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EUA e China tranquilizam mercados com assinatura de acordo; saiba o que muda

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IstoÉ Dinheiro

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Estados Unidos e China assinaram fase 1 de acordo comercial

A sombra de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo pairou sobre os quatro cantos da Terra por 18 meses. A paz só foi selada na quarta-feira 15, com as assinaturas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do vice-premiê chinês, Liu He. É a primeira fase de um acordo entre as maiores potências. A expectativa mais otimista é que a partir de agora as tensões se dissipem, reabrindo espaço para o crescimento global.

Leia também: EUA e China assinam “fase 1” de acordo comercial; saiba o que está em jogo

Ao longo de 2019, a disputa entre as partes foi largamente considerada o motivo principal para a desaceleração da economia mundial. Se não resolvida, afetaria diretamente o desempenho do comércio entre todos os países. Os reflexos mais foram sentidos pelos protagonistas, com a indústria dos EUA entrando em recessão e a China com crescimento anual de 6% — o menor em décadas. Fora da briga, mas sofrendo efeitos diretos, a poderosa Alemanha ficou na berlinda de uma recessão.

Com a assinatura no dia 15, as tarifas médias das importações de ambos os lados ficarão em torno de 20%. Antes da disputa, os EUA cobravam em média de 3% e a China, 8%. O principal ponto do acordo de oito partes diz respeito ao compromisso chinês de comprar US$ 200 bilhões a mais em produtos e serviços do EUA, em dois anos, em relação aos US$ 186 bilhões que importou do país em 2017 (ver tabela).

Com isso, Trump poderá comemorar a diminuição do desequilíbrio da balança comercial entre os dois países. Como contrapartida, os americanos vão reduzir de 15% para 7,5% o valor das tarifas relativas a US$ 120 bilhões de importações chinesas, voltando atrás de um grande aumento que havia sido divulgado em setembro do último ano. Outras taxas, anunciadas anteriormente, de 25% em relação a US$ 250 bilhões de produtos continuam de pé e podem servir como arma de negociação para uma possível fase dois do acordo.

A notícia do compromisso firmado trouxe otimismo aos mercados, ainda que de forma moderada. O impacto pode ser até negativo para o Brasil, que tende a perder exportações para a China, Apesar desse risco, houve mais entusiasmo que pressimismo por aqui.

“A situação agora é melhor do que há um mês. Ela se clareou, pois a disputa não era principalmente comercial e sim de hegemonia tecnológica”, afirma Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais. “Os EUA sempre tiveram déficit comercial com a China e isso não parecia um problema até perceberem que a nação asiática estava encurtando a diferença tecnológica entre os dois países. Com relação a isso, o acordo avança muito pouco”.

Até agora, os chineses apenas se comprometeram a endurecer as regras de proteção de patentes e de direitos autorais, além de exigir menor transferência tecnológica para empresas que se instalarem no país. Outro ponto importante é evitar a desvalorização monetária como forma de tornar as suas exportações mais competitivas. É difícil prever como tudo isso funcionará na prática.

Já os EUA prometem não ser tão restritivos na compra de produtos eletrônicos chineses. No entanto, ainda há dúvida se Trump afrouxará o cerco em relação à Huawei — companhia que promete dominar a implementação das redes de quinta geração de telefonia móvel em todo o mundo. O líder norte-americano pressiona países aliados, como a Grã-Bretanha e o Brasil, a não incluir a chinesa em seus projetos de 5G.

Efeito cascata Enquanto o mundo respira menos tenso, no Brasil resta a incerteza sobre o impacto do acerto no que diz respeito a uma garantia chinesa de aumento de US$ 32 bilhões, em dois anos, na compra de produtos agrícolas dos EUA. Isso significa que exportações brasileiras serão substituídas por americanas naquele que é o principal mercado consumidor de nossos produtos. Em especial, em relação à soja — que chegou a 62 milhões de toneladas embarcadas à China em 2019. Durante a guerra comercial, os EUA perderam 20 milhões de toneladas enviadas à China, volume que pode voltar a ser alcançado, às custas do Brasil.

Analistas ouvidos pela DINHEIRO falam em impacto limitado e de curto prazo. “A soja brasileira é muito competitiva”, diz Thiago Neves Pereira, economista-sênior da Macro Gestão de Capitais. “Como o mercado é muito globalizado, podemos compensar vendendo a outros países.” Há ainda uma expectativa de forte demanda de soja na China em dois anos, à medida que os rebanhos do país forem recompostos após terem sido dizimados pela gripe suína africana. Com mais animais para alimentar, as importações e preços da soja devem subir.

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Agora, com ânimos acalmados, Trump e o presidente chinês Xi Jiping, devem colher o capital político do acordo e perspectivas mais otimistas na economia. Pelo menos, até os dois países entrarem em choque de novo. Motivos para isso não faltarão.

Fonte: IG Economia
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Economia

Dólar volta a bater recorde, mas bolsa recupera-se e sobe

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Em mais um dia marcado pelo receio de uma recessão global provocada pelo novo coronavírus, a instabilidade diminuiu. O dólar voltou a subir e a bater recorde nominal desde a criação do real, mas a bolsa interrompeu a sequência de quedas.

Em alta pela oitava sessão seguida, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (28) a R$ 4,481, com alta de R$ 0,006 (+0,13%). A cotação oscilou bastante ao longo da sessão. Na máxima do dia, por volta das 13h, a cotação chegou a R$ 4,513. A divisa desacelerou na hora final de negociação, até fechar próxima da estabilidade.

Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 11,67%. Apenas em fevereiro, a divisa subiu 4,56%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,949, com alta de 0,3% nesta quinta-feira.

O Banco Central (BC) vendeu US$ 1 bilhão em novos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária também rolou (renovou) R$ 650 milhões de contratos de swap que venceriam em abril.

No mercado de ações, a bolsa também teve um dia de volatilidade. Depois de cair por quatro sessões seguidas, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), recuperou-se e encerrou esta sexta-feira aos 104.171 pontos, com alta de 1,15%. O indicador inverteu o movimento apenas no fim do dia. Por volta das 12h15, o índice chegou a cair quase 3% e operar abaixo dos 100 mil pontos.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. Além da interrupção da produção em diversas indústrias da China, a disseminação da doença na Europa e a confirmação do primeiro caso no Brasil indicam que outras economias podem reduzir a atividade por causa do vírus.

Com as principais cadeias internacionais de produção afetadas, indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricarem e montarem produtos. A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia
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Economia

Empresa usa currículos de candidatos para embalar produtos em Rondônia

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Uma loja de bijuterias e artigos de decoração em Rondônia gerou repercussão na internet nesta semana após uma cliente ter relatado que comprou peças de vidro no estabelecimento e, ao chegar em sua casa, notou que os produtos foram embalados com currículos deixados na empresa por pessoas que estão à procura de emprego em Porto Velho. As informações foram divulgadas na última quinta-feira (27) pelo portal G1 Rondônia.

São Paulo recebe primeira usina solar de energia sustentável

A cliente da loja então reclamou na internet, publicando uma foto dos currículos embrulhados em sua compra. O caso ganhou repercussão nas redes sociais.

Post de revolta da cliente arrow-options
Divulgação/Instagram

Post de revolta da cliente


A mulher escreveu: “Total falta de respeito e noção. Tem gente que pega grana emprestada pra imprimir e entregar o currículo, ou às vezes anda a pé por quilômetros para entregar o currículo, aí vem uma pessoa e faz isso. Revoltante!!!”

A loja “Patricinha Fashion” informou por meio de nota que p uso de currículos no embalo de produtos não é uma prática ensinada aos seus funcionários.

“Pedimos sinceras desculpas pelo terrível incidente. Trata-se de um fato pontual”, afirmou a empresa.

Ver essa foto no Instagram

📌Nota de esclarecimento .

Uma publicação compartilhada por ☝️ Assistam os stories (@lojaspatricinhafashion) em 26 de Fev, 2020 às 3:22 PST


Além disso, a loja comunica que nenhum dos colaboradores de Porto Velho foi prejudicado por conta do ato.

Fonte: IG Economia
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