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Saúde

Estresse, infecção e até excesso de café: por que às vezes fazemos muito cocô?

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Women's Health

Todo mundo faz cocô — isso é fato. Talvez você vá direto para o banheiro quando acorda, ou corra para a privada somente depois de tomar seu café da manhã.

Leia também: 11 possíveis razões pelas quais algumas pessoas sentem dor ao fazer cocô

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As vezes ficamos preocupados por fazer muito cocô

Seja qual for a hora do dia, todo mundo tem o seu reloginho biológico. Portanto, é completamente compreensível que você fique um pouco preocupada quando começa a fazer muito cocô  (mais do que o normal).

“Embora isso possa ser um sinal de que algo está errado, geralmente não é motivo para uma mulher saudável entrar em pânico”, diz o médico Kyle Staller, gastroenterologista do Hospital de Massachusetts, nos Estados Unidos.

“Provavelmente uma das causas mais comuns de alguém  fazer muito cocô  é a intolerância alimentar. Ou seja, você comeu algo que não caiu bem”, diz Kyle. Se for o caso, em alguns dias a flora intestinal vai fazer tudo voltar ao normal. Bom, mas se o problema persistir, vale a pena prestar atenção em algum desses possíveis motivos:

Por que comecei a fazer muito cocô?

Sua alimentação está mais saudável

“Uma das razões mais comuns pelas quais as mulheres jovens começam a fazer muito cocô é o aumento na ingestão de fibras ”, diz Rudy Bedford, gastroenterologista do Centro de Saúde de Providence Saint John, de Santa Monica, Califórnia. Portanto, se as idas a mais ao banheiro coincidem com a época em que você incluiu mais verduras e legumes no cardápio, provavelmente esse é o caso.

Você está com alguma infecção

“Infecções virais e bacterianas podem gerar cocô e diarréia excessivas”, explica Kyle Staller. Embora isso seja normal, se você tiver sangue nas fezes ou febre, deve ir ao hospital.

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Você aumentou seus treinos

“Intensificar sua rotina de exercícios pode fazer você ir ao banheiro com mais frequência”, diz Rudy Bedford. E aqui está o motivo: o exercício aumenta as contrações musculares do cólon, fazendo com que o número dois seja formado mais rapidamente no organismo. É por isso que alguns médicos recomendam a atividade física para aliviar a constipação.

Você tem SII

A síndrome do intestino irritável (SII) não é brincadeira, e Kyle Staller diz que é comum em mulheres jovens. A condição é um distúrbio intestinal que causa dor de estômago, gases e cólicas, e você também pode fazer muito cocô. “O paciente sente uma súbita dor abdominal e cãibras associadas à constipação ou diarréia”, diz o Kyle Staller. Se você notar esses sintomas, consulte seu médico.

Você está estressada

Para pessoas que já têm problemas gastrointestinais, como a SII, o estresse pode ser um gatilho. “Muitas pessoas têm mais movimentos intestinais intensos quando estão sob pressão”, diz Kyle Staller. Quando o estresse diminui, o número de vezes que você precisa usar o banheiro também cai.

Você está menstruada

Muitas mulheres que estão prestes a menstruar ou estão menstruadas terão movimentos intestinais mais frequentes. E isso se deve, muito provavelmente, a uma mudança nos hormônios do ciclo menstrual (mais especificamente a progesterona). Se você tiver uma leve diarreia nessa época do mês, essa é a causa (que é completamente normal, viu?).

Você está exagerando no café

O café atua como um agente pró-motilidade, ou seja, a favor do funcionamento do intestino. Isso ocorre porque a cafeína estimula as contrações musculares do intestino, fazendo com que você precise ir mais ao banheiro. E quanto mais cafeína você bebe o líquido, mais vai sentir seu efeito laxante.

A solução? Se você está tomando café todos os dias e vai muito ao banheiro, tente reduzir a quantidade que está consumindo.

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Você tem uma doença inflamatória intestinal (DII)

Apesar de terem nomes parecidos, a DII é diferente da SII. Ela inclui a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Essas condições causam a inflamação crônica do trato digestivo, como o nome sugere. Se você tem DII, pode ter problemas permanentes com isso. Então precisa de diagnóstico e tratamento adequados.

O problema é que, se você está fazendo cocô regularmente e várias vezes ao dia, provavelmente não está lidando com DII. Outros sintomas da DII incluem fezes com sangue, fadiga, dor abdominal intensa e diarréia persistente. E até perda de peso, de acordo com os Centers for Disease Control and Prevention.

Você está tomando algum remédio mais forte

Alguns medicamentos, como certos antibióticos, podem mudar o seu trato gastrointestinal, incluindo a composição de bactérias dele. Por isso, você pode fazer muito cocô ou até ter diarreia. Isso provavelmente para quando você termina o tratamento com o remédio.

Uma observação: se você tiver dor abdominal ou notar sangue nas fezes, ligue para o seu médico. Isso pode ser um sinal de um problema mais sério, como uma infecção, DII ou câncer de intestino.

Como saber se fazer muito cocô é um problema mais sério?

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É importante consultar um médico para saber se o problema é mais sério do que deveria

Rudy diz que dor abdominal, fezes com sangue e muco no cocô são pistas de que algo não está certo, e que você deve consultar um médico.

Leia também: O que acontece com o seu corpo quando você segura o cocô? Médico explica

Já Kyle Staller diz que se o seu sistema digestivo está afetando a sua rotina, é sinal de que está na hora de procurar ajuda. Se você está evitando algumas situações sociais, precisa ir ao médico. “Eu vejo muitas mulheres jovens preocupadas em ir para encontros por causa disso”, diz Kylr Staller.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Hospital faz vídeo emocionante para comemorar Dia da Prematuridade; assista

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Para comemora o Dia da Prematuridade, celebrado neste domingo dia 17 de novembro, o Hospital Nossa Senhora das Graças divulgou um vídeo intitulado “Diário de um prematuro” e emocionou as redes sociais.

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Reprodução/ YouTube

Heloísa é o bebê prematuro do vídeo do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba

Leia também: 12 coisas que você pode fazer na gestação para proteger seu bebê

O vídeo tem como objetivo dar apoio para pais e familiares de bebê prematuro. A história narrada no vídeo é a da pequena Heloisa, que nasceu com 1 kg e 500 gramas e precisou de acompanhamentos médicos por dois meses na UTI neonatal do hospital em Curitiba.

“O neném quando nasce prematuro, ele tem uma imaturidade de todos os sistemas como o respiratório, o renal, o circulatório. Então o cuidado especializado vai fazer a diferença tanto na sobrevida do bebê como na qualidade, tentando minimizar as sequelas que a prematuridade pode deixar”, explicou a médica pediatra Cristina Alves Cardozo, ao site Paraná Portal.

Assista ao vídeo abaixo:

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Prematuridade pelo mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado prematuro todos os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação (o normal é 40 semanas). Nestes casos existem três classificações:

  • Prematuro extremo: nascido antes das 28 semanas;
  • Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas;
  • Prematuro moderado a tardio: entre 32 e 37 semanas.

A OMS aponta que, por ano no mundo, mais de 30 milhões de nascimentos ocorrem antes de a mãe completar as 37 semanas de gestação . Um estudo de 2016, feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apontou que no Brasil, por hora, nascem 40 crianças prematuras, um total de mais de 12% dos nascimentos no país.

Leia também: Como amenizar os 10 desconfortos mais comuns da gravidez?

O avanço da medicina já possibilitou que o bebê prematuro  tem maiores chances de sobreviver. Segundo uma pesquisa da USP, publicada em 2018, as principais causas da prematuridade são doenças maternais como hipertensão arterial e infecções, gestação múltipla, pouca idade, malformações fetais, entre outros.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Credibilidade de vacinas é menor entre homens e jovens, diz pesquisa

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Uma pesquisa feita pela organização não governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), mostra que a credibilidade das vacinas é menor entre homens e jovens de 16 a 24 anos. O estudo mapeou o impacto das fake news contra vacinas e contou com um questionário domiciliar em que o Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 19 e 22 de setembro deste ano, em todas as regiões do país.

Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros consideram as vacinas totalmente seguras, e 31% avaliam que elas são parcialmente seguras. Para 8%, elas são parcialmente inseguras, e 6% responderam que elas são totalmente inseguras. A soma dos três últimos grupos mostra que 45% dos brasileiros têm algum grau de insegurança em relação às vacinas. Um percentual de 2% não respondeu ou não soube opinar.

Entre os homens, cai para 49% o percentual dos que consideram as vacinas totalmente seguras, e os outros três grupos somam 48%. Em relação à faixa etária, a situação é mais preocupante entre os jovens de 16 a 24 anos, já que 45% veem as vacinas como totalmente seguras e 53% têm algum nível de insegurança.  

As pessoas com ensino médio se mostraram menos seguras sobre as vacinas do que aqueles com nível fundamental completo ou incompleto, sendo este último grupo o que dá maior credibilidade às imunizações (61%). Segundo a pesquisa, metade das pessoas que pararam de estudar ao concluir o ensino médio têm inseguranças em relação à vacinação, enquanto para quem tem nível superior esse percentual cai para 43%.  

Assim como nos níveis de escolaridade, a camada mais pobre da população, com renda de até um salário mínimo, é a que confia mais nas vacinas. O resultado se repete entre as classes D e E, que superam a A, a B e a C no percentual que avaliou as vacinas como totalmente seguras. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, os dados de renda, classe social e escolaridade mostram que a população mais pobre está menos impactada pelas fake news por consumir mais as informações da mídia tradicional, utilizar mais os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e ter menos acesso às redes sociais.

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“Elas são bastante impactadas pelas mídias tradicionais, mesmo sendo populações mais carentes. E tem a ação do SUS. São pessoas que são usuárias do SUS. E quando elas conseguem acessar o sistema, os profissionais de saúde se tornam muito importantes na informação”.

Outro dado trazido pela pesquisa é que os evangélicos dão menor credibilidade às vacinas que os católicos e as pessoas que se declararam de outras religiões. Enquanto 60% dos católicos e 49% do terceiro grupo consideram as vacinas totalmente seguras, esse percentual cai para 44% no caso dos evangélicos, o menor percentual entre todos os recortes populacionais.

Fake News

O questionário mostra que 61% dos entrevistados já receberam mensagens negativas sobre vacinas nas redes sociais, sendo que 9% disseram que essas mensagens chegam todos os dias ou quase todos os dias.

Entre as pessoas que declararam considerar as vacinas parcialmente inseguras, 72% disseram ter recebido notícias negativas por redes sociais. E, entre os que disseram que elas são totalmente inseguras, esse percentual é de 59%.

A pesquisa revela que a mídia tradicional ainda é a principal fonte de informação sobre vacinas para a população, sendo citada por 68% dos entrevistados, que podiam apontar as três fontes principais de informações sobre o assunto. As redes sociais ficaram em segundo lugar, com 48%, à frente do governo (42%) e dos profissionais de saúde (41%). O presidente da SBIm acredita que a disponibilidade das redes sociais contribui para que elas tenham ultrapassado fontes oficiais.

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“A gente tem que estar disponível para ensinar e esclarecer da mesma forma que as pessoas que disseminam essas inverdades estão. A gente tem que encontrar tempo, disponibilidade e uma linguagem pra isso”, diz ele, que reconhece que redes sociais como o Whatsapp favorecem a criação de “guetos”, onde informações que desmintam fake news dificilmente conseguem penetrar. “É importante a gente ter a parceria com as plataformas [de redes sociais]”.

Para a coordenadora de campanhas do Avaaz no Brasil, Nana Queiroz, o país vive uma epidemia de desinformação que precisa ser combatida por diferentes esferas de governo, sociedades médicas e também pelas plataformas de redes sociais, como o Facebook, o YouTube, o Instagram e o Whatsapp. “Nesse caso, o remédio é que as plataformas mostrem correções (vindas de checadores de fatos independentes) a todos que foram expostos a notícias falsas. Essa estratégia ficou conhecida mundialmente como correct the record [corrigir o erro]. Ela é prática, justa e nos protege contra a censura, pois nada é tirado do ar: apenas corrigido”.

O Avaaz analisou ainda 30 histórias falsas sobre vacinas desmentidas pelo Ministério da Saúde e por serviços jornalísticos de checagem de informações. Esses conteúdos tiveram  23,5 milhões de visualizações e 578 mil compartilhamentos no Facebook. Além disso, foram 2,4 milhões de visualizações no YouTube. Quase metade desses artigos ou vídeos foi traduzida de sites antivacina dos Estados Unidos.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde
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