conecte-se conosco


Economia

Explicar ‘caixa-preta’ vai mostrar que BNDES é patriota, diz Montezano

Publicado

Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e Jair Bolsonaro, presidente da República arrow-options
Marcos Corrêa/PR

Explicar ‘caixa-preta’ vai mostrar que BNDES é patriota, diz Montezano

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta sexta-feira (19), em sua posse oficial no banco de fomento, no Rio de Janeiro, que o objetivo de sua meta de “explicar a caixa-preta” em dois meses é “mostrar que somos, sim, patriotas”. Para o novo mandatário, essa é a “meta 0” de sua gestão, já que “o BNDES está sob ataque” e “precisamos virar essa página”.

Leia também: Novo presidente do BNDES promete explicar “caixa-preta” em dois meses

Em sua primeira palestra oficial aos funcionários na sede do BNDES, o novo presidente afirmou que o banco vai “Abrir para toda a população o que o brasileiro quiser ver, sem entrar no mérito se isso já foi aberto ou não.” Segundo especialistas, as informações que os críticos da transparência do banco afirmam querer acessar já foram divulgadas nos últimos anos e estão disponíveis no site do BNDES .

“Vamos dar todas as informações necessárias, explicar tudo o que tiver que explicar. Sem entrar no mérito se a informação já foi ou não exposta, a gente vai fazer. E a gente vai virar essa página. Porque se a gente não virar, vai continuar uma nuvem cinza em cima do banco como tem sido há anos, e os bancos vai aos pouquinhos deteriorando sua imagem, sua credibilidade. As pessoas não vão querer se aproximar da gente. Então esse é o marco zero da nossa estratégia. Mostrar para o povo brasileiro que nós somos, sim, patriotas, que nós somos, sim, transparentes, e montar um banco de serviço”, pregou.

Segundo Montezano , a economia brasileira está em “colapso” e “é preciso se revoltar com os 30 milhões de desempregados” no país. Ele defende que a missão social do banco será prioridade em sua gestão. O engenheiro ressaltou ainda que quer resgatar a imagem de “patriota” e “transparente” do banco, e que a instituição deve ser medida não pelo volume de desembolsos, mas pela sustentabilidade de sua operação.

Leia também: ‘Playboy’, baladeiro e amigo dos Bolsonaro: conheça o novo presidente do BNDES

“A economia brasileira está em colapso , é um cenário trágico. Nossa competitividade, nossa produtividade, nosso crescimento de PIB é pífio. A gente tem 30 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. Vou repetir gritando: 30 milhões. Temos que estar revoltados com isso, não podemos se acostumar com esse absurdo. Não podemos nos acostumar com gente vivendo com esgoto, com cocô, com xixi na porta de casa. Temos que nos revoltar” bradou, acrescentando que “a motivação do dinheiro está morrendo no capitalismo moderno.”

Para Montezano, o BNDES precisa transferir recursos que estão hoje alocados em “investimentos especulativos”, as aplicações em ações na Bolsa, para projetos de saneamento, por exemplo. Uma das metas do novo presidente é vender a carteira de quase R$ 110 bilhões em ações detidas pela BNDESPar, seu braço de participações. Ele ressalta, porém, que não há prazos “porque não controlamos o mercado”.

“Temos R$ 16 bilhões (aplicados) em saneamento e R$ 53,4 bilhões na Petrobras. Era para ser o contrário”, ponderou. “O BNDES tem que ser menos banco e mais desenvolvimento. Nos últimos anos, com o desafio dado pelo governo de alocar bilhões em capital, ele se tornou muito banco. Ele se mede por desembolso. Vamos continuar fazendo isso, mas menos”, observou, contando que “intuía” que o BNDES seria o lugar onde ele ajudaria o país a sair da crise quando resolveu voltar o Brasil após três anos trabalhando na trading de commodities do BTG Pactual em Londres.

O presidente do banco defendeu a devolução total ao Tesouro dos empréstimos feitos ao banco e que “isso não quer dizer que o banco vai fechar, pelo contrário”. Montezano ressaltou que, mesmo após devolver todos os recursos ao Tesouro, o banco continuará sendo a maior empresa pública brasileira.

“O dia que terminarmos de devolver os recursos do Tesouro, o patrimônio do banco ainda terá R$ 90 bilhões. Ainda assim, o banco será o principal investimento do governo federal em qualquer empresa do Brasil. O governo está quebrado, está sem dinheiro, e mesmo depois de isso acontecer, nós seremos a maior estatal federal do Brasil de longe. É tudo normal, é só um ajuste financeiro. É só um ajuste de capital para sermos menos banco, mais desenvolvimento”, repetiu Montezano, reafirmando o compromisso de devolver R$ 126 bilhões ainda neste ano.

Leia também: “Tem tudo para dar certo”, diz Bolsonaro sobre Montezano na presidência do BNDES

Segundo o novo presidente do banco, o Tesouro tem R$ 330 bilhões aplicados no BNDES, “e isso é muito relevante, é quase 7% da dívida líquida do governo federal.” 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Rendimento da poupança vai mudar com provável alta da Selic; entenda

Publicado


source
Poupança pode render mais
Arquivo/Agência Brasil

Poupança pode render mais

Com a provável elevação da taxa básica de juros, a Selic, para 9,25% nesta quarta-feira  (8), o Banco Central também estará alterando o cálculo do rendimento da poupança. Essa alteração acontece porque a poupança tem dois cálculos diferentes dependendo do patamar da Selic.

Se a taxa básica estiver abaixo de 8,5%, o cálculo é um, se estiver acima, outro. Num primeiro momento, no entanto, a mudança de patamar terá pouco impacto no resultado final para o poupador.

No cenário atual, com os juros a 7,75% ao ano, a poupança rende 70% do valor da Selic mais a Taxa Referencial (TR), uma taxa calculada pelo Banco Central que leva em conta, entre outros fatores, o patamar da Selic. Como ela está zerada, o rendimento da poupança seria de 5,53% ao ano.

Já com a taxa básica de juros em 9,25%, o rendimento é de 0,5% ao mês mais a TR. Em 12 meses com a taxa nesse patamar, o rendimento passaria a 6,17% ao ano mais a TR. Se o cálculo continuasse pelo método anterior, o rendimento seria de 6,45%.

Como a Selic está muito próxima do limite de 8,5%, a TR não será muito alta e, por isso, a diferença entre os dois cálculos ainda seria pequena.

Projeções da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostram que R$ 10 mil na poupança por 12 meses com Selic em 9,25% renderiam R$ 617 mais a TR. Já com a Selic em 7,75%, o rendimento em um ano seria um pouco menor, de R$ 553.

Aumento da TR

Miguel Oliveira, diretor-executivo da Anefac, explica que à medida que a Selic for aumentando – a projeção do mercado é de 11,25% em 2022 – a TR acompanha o movimento e o rendimento também.

Leia Também

“Se houver alteração do TR (nesse primeiro momento) vai ser mínima, coisa marginal. Agora, se a Selic for acima de 12%, você começa a ter uma incidência maior de TR”, disse.

Esses rendimentos ficam abaixo da inflação deste ano, que está em 10,73% no acumulado de dois meses em novembro. Ou seja, ao final do ano, o dinheiro perderia valor.

Outras opções

Segundo a planejadora financeira e professora da FGV, Myrian Lund, o patamar de 8,5% é o equilíbrio entre as duas formas de correção e, por isso, a mudança não faz tanta diferença.

“A taxa de 8,5% seria o ponto de equilíbrio, tanto por um sistema quanto pelo outro você vai ter a mesma rentabilidade, não tem uma mudança na taxa significativa”, explicou Lund.

A planejadora financeira ressalta que há outras opções de investimento no mercado com retorno melhor do que a poupança e que deveriam ser consideradas.

“Se você quer ter um ganho acima da inflação, tem que mudar sua aplicação. Se você quiser ter liquidez diária, tem o tesouro Selic, ou CDB do banco, RPC da cooperativa, você ganha mais com liquidez diária”, orientou.

Continue lendo

Economia

PEC dos Precatórios será promulgada fatiada nesta quarta-feira

Publicado


source
Rodrigo Pacheco e Arthur Lira fecharam acordo nesta terça-feira
Reprodução/TV Câmara

Rodrigo Pacheco e Arthur Lira fecharam acordo nesta terça-feira

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios será promulgada de forma fatiada nesta quarta-feira (8). A decisão foi tomada na terça-feira pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, que anunciaram que as alterações da PEC propostas pelo Senado serão votadas na próxima terça-feira (14) no Plenário da Câmara.

Depois do acordo entre Câmara e Senado, o presidente  Jair Bolsonaro (PL) publicou a medida provisória que insititui o Auxílio Brasil.

Lira explicou que as inovações dos senadores ao texto, como tornar o programa Auxílio Brasil permanente, serão incorporadas à PEC 176/12, que está pronta para ser apreciada pelo Plenário. Segundo o presidente da Câmara, esse procedimento permitirá a votação da proposta com mais celeridade.

Segundo Lira, o importante é garantir a abertura de espaço fiscal no Orçamento para o pagamento do Auxílio Brasil. “A parte mais importante é a abertura do espaço fiscal do Orçamento para o pagamento do Auxílio Brasil, a manutenção das regras das duas Casas para compensação dos precatórios e para o parcelamento dos débitos previdenciários dos municípios, entre outros”, explicou.

Leia Também

“As questões de mérito serão discutidas pelas lideranças e teremos, de agora até a próxima terça-feira, conversas para alinhar o máximo possível de texto comum”, disse Lira.

Auxílio Brasil

A PEC abre, no Orçamento da União de 2022, um espaço fiscal aproximado de R$ 50 bilhões para bancar R$ 400 mensais aos beneficiários do Auxílio Brasil – programa de transferência de renda sucessor do Bolsa Família – por meio da mudança da fórmula de cálculo do teto de gastos imposto pela Emenda Constitucional 95, de 2016 e da criação de um subteto para o pagamento de precatórios, as dívidas da União e dos entes federativos oriundas de sentenças judiciais definitivas.

Rodrigo Pacheco afirmou que os senadores entenderam o senso de urgência na implantação do novo programa social do governo. “A alternativa mais viável, com o apoio de uma ampla maioria dos líderes, foi a possibilidade, nos textos onde há pontos comuns, de sua promulgação. Mas a promulgação desses pontos comuns só serão possíveis com a condição de que as inovações possam ser apreciados pela Câmara”, explicou Pacheco.

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana