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Estado e Várzea Grande terão que apresentar cronograma de instalação de novos leitos de UTI para pacientes com Covid-19

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Ação do MPE na Justiça cobra que o planejamento seja apresentado dentro de 10 dias

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou com ação requerendo ao Poder Judiciário que estabeleça o prazo de 10 dias para que o Estado e o município de Várzea Grande apresentem planejamento financeiro e cronograma de implantação no município de novos leitos de internação clínica e de UTIs, exclusivos para pacientes com a Covid-19. Foi pleiteada ainda a apresentação de Planos de Contingência atualizados para o cenário da Covid-19 em cada esfera administrativa.

O MPMT também requer a realização de planejamento e cronograma de contratação de médicos e demais profissionais da saúde, em complementação às equipes que já atuam na linha de frente no combate à pandemia; e de aquisições de equipamentos, a exemplo de respiradores, medicamentos e de testes de contaminação. Solicita ainda que, ao final do processo, o Estado e o município de Várzea Grande sejam obrigados a deflagrarem a efetiva implantação de todas as obrigações planejadas e requeridas na inicial.

Na ação, os promotores de Justiça destacam a falta de transparência aos dados oficiais e dizem que o cenário “é recheado de desinformação, gerando insegurança à população e dificultando a atuação dos Órgãos que exercem a fiscalização do emprego de verbas públicas para combate à pandemia, bem como os que exercem a tutela do direito indisponível da vida e da saúde dos cidadãos”.

De acordo com fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado, no Hospital Metropolitano foram constatadas inconformidades no total de leitos de enfermaria clínica disponibilizados, uma vez que houve planejamento de 238 leitos disponíveis a partir de 20 de maio, havendo apenas 88 leitos aptos para pacientes acometidos pela Covid-19 em 18 de junho. Destes, 64 estavam ocupados (73%). A diretoria do Hospital Metropolitano informou à Corte de Contas que dos 150 leitos de enfermaria ainda não aptos, 90 serão entregues em prováveis 15 dias e 60 serão readequados em 30 leitos de UTI adulto.

Em relação às UTIs, a equipe identificou a existência dos 40 leitos planejados até 4 de junho, tendo sido habilitados 30, com um repasse de R$ 1,4 milhão. Destes, 37 leitos estavam ocupados na data da inspeção (92%).

Na ação, os MPMT destaca que o Hospital Metropolitano de Várzea Grande atende a todo o estado, já que outros hospitais municipais e regionais não contam com número suficiente de leitos de internação clínica e de UTIs exclusivos para pacientes com a Covid-19, devido à aceleração das contaminações e a gravidade de percentual dos casos.

“Em que pese esteja consignado pela Secretaria de Estado de Saúde tenha pactuado com o Município de Várzea Grande 88 leitos de internação clínica no “Hospital Metropolitano” – conforme Boletim Informativo -, caso não ocupados por várzea-grandenses, não se poderá negar-lhes destinação a pessoas encaminhadas/advindas de outras regiões do Estado, sob pena de omissão”, diz um trecho da ação.

Os promotores de Justiça ressaltam que, segundo o Boletim Epidemiológico, embora o Município de Rondonópolis, cuja população é inferior à de Várzea Grande, disponibilize 43 leitos de internação clínica e 15 de UTI, a Cidade Industrial, por sua vez, gere apenas dois leitos de UTI e nenhum leito de internação clínica. Sob a gestão estadual, Rondonópolis conta com mais 48 leitos de internação clínica, totalizando 91 leitos, contra os 88 de Várzea Grande.

“A diferença de números de leitos clínicos não parece significativo, diante da crise da saúde pela qual passa o Estado e seus Municípios, mas demonstra que Várzea Grande, realmente, vem se omitindo quanto à implantação de novos leitos exclusivos para Covid-19, dentre outras medidas na área da saúde”, explicaram.

O MPMT afirma ainda que foram destinados ao Município de Várzea Grande R$ 93 milhões da União, conforme tabela de destinação de valores do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19). “Mesmo assim, até o presente momento, não há, efetivamente, aumento do número de leitos de internação clínica ou de UTI em Várzea Grande, tampouco foi informado a este Órgão quais medidas serão adotadas para incrementar o sistema de saúde no Município”, enfatizaram.

Além disso, segundo os promotores de Justiça, “o Estado de Mato Grosso também não se manifesta sobre as demais medidas que adotará para amparar os doentes vindos do interior do Estado à região Metropolitana, que abarca Várzea Grande; que é represadora da demanda de saúde, quando esgotados os aparatos do interior do Estado”, acrescentaram.

Assinam a ação os promotores de Justiça em Várzea Grande Audrey Ility, Maria Fernanda Corrêa da Costa, Jorge Paulo Damante Pereira e Douglas Lingiardi Strachicini.

 

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Várzea Grande vai instalar barreiras sanitárias nos bairros com maior incidência de Covid; Cristo Rei e Centro lideram

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Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a UFMT apontou as maiores taxas de contaminação da doença

O sucesso obtido em 16 dias de funcionamento das Barreiras Sanitárias nas entradas de Várzea Grande que atendeu 34 mil pessoas, levou a Secretaria Municipal de Saúde a colocar em prática o Plano de Ação –Várzea Grande contra a COVID 19, uma nova modalidade de atuação que são os bloqueios por regiões ou bairros que apresentaram conforme o 5º Informe Epidemiológico publicado no site oficial do município (www.varzeagrande.mt.gov.br) a maior incidência de casos da Coronavírus.
O Informe epidemiológico é feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e está livre para consultas apresentando dados estatístico da
pandemia e sinalizando que as medidas adotadas surtiram os efeitos esperados, mas que se faz necessária a continuidade das ações, principalmente de distanciamento social, de meios de segurança  como uso de máscaras e de higienização.

De acordo com o estudo, os bairros Cristo Rei e o Centro têm a maior incidência da doença, com 50 e 52 infectados, respectivamente.  De acordo com o mapa, a região do Parque do Lago, aparece na sequência, com 42 casos. Na sequencia está o bairro Jardim Glória, uma média de 30 pessoas infectadas.  Os bairros Mapim, Nova Várzea Grande e Cohab Santa Isabel registram em média 20 casos ativos do coronavírus. A região da Manga, Figueirinha e Jardim dos Estados possuem no máximo 15 casos da doença.  Já os bairros Ponte Nova e Vila Ipase possuem o menor índice de infectados da cidade, com no máximo 10 casos ativos.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Estado e Saúde (SES), na tarde desta quarta-feira (5), Várzea Grande é a segunda cidade com maior número de infecções da Covid-19. Até a notie desta nesta quarta-feira (4), eram 4.754 casos confirmados  de Covid-19. Desses, 324 acabaram não resistindo e perderam a vida para da doença. O número de curados é de 3.873.

Plano de ação

Nesta quarta-feira começou efetivamente funcionar o Plano de Ação – Várzea Grande contra a COVID 19. Quinta e sexta-feira, das 8h às 17h, uma equipe composta por agentes da Vigilância Sanitária, Guarda Municipal, Polícia Militar e funcionários das secretarias municipais de Governo e Saúde estão na Avenida Julião de Brito, em frente à antiga Policlínica, hoje Clínica de Atenção a Família, Dr. Lúcio Macedo, região do Grande Parque do Lago, realizando a blitz e abordando motoristas e pedestres, além de moradores convidados a serem atendidos com consultas
médicas, exames e medicamentos.
Na sexta-feira e sábado (7 e 8) a ação será realizada no bairro Residencial José Carlos Guimarães, também das 8h às 17h. A prefeita Lucimar Sacre de Campos e o senador Jayme Campos acompanharam os primeiros atendimentos e reafirmaram a disposição da gestão em não deixar que falte atendimento médico, exames e medicamentos de espécie
nenhuma para aqueles que necessitarem o Sistema Único de Saúde – SUS, que é gratuito e eficiente, bastando que todos cumpram seu papel.
“Estamos juntos, unidos buscando enfrentar um adversário que não escolhe cor, raça, religião, condição financeira e que já está próximo de 19 milhões de pessoas no mundo e de 700 mil óbitos, portanto, os funcionários da saúde de uma maneira em geral e os gestores públicos tem que se redobrar junto com a população para buscar uma solução definitiva para a pandemia da COVID 19”, disse Lucimar Sacre de Campos que acompanhou pessoalmente os primeiros atendimentos e está cobrando de sua equipe resultados que estão se traduzindo na recuperação na cura de mais de 80% do  total de contaminados.
“Na abordagem conversamos com cada motorista, pedestre ou morados, verificamos a temperatura, fazemos uma entrevista, preenchemos um formulário, para podermos ter uma estatística ao final de todo dia. Os moradores são atendidos na unidade de saúde e os motoristas não precisam sair do veículo. A ação é similar ao serviço prestado nas barreiras sanitárias que realizamos nas entradas da cidade em julho. Caso a pessoa tenha algum sintoma encaminhamos imediatamente aqui para a Clínica de Atenção a Família, que dispõe de testes rápidos, serviço médico e vacinação para H1N1. Também abordamos os pedestres e orientamos sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar o contágio da doença, como o uso de máscaras e higienização. Nosso objetivo não é somente de
averiguarmos casos suspeitos, mas também fazer uma ação educativa levando orientação à população”, explicou o secretário de Governo e coordenador da Vigilância Sanitária em Várzea Grande, coronel Alessandro Ferreira da Silva.
De acordo com o secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, o Plano de Ação – Várzea Grande contra a COVID 19 nos bairros está sendo coordenada pela equipe de Saúde e destacou que nos casos das localidades que não possuem
o serviço de atenção básica, como é o caso do bairro José Carlos Guimarães, será montada toda uma estrutura para a realização de testes rápidos, vacinação de H1N1, serviço de tele consulta médica e orientação em geral.
“Após avaliação positiva das barreiras sanitárias realizadas em julho, o Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, avaliou que seria indispensável estender o serviço aos bairros. Usamos para isso o mapeamento de incidência de casos realizado pela UFMT. O resultado de todo esse trabalho será importante, pois levaremos à população serviços médicos, orientações, testes rápidos, medicamentos e todo atendimento necessário para se evitar e conter a propagação da Covid-19. É uma determinação da prefeita Lucimar Sacre de Campos, que os serviços
atinjam o maior número possível de pessoas”, disse o secretário Diógenes Marcondes.
INVESTIMENTOS EM SAÚDE – A prefeita Lucimar Sacre de Campos verificou pessoalmente o início dos trabalhos do Plano de Ação no Parque do Lago e destacou novos investimentos na atenção básica do município.
“Conversei com os moradores que vieram a unidade de saúde ou foram abordadas nas ruas e constatamos que é necessária essa aproximação do Poder Público junto à sociedade nesse momento de pandemia. Muitos souberam da ação e vieram receber os serviços de saúde. Todos estão tendo a oportunidade de ter atendimento especializado, realizar testes, receber medicamentos em casos de positivação do resultado, além de estendermos a vacinação da H1N1.
O senador Jayme Campos também sinalizou apoio total a todos os municípios de Mato Grosso para que não faltem recursos para se promover uma saúde de melhor qualidade. “Já conseguimos liberar R$ 40 milhões para mais de 100 cidades levando em consideração a população de cada uma e estamos trabalhando para mais recursos junto ao Ministério da Saúde, pois os gestores municipais e o governador Mauro Mendes necessitam de recursos disponíveis para fazer o enfrentamento a pandemia.

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Mato Grosso passa de duas mil mortes e 58.475 casos confirmados de coronavírus

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Nas últimas 24 horas foram registradas 16 mortes e 1.360 novos casos da doença

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (5), 58.475 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 2.013 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado e 16 mortes nas últimas 24 horas.

Foram registradas 1.360 novas confirmações de coronavírus no Estado. Dos 58.475 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 19.424 estão em monitoramento e 37.038 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 311 internações em UTIs públicas e 296 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 82,26% para UTIs adulto e em 33,48% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (12.796), Várzea Grande (4.670), Rondonópolis (3.533), Lucas do Rio Verde (3.020), Sorriso (2.518), Tangará da Serra (2.435), Sinop (2.171), Primavera do Leste (1.950), Nova Mutum (1.552) e Barra do Garças (1.004).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

O documento ainda aponta que um total de 55.472 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 4.376 amostras em análise laboratorial.

Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Na última terça-feira (04), o Governo Federal confirmou 2.801.921 casos da Covid-19 no Brasil e 95.819 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 94.665 óbitos e 2.750.318 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou a atualização desta quarta-feira (05).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

 

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