conecte-se conosco


Política MT

Estado que pagar R$ 560 milhões do empréstimo usado para obras do VLT para avançar com licitação do BRT

Publicado

Com o fim do financiamento, será possível colocar na praça a licitação do BRT, que já está pronta, conforme anunciou nesta quinta-feira, o governador Mauro Mendes [Foto – Mayke Toscano]

Para colocar um fim no imbróglio que se arrasta sobre a troca do modal VLT para BRT, o Governo de Mato Grosso começou negociação com a Caixa Econômica Federal para quitação do financiamento das obras do modal de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande.

Com o fim do financiamento, será possível colocar na praça a licitação do BRT, que já está pronta, conforme anunciou nesta quinta-feira (25), o governador Mauro Mendes. “O Governo de Mato Grosso encaminhou oficialmente para a Caixa Econômica Federal um pleito para quitar o financiamento feito para a construção do modal. O valor da dívida hoje é de R$ 560 milhões, que está sendo paga literalmente em dia, mas o Estado vai quitar e vai encerrar essa relação que existe com a Caixa Econômica”, destacou.

Mauro Mendes acrescentou que “nós estávamos aguardando deles uma tratativa para autorizar a migração do modal [para o BRT], em função de ter esse financiamento, mas como eles estão demorando muito – isso foi pedido no início do ano – e a licitação [do BRT] está pronta na Sinfra já há alguns dias, nós não podemos soltar essa licitação sem autorização deles que são os financiadores. Então, o Governo vai quitar esse financiamento e encerra essa dependência”.

O governador apontou ainda que a sociedade não terá prejuízo financeiro com a troca do modal, já que todo o dinheiro pago pelo Estado pelo VLT já é alvo de ação judicial para ressarcimento dos recursos aos cofres públicos.

“O Governo já entrou na Justiça pedindo de volta para os cofres públicos, do Consórcio VLT, os R$ 1,2 bilhão aproximadamente para o ressarcimento, uma vez que o contrato foi rescindido por culpa deles, por prática de corrupção, com decisão transitada em julgado. O Código Civil brasileiro é muito claro: se alguém dá causa a rescisão de um contrato, ele tem o dever de indenizar a outra parte. O contrato foi rescindido por culpa deles, então não tem mais o que se falar nisso”, afirmou Mauro Mendes.

A quitação será feita assim que a Caixa Econômica apresentar o instrumento jurídico para sua concretização.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política MT

Natasha Slhessarenko se reúne com prefeito Miguel Vaz e Marino Franz em Lucas do Rio Verde

Publicado

Em agenda no município de Lucas do Rio Verde, a pré-candidata ao Senado, Natasha Slhessarenko (PSB) esteve reunida com o prefeito do município Miguel Vaz (Cidadania), com a primeira-dama e secretária de Assistência Social, Janice Ribeiro e com os ex-gestores Marino Franz (Republicanos) e Osvaldo Martinello. Na pauta foi discutida a pujança da cidade localizada no norte do estado e também as propostas da pré-candidata.

Apesar da pandemia de covid-19, Lucas do Rio Verde foi a terceira cidade que mais empregou pessoas no país. Com o agronegócio forte, outros setores se destacaram, como a construção civil e o comércio. A maior parte da população da cidade é composta por pessoas em idade economicamente ativa. Conforme o prefeito Miguel Vaz, 75% dos habitantes de Lucas estão na faixa etária dos 16 aos 49 anos.

Natasha apresentou aos gestores sua proposta voltada à primeira infância. De acordo com a médica pediatra e patologista clínica, é preciso dar atenção especial às crianças de 0 a 6 anos. Se neste período, se elas contarem com atenção integral, sem passar “fome” de alimento, afeto e estímulo, serão adultos saudáveis tanto física como emocionalmente. Para isso, Natasha destaca que é preciso garantir à gestante todo acesso ao acompanhamento médico durante o pré-natal, os exames devem ser realizados dentro do prazo previsto, além de dar suporte também ao parceiro dessa grávida. Pontuou ainda que ao nascer, a criança deve ter o apoio de um pediatra para que não corra risco de faltar oxigênio no minuto de ouro – aquele logo depois que o bebê deixa a barriga – porque isso prejudica o desenvolvimento do cérebro infantil.

“É preciso focar nos primeiros anos, principalmente até os 2 anos. Os circuitos que não são estimulados são cortados, o que chamamos de poda neuronal. Uma vez cortadas, essas podas não se restabelecem mais. Daí teremos pessoas delinquentes, violentas. O mundo está assim hoje porque falta amor”, disse Natasha, que externou o desejo de fazer um projeto-piloto em Lucas do Rio Verde com essa abordagem para primeira infância. Esse tipo de ação já ocorre, por exemplo, em Recife (PE).

A pré-candidata ainda destacou que quer representar todos os seguimentos do estado, mas que sua bandeira maior é a medicina e a defesa do Sistema Único de Saúde. Ressaltou que é preciso melhorar a gestão e os investimentos no SUS. Recordou que em função da pandemia há uma demanda represada de cerca de 1,6 milhão de procedimentos, entre cirurgias e exames e que a essa fila precisa ganhar transparência.

“Não temos compromisso com ninguém e as nossas portas estão abertas para você. Tem excelentes referências e conhecemos as suas raízes. As mulheres precisam participar mais da política. Essa participação está fraca. Temos que ter mais mulheres”, ponderou o prefeito Miguel Vaz.

Depois de ouvir as propostas, Marino Franz apresentou à Natasha o complexo industrial FC, instalado em Lucas do Rio Verde, que gera 10 mil empregos diretos e produz farelo, óleo e etanol de milho, além de energia. A médica destacou a importância para Mato Grosso de avançar com a agroindustrialização. Esse caminho, segundo Natasha, é uma forma de gerar empregos e assim dar melhores condições de vida para a população mato-grossense, distribuindo as riquezas geradas pelo agronegócio.

No município a pré-candidata ainda esteve reunida com Helmute Lawisch e o empresário e ex-vice-prefeito de Lucas, Osvaldo Martinello, que afirmou estar “surpreso com o perfil novo” trazido por Natasha para o cenário político mato-grossense.

 

Continue lendo

Política MT

Emanuel diz que VLT ou BRT não é briga política com Mauro e quer debater com segmentos e prefeito de Várzea Grande

Publicado

Prefeito diz que assunto VLT será incluído na reunião sobre o Plano Diretor, para que o segmento produtivo possa se posicionar sobre o assunto [Foto – Gustavo Duarte]

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou à imprensa nesta quarta-feira (25), que a sociedade não tem o direito de ficar omissa em relação a definição sobre o modal de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande, se VLT ou BRT. E mais ainda, que é preciso dar um choque de atitude em Cuiabá e na Baixada Cuiabana. Conforme Pinheiro, “essa não é uma briga do prefeito com o governador, é uma briga pelo povo cuiabano”.

“A sociedade não tem o direito de ficar omissa, de ficar em silêncio. Acho que tem agora que sacudir, dar um choque de atitude em Cuiabá e na Baixada Cuiabana. O segmento organizado da sociedade precisa opinar, precisa comparecer ao debate. Precisa ressurgir”.

Conforme o prefeito, “o debate não pode acontecer só quando o seu segmento é atingido. No momento que você fala do transporte público, de virar a página do transporte público e do desenvolvimento econômico da Capital, com bilhões de reais já investidos, a sociedade não tem o direito de ficar omissa, de ficar em silêncio e achar que isso é briga do prefeito com o governador”, argumentou.

“Isso é briga política nada, é minha briga por Cuiabá, é minha briga pelo povo cuiabano, pelo transporte coletivo de qualidade, de virada de página, então não vou perder a oportunidade e vou segurar pelos cabelos uma oportunidade única, talvez única, de trazer para Cuiabá o que há de melhor, de mais moderno e sustentável nos termos de transporte coletivo”.

Segundo Emanuel Pinheiro, “a população cuiabana merece o que há de bom e de melhor. Não podemos perder essa oportunidade. Então quero chamar atenção do segmento organizado da sociedade, das instituições, da Assembleia Legislativa, que até agora ficou num silêncio ensurdecedor . Aliás,  nunca vi isso na minha vida nos quatro mandatos de deputado estadual que passei na Assembleia Legislativa”.

O prefeito disse que defende uma bandeira. “Eu defendo uma causa. Uma bandeira. Vamos realizar seminários, simpósios, discussões, trazer especialistas para cá. Vou dedicar boa parte do meu tempo agora para falar sobre BRT e VLT”.

Para o prefeito cuiabano, o debate sobre o modal está contaminado. Ele adiantou que pretende conversar com o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, sobre o assunto. “Eu quero conversar com o Kalil porque o debate está muito contaminado. Parece que quem defende o VLT vai ficar do lado do Emanuel, que é contra o governador. Não é isso, esqueçam essa briga. Eu quero defender é a população cuiabana, quem mais precisa do transporte público”.

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana