conecte-se conosco


Saúde

Estado de São Paulo registra 17.848 mortes por covid-19

Publicado


.

O estado de São Paulo já acumula 17.848 óbitos e 371.997 casos confirmados do novo coronavírus, segundo o boletim divulgado hoje (12) pela Secretaria Estadual de Saúde. Dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 633.

Entre o total de diagnosticados com o novo coronavírus, 220.974 estão recuperadas, sendo que 53.100 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 64,6% na Grande São Paulo e 65,9% no estado. O número de pacientes internados é de 14.769, sendo 8.756 em enfermaria e 6.013 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 da manhã de hoje.

Perfil de mortalidade

Entre os que morreram em decorrência do novo coronavírus, 10.319 são homens e 7.529 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 74,7% das mortes.

A mortalidade é maior entre quem tem entre 70 e 79 anos (4.348), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (4.182) e 80 e 89 anos (3.566). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (23), 10 a 19 anos (34), 20 a 29 anos (144), 30 a 39 anos (594), 40 a 49 anos (1.240), 50 a 59 anos (2.489) e maiores de 90 anos (1.228).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia, 58,5% das pessoas que morreram pela doença sofriam de alguma condição relacioada ao coração. Em seguida, diabetes mellitus (43,3%), doenças neurológicas (11%) e renal (9,8%), pneumopatia (8,4%). Outros fatores identificados são obesidade (7%), imunodepressão (6,1%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,9%), síndrome de down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 14.302 pessoas que faleceram por covid-19 (80,1%).

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Psicóloga acompanha visitas virtuais de pacientes com Covid-19: são 5 minutos

Publicado


source
Ingrid Rosi
Reprodução/Arquivo pessoal

Ingrid Rosi é psicóloga hospitalar e auxilia a saúde mental de pacientes na UTI

A rotina da psicóloga hospitalar Ingrid Rosi ganhou novas demandas desde o início da pandemia. Apesar de já experiente no atendimento aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva , Ingrid tornou-se, também, responsável por uma das etapas mais importantes na manutenção da saúde mental de pacientes isolados com a Covid-19: as visitas virtuais, único momento de contato com a família. 

“Todos os dias eu me paramento com o equipamentos de proteção e visito cada um dos leitos com um tablet na mão. As visitas duram cinco minutos”, explica. A profissional de saúde, que precisa acompanhar o momento, vê então a rotina de trabalho misturar-se aos detalhes da vida de cada paciente grave. “Não tem como não criar vínculo. Eles me chamam para ver o cachorro da família, eu ouço as vozes de pais, mães, irmãos…”, diz. 

Com emoção, Ingrid conta dos momentos mais fortes que já viveu na função: “o melhor que já vivi foi a primeira vez que uma família viu o paciente após sair do tubo. Ele passou por um período grave em que não conseguia falar e, após recuperar-se, nós providenciamos a visita. A comemoração foi muito emocionante”, conta.

Já o momento mais triste de que se lembra, foi uma despedida. “O quadro do paciente já era extremamente grave e a família pediu para vê-lo. Eles queriam dizer que a missão dele estava cumprida”. Despedidas como essa, conta Ingrid, são fundamentais em um momento em que os ritos tradicionais estão proibidos. 

“Todas as vezes em que o médico informa a notícia do óbito, eles perguntam ‘mas eu não vou poder ver ele? nem um pouquinho?’ essa é a realidade das inúmeras famílias enlutadas pela Covid . Provoca um vazio no peito e um desespero. Dói”, descreve a profissional de saúde. 

A psicóloga também avalia a importância do contato, mesmo que com os devidos limites, entre o paciente e a família. “O paciente de UTI precisa enfrentar momentos muito solitários. Além de não receber visitas, ele também não vê as pessoas de forma normal. Estamos sempre cobertos dos pés à cabeça, eu e a equipe inteira. Eles só enxergam nossos olhos e isso aumenta o sentimento de solidão”, conta. 

“Chega então a hora da visita e quando eles têm essa oportunidade, eles dão um valor imenso! cinco minutos parece pouco quando estamos conversando, mas quando é o tempo de saber se o seu parente está bem, é o tempo mais precioso do mundo”, defende Ingrid. Ela explica que o tempo reduzido, de 5 minutos por paciente, foi estabelecido pela equipe como forma de garantir que todos tenham direito à visita diariamente. 

Envolvida no trabalho desde março deste ano, Ingrid reforça o envolvimento de toda a equipe médica com a recuperação dos casos. “Nós torcemos para cada alta, nós vibramos em cada boletim de melhora, assim como não deixa de ser um sofrimento imenso quando perdemos um paciente para a doença. Essa doença destrói a família e os sonhos, mas destrói a equipe também”, explica a psicóloga.

Ao avaliar a perspectiva das relações depois da pandemia, Ingrid diz que – apesar do contexto extremamente doloroso – algumas lições ficarão vinculados a quem vive esse momento de perto. “Eu acredito que as pessoas vão valorizar mais o contato social, o abraço, o beijo, a liberdade de sair, reunir os amigos e a família. O que nós temos é o agora”, finaliza. 

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Anvisa mantém regra restritiva para receita de cloroquina

Publicado


source
Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa
Reprodução/Redes Sociais

Fala de Bolsonaro sobre conseguir medicamento com receita simples é imprecisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu nesta sexta-feira (14) que a regra restritiva que define que são necessárias receitas em duas vias, com retenção de uma, para compra de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina se mantém. A ação aconteceu no dia seguinte a uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, em que ele afirmava que para adquirir esses produtos era necessária apenas uma “receita médica simples” .

Ao vivo em suas redes sociais o presidente anunciou “Chegou na minha tela aqui, o presidente da Anvisa, o almirante Barra (Antonio Barra Torres), acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina, você já pode comprar com uma receita simples, caso seu médico recomende, obviamente”.

A determinação pela Anvisa de que remédios à base de cloroquina e hidroxicloroquina teriam venda controlada, exigindo uma receita especial em duas vias, foi definida ainda no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Em nota de assessoria de imprensa o órgão informou que “a iniciativa (de controlar o composto) teve por objetivo garantir o fornecimento desses medicamentos para tratamentos descritos em bula, como lúpus e malária”.

Após técnicos da agência avaliaram que seria prejudicial manter os medicamentos sob controle, uma nova resolução da diretoria colegiada foi publicada (RDC) e a cloroquina , hidroxicloroquina e nitazoxanida entraram para categoria especial criada apenas para o período da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) .

A nova RDC ainda exige duas vias das receitas, uma ficando retida para controle das farmácias. O pedido deve conter dados do médico e do paciente, além de indicações do medicamento e data de emissão, com data de validade de 30 dias. O modelo se assemelha ao de antibióticos, por exemplo.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana