exposição Eclipse, que marca a comemoração do centenário da comprovação da teoria da relatividade geral de Isaac Newton, em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.

Museu de Astronomia inaugurou a exposição Eclipse, que marca a comemoração do centenário da comprovação da teoria da relatividade geral – Tomaz Silva/Agência Brasil

O astrônomo Carlos Veiga, do Observatório Nacional, disse que o Brasil teve a sorte de ser o melhor ponto para fotografar o eclipse solar, que durou cinco minutos. O tempo em Sobral estava nublado, mas as nuvens se abriram antes de o evento astronômico começar. Pesquisadores que se dirigiram a outro ponto eleito para a observação, a Ilha do Príncipe, na África, não tiveram a mesma sorte, porque choveu durante o fenômeno.

“Foi importante para a gente saber que a física estava sendo mudada, e que o papel do Brasil tinha que mudar”, disse Carlos, que, apesar disso, aponta que o país demorou para de fato colher os frutos dessa cooperação científica, formando um corpo mais robusto de pesquisadores a partir da década de 1960.

Exposição

A entrada no museu é gratuita, e a exposição apresenta o contexto de que Einstein partiu para formular a teoria que mudou os rumos da ciência. O visitante percorre também os desafios da expedição que levou os britânicos a Sobral e conta com recursos interativos para explicar como as fotos comprovaram o que Einstein havia proposto.

O curador Marcello Dantas explica que a intenção é cativar o público e contar história e ciência, conectando a Teoria da Relatividade Geral com as aplicações práticas que ela possibilitou, como os GPS usados para todo tipo de aplicativos para celulares e mapas.

“A exposição faz você vivenciar um eclipse para entender o que estava em jogo”, disse Dantas, que destaca também a jornada dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros para levar equipamentos de ponta para Sobral, que era bem menor do que é hoje. “Era uma cidade muito pequena, que nunca tinha visto um automóvel, não tinha luz elétrica, não tinha geladeira. Foi uma expedição hercúlea chegar com esse nível de ciência que havia na época em um lugar tão remoto, distante e desestruturado. Ciência também pode ser uma aventura”.

Centro

A exposição foi inaugurada em um evento que marcou também a abertura do Centro de Visitantes do Mast, uma antessala que apresenta as atrações do museu, sua história e também a estrutura da área em que ele funciona, compartilhada com o Observatório Nacional.

A diretora do museu, Analise Pacheco, disse que o novo centro de visitantes inclui elevadores panorâmicos para 15 pessoas, que substituirão o elevador histórico, que transportava três passageiros por vez entre a rua e o museu, que fica em uma colina.

Anelise anunciou ainda que o museu fará uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para trazer escolas de todas as coordenadorias regionais de educação para o museu.

“A gente não vai conseguir trazer todos os 650 mil alunos, mas se trouxermos 65 mil, já será uma grande coisa”, disse a diretora,acrescentando que o museu tem as escolas como seu maior público. “A gente faz as exposições para as escolas. Nossa primeira missão é atrair esse publico jovem e motivar esse público jovem”.

A inauguração contou com a presença do subsecretário de unidades vinculadas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Lorenzo Justo.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Educação
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Rio de Janeiro recebe Fórum Mundial de Educação Não Formal

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Começou hoje (9) e vai até quarta-feira (11) o Fórum Mundial de Educação Não Formal, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, região central do Rio de Janeiro. Mais de 30 organizações internacionais da sociedade civil discutirão os desafios e o papel do modelo não formal na agenda da educação em todo o mundo.

O evento é uma iniciativa da Organização Mundial do Movimento Escoteiro em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Escritório do Enviado da Juventude do Secretário-Geral da ONU e os Escoteiros do Brasil.

Segundo os organizadores, o fórum tem como objetivo discutir como as organizações podem acompanhar as últimas tendências da educação não formal que utiliza o aprendizado prático e experiências educacionais que desenvolvem habilidades para a vida.

De acordo com a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, ainda há 250 milhões de crianças e adolescentes fora da escola no mundo. No Brasil, são 2 milhões. A representante do Unicef acrescenta que cerca de 260 milhões de jovens no mundo não trabalham nem estudam.

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Para Florence, a prioridade é melhorar o sistema formal de ensino, mas para responder aos desafios do mundo contemporâneo, ela avalia que a educação não formal pode complementar o currículo tradicional. “Os jovens precisam ter acesso a uma educação cada vez mais diversificada, adquirir novas competências e responder às expectativas do mercado de trabalho”.

O presidente dos Escoteiros do Brasil, Rafael Macedo, lembrou que o movimento escoteiro promove iniciativas de educação que complementam o que é ensinado em sala de aula há mais de 100 anos no Brasil. “Desde criança, [os escoteiros] aprendem a trabalhar em equipe, a desenvolver liderança, a ter senso de responsabilidade. Essa educação acontece de forma complementar à experiência da escola, ao ensino que a família proporciona à criança”, disse.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Educação
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Educação

Projeto Astronomia sobre Rodas leva ciência a estudantes do DF

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Uma van com galáxias, planetas e estrelas roda pelas ruas do Distrito Federal para levar a ciência e o conhecimento a estudantes de todas as idades. É o projeto Astronomia sobre Rodas, idealizado pelo professor de Física Demetrius Leão e colocado em prática, há quase dois anos, pelo Sesc de Taguatinga Norte, região administrativa da capital federal.

A van é o carro utilizado para transportar uma cúpula inflável e o planetário digital até escolas da região central do DF e cidades do Entorno.

Astronomia sobre Rodas

Planetário inflável é transportado a escolas do Distrito Federal – Divulgação

Desde que o projeto começou a ser implementado, já foram mais de mil sessões e 40 mil pessoas contempladas, a maioria estudantes da rede pública. Demetrius Leão, coordenador pedagógico do projeto, disse que a ideia nasceu de um projeto itinerante pelo país e que teve boa aceitação no Distrito Federal.

“Primeiro, pensou-se no planetário. A estrutura, quando está guardada, cabe em uma van, que foi adaptada, com a retirada de alguns bancos”, explicou o professor.

Na van, são colocados os ventiladores, o domo e a parte projetiva, que é um datashow específico para fazer uma projeção 360 graus. Demétrius Leão disse que “o planetário itinerante é uma cúpula onde são projetadas as sessões com temas variados sobre o universo”.

Segundo o professor, quando a van chega às escolas é recebida com muita expectativa, principalmente porquê muitas crianças não sabem ainda o que é um planetário. “É sempre uma alegria quando você infla aquela bolha azul, sempre gera uma grande expectativa”, disse.

A falta de conhecimento sobre planetários faz com que as crianças pensem que a bolha azul da van é um pula-pula. “É muito comum isso acontecer. Mas, quando você fala que vai fazer uma viagem pelo espaço, dentro da cúpula, por meio da projeção que é feita, gera uma euforia grande nas crianças.”

Segundo o professor, devido a alta demanda por escolas classes, com público de 1º ao 5º ano, o sistema solar tem um espaço diferenciado nas apresentações. O projeto, que atende a escolas inscritas em um cadastro, prioriza aquelas localizadas em áreas carentes do Distrito Federal.

Demetrius Leão disse que o Astronomia sobre Rodas, além de levar a ciência às escolas, tem apresentado um espaço democrático, estimulando a imaginação e levando cidadania a comunidades vulneráveis. “No nosso planetário priorizamos um público de escolas públicas e de regiões que realmente têm dificuldade de acesso a esse conhecimento científico. Acredito que desperta uma curiosidade e um interesse muito grande, porque as questões sobre o céu mexem com o imaginário de muitas pessoas.”

No seu entendimento, a “questão da passagem do planetário do Astronomia Sobre Rodas pode encantar pessoas que não teriam acesso a um planetário, e trata-se de uma chance de pensar sobre a existência do planeta, do universo, da vida.”

As escolas interessadas em fazer parte do projeto, em 2020, podem fazer a inscrição no endereço mestra.me/asr. A principal condição é ter um espaço coberto, como uma quadra ou um ginásio.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Educação
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