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Estado insere DNA de 1.500 condenados por crimes hediondos em banco nacional

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Hérica Teixeira | Sesp-MT 

 Em seis meses, Mato Grosso cadastrou no Banco Nacional de Perfis Genéticos os genes de 1.500 reeducandos condenados por crimes hediondos e de grave ameaça. A ação atende à determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão do Governo Federal, conforme a Lei nº 12.654, sancionada em 2012, que visa compartilhar e comparar perfis genéticos para ajudar na apuração criminal e no processo de investigação. As informações são sigilosas.

No Estado, foram inseridos no sistema pessoas custodiadas das unidades Ana Maria do Couto May (feminino), Penitenciária Central do Estado (PCE) e Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). O trabalho de inserção na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) começou em maio deste ano e é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Tribunal de Justiça (TJ-MT).

“Criar um banco de dados nacional com o registro dos autores de delitos criminais graves é um importante passo para a segurança pública no país. Os profissionais de Mato Grosso se empenharam para atender a demanda de atendimentos e isso demonstra também o comprometimento das instituições envolvidas”, revela o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

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Mato Grosso integra um dos 18 laboratórios credenciados pela rede integrada. São considerados hediondos os crimes de homicídio, roubo seguido de morte, estupro e genocídio. Mato Grosso têm uma população carcerária de 12.221 mil pessoas, entre homens e mulheres, em 53 unidades penais.

“A lei que trata da coleta do perfil genético é de 2012. Desde então, até houve tentativas dos órgãos dos Estados em fazer valer a lei, mas a demanda esbarrava na falta de informações. Mas em 2019, o Governo Federal começou a cobrar a aplicação da lei nos Estados e os órgãos envolvidos se uniram para garantir que o trabalho fosse efetivado”, explica a coordenadora de Perícias em Biologia Molecular da Politec, Kesia Renata Lopes Lemes Melo.

Segundo dados do Ministério da Justiça, divulgados em novembro deste ano, o Banco Nacional de Perfis Genéticos conta com 17.361 perfis de condenados cadastrados. Ainda segundo o órgão federal, estima-se que há 137.600 condenados nessas condições no Brasil e que deveriam ser identificados pelo perfil genético, de acordo com a Pesquisa Perfil de Laboratórios de DNA, realizada em fevereiro de 2018 pelo Comitê Gestor e a Secretaria Executiva da RIBPG.

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O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, ressalta que o trabalho de coleta de material genético não alterou as atividades desenvolvidas internamente nas unidades. “O Sistema Penitenciário atuou em conjunto para cumprir a meta do Ministério da Justiça, movimentando a massa carcerária sem nenhuma alteração ao funcionamento dos estabelecimentos penais”.

O trabalho de coleta das amostras já foi encerrado neste ano, mas para 2020, a meta é realizar outros mil atendimentos.

Fonte: PJC MT
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Polícia prende acusado de liderar quadrilha de assaltantes de residências e empresas em Várzea Grande

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Prisão foi efetuada nesta quarta-feira por agentes da Derf-VG

Um criminoso apontado como líder de um grupo especializado em roubos foi preso, nesta quarta-feira (11), durante investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG). Augusto Pereira Deodato Correia, conhecido como “Guto”, também seria o responsável pela guarda das armas utilizadas nos crimes.

Após ser detido, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada, posse de munições de uso restrito e de uso permitido, desobediência e resistência.

As investigações iniciaram após a Derf-VG receber denúncia anônima sobre integrante de uma associação criminosa atuante em crimes de roubo a residências e empresas de Várzea Grande. Segundo as informações, o grupo estaria reunido na casa de um dos líderes (Guto), onde planejariam um novo roubo a empresa, na região central de Várzea Grande.

Ainda segundo as informações, o suspeito seria o responsável pela guarda do armamento e munições utilizadas pelos criminosos nos roubos.

De acordo com as investigações da Derf-VG, o grupo coordenado por Guto, foi responsável por um assalto ocorrido no dia 2 de dezembro em uma residência no bairro Asa Branca. Na ocasião, as vítimas conversam na porta de casa, quando foram abordados por quatro suspeitos que desceram de um veículo em posse de um revólver calibre 38.

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Após serem rendidas, as vítimas foram amarradas e ficaram sob a mira de arma de fogo, enquanto os assaltantes subtraíram aparelhos celulares, dinheiro, televisão, além de uma pistola e munições .40 e um veículo Volkswagen Gol de propriedade da vítima.

Com base nas apurações, a equipe da Derf-VG realizou o monitoramento do suspeito flagrando o momento em que ele empreendeu fuga em um veículo de cor escura. Para tentar escapar da ação policial, o investigado embrenhou em uma região necessário pedido de apoio para realizar a prisão do suspeito, que no momento da abordagem tentou resistir a prisão.

Em continuidade das diligências, os policiais seguiram até a residência investigada, onde apreenderam 05 munições calibre 38, 07 munições calibre 9 mm e quatro munições de fuzil calibre 762, todas intactas, além de uma porção de maconha.

Diante das evidências, o suspeito foi conduzido a Derf-VG, onde foi seguramente reconhecido pelas vítimas como autor do roubo, mais precisamente como a pessoa que portava a arma de fogo e coordenava a ação criminosa.

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Interrogado, o conduzido disse que recebeu apenas R$ 1 mil pela prática do roubo, porém não informou o nome de seus comparsas no crime. Segundo a delegada, Elaine Fernandes da Silva, o suspeito é um criminoso contumaz, condenado pela prática de roubo e com processos em andamento por furto qualificado e homicídio qualificado.

“O próprio irmão do suspeito compareceu à Delegacia e disse que a prisão dele é um alívio, uma vez que ele usuário de drogas e vive ameaçando membros da família de morte”, disse a delegada.

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Quadrilha vendia drogas pelo “disque entrega” em Cuiabá e VG e tinha clientes de alto poder aquisitivo

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Oito pessoas foram presas durante a manhã desta quarta-feira em operação [F-PJC]

Deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), na manhã desta quarta-feira (11), a “Operação Deliveryman” resultou na prisão de oito pessoas (entre mandados de prisão cumpridos e flagrantes), e na apreensão de dinheiro e de 7 veículos pertencentes ao grupo criminoso que atuava com a venda de drogas na modalidade “Disque entrega”.

Entre os alvos da operação que tiveram mandados de prisão cumpridos estão, Natasha Montiny Barbosa, Edson Silva de Almeida, Franquis Paulo dos Santos, Douglas Guilherme Silveira cahves de Moraes, Yrverson Gonçalves Ribeiro (que já estava preso na Penitenciária Central do Estado por outro crime). Três alvos com prisões decretadas não foram localizados e continuam procurados pela Polícia.

Outras duas pessoas, Tainara da Costa e Ruan Junior Botelho da Silva, foram presos em flagrante durante os trabalhos e o oitavo suspeito, Irlan Oliveira do Nascimento estava com mandado de prisão em aberto em decorrência de outra investigação.

De acordo com o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, os suspeitos identificados como integrantes do grupo responderão pelos crimes tráfico de drogas, associação para o tráfico e possível lavagem de dinheiro (que ainda será apurado) e receptação de produto furtado.

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As 24 ordens judiciais (8 de prisão e 16 de busca e apreensão) expedidas pela 13ª Vara Especializada de Delitos Tóxicos com base em investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, foram cumpridas, nos bairros Pedregal, Renascer e Liberdade, em Cuiabá e bairro da Manga, em Várzea Grande.

Os mandados tinham como alvo a desarticulação do grupo criminoso que atuava na venda de entorpecentes na modalidade “delivery”, quando o usuário entre em contato por telefone com o traficante que realiza a entrega da droga no local combinado.

Segundo Vitor Hugo, a venda do entorpecente era realizada por cartão de crédito, tendo como público-alvo pessoas de alto poder aquisitivo, servidores públicos e jovens de classe média-alta. “As entregas eram realizadas nos arredores de escolas, faculdades, bairros de classe média-alta, condomínios de luxo, Centro Político Administrativo, motéis, restaurantes, entre outros locais.”, disse o delegado.

As investigações iniciaram no mês de junho e desde então a equipe da DRE fez vários flagrantes contra o grupo criminoso. Em das ações, realizada no mês de julho, em um salão de beleza, utilizado para camuflar a atuação ilícita, foram apreendidas diversas sacolas com itens furtados de uma loja de produtos infantis.

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Em outro caso, o jovem que comercializava droga nas proximidades de uma escola em Cuiabá, foi preso pela Polícia Judiciária Civil, resultando na apreensão de porções de cocaína, maconha, dinheiro e quatro notebooks.

Durante os 6 meses de investigação, foram apreendidos cinco veículos relacionados a atuação do grupo. Nesta quarta-feira (11), a equipe da DRE apreendeu mais um veículo Honda CRV e uma motocicleta, totalizando 7 veículos apreendidos em poder dos criminosos.

Com base nas investigações da DRE, também foi solicitado o bloqueio das contas bancárias dos suspeitos, totalizando R$ 50 mil apreendidos, além da apreensão de R$ 3 mil em dinheiro durante as buscas realizadas nesta quarta-feira (11) e de aproximadamente R$ 10 mil durante o período da investigação.

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