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Economia

Estados Unidos retiram Brasil de lista de países em desenvolvimento

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 Em encontro com Trump em Washington, em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro pediu apoio à entrada do Brasil na OCDE, abrindo mão do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC) arrow-options
Alan Santos/PR – 28.6.19

Em encontro com Trump em Washington, em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro pediu apoio à entrada do Brasil na OCDE, abrindo mão do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC)

O governo de Donald Trump publicou uma nota nesta segunda-feira (10) em que retira o Brasil e outras 18 nações da lista de países consideradas em desenvolvimento. Estar na lista significava ao país ter determinados benefícios comerciais.

Com a norma do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, países como Brasil, Argentina, África do Sul, Índia e Colômbia deixam de ter um tratamento preferencial em negociações. Alguns dos privilégios que essas nações tinham eram prazos maiores para negociar e vantagens tarifárias.

Entrada do Brasil na OCDE será tema de reunião do grupo nesta quarta-feira

Em nota, o governo dos EUA afirma que a decisão leva em conta “fatores econômicos, comerciais e outros, como o nível de desenvolvimento de um país e a participação de um país no comércio mundial.” Além disso, o departamento de Comércio ressaltou que a decisão foi motivada por pedidos de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em encontro com Trump em Washington, em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro pediu apoio à entrada do Brasil na OCDE, abrindo mão do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Entenda o que é a OCDE e por que os EUA não apoiam a entrada do Brasil

Os Estados Unidos informaram também que, para baixar a norma que muda os status dos países, não consideraram indicadores de desenvolvimento social, como analfabetismo, expectativa de vida ao nascer e taxas de mortalidade infantil.

Reação de Bolsonaro

Na manhã desta terça, o presidente Jair Bolsonaro voltou a elogiar Donald Trump, o mandatário dos Estados Unidos, um dia depois de o governo americano retirar o Brasil da lista de países considerados menos desenvolvidos.

Questionado sobre a decisão de Trump, que atingiu mais de 20 países, entre os quais China, Índia e África do Sul, ele virou as costas e entrou no carro, ao sair do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro cumprimentava simpatizantes na entrada da residência oficial quando um apoiador se apresentou dizendo que mora nos Estados Unidos e estava acompanhado da mulher, que é americana.

– Trump, hein? – perguntou o presidente, fazendo sinal de positivo com o polegar.

Em seguida, Bolsonaro perguntou porque o líder americano é “tão criticado pela imprensa dos Estados Unidos”.

– O cara diminuiu o desemprego, melhorou a economia, atendeu os latinos que já estão lá. Será que quando tem notícia boa a imprensa não vende? Será que é isso? – ironizou.

Na sequência, o presidente brasileiro foi indagado por um repórter se receberá o chanceler da Argentina, Felipe Solá, que visitará Brasília nesta quarta-feira, e ele disse não saber:

– Não sei. Mas se ele chegar, havendo oportunidade, recebo sim – comentou.

No meio da pergunta seguinte, sobre a medida do governo dos Estados Unidos, ele encerrou abruptamente a entrevista. Nos últimos dias, Bolsonaro têm evitado falar com jornalistas, após reclamações de que suas falas são ‘tiradas do contextos’.

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Irmão de Bolsonaro tem lotérica e é beneficiado por medida do governo

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou no dia 25 de março que incluiu lotéricas na lista de serviços essenciais que permanecerão abertos durante o período de isolamento por conta da pandemia do novo Coronavírus (Sars-CoV-2).

Coronavírus: Boeing anuncia plano de demissão voluntária

De acordo com o jornal Folha S. Paulo, tal medida, que foi aprovada pelo TRF-2 na última terça (1), ajuda o irmão do presidente, Angelo Bolsonaro , que é dono da lotérica “Trilha da Sorte”, em Eldorado , cidade do estado de São Paulo em que o presidente foi criado.

Lotérica de irmão de Bolsonaro arrow-options
Reprodução

Lotérica de irmão de Bolsonaro


Ao jornal, Angelo declarou que estão funcionando com restrições. Quando questionado sobre a decisão, o irmão do presidente afirmou: “Cuida da sua vida que eu cuido da minha”.

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Segundo a Folha, a assessoria de imprensa do Palácio não quis comentar o assunto.

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Economia

Medidas contra coronavírus custarão R$ 224,6 bi para o governo

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Dos cerca de R$ 700 bilhões destinados até agora pelo governo para o enfrentamento à pandemia de coronavírus, R$ 224,6 bilhões corresponderão a custos efetivos para os cofres federais por envolverem aumento de gastos e redução de tributos. Em comparação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos), o montante efetivo chega a 2,97%.

A quantia elevará o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e das estatais federais para R$ 419,2 bilhões em 2020. Isso equivale a 5,55% do PIB. Originalmente, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020 estabelecia meta de déficit de R$ 124,1 bilhões para o Governo Central e de R$ 3,8 bilhões para as estatais federais. O déficit primário é o resultado negativo das contas públicas excluindo os juros.

Os números foram divulgados há pouco pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Do total divulgado, R$ 219,3 bilhões representam novos gastos públicos, que não estavam programados no Orçamento, e R$ 5,3 bilhões correspondem ao que o governo deixará de arrecadar.

A conta não inclui remanejamentos de emendas parlamentares, antecipações de gastos (como o pagamento do décimo terceiro para aposentados e pensionistas), nem adiamentos de contribuições (como os pagamentos para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou das contribuições patronais para a Previdência). O montante também não inclui a redução em 50% das contribuições para o Sistema S por três meses, porque esses recursos não passam pelo orçamento primário da União, nem as injeções de recursos do Banco Central e dos bancos públicos na economia.

Do lado dos gastos públicos, os maiores gastos correspondem à renda básica emergencial de R$ 600 por até três meses, que consumirá R$ 98,2 bilhões. Em segundo lugar, estão os programas de manutenção do emprego com suspensão do contrato de trabalho ou redução de jornada, com R$ 51,2 bilhões. O crédito para empresas com aval do Tesouro custará R$ 34 bilhões, e a recomposição dos repasses dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios consumirá R$ 16 bilhões.

Em relação às receitas, a medida que mais terá impacto para os cofres federais será a suspensão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito por 90 dias, que fará o governo deixar de arrecadar R$ 7,1 bilhões. Em seguida, vêm a redução a zero das alíquotas de importação para produtos médico-hospitalares (R$ 2,2 bilhões) e a desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados para itens de combate à covid-19 (R$ 400 milhões).

O impacto final das desonerações ficou em R$ 5,3 bilhões por causa do remanejamento de R$ 4,5 bilhões do saldo do fundo do Seguro Obrigatório (Dpvat) para o financiamento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Edição: Juliana Andrade

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