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Saúde

Estudo: mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que número oficial

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Mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que o número oficial, diz estudo
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Mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que o número oficial, diz estudo

O número de mortes maternas no Brasil é 46,9% maior que o oficial compilado de 2016 a 2021. Dados de estudo inédito do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), publicado nesta quinta-feira, mostram que 17.119 gestantes e puérperas morreram ao longo desses seis anos. O Ministério da Saúde, por sua vez, contabiliza 11.436 óbitos oficiais no período.

As estatísticas vêm numa crescente desde 2019, quando morreram 2.432 grávidas e puérperas. Esse número subiu para 2.856 no ano seguinte até alcançar 3.955 em 2021. Em números, é como se 28 a cada 10 mulheres desses grupos estivessem fora dos dados oficiais no ano passado. Uma das causas para esse aumento é a Covid-19, doença para a qual essas mulheres fazem parte um dos grupos de risco.  “O que a pesquisa do OOBr mostra é que, na verdade, nós precisamos parar de olhar para as mortes de gestantes e puérperas usando só a forma como é feita pelo ministério, seguindo as descrições do próprio CID 10, porque temos situações em que a morte ocorreu por uma complicação e, por algum erro, foi apontada como morte de gestante e puérpera, mas não considerada”, afirma a coordenadora do OOBr e professora de Obstetrícia da Universidade de São Paulo (USP), Rossana Francisco.

A pesquisa utiliza dados públicos de mortalidade disponibilizados pela pasta. O primeiro passo foi filtrar as mortes de mulheres em idade fértil (de 10 a 49 anos) por causas definidas pelo ministério dentro da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID 10).

Depois, expande a análise para mortes apontadas na declaração de óbito como de gestante ou puérperas (até 42 dias pós-parto) e as mortes maternas tardias (de 43 a 365 dias pós-parto). Por último, também contabiliza causas externas. Causas externas são aquelas que incluem acidentes, violência e suicídios, entre outros fatores. A ideia dos pesquisadores, nesse caso, é compilar todas as mortes de gestantes e puérperas no Brasil para poder traçar políticas públicas que revertam o cenário.

“Se as mulheres morrem por suicídio, precisamos implementar uma política para diagnóstico e tratamento da depressão, de forma ativa. Se a violência, especialmente doméstica, é um problema, é preciso investigar e implantar medidas protetivas. Se as pacientes morrem de cardiopatias, precisamos de centros especializados para atendimento”, exemplifica a docente, uma das autoras do estudo.

Segundo o estudo, essa subnotificação falseia a real situação em torno das mortes maternas. Não incluir os óbitos a partir de 43 dias também maquiaria a qualidade da assistência médica oferecida a essas mulheres.

Procurado pelo GLOBO para abordar da metodologia pela qual contabiliza as mortes maternas, o ministério não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio vai paralisar imunização de crianças de 3 e 4 anos contra covid-19

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou hoje (8) que, a partir desta terça-feira (9), a vacinação de crianças de 3 a 4 anos com a primeira dose (D1) contra a covid-19 será paralisada. A interrupção ocorre devido ao Ministério da Saúde não ter enviado doses de CoronaVac solicitadas desde o mês passado pela prefeitura do Rio. Já a aplicação da segunda dose (D2) para este público, prevista para iniciar em 13 de agosto, está garantida com a vacina reservada especificamente para esse fim.

De 15 de julho a 8 de agosto, as unidades da secretaria vacinaram 39.319 crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose (D1) da CoronaVac, único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso neste público. Quando a imunização desta faixa etária foi aprovada pela agência federal, o município do Rio tinha doses da vacina em estoque, o que permitiu o início imediato da aplicação. Apesar das solicitações de novas doses, neste momento, não há previsão de quando nova remessa será enviada pelo Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que está em tratativas para aquisição do imunizante com maior celeridade, de acordo com a disponibilidade de entrega das doses pelos fornecedores.

Para o estado do Rio de Janeiro, “foram entregues mais de 44,9 milhões de doses de vacina para a campanha contra a covid-19. Destas, mais de 10 milhões de doses são CoronaVac. A pasta reitera a disponibilidade de outras vacinas para o público acima de 5 anos e reforça a necessidade de estados e municípios cumprirem as orientações pactuadas para garantir a imunização da população brasileira”, esclareceu o ministério.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 170 óbitos e 17,4 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 17.409 novos casos de covid-19 em 24 horas e confirmaram 170 mortes por complicações associadas à doença em todo o país. Os dados estão na atualização divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Saúde. Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 34.035.780.

O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 565.320. A expressão em acompanhamento é usada para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não resultaram em alta, nem evoluíram para óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos chegou a 680.166 desde o início da pandemia. Ainda há 3.246 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa do óbito ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 32.790.294 pessoas se recuperaram da covid-19 no Brasil. O número corresponde a 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Aos sábados e domingos e nas segundas-feiras, o número diário de casos e mortes registrado tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o estado que registra mais mortes por covid-19, até o momento, é São Paulo, com 173.346 óbitos. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 75.013; Minas Gerais, com 63.137; Paraná, com 44.645; e Rio Grande do Sul, com 40.549.

O estado com menor número de mortes em consequência da doença é o Acre, que registra 2.021 óbitos, seguido pelo Amapá, com 2.153; por Roraima, com 2.161; pelo Tocantins, com 4.189; e por Sergipe, com 6.419.

Vacinação

Até esta segunda-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde indicava que 469.551.995 doses de vacinas contra covid-19 tinham sido aplicadas no país, desde o início da campanha de imunização.
Destas, 178,5 milhões como primeira dose, 159,6 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única. A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,5 milhões de pessoas e a segunda dose extra, ou quarta dose, em 18 milhões.

O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como “adicionais”, que são aquelas aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de do

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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