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Política Nacional

Especialistas apostam em uso compartilhado de carros elétricos

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Especialistas ouvidos em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (28), avaliam que num futuro próximo, carros elétricos deverão ser compartilhados. O modelo seria semelhante ao atualmente usado para bicicletas e patinetes elétricos, com carros estacionados em pontos específicos que poderão ser liberados por meio de aplicativo de smartphone.

Lucio Bernardo Jr/Agencia Brasilia
Carro elétrico usado em projeto piloto no Distrito Federal

O presidente da empresa MHV Veículos Híbridos Metropolitanos, Roque Versolato, explica que isso representará menos ruído e menos poluição nos grandes centros urbanos. “O carro elétrico polui 1/10 de um ônibus convencional. Lembrando que 40% da poluição da cidade de São Paulo hoje é causada por ônibus, poderíamos reduzir para 4%”, ressaltou. Versolato também apontou vantagens econômicas: 30% menos gasto com combustível do que um ônibus convencional.

Piloto No Distrito Federal, um projeto piloto usa carros elétricos compartilhados no serviço público, mas a ideia é expandir essa tecnologia para a população em geral. O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Igor Calvet, disse que a iniciativa pioneira prepara o terreno para essa nova realidade.

“Uma das responsabilidades dos parceiros – e nesse caso especial do governo do Distrito Federal, é a colocação de eletropostos, que são os locais onde os carros são carregados”, explicou. Segundo Calvet, a previsão é de que sejam instalados até 35 eletropostos, que poderão ser utilizados não apenas pela frota de 15 veículos participantes do projeto, mas também por todos os carros elétricos de Brasília.

Os protótipos em experiência no DF têm autonomia de 100 quilômetros, com três horas de carga a um custo de R$ 5, e alcançam uma velocidade de 80 km por hora.

Híbridos Na audiência, o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia, Paulo Alvim, lembrou a experiência bem sucedida com os veículos flex no Brasil. “Está sinalizando a possibilidade da utilização dos veículos híbridos elétricos mais rapidamente”, afirmou. O desafio, segundo ele, é produzir no País esses veículos e parte de seus componentes. “O segundo desafio é uma legislação de estímulo e incentivo ao uso desses veículos”, completou.

Empresários pediram isenção de impostos e incentivos para os investimentos em inovação. Segundo o deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), autor do requerimento para realização do debate, no que depender da Câmara, não vai faltar respaldo política. “A realidade chegou, mas se nós não estivermos fazendo algo para poder fomentar, isso aí pode ficar no tempo”, afirmou.

Reportagem – Cid Queiroz
Edição – Geórgia Moraes

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Política Nacional

Transporte coletivo poderá ter equipamento de desinfecção de ar obrigatório

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O Expressão Nacional dessa semana debate a gestão de política ambiental. Dep. Professor Joziel (PSL-RJ)
Professor Joziel: norma tornará os meios de transporte mais seguros

O Projeto de Lei 3965/20 torna obrigatória a instalação de equipamento de desinfecção de ar em veículos de transporte de passageiros, como ônibus e metrô.

A proposta, do deputado Professor Joziel (PSL-RJ), tramita na Câmara dos Deputados.

As empresas públicas e privadas responsáveis pelo transporte de passageiros devem garantir equipamentos capazes de reduzir o número de microrganismos a níveis seguros e de acordo com normais de saúde pública.

Os equipamentos devem ser considerados seguros para a saúde, ter eficácia comprovada e registro em órgão competente. Quem descumprir a regra está sujeito a multa.

Segundo Professor Joziel, a norma tornará os meios de transporte mais seguros, tanto para quem trabalha quanto para quem usa os veículos. “Acreditamos se tratar de medida que trará grandes benefícios para a saúde pública de todo o País”, disse.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon

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Política Nacional

STF suspende veto sobre uso de máscaras

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Akira Onuma/Superintendência do Sistema Penitenciário-Pará
Segurança - presídio - presos penitenciárias sistema carcerário prisões
Até o dia 22, quase 14 mil presos e servidores já haviam sido contaminados pela Covid-19

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu ontem os vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos da lei que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção facial como medida de prevenção à Covid-19 (Lei 14.019/20).

Os vetos excluíam da lei a obrigatoriedade de uso de máscaras em presídios e em estabelecimentos socioeducativos e de afixação de cartazes sobre a forma de uso correto dos equipamentos de proteção individual e do número máximo de pessoas permitidas simultaneamente dentro dos estabelecimentos.

A Lei 14.019/20 é oriunda do Projeto de Lei 1562/20, aprovado pela Câmara no início de junho. O texto aprovado no Congresso teve amplo apoio da comissão externa da Câmara que acompanha as medidas de enfrentamento da pandemia.

O governo argumentou que a obrigatoriedade de máscaras em locais fechados poderia incorrer em “possível violação de domicílio”.  Já sobre os cartazes, o governo disse que a matéria já vem sendo regulamentada por meio de portarias do governo federal.

Os vetos foram contestados junto ao STF pelos partidos de oposição PDT, Rede Sustentabilidade e PT. O PDT argumentou que os vetos afrontam o preceito fundamental do direito à saúde e vão na contramão das determinações da Organização Mundial da Saúde.

O veto (VET 25/20) aguarda análise do Congresso. Parlamentares de vários partidos já anunciaram a intenção de derrubar o veto. 

Da Redação – ND

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