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Ex-secretário, cúpula do Bic Banco e empresários viram réus por empréstimo fraudulento de R$ 4,3 milhões

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O ex-secretário de Fazenda Eder Moraes, réu por envolvimento no esquema [F-Odoc]

A Justiça Federal de Mato Grosso recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus o ex-secretário estadual de Fazenda, Eder Moraes, o ex-secretário-adjunto de Gestão Sistêmica da Sinfra Ezequiel de Jesus de Oliveira Lara, o ex-superindente do antigo Bic Banco José Bezerra Menezes e Luiz Carlos Cuziol, além dos empresários Ulisses Viganó e Denise Viganó, proprietários da empreiteira Consnop Construções, pelos crimes de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, em ação proveniente da “Operação Ararath”. A decisão é do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal.

Também se tornaram réus, outras cinco pessoas que formavam a cúpula do banco: os ex-gerentes Hermes Rodrigues Pimenta e Elisa Shigeko Kamikihara Kochi e os ex-membros do Comitê Superior de Crédito: Khalil Kfouri, Sérgio Marubayashi e Carolina Kassia Cocozza Fonseca Yamanaka.

O ex-superintendente do BicBanco Cuiabá, Luis Carlos Cuzziol, que se tornou réu [F-Gazeta Digital]

De acordo com denúncia assinada pela coordenadora da força-tarefa da Ararath, procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago, o processo tem como base a delação premiada Luiz Carlos Cuzziol. De acordo com os autos, a Consnop Construções contraiu empréstimos entre 2006 e 2009 que totalizam R$ 4,3 milhões. Conforme o MPF, as transações eram simuladas para beneficiar o grupo político do ex-governador Blairo Maggi, do qual o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes fazia parte. Os empréstimos tinham como garantia créditos fictícios que a empresa possuía junto ao governo de Mato Grosso. Os valores movimentados eram determinados pelo então secretário Éder Moraes e usados no financiamentos dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa.

“Em outras palavras, em que pese a empresa investigada indicasse como garantia do negócio direitos creditórios que detinha com o Estado de Mato Grosso, em razão de serviços que prestou em favor da Sinfra e de outros órgãos estaduais, ela não possuía qualquer relação jurídica com aqueles no momento da emissão das Cédulas de Crédito Bancário, ou, se possuía, não era apta a garantir o pagamento da operação”. diz trecho da denúncia.

Em sua decisão, o juiz Jeferson Schneider resolveu rejeitar a denúncia contra Antônio Eduardo de Carvalho Freitas (ex-superintendente do Bic Banco) e Paulo da Silva Costa (ex-superintendente administrativo e financeiro da secretaria de Estado e Infraestrutura de Mato Grosso), por prescrição.

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No bastidor, Taques tenta superar preferência por Leitão para disputa ao Senado

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Embora afastado da vida política desde que terminou seu mandato no governo do Estado, após ser derrotado na tentativa de se reeleger, o ex-governador Pedro Taques (PSDB), está trabalhando nos bastidores a possibilidade de disputar a eleição suplementar do Senado da República, já marcada para o próximo dia 26 de abril, com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), por caixa 2 e abuso de poder econômico.

No seu partido, o PSDB, Taques tem como adversário o ex-deputado federal Nilson Leitão, que dificilmente perderá a condição de disputa para o ex-governador. Os dois foram derrotados na campanha de 2018. Pedro Taques era candidato à reeleição e ficou em terceiro lugar no pleito e Nilson Leitão ficou em 5° lugar na disputa ao Senado.  “Não debati isso com o PSDB. O nosso partido tem sim bons candidatos, mas precisamos aguardar a Justiça Eleitoral decidir sobre as regras”, diz o ex-governador.

Empolgado com resultado de uma pesquisa interna, na qual estaria bem pontuado, aparecendo entre os preferidos ao Senado, mesmo após deixar o cargo de governador com grande desgaste, Pedro Taques vem flertando com alguns partidos, como o Cidadania, comandado em Mato Grosso pelo seu ex-secretário Marco Marrafon, e também com o Solidariedade.

O líder do Solidariedade no Estado, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, deseja atrai-lo para partido. Acontece que Taques perdeu espaço no PSDB, cuja maioria prefere apostar de novo na candidatura de Nilson Leitão.

Agora, o ex-governador entende que só vai conseguir ser candidato se o Tribunal Regional Eleitoral permitir filiações às vésperas do pleito suplementar de 26 de abril e concorrer por outra legenda. Na eleição de 2018, Taques, que disputou a reeleição, entrou para a história em Mato Grosso como o primeiro governador no exercício do cargo que não conseguiu se reeleger.

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Com três aliados pré-candidatos ao Senado, Mauro adia a anuncio público de quem apoia

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O governador Mauro Mendes (DEM), apesar dos apelos de aliados para que fique neutro em relação à eleição suplementar do Senado, já marcada para 26 de abril próximo, decidiu colocar um fim ao assunto: “vou, como cidadão, dizer a minha opinião, mas tenho tempo para fazer isso”, resumiu.

Conforme Mendes, “a eleição tem passos e datas definidas. Portanto, vou esperar  esses passos serem dados para ter um cenário concreto. Eu não preciso ficar antecipando um problema que vou ter daqui a 20, 30 dias”, observou.

Segundo o democrata, “uma possível declaração de apoio poderia causar ciúmes nos outros. Digo sempre: há pessoas que ficam contentes e pessoas que ficam descontentes quando assumimos um lado. Então, nesse momento, o mais sábio é que eu continue cuidando de Mato Grosso”, disse.

Mendes adiantou que na reunião do DEM que oficializou a autorização para que o ex-governador Júlio Campos movimentasse sua candidatura, decidiu ficar neutro apenas por enquanto. “O cenário não está definido. Então vamos esperar os candidatos registrarem as suas candidaturas e aí nós vamos analisar, conversar, para ver se muda alguma coisa”, comentou. “Eu acho natural os candidatos que pretendem disputar essa vaga comecem a fazer suas movimentações

“Sobre eu apoiar mais incisivamente alguém, eu acho que a população é muito sabida, muito esperta, muito conectada, então, eu tenho um voto apenas e vou dizer como cidadão qual é minha opinião, mas tenho tempo para isso”.

Mendes vem desde o início do ano sento aconselhado por aliados a se manter neutro em relação a eleição do Senado da República. O fato de o governador ter pelo menos três aliados com pretensão de disputa, o próprio Júlio Campos (DEM), o ex-vice-governador do Estado e atual representante do escritório de Mato Grosso em Brasília, Carlos Fávaro (PSD) e o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), no entendimento dos aliados, é a grande justificativa para a neutralidade do governador.

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