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Ex-policial acusado de integrar grupo de extermínio que atuava em Cuiabá e Várzea Grande é condenado a 30 anos de prisão

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Júri terminou na madrugada desta terça-feira. De acordo com investigações, grupo de extermínio era formado por aproximadamente seis policiais, além de civis

Os jurados acolheram as teses defendidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e condenaram os réus Helbert de França Silva e José Edmilson Pires dos Santos, integrantes do grupo de extermínio conhecido como “os mercenários”, a 30 anos de prisão, cada um. Os dois foram condenados pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. Como efeito secundário da condenação, foi decretada a perda do cargo de Helbert de França Silva, que era Policial Militar.

Durante o júri, que começou às 9h e se estendeu até a madrugada desta terça-feira (11), o Ministério Púbico foi representado por quatro promotores de Justiça designados pela Procuradoria-Geral de Justiça a atuarem nesse caso que ganhou repercussão em nível nacional. O júri, que inicialmente aconteceria em Várzea Grande, foi desaforado para a Capital. Ainda existem mais dois julgamentos previstos para acontecer nos dias 24 de junho e 02 de julho.

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Consta na sentença, que o grupo de extermínio era formado por aproximadamente seis policiais, além de civis. “Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença. “Os Mercenários”, conforme apurado durante as investigações, possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que pelo menos 15 pessoas tenham sido vítimas do grupo.

Os crimes pelos quais os réus foram julgados nesta segunda (10) e terça-feira (11), conforme o Ministério Público, foram praticados em março de 2016 de forma altamente premeditada em concurso de agentes e com a utilização de pistola 380 e silenciador acoplado com extrema frieza. Consta na denúncia, que as vítimas estavam voltando de uma festa, sendo atacadas repentinamente quando já se encontravam na frente da sua residência, tentando abrir o portão, o que reduziu as suas chances de defesa.

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Os sentenciados José Edmilson e Helbert de França Silva respondem a mais quatro ações penais, todas pela prática de crimes dolosos contra vida, praticados por motivação e circunstâncias semelhantes ao caso que foi julgado. Eles estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

O grupo de extermínio ficou conhecido em 2016 pela atuação no caso nomeado como chacina do Cristo Rei. Além da chacina, o MPE aponta que o grupo soma aproximadamente 18 assassinatos consumados e 4 tentados, ocorridos em Várzea Grande e Cuiabá, fatos que originaram 13 ações penais.  O grupo ainda foi alvo da “Operação Mercenários”, deflagrada pela Polícia Civil em abril daquele ano.

 

 

 

 

 

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Bloqueio de grevistas impede atendimento na Sefaz na manhã desta quarta-feira

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O atendimento a população será realizado a partir das 13 horas, caso o local seja desbloqueado

A Secretaria de Estado de Fazenda foi obrigada a suspender o atendimento aos contribuintes na manhã desta quarta-feira (26), em decorrência do bloqueio realizado na porta do órgão, por um pequeno grupo de sindicalistas, do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sintep).

O atendimento a população será realizado no período da tarde, a partir das 13 horas, caso o local seja desbloqueado.

A interrupção do atendimento, por parte dos grevistas da Educação, prejudica diretamente contribuintes de Mato Grosso, que se deslocaram do interior e também de outros Estados em busca da prestação do serviço. O fato também prejudicou o envio do projeto de lei de Reinstituição de Benefícios Fiscais para a Assembleia Legislativa, que estava programado para a manhã de hoje e deverá ocorrer agora no início da tarde.

A preocupação do Governo também é quanto à arrecadação do Estado, que poderá ser prejudicada com o piquete realizado pelos grevistas e complicar ainda mais a situação financeira de Mato Grosso.

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Sintep impede entrada de servidores da Secretaria de Fazenda e pode reduzir arrecadação do Estado

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Grupo pequeno de manifestantes bloqueou a entrada principal da Sefaz e prejudica servidores (F – Marcos Vergueiro)

O Sindicato dos Profissionais da Educação (Sintep) está impedindo a entrada dos servidores públicos que trabalham na Secretaria de Estado de Fazenda, órgão sem nenhuma vinculação com o movimento grevista. Na porta da secretaria já há uma fila de servidores aguardando o espaço ser desbloqueado para entrar no prédio.
Os sindicalistas chegaram antes das 7 horas e colocaram um carro de som no portão de entrada da Sefaz, o que impede que qualquer veículo entre ou saia da sede da secretaria.
Além disso, eles também estão impedindo a passagem dos veículos na avenida principal do Centro Político Administrativo, causando tumulto e engarrafamento no trânsito. A ação radical tem a adesão de um pequeno grupo de professores.
A atitude dos grevistas prejudica não só os servidores públicos, mas os cidadãos que procuram o órgão e deve refletir também na redução da arrecadação.
Em um momento de crise econômica, em que o governo realiza todos os esforços possíveis, o movimento comandado pelos sindicalistas vai à contramão dos interesses da própria categoria, pois prejudica diretamente o aumento da receita do Estado.
Outro reflexo dessa ação é que a categoria desrespeita decisão judicial que impede que os sindicalistas façam qualquer tipo de piquete ou bloqueie a entrada de servidores públicos para o exercício de suas atividades.
O Sintep deverá pagar multa por ter desobedecido a uma decisão judicial e impedido centenas de pessoas de exercerem seu direito de escolha em trabalhar e não participar do movimento.
Vale lembrar que na terça-feira (25) o Sintep também fez um bloqueio na BR-364, impedindo o livre trânsito de cidadãos e trabalhadores que precisam circular pela rodovia.
Desde que o movimento grevista começou, no dia 27 de maio, a adesão a greve só vem caindo.
Atualmente, 357 escolas estão atendendo normalmente os alunos, 68 unidades estão de forma parcial e 342 unidades ainda estão no movimento.

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