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Política Nacional

Especialistas apontam aprendizagem como ferramenta para o envelhecimento saudável

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Especialistas ouvidos nesta quinta-feira (14) pela comissão externa da Câmara dos Deputados que discute o envelhecimento saudável disseram que a aprendizagem ao longo da vida é uma das ferramentas para promover saúde aos idosos e integrar gerações. Os participantes da audiência pública disseram também que a população mais velha está empenhada em cuidar de si própria e que esse movimento inclui engajar-se em cursos e oficinas.

Os trabalhos da comissão externa são guiados pela indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que, até 2030, estamos na Década do Envelhecimento Saudável.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Formação do indivíduo em contribuição para o envelhecimento saudável. Coordenadora do curso de extensão da Universidade Criativa Idade Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Ana Paula Sohn
Ana Paula Sohn: busca pelo conhecimento melhora autoestima e aproxima gerações

A presidente da Associação Nacional de Gerontologia – seção Santa Catarina, Simone Machado, reforçou a necessidade de integrar áreas como saúde e assistência social na busca pela promoção do chamado envelhecimento ativo. Ela lembrou a importância de se considerar os diferentes perfis de idosos que existem no País.

“Deve-se ter um olhar para uma pessoa que envelhece em uma estrutura sociofamiliar que comporta plano de saúde, acesso a alimentação adequada e moradia digna e outro para a parcela expressiva da população que fica à mercê de seus familiares, precisando de cuidados para sua autonomia mínima, totalmente dependente para fazer suas necessidades básicas diárias”, comentou.

Relatora da comissão externa, a deputada Angela Amin (PP-SC) apontou “a necessidade de haver uma interlocução entre academia, poder público e sociedade civil” como um dos pilares para a promoção da qualidade de vida da população idosa. “Todos trabalhado de maneira harmônica.”

Universidade Criativa Idade
O debate de hoje trouxe uma experiência de aprendizagem ao longo da vida desenvolvida no município de Itajaí, no litoral catarinense. É a Universidade da Criativa Idade, que promove cursos de extensão em áreas como turismo, psicanálise e novas tecnologias.

A coordenadora do programa, Ana Paula Sohn, salientou que ampliar o conhecimento dos idosos melhora a autoestima deles, combate o preconceito e colabora para o intercâmbio entre as diversas faixas etárias.

“Nosso primeiro curso on-line foi ofertado em setembro de 2020, e tínhamos 32 alunos matriculados, entre 25 e 78 anos. No curso deste ano, foram 37 matriculados, entre 17 e 85 anos”, informou. “Ou seja, nós integramos gerações porque as pessoas se unem não por causa da idade; as pessoas se unem porque têm interesses em comum. No nosso caso, o interesse é na aprendizagem”, acrescentou.

Segundo Ana Paula, a demanda pela aprendizagem ao longo da vida deve aumentar cada vez mais, já que as previsões são de que, em 2035, a população brasileira com mais de 75 anos seja equivalente à parcela que terá até 14 anos.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Marcelo Oliveira

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Política Nacional

Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade

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Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade

Relator da CPI da Covid, o  senador Renan Calheiros (MDB-AL), rebateu, nesta quinta-feira, as  críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao resultado dos trabalhos do colegiado, dizendo que o papel de um dos chefes do Legislativo é defender a Casa, mas não a impunidade. Renan falou sobre o assunto depois de entregar uma cópia do parecer à ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele estava acompanhado do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e do vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“Não há como você aprofundar uma investigação, detectar digitais de parlamentares e silenciar diante disso. O papel das CPIs é exatamente o contrário”, disse Renan a jornalistas, na saída do TCU.

O senador alagoano também provocou Lira, ao falar que ele deveria se preocupar mais com possíveis investigações sobre as emendas de relator, que fazem parte do chamado de “orçamento paralelo”, e que servem para ampliar a fatia de gastos sob controle de indicações de deputados e senadores aliados no parlamento.

“Eu acho que o presidente da Câmara… Ele tem muita preocupação com o que pode vir de investigação, sobretudo em relação ao RP9, que são emendas secretas que ele coordena e isso vai causar, talvez, o maior escândalo do Brasil”, afirmou.

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Ontem, Lira afirmou ser “inaceitável” o pedido de indiciamento de alguns deputados. Na lista, está um de seus correligionários, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Ao defender os parlamentares, o presidente da Câmara disse que a comissão não poderia atuar contra a liberdade de expressão de representantes eleitos.

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“É inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela Comissão Parlamentar de Inquérito instituída com a finalidade de apurar as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil. Digo indignação, e não encontro outro termo, pois o que está em questão não é um ou outro parlamentar individualmente considerado, senão profundos postulados da ordem constitucional brasileira”, declarou o presidente da Câmara.

Os senadores foram ao TCU porque um dos pontos do relatório da CPI pede ao tribunal que apure se houve interferência política na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde, sobre a análise do “kit covid”.

Em seguida, os parlamentares foram para a sede da Procuradoria da República no Distrito Federal, onde realizaram a entrega de outra cópia do documento elaborado e aprovado pela CPI. O mesmo será feito, mais tarde, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

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Política Nacional

Debate aponta estratégias contra risco de falta de insumos na agricultura

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) debateu nesta quinta-feira (28) a ameaça da falta de insumos para o plantio da safra 2021/2022. Senadores discutiram com representantes do setor produtivo saídas para problemas como a redução na extração de minerais no exterior, pesquisa insuficiente do solo brasileiro e falta de incentivos para a indústria nacional. O presidente do colegiado, Acir Gurgacz (PDT-RO), disse que os senadores estão atentos às necessidades do setor.

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