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Educação

Escolas particulares perdem um terço das matrículas na pandemia

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As escolas particulares perderam, com a pandemia, cerca de um terço das matrículas em todo o país, de acordo com relatório produzido pelo Grupo Rabbit, consultoria de gestão escolar. As instituições mais afetadas foram as de pequeno e médio porte, com até 180 alunos. 

A estimativa é baseada nos dados do Censo Escolar de 2018 e em pesquisa feita com mais de 1,2 mil escolas em todo o Brasil entre setembro de 2020 e março de 2021. Ao todo, estima-se que 2,7 milhões de estudantes tenham deixado as escolas privadas, o que representa 34% dos alunos dessas instituições de ensino. 

As escolas mais afetadas foram aquelas de pequeno e médio porte, com até 180 alunos, que compõem a maior fatia do mercado. Elas chegaram a perder de 38% a 41% de suas matrículas, respectivamente, de acordo com o relatório. Já aquelas com mais de 550 alunos foram proporcionalmente menos prejudicadas, conseguindo reter cerca de 80% das matrículas. 

A estimativa é que cerca de um terço dos estudantes que deixaram as instituições particulares tenha migrado para escolas públicas. Outros dois terços permanecem sem perspectiva de estudo, sendo a maioria, mais jovem.

“A pandemia foi acachapante para todos setores produtivos”, disse o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista. “Acredito que houve uma perda de alunos, a crise é grande, as pessoas estão com dificuldade de pagar”. 

Segundo Batista, no entanto, a Fenep acredita que as perdas foram menores do que a estimada no levantamento. Ele afirma que só se saberá ao certo quantos estudantes deixaram as escolas particulares com os dados do Censo Escolar 2020 e 2021. Segundo o presidente da Fenep, muitas das famílias, com a suspensão das aulas presenciais, sobretudo na educação infantil, retiraram as crianças das escolas particulares. Esses estudantes devem retornar, quando a situação melhorar. 

“No ano passado, as escolas tiveram mais dificuldade, mas se estruturaram, se adaptaram, fizeram formações, contrataram plataformas [para ensino online]. Temos um protocolo seguro. As escolas estão estruturadas e os alunos estão aprendendo”, diz, Batista. 

Retomada

O relatório mostra ainda que, desde o início deste ano, a procura por colégios particulares cresceu 88%. Essa busca, no entanto, ainda aquém do registrado no cenário pré-pandêmico. De acordo com a consultoria, a procura agora é maior por escolas menores por fatores socioeconômicos, que fizeram com que muitas famílias reduzissem a renda na pandemia e por essas escolas serem mais acessíveis.

Enquanto colégios com mais de 500 alunos chegaram a um crescimento de 16%, as escolas com até 150 estudantes tiveram o dobro de crescimento da matrícula desde setembro do ano passado.

“Hoje, as escolas todas, inclusive as de educação infantil, se prepararam, seguindo os protocolos estaduais e municipais de saúde”, ressaltou o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Venturini. O ensino infantil perdeu muitas matrículas, segundo ele, pela dificuldade de se adaptar ao ensino remoto. As crianças, nessa etapa, têm até 5 anos de idade e o ensino é voltado para a convivência e para o brincar. 

“Foi um erro do país inteiro deixar as crianças afastadas da escola. O que estamos vendo agora é uma conscientização maior, inclusive das famílias, da necessidade desses alunos retornarem ao ambiente escolar”, defende, Venturini. De acordo com ele, as escolas estão usando estratégias como aulas em espaços externos para reduzir o risco de contágio pelo coronavírus, além do uso de máscaras, do distanciamento, da higienização e ensino híbrido – mesclando aulas presenciais e ensino remoto. 

A inclusão de professores e trabalhadores em educação como grupo prioritário na vacinação é também um fator que anima o setor. Essa é uma das demandas de educadores e funcionários do setor público e privado para um retorno mais seguro às salas de aula.

Edição: Maria Claudia

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Educação

Prouni divulga aprovados em vagas remanescentes do primeiro semestre

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta sexta-feira (7) o resultado do processo de ocupação de bolsas remanescentes do processo seletivo para 1º semestre de 2021 do Programa Universidade para Todos (Prouni). Agora, os candidatos selecionados deverão entregar, entre os dias 10 e 13 de maio, a documentação comprobatória das informações declaradas no ato da inscrição.

Esta é a primeira edição do processo de ocupação de bolsas remanescentes do Prouni em que a classificação dos candidatos se dá por ordem de melhor desempenho obtido no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando qualquer uma das edições do exame ocorridas nos últimos dez anos. Os candidatos que realizaram mais de um Enem tiveram considerada, para efeito de classificação, a edição em que obtiveram a maior média no conjunto de provas.

As bolsas remanescentes são aquelas não preenchidas no processo seletivo, nas duas chamadas regulares e também na lista de espera do programa. A disponibilidade dessas bolsas ocorre por desistência dos candidatos pré-selecionados ou falta de documentação, por exemplo. O Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou a quantidade de vagas remanescentes. Neste semestre, o Prouni ofereceu, no total, mais de 162 mil bolsas.

O Prouni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

É necessário também que o estudante tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos. 

O candidato pode escolher até duas opções de instituição, curso e turno entre as bolsas disponíveis, de acordo com seu perfil. As notas de corte de cada curso são disponibilizadas pelo sistema em caráter informativo. O candidato pode acompanhar as notas de corte e alterar suas opções até o encerramento das inscrições. A inscrição válida é sempre a última confirmada pelo candidato.

Edição: Bruna Saniele

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Educação

Firjan e Sesi promovem torneio de robótica em formato virtual

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Mais de 300 pessoas, entre crianças e jovens na faixa etária de 9 a 16 anos, integram as 34 equipes participantes do Torneio Sesi de Robótica, aberto hoje (7), em formato virtual, pela Escola Firjan Sesi. O  desafio integra o calendário do Serviço Social da Indústria Nacional e foi realizado pela primeira vez no ano passado, presencialmente. Neste ano, o evento é virtual por causa da pandemia de covid-19.

De acordo com a assessoria de imprensa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a temporada Replay 2020/2021 do Torneio de Robótica First Lego League (FLL) tem uma pergunta-desafio: “O que fazer para tornar as pessoas mais ativas na região onde vivem, seja no campo, na cidade ou em qualquer outro lugar?”.

O Torneio de Robótica FLL é um programa internacional de exploração científica, no qual crianças e jovens usam a imaginação e a criatividade para investigar problemas do dia a dia, buscando soluções que contribuam para um mundo melhor.

Duas fases

Segundo a analista da Educação Básica da Firjan Sesi Simone Caires, a competição é dividida em duas fases. A primeira, que está sendo realizada nesta sexta-feira, é destinada à avaliação de três categorias: core values (valorização do trabalho em equipe), projeto de inovação e design do robô.

“Amanhã [8] ocorrerão somente as avaliações de arena referentes ao desafio do robô, e os juízes avaliarão os rounds [etapas]”, informou Simone à Agência Brasil.

As equipes têm direito a três rounds de 2 minutos e 30 segundos cada, para execução. Para realizar as tarefas, o robô pode navegar, capturar, transportar, ativar ou entregar objetos em uma mesa, sobre um tapete específico da temporada.

Ainda no sábado, serão conhecidas as equipes vencedoras, que disputarão a etapa nacional do torneio, no dia 26 de junho. A entrega de prêmios poderá ser acompanhada ao vivo, às 16h, pelo YouTube da Escola Firjan Sesi. Os ganhadores receberão troféus e medalhas. No ano passado, foram classificadas quatro equipes para a etapa nacional, sendo uma externa e três da Escola Firjan Sesi.

O torneio de robótica é aberto para escolas públicas e privadas e para as chamadas equipes garagem, que reúnem amigos que gostam de robótica, além de estudantes da Escola Firjan Sesi, disse Simone. Ela acrescentou que as equipes podem ter de dois a dez adolescentes e até dois técnicos maiores de 18 anos.

Neste torneio, além dos 25 grupos das escolas Firjan Sesi, participam seis equipes de colégios particulares, uma de escola pública municipal e duas de organizações não governamentais (ONGs).

Desafios

Além dos três prêmios principais, chamados de Champion’s Award, as equipes concorrem nas categorias Projeto de Inovação, Core Values, Design do Robô, Desafio do Robô e, a partir desta temporada, ao Prêmio do Técnico.

Os desafios são diferentes a cada ano. Em 2020, com o tema Cidades Inteligentes, um dos premiados foi o Piso Gerador de Energia, desenvolvido por uma equipe da Escola Sesi Firjan Jacarepaguá. O protótipo gera energia através de uma placa que trabalha quando sofre pressão. Assim, com as pisadas gerando energia, o projeto contribui ainda para a atividade física das pessoas. “O piso foi considerado a opção mais viável, por ter custo menor e poder ser utilizado em qualquer lugar”, explicou a estudante Ana Clara Joaquim, que fez parte da equipe.

Edição: Nádia Franco

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