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Economia

Excesso de feriados em dias úteis prejudica faturamento do comércio em MT; perda deve ser de R$ 753 milhões

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Os feriados tiram os consumidores das ruas e, com isso, elimina as vendas por impulso

Apesar de contemplar atividades econômicas como aquelas típicas do turismo, a maioria dos segmentos do comércio – principalmente os de rua – terá seu faturamento prejudicado com o excesso de feriados em dias considerados úteis. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o comércio de Mato Grosso deve deixar de faturar R$ 753 milhões em 2020, valor 14,6% maior do que o registrado no ano passado (R$ 657 milhões).

Em todo país, serão 10,5 feriados nacionais contra apenas nove no ano passado. A pesquisa não contempla os feriados regionais como o aniversário de Cuiabá (8 de abril); Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e a Imaculada Conceição de Maria (8 de dezembro), ou seja, o impacto tende a ser maior que o estimado pela CNC.

Os feriados tiram os consumidores das ruas e, com isso, elimina as vendas por impulso, que, ainda segundo a pesquisa, estima uma queda média de 8,4% na lucratividade mensal do comércio a cada feriado (varejo e atacado). Nas regiões onde o salário médio é mais alto, o impacto tende a ser maior.

O segmento de vestuário e calçados contabiliza maior prejuízo mensal, de 16,7%, para cada feriado. As lojas de utensílios domésticos aparecem em seguida, com 11,6% e, em terceiro, os segmentos de hiper e supermercados (11,5%). Juntos, os três segmentos respondem por mais da metade (56%) do emprego no varejo brasileiro.

A Fecomércio-MT contempla os feriados nas convenções e acordos coletivos de trabalho, realizados anualmente entre os sindicatos patronais e laboral do comércio, garantindo direitos e benefícios aos trabalhadores do comércio. “No entanto, o excesso de feriados prejudica as vendas e, inclusive, deixa de ser rentável para o comerciante e para o próprio trabalhador, principalmente aquele contratado com comissão. Além disso, as contas não deixam de chagar quando o comércio fecha as portas”, disse o superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha.

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Economia

Dívida Pública Federal cai 0,45% em janeiro e vai para R$ 4,229 tri

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A Dívida Pública Federal (DPF) – que inclui o endividamento interno e externo do governo federal  – apresentou redução, em termos nominais, de 0,45% em janeiro, na comparação com dezembro de 2019, informou hoje (27), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Economia. O estoque passou de R$ 4,249 trilhões para R$ 4,229 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, teve o estoque reduzido em 0,63% em janeiro, passando de R$ 4,083 trilhões para R$ 4,057 trilhões.

A redução deve-se, segundo o Tesouro, ao resgate líquido de R$ 55,43 bilhões na dívida mobiliária (em títulos) interna, compensado, em parte, pela apropriação positiva de juros (quando os juros da dívida são incorporados ao total mês a mês), no valor de R$ 29,75 bilhões. 

O resgate líquido de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total resgatado (embolsado pelos investidores) – R$ 122,28 bilhões – em relação ao volume de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, que somou R$ 63,67 bilhões. 

De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luís Felipe Vital, 95,4% dos recursos resgatados se referem a títulos prefixados, cuja taxa de juros é definida no momento da emissão e não varia ao longo do tempo. 

Mercado externo 

O estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional, aumentou 3,86%, passando de R$ 165,68 bilhões para R$ 172,07 bilhões entre dezembro de 2019 e janeiro deste ano. O principal motivo foi a alta de 5,92% do dólar no mês passado. A moeda norte-americana é o principal fator de correção da dívida externa. 

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. 

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. A redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos, como observou-se ao longo do último mês.

Variação da DPF 

Este ano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2020, apresentado no mês passado. 

Os fundos de investimento seguem como principais detentores da Dívida Pública Federal, com 26,95% de participação no estoque. Os fundos de previdência (25%) e as instituições financeiras (23,71%) aparecem em seguida, na lista de detentores da dívida. 

Os investidores não residentes (estrangeiros) apresentam aumento de participação, atingindo 10,89% em janeiro. Os demais grupos somam 13,46% de participação, segundo os dados apurados no mês. 

Em relação à composição da DPF de acordo com os tipos de títulos, os papéis corrigidos por taxas flutuantes tiveram aumento de participação e representam hoje 39,6% do total da dívida, seguidos pelos papéis prefixados, que tiveram redução na participação (de 30,97%para 29,52%) devido principalmente ao resgate líquido em janeiro, acima de R$ 100 bilhões. 

A participação dos papéis corrigidos pela inflação subiu de 26,04% para 26,6%. Os títulos do grupo cambial, que sofrem variação com base na taxa de câmbio, tiveram sua participação aumentada para 4,27% do montante total da DPF, principalmente por causa da alta do dólar no mês passado.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia
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Economia

Novo coronavírus muda sistema de negócios no comércio exterior

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As companhias brasileiras que trabalham com comércio exterior estão na expectativa diante de um possível aumento ou não, de casos de coronavírus no país. Os contatos entre empresários nacionais e estrangeiros, em especial da China e demais países asiáticos, passará a ser feito mais via telefone, e-mail ou videoconferência do que pessoalmente.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou hoje (27) à Agência Brasil, que a China (país que concentra o maior número de casos e mortes por coronavírus) passará por uma grande reacomodação e isso causará um grande baque para as nações asiáticas, principalmente no que se refere a produtos novos, “porque eles não se vendem por fotografia”.

Castro informou que atualmente, “na medida do possível”, as empresas estão tentando exportar. “Infelizmente, hoje, o coronavírus é que está dizendo o que deve ser feito”. Não basta simplesmente a vontade de exportar ou importar, afirmou.

Commodities

Castro esclareceu que uma oferta maior de produtos no mercado internacional vai pressionar para baixo os preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e os manufaturados vão ser afetados por conta da quantidade.

“Como o Brasil não tem preço competitivo em manufaturados, a tendência é que seja afetado em função do coronavírus”, analisou.

A AEB está projetando queda nas importações porque a demanda do mercado interno deverá ficar abaixo do que se previa, diante de um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Também as exportações deverão cair porque esse novo vírus está espalhado pelo mundo, disse Castro.

Internamente nas empresas, Castro afirmou que não houve nenhuma interrupção de trabalho. “Ninguém deixou de trabalhar por conta do vírus. O problema é na ponta de fora”. Castro explicou que as empresas querem comprar da China e esta não pode entregar. Isso implica em interrupção dos fluxos comerciais. “Isso gera uma interrogação sobre o que vai acontecer”.

Como os casos de coronavírus são reduzidos tanto na Europa como nos Estados Unidos, o presidente da AEB assegurou que os empresários brasileiros vão continuar indo para esses mercados, que seguirão abertos. Já para a China e demais países da Ásia, os empresários do Brasil vão pensar duas vezes antes de viajar para esses destinos, “salvo se houver uma mudança muito brusca no cenário que está hoje”. As empresas vão se adaptando à medida que surgem novas notícias, indicou.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Economia
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