conecte-se conosco


Internacional

EUA: sobe para 7 o número de mortos em ataque em Illinois

Publicado

Tiroteio em Illinois nesta tarde de 4 de julho de 2022
Reprodução: Redes Sociais

Tiroteio em Illinois nesta tarde de 4 de julho de 2022

O número de mortos no  tiroteio durante o desfile de 4 de julho na cidade de Highland Park, em Illinois, subiu para sete nesta terça-feira (5) após uma pessoa que estava hospitalizada não resistir aos ferimentos, informou a NBC Chicago.

O atirador identificado como Robert E. Crimo, um jovem branco de 22 anos, foi detido após se recusar a parar em uma blitz e depois de ser perseguido por cerca de oito horas. Ao todo, ele deixou 23 feridos na última segunda-feira (4).

De acordo com as autoridades americanas, o ataque ao desfile nos arredores de Chicago estava planejado “há semanas”.

Em entrevista coletiva, a polícia disse que o assassino se misturou com a multidão vestindo roupas femininas depois de atirar de um telhado.

Segundo os relatos, ele tinha dois rifles, um usado para atirar contra a multidão e outro que foi encontrado no carro em que havia fugido. Os agentes também explicaram que mais de 70 tiros foram disparados.


“No momento não há motivo para o massacre”, disse a polícia local, explicando que as vítimas do ataque têm entre 8 e 85 anos.

Hoje, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não está planejando uma viagem a Highland Park no momento.

No entanto, ela especificou que a vice-presidente americana, Kamala Harris, estará em Chicago para um compromisso agendado, mas “certamente falará sobre os eventos horríveis” que ocorreram em Illinois.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Internacional

Cuba: incêndio em depósito de combustível pode agravar apagões no país

Publicado

Explosão causou grande desastre em Cuba
Reprodução/Twitter

Explosão causou grande desastre em Cuba

O incêndio maciço em um complexo de armazenamento de combustível na província cubana de Matanzas ameaça agravar os apagões na ilha, que há semanas geram protestos populares. Os impactos do incidente podem ser dramáticos para a economia de uma nação já pressionada pelo embargo americano e pela ineficiência do sistema produtivo estatal.

Os bombeiros lutam há quatro dias para apagar as chamas que já fizeram três dos oito tanques entrarem em colapso, mataram ao menos uma pessoa e feriram outras 122. Há 24 pessoas internadas, cinco delas em estado grave, segundo o boletim médico mais recente, e ao menos 16 bombeiros desaparecidos.

O fogo começou às 19h de sexta (20h, no Brasil), após um dos oito tanques no complexo industrial, a cerca de 100 km ao leste de Havana, ser atingido por um raio. O depósito tinha cerca de 26 mil metros cúbicos de petróleo bruto, cerca da metade de sua capacidade total, e colapsou no sábado, fazendo o fogo se estender para um reservatório vizinho, com 52 mil metros cúbicos de combustível.

O segundo tanque não aguentou e veio abaixo à meia-noite de domingo, segundo o governo do presidente Miguel Díaz-Canel, derramando parte da substância que armazenava. As chamas tomaram um terceiro depósito nesta segunda, que colapsou pouco depois, “piorando ainda mais a situação nas primeiras horas da manhã”, segundo o governador Mario Sabines, afirmando que a ofensiva para controlar o incêndio é “muito complexa”.

Cuba recebe a ajuda de bombeiros especializados mexicanos e venezuelanos, que foram enviados à ilha para ajudar a apagar as chamas cuja magnitude, disse Díaz-Canel no sábado, não tem precedentes históricos no país.

O México mandou mais de 76 especialistas de sua estatal Pemex, junto com três helicópteros e um avião cheio de equipamentos e produtos químicos. O ministro do Petróleo venezuelano, Tareck El Aissami, por sua vez, anunciou o envio de 35 especialistas da companhia petrolífera estatal PDVSA, além de 20 toneladas de equipamentos e produtos para apagar as chamas.

“A ajuda é importante, creio que será decisiva”, disse o presidente, que se encontrou com parentes dos desaparecidos em um hotel em Matanzas.

No domingo, o presidente cubano agradeceu também Rússia, Argentina e China por oferecerem “solidariedade e assistência material diante desta situação complexa” e os Estados Unidos pela oferta de ajuda técnica. Não está claro, contudo, se o trio ajuda de alguma forma mais concreta.

Apagões

Com capacidade para armazenar mais de 300 mil barris de petróleo e derivados, o complexo de Matanzas é usado para abastecer seis das oito plantas termoelétricas cubanas, segundo disse ao Financial Times Jorge Pinón, especialista da Universidade do Texas, em Austin. O local, disse ele, é “o pilar da logística do sistema petrolífero” cubano.

Estima-se que Cuba produza cerca de 40 mil barris de petróleo diariamente, afirmou o professor, mas o país precisa importar cerca de 80 mil barris adicionais para suprir sua demanda. A maior parte do produto importado vem da Venezuela.

Segundo a União Nacional Elétrica (UNE, estatal), 95% da energia em Cuba é gerada com combustíveis fósseis, parte deles importados que, na atual conjuntura internacional, custam 30% a mais.

Logo, Cuba vinha tendo dificuldade para manter suas luzes acesas diante do aumento do preço dos combustíveis após a invasão russa na Ucrânia, que eclodiu em 24 de fevereiro. E o aumento global é ainda mais sentido em uma ilha sob embargo econômico, onde a inflação anual chegou a 29% em junho.

Durante sua Presidência, o ex-presidente americano Donald Trump apertou o cerco comercial e financeiro à ilha, revertendo a maioria dos avanços normalizadores de seu antecessor, Barack Obama. A plataforma de campanha do presidente Joe Biden prometeu reverter as 243 medidas republicanas, mas não fez muitos avanços desde que chegou ao poder em janeiro do ano passado.

Há também um sério problema de infraestrutura: o sistema elétrico do país tem disponibilidade de distribuição de energia média de 2,5 mil megawatts, insuficiente para a demanda dos lares em horários de consumo máximo, que alcança os 2,9 mil megawatts. A escassez causa apagões frequentes desde maio, alguns que chegam a durar 12 horas.

Os apagões não são novidade em Cuba: na década de 1990, durante o chamado “Período Especial” após o fim da União Soviética, os cortes de eletricidade duravam até 16 horas por dia. Agora, contudo, o desgaste é maior.

Protestos contra escassez

A situação vem provocando protestos em diversos pontos do país, com marchas e panelaços. São menores e mais localizados que os protestos antigoverno de 11 de julho de 2021, mas suficientes para acender o alerta: os atos, dizem Díaz-Canel, “atendem à contrarrevolução e aos que desejam nosso bloqueio”, fazendo alusão ao embargo americano.

A ministra do Meio Ambiente cubana, Elba Perez, disse no domingo que o incêndio causou a emissão de substâncias poluentes. Especialistas monitoram a nuvem que, de acordo com Perez, não apresenta riscos por enquanto. Por precaução, cerca de 5 mil pessoas foram evacuadas da região, a cerca de 85 km de Havana.

De acordo com a imprensa estatal, o incêndio também não é uma ameaça à operação da planta energética Antonio Guiteras 225 MW, uma das maiores do país, que fica nas redondezas. Na madrugada de domingo, Nestor Perez, diretor da petroleira Cupet, disse que 520 metros cúbicos de combustível foram extraídos de um dos tanques, mas que esperavam a chegada de um navio para continuar a operação.

A tragédia ocorre três meses após a explosão, em Havana, do hotel Saratoga, devido a um vazamento de gás que deixou 46 mortos, incluindo um turista espanhol, e mais de 50 feridos, além da destruição quase total do edifício central.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Continue lendo

Internacional

Guerra: Rússia acelera planos para referendos em áreas ocupadas

Publicado

Diante de contraofensiva ucraniana, Rússia acelera planos para referendos em áreas ocupadas
Ansa

Diante de contraofensiva ucraniana, Rússia acelera planos para referendos em áreas ocupadas

Em meio a uma contraofensiva ucraniana que começa a obter alguns ganhos no Sul do país, a Rússia tenta acelerar a realização de referendos para, sem qualquer tipo de respaldo internacional, anexar partes do território da Ucrânia, nos mesmos moldes do que aconteceu com a Crimeia em 2014. Contudo, autoridades em Kiev apontam que tal passo do Kremlin vetaria qualquer possibilidade de negociação futura entre os dois lados.

Nas últimas semanas, autoridades indicadas por Moscou em áreas ocupadas sinalizam que os preparativos para os referendos estariam em suas etapas finais, e eles poderiam ocorrer já no mês que vem. Oficialmente, a Rússia nega qualquer participação.

— O fato é que esses são planos dos moradores dessas regiões. Não somos nós que estamos realizando um referendo — declarou o secretário de Imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov.

As votações devem ser realizadas, de acordo com os planos do Kremlin, nas províncias de Donetsk e Luhansk — parcialmente ocupadas por separatistas pró-Moscou desde 2014, e agora sob controle quase total de Moscou — Kherson e Zaporíjia, onde as autoridades locais anunciaram, nesta segunda-feira, o início dos preparativos para um referendo.

— É hora de restaurar a justiça histórica. Estamos confiantes de que a região de Zaporíjia estará protegida de qualquer invasão como parte da Rússia — declarou, em evento, Yevhen Balitsk, indicado por Moscou para o comando da região. — Com base no princípio da livre escolha, tendo como principal valor a opinião de cada habitante de nossa região, declaramos nossa intenção de realizar um referendo sobre a entrada de Zaporíjia na Federação Russa.

Citando fontes do governo russo, a Bloomberg aponta que os processos estão sendo supervisionados por Sergei Kiriyenko, vice-chefe de Gabinete do Kremlin e que realizou várias visitas às áreas ocupadas — ele foi incluído na lista de sanções elaborada por governos ocidentais, como os EUA. Uma suposta data para a votação, segundo a Bloomberg, seria o dia 15 de setembro.

Caso se confirmem, os referendos seriam uma repetição do processo de anexação da Crimeia, em março de 2014, precedido por uma operação militar, de baixa intensidade, em meio ao caos da revolta que derrubou o governo pró-Moscou em Kiev.

Contudo, o contexto hoje é bem diferente: a Ucrânia está em meio a uma invasão militar russa de grande porte, que deixou dezenas de milhares de mortos e devastou cidades inteiras, especialmente nas áreas ocupadas.

Resistência

Apesar das ações russas para reforçar sua presença, como a troca de códigos internacionais de telefone, de sinais de TV e de internet, além da instalação das bandeiras nas ruas, grande parte da população vê a Rússia como uma força invasora, e há resistência por parte daqueles leais a Kiev.

Kherson, ponto central da ocupação russa no Sul, está sob intenso ataque das forças ucranianas: nesta segunda-feira, a ponte Antonovsky, um dos dois pontos de travessia do rio Dnipro, foi parcialmente destruída, o que deve atrapalhar as linhas de suprimento para a cidade.

Relatos em redes sociais mostram que uma balsa improvisada está sendo usada para o transporte de veículos. Representantes do Exército ucraniano afirmam que uma outra ponte na região também foi danificada.

Há combates ainda em Donetsk e Luhansk, embora os russos estejam no controle de quase toda a extensão dos dois territórios, e em Zaporíjia, especialmente nos arredores da central nuclear em Enerhodar, cuja situação é considerada crítica pela Agência Internacional de Energia Atômica: nos últimos dias, foguetes atingiram partes da usina, provocando estragos e um princípio de incêndio. O local está sob controle da Rússia desde março, e também é usado como uma “fortaleza” pelos militares.

No domingo, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que, se os planos para a realização de referendos saírem mesmo do papel, isso marcará o fim de qualquer possibilidade de negociação.

“A posição do nosso Estado continua a mesma de antes: não daremos nada nosso, e se os ocupantes seguirem o caminho desses pseudo-referendos, fecharão para si qualquer possibilidade de negociações com a Ucrânia e o mundo livre, que o lado russo certamente precisará em um determinado momento”, declarou Zelensky.

Ele também afirmou que todos que “ajudarem os ocupantes de alguma forma”, se referindo à Rússia, “serão responsabilizados”.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Mikhaylo Podolyak, assessor de Zelensky e chefe das negociações com a Rússia, afirmou que as demandas ucranianas para que os dois lados voltem a conversar mudaram: ao invés da retirada das tropas de áreas ocupadas e um cessar-fogo, como queria inicialmente Kiev, a Ucrânia deseja agora a “derrota tática” da Rússia e a saída das tropas de todos os territórios ocupados após 1991, ano da independência do país, o que significa também a devolução da Crimeia.

“Se restar apenas um foco de tensão com a Rússia, será uma guerra sem fim. Se a Rússia não perder, continuará a provocar a Europa em enclaves como o da Transnístria [Moldávia], na Geórgia ou Norte do Cazaquistão”, declarou Podolyak a El País.

Podolyak disse não acreditar que o acordo firmado entre Moscou e Kiev para liberar alguns portos ucranianos para a exportação de grãos sirva como primeiro passo para a retomada da diplomacia. Para ele, se trata de uma “pequena parte da guerra”, e que só saiu do papel graças à pressão da Turquia e da ONU, que mediaram o acerto.

Nesta segunda-feira, dois navios deixaram os portos ucranianos com cargas de soja e milho, e o porto de Pivdenny retomou as operações — ele é um dos três terminais incluídos no acordo firmado no final de julho. A expectativa, de acordo com o Ministério da Infraestrutura ucraniano, é de que três milhões de toneladas de grãos sejam exportadas a partir do porto por mês.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana