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Internacional

EUA retomarão pena de morte em presídios federais

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Após 16 anos de suspensão, o governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (25) que retomará a execução de condenados à pena de morte por tribunais federais. Cinco presos devem executados a partir de dezembro.

No ano passado, ocorreram 25 execuções nos Estados Unidos. Mas todas foram levadas a cabo por autoridades estaduais. A última execução pelo governo federal ocorreu em 2003. 

De acordo com o procurador-geral do país, William Barr, o retomada das execuções visa “fazer justiça às vítimas dos crimes mais horríveis”. “O Departamento de Justiça respalda o Estado de direito e devemos às vítimas e às suas famílias levar adiante a sentença imposta pelo nosso sistema de justiça”.

O procurador transmitiu sua decisão ao Federal Bureau of Investigation (FBI) e pediu ao diretor interino, Hugh Hurwitz, que programe as execuções de cinco presos que foram condenadas à morte por assassinato, por crimes de tortura e estupro contra crianças e idosos.

Barr ressaltou que “sob Governos de ambos os partidos, o Departamento de Justiça buscou a pena de morte para os piores criminosos, incluindo estes cinco assassinos, cada um dos quais foi condenado por um júri após um processo completo e justo”.

O Supremo Tribunal restituiu a pena de morte em 1976 e isso permitiu aos Estados mais conservadores do sul dos EUA, como Alabama e Mississipi, implementar esta pena. Em 1988, o Congresso americano aprovou ainda uma lei que permitia executar algumas pessoas condenadas por crimes relacionados às drogas.

Em 2014, após uma execução fracassada, o então presidente americano Barack Obama pediu ao Departamento de Justiça para conduzir revisões aos programas de execução de pena de morte, tanto em nível federal como em vários estados. Questões relacionadas com as drogas letais utilizadas nas execuções estiveram na origem destes pedidos de revisão.

Segundo o Departamento de Justiça, revisão foi concluída e as execuções podem ser retomadas. Barr aprovou um novo procedimento para injeções letais que substitui o coquetel de três drogas usado anteriormente por uma substância única. O método é semelhante ao usado em vários estados, como Geórgia, Missouri e Texas.

Execuções em nível federal são raras nos EUA. Desde a restauração da pena em 1988, o governo executou apenas três condenados. O caso mais recente foi a 18 de março de 2003. Apesar de legal no país, vários estados americanos declararam tal prática como ilegal ou adotaram moratórias.

Atualmente, há 61 pessoas no corredor da morte a nível federal. Entre os condenados estão o autor do atentado à Maratona de Boston em 2013, Dzhokhar Tsarnaev, e o atirador de Charleston, Dylann Roof, que matou nove pessoas no ataque à Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, em junho de 2015.

O presidente americano, Donald Trump, é defensor da pena de morte e já chegou a sugerir que os Estados Unidos deveriam adotar leis mais severas sobre o tráfico de drogas citando como exemplo as Filipinas, onde desde a eleição de Rodrigo Duterte milhares de suspeitos de tráfico estão sendo executados pela polícia.

Edição: Valéria Aguiar
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Internacional

Covid-19: vacina será obrigatória na Alemanha e restrições crescem

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A vacinação contra a covid-19 na Alemanha poderá ser obrigatória a partir do próximo ano, anunciou hoje (2)  a chanceler Angela Merkel. Em paralelo, serão também impostas medidas mais restritivas para a população que ainda não se vacinou. Ela ficará impedida de ter acesso a grande parte de serviços de cultura e lazer.

A decisão foi anunciada durante uma conferência que reuniu a atual chanceler e o sucessor, Olaf Scholz, que deverá ser eleito no Bundestag [parlamento] na próxima semana.

Merkel e Scholz concordaram na elaboração de um projeto de lei para tornar a vacinação obrigatória. O documento será submetido ao parlamento para entrar em vigor entre fevereiro e março.

Os dois líderes chegaram também a um acordo com os representantes dos 16 estados federados da Alemanha para impedir o acesso de quem ainda não se vacinou a serviços de cultura e lazer, com a exceção apenas de estabelecimentos essenciais como supermercados, farmácias ou padarias.

Este novo sistema proíbe o acesso de pessoas ainda não vacinadas a bares, restaurantes, teatros, cinemas, recintos desportivos ou comércio não essencial. Além disso, eles ficam também limitados ao contato no máximo com duas pessoas fora do seu agregado familiar.

Números alarmantes

A Alemanha conta até ao momento com 68,7% da população vacinada (80% da população adulta). Nos últimos dias, os números da covid-19 no país estabilizaram, mas continuam alarmantes, com muitos hospitais perto de um ponto de ruptura. A emergência de uma nova variante, a Ômicron, só veio adensar ainda mais os riscos de sobrecarga dos hospitais nos próximos dias.

“A quantidade de trabalho dos hospitais está perto de atingir limites”, alertou Angela Merkel. A chanceler alemã apelou à vacinação e disse que as novas regras são “um ato de solidariedade nacional” com o objetivo de reduzir o número diário de novas infecções.

Olaf Scholz, que deverá suceder a Angela Merkel a partir da próxima quarta-feira, reconhece que a situação de saúde no país é “muito, muito difícil” e que os números de infecção estabilizaram, “mas a um nível demasiado elevado”. Hoje, a Alemanha registrou mais 73 mil novas infecções e 388 mortes por covid-19.

O futuro chanceler alemão disse, ainda, que a prioridade agora é “convencer quem ainda não se vacinou”. O governo de Merkel e Scholz pretende aplicar mais 30 mil doses de vacinas até o Natal.

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EUA: sede da ONU é isolada após denúncia de homem armado perto do prédio

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Sede da ONU em Nova Iorque, nos Estados Unidos
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Sede da ONU em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A sede das  Organizações das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, nos Estados Unidos, foi isolada pelas autoridades locais devido a denúncias sobre um homem portando o que parece ser uma espingarda perto do prédio. Funcionários e delegados que estão na construção foram orientados a se abrigar no local.

Uma autoridade de segurança disse à CNN que as unidades de serviços de emergência estão conversando com o homem, que parece ter uma arma. “Nós fechamos o prédio devido à atividade policial acontecendo fora da ONU em frente aos nossos portões”, disse Stephane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas à rede. “Todo mundo está no prédio por enquanto, o complexo está trancado”, acrescentou.

A Segurança da ONU também emitiu um comunicado interno informando sobre a situação e com as medidas a serem tomadas:

“O Serviço de Segurança e Proteção da UNDSS deseja informar que há atividade policial em andamento na 1ª Avenida entre as ruas 42 e 43. Todos os funcionários e delegados da UNHQ são solicitados a se abrigar no local. As autoridades do país anfitrião estão atualmente em cena. O Serviço de Segurança e Proteção está monitorando a situação e fará as atualizações necessárias.”

No momento, o Conselho de Segurança do órgão realiza uma reunião.

Fonte: IG Mundo

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