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Esportes

Estudo americano mostra como pandemia afetou saúde mental de atletas

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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) acentuou a sensação de depressão e ansiedade de atletas profissionais de alto rendimento. A constatação é de um estudo realizado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) e pela plataforma esportiva Strava, que foi divulgado na última segunda (19).

O estudo “O impacto da covid-19 em atletas profissionais” analisou 131 esportistas (ciclistas, triatletas e corredores norte-americanos usuários da plataforma), que responderam a um questionário com 30 perguntas entre os dias 12 e 25 de agosto. Nas respostas, um em cada cinco relatou falta de motivação para treinar em meio às restrições impostas na pandemia.

Segundo a pesquisa, antes da covid-19, 3,9% dos atletas diziam se sentirem depressivos em mais da metade dos dias da semana. A partir de março, quando o novo coronavírus foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e as medidas de isolamento social tiveram início, essa porcentagem subiu para 22,5%.

Ascensão parecida se observa nas respostas sobre ansiedade. O estudo indica que, antes da pandemia, 4,7% dos esportistas relataram que se sentiam nervosos ou ansiosos durante mais da metade da semana. Após as restrições nas atividades para controle da covid-19, o número saltou para 27,9%.

“O estudo trouxe a clareza de que a covid-19 teve amplas implicações na comunidade atlética, particularmente quando se trata de saúde mental”, analisou o pesquisador clínico Megan Roche, candidato a doutorado em epidemiologia na Universidade de Stanford, em comunicado à imprensa divulgado pela Strava.

No mesmo comunicado, o médico Michael Fredericson, professor de Stanford e especialista em medicina esportiva, disse que as descobertas do estudo ajudarão a guiar as abordagens para maximizar a saúde de atletas de alto rendimento durante o período da pandemia.

“Agora temos claras evidências do dano que isso está causando em sua saúde mental. O estresse descontrolado pode diminuir a resposta imunológica do corpo, bem como prejudicar a capacidade de recuperação completa dos exercícios intensos. Precisamos fornecer recursos adicionais para ajudá-los a enfrentar esses desafios”, declarou Fredericson.

“Lembro que, na primeira semana [após o adiamento da Paralimpíada para 2021], a motivação estava meio que caindo. Na quinta para a sexta semana [de quarentena], já não estava com vontade de seguir a dieta. Porque é difícil. O atleta de alto rendimento está acostumado com uma carga de treino muito alta, então, do nada, você ter essa carga inteira e nada [de competição] para fazer por muito tempo, acaba sendo deprimente”, disse o nadador paralímpico Phelipe Rodrigues em entrevista à Agência Brasil publicada em julho.

Impacto na rotina

Além da saúde mental, a pesquisa observou outros impactos da pandemia na rotina dos esportistas de elite, com o aumento na duração (31%) e na intensidade (17%) das sessões de treino. Ainda conforme o estudo, 12% dos entrevistados reportaram terem sentido sintomas da covid-19 e 8% revelaram que deixaram de se exercitar, pelo menos uma vez, por receio de estarem contaminados.

As atividades também se tornaram mais solitárias. Antes da covid-19, pouco mais de 91% dos atletas relataram que, pelo menos uma vez por semana, treinavam com um parceiro. Com as restrições sanitárias, esse número caiu para 68,9%. O percentual de esportistas que se exercitavam em grupo (uma vez a cada sete dias, no mínimo) também despencou na pandemia, de 39,7% para 11,6%.

“O primeiro semestre deste ano foi extremamente destrutivo para o esporte, com cancelamentos de eventos mundiais, incluindo a Olimpíada, e dezenas de maratonas. Entretanto, há indícios de que a comunidade esportiva está encontrando soluções para competir com segurança, incluindo a organização bem-sucedida do Tour de France e o crescente interesse por maratonas virtuais”, concluiu, em comunicado, o chefe-executivo da Strava, Michael Horvath.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Paraná é derrotado pelo Guaraní por 2 a 1 na Vila Capanema

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O Paraná foi derrotado para o Guarani, por 2 a 1 nesta terça-feira (24), pela 23ª rodada da Série B do Brasileiro, na Vila Capanema. Com o resultado o Tricolor fica na 13ª posição, com 29 pontos conquistados, o próximo confronto é diante do Operário, sexta-feira (27), às 19h15, no estádio Germano Kruger.

O jogo começou com os dois times se estudando bastante e com poucas chances de gol. A primeira boa oportunidade da partida surgiu aos 27 minutos, quando o lateral Paulo Henrique arriscou de longe e o goleiro fez a defesa. Aos 31 minutos, o Guarani abriu o placar em um chute de fora da área. O Tricolor tentou a reação ainda na primeira etapa, Matheus Matias finalizou de longe a bola desviou em Thiago Alves e entrou, porém o atacante paranista estava em posição irregular.

A equipe paranista voltou melhor para a segunda etapa. Aos 22 minutos saiu o empate, Fabrício fez lindo lançamento para Wandson, o atacante dominou e finalizou, 1×1. Com o gol o Paraná Clube foi pra cima, Bruno Lopes e Léo Castro tiveram oportunidades, mas a bola não entrou. Aos 48 minutos o time visitante fez o segundo e venceu a partida.

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Esportes

Athletico supera desfalques e segura empate com o River Plate

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Seguro e eficiente, o Athletico conseguiu anular o River Plate durante a maior parte dos 90 minutos e ficou perto da vitória, mas o gol sofrido aos 45 do segundo tempo caiu como um balde de água fria. A atuação, porém, mostra que o Furacão está no caminho certo.

Antes de a bola rolar, a maioria dos torcedores aprovaria um empate. Até pelo cenário. O Furacão, que era vice-lanterna do Brasileirão até dia desses, enfrentava o atual vice-campeão da Libertadores e um dos grandes técnicos do futebol atual, Marcelo Gallardo.

Além disso, o Athletico acumulava 12 desfalques, oito deles por Covid-19. Paulo Autuori não tinha Santos, Jandrei, Abner, Christian, Nikão… Com isso, o treinador teve que escalar Bento, de 21 anos, no gol, e João Victor, de 19 anos, na lateral esquerda.

O jogo de volta será na terça que vem, às 19h15, no Estádio Libertadores da América, casa do Independiente, em Avellaneda. O gol fora é critério de desempate. Com isso, 0 a 0 dá River. Empate por dois ou mais gols (2 a 2, 3 a 3…) dá Athletico. E 1 a 1 leva para os pênaltis. E quem vencer, claro, avança

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