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Escolas da rede estadual de ensino retomam aulas não presenciais a partir da próxima segunda-feira

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As aulas serão ofertadas de duas formas, online, por meio da plataforma digital Aprendizagem Conectada, e off-line, com a distribuição de apostilas para quem não tem acesso à internet [Foto – Tchélo Figueiredo]

As aulas para os alunos da rede estadual de ensino retornam na segunda-feira (3) de forma não presencial (online e off-line). As aulas serão ofertadas de duas formas, online, por meio da plataforma digital Aprendizagem Conectada, e off-line, com apostilas para quem não tem acesso à internet.

As aulas não presenciais serão organizadas em cinco etapas: produção do material escolar, com a organização semanal de estudos e planejamento do professor; disponibilização do material escolar; atendimento ao estudante; intervenção pedagógica; e registro em tempo real no final do semestre.

Por meio de uma parceria com a Microsoft Corporations, será disponibilizado aos estudantes e professores o aplicativo Teams, uma ferramenta para auxiliar nas aulas online. O aplicativo Teams é uma multiplataforma que pode ser utilizada a partir de um desktop (computador pessoal), notebook, tablet ou dispositivo móvel (celular). Com ele, os professores poderão interagir com os estudantes, compartilhar arquivos e sites, criar blocos de anotações de classe, além de disponibilizar tarefas e questionários.

A Seduc também vai continuar ofertando as videoaulas pela TV Assembleia, tanto para os alunos do ensino médio quanto para os do fundamental.

Conforme destaca a secretária de Estado de Educação, Marioneide kliemaschewsk, as aulas não presencias terão a participação e envolvimento de toda a unidade educacional, ou seja, equipe gestora, coordenador pedagógico e, principalmente, do professor. “O professor será o protagonista do processo ensino-aprendizagem”.

Para os alunos sem acesso à internet, a Seduc disponibiliza apostilas impressas que podem ser solicitadas pelos pais diretamente na escola. Para arcar com as despesas com essas impressões, a Seduc repassa recurso para as escolas por meio do Programa Político Pedagógico.

A secretária ressalta ainda que a parceria entre a escola e a família será imprescindível para garantir o acesso, a permanência e o sucesso do aluno. “A constituição deixa claro que é papel do Estado, da família e da sociedade fazer juntos o processo educacional de nossas crianças, jovens e adolescentes e é nessa linha que estamos trabalhando”, observa.

Para ter acesso às aulas online, o aluno deve entrar no www.aprendizagemconectada.mt.gov.br ou no site da Seduc www.seduc.mt.gov.br. 

Formação

A Seduc está realizando a formação continuada com os professores (efetivos e contratados) sobre o uso de tecnologias digitais que serão usadas nas aulas não presenciais, como, por exemplo, o uso de recursos da Microsoft Teams. A capacitação será ofertada em duas etapas pelos 15 Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros). A primeira etapa foi de 20 a 31 de julho e a segunda será de 17 de agosto a 11 de setembro, totalizando 60 horas.

A metodologia adotada é a perspectiva da aula invertida. O material de apoio está disponibilizado na plataforma Aprendizagem Conectada, no ícone “Orientações”, “Orientações aos Professores”, “Formação” e “Vídeos”.

 

 

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Escolas do interior de MT conquistam as melhores notas do Ideb nos anos iniciais; resultados acima da média estadual

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As escolas tiveram notas entre 7,0 e 7,5, acima da média estadual que é de 5,6

Escolas estaduais de Mato Grosso tiveram ótimos resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), etapa do ensino fundamental.  As cinco melhores notas são acima de 7,0 e as três primeiras estão empatadas com índice 7,5.

São duas escolas estaduais de Rondonópolis (a 212 quilômetros ao sul de Cuiabá) – La Salle e Sagrado Coração de Jesus, além da EE Monte Verde, localizada no município de Nova Monte Verde (a 968 quilômetros da Capital).

As dez melhores notas do Ideb das séries iniciais da rede estadual são de unidades escolares localizadas em municípios do interior.

Entre as escolas com ótimos desempenho estão a EE Cleufa Hubner, em Sinop (a 500 quilômetros ao norte de Cuiabá), que também comemora o índice de 7,1 assim como a EE Luiza Nunes Bezerra (a 709 quilômetros a médio-norte de Cuiabá) que obteve nota 7,0. São indicadores que superam a média estadual de 5,6.

O diretor da EE Monte Verde, Osmar Boing, que ficou muito satisfeito com o resultado, lembra que a escola superou o índice de 2017 que foi de 7,3 subindo para 7,5. No entendimento do gestor, a nota alcançada não é fruto do acaso ou sorte, mas uma conquista resultante de muito trabalho, empenho e dedicação dos profissionais e principalmente da participação dos pais na vida escolar de seus filhos.

“Mesmo com tantas dificuldades os resultados alcançados por nós nos mostram que estamos no caminho certo e que precisamos continuar unidos em busca de nossos objetivos enquanto instituição escolar que está a todo o momento preocupado com a qualidade da educação e com a formação integral de nossos estudantes” salienta.

Osmar ressalta ainda que o resultado coloca a escola como destaque no cenário educacional estadual e nacional.

Educação de qualidade

Na EE Cleufa Hubner, a sensação de otimismo também é a mesma. A diretora Patrícia Guimarães Pereira ressalta que a equipe gestora e os profissionais da educação têm uma dedicação extrema à educação pública de qualidade.

“E isso com certeza faz toda diferença. Sem uma equipe unida e imbuída num objetivo comum, não se alcança êxito em nada, principalmente quando falamos de educação. Hoje sabemos que graças ao esforço de toda a comunidade escolar somos referência em nosso município”, comemora.

Árduo trabalho

Na EE Luiza Nunes Bezerra o cenário não é diferente. Tanto a equipe gestora como profissionais da educação estão satisfeitos com a nota do Ideb.

“Nossa escola é preocupada com o avanço dos índices de proficiências de seus alunos. Para isso, realizamos um árduo trabalho de conscientização, formação, coparticipação, autoavaliação. Buscamos, por meio de uma gestão participativa, cada um assuma sua responsabilidade numa educação de qualidade”, assegura.

Patrícia explica que, desde o início da realização do Ideb, investe esforços junto aos professores, alunos e família para que os estudantes participem da avaliação. Para isso, foram realizadas reuniões pedagógicas com os professores para elaborar uma ação de divulgação da necessidade de participação do exame.

As divulgações do exame e dos seus resultados são realizadas, desde a primeira edição, durante reuniões com a comunidade escolar, nas salas de aula com os alunos e nas reuniões pedagógicas com os professores. “É importante a publicização das médias obtidas pela escola e, com isso, a indicação de responsabilidade de cada um dos atores educacionais nesse processo”, assinala.

 

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AL propõe projeto de lei para a utilização de drones para fiscalização e combate a incêndios no Pantanal

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Projeto de Lei nº 804/2020 regulamenta a utilização de veículo aéreo não tripulado (Vant) ou drone para as ações de fiscalização da Polícia Militar Ambiental e do Corpo de Bombeiros no combate a incêndios florestais e outras ações de fiscalização em Mato Grosso. Essa tecnologia fornece informações de qualidade, em tempo real, mas sem expor as equipes a maiores riscos.

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), foto, os drones são ferramentas de apoio que podem ser cruciais no combate a incêndios florestais de grande escala e que tendem a ficar fora de controle rapidamente, colocando em perigo os profissionais das equipes de resgate e de combate ao fogo.

“Há pouco tempo de reação entre o começo do fogo e o momento em que se torna incontrolável. Os drones conseguem oferecer aos bombeiros uma visão panorâmica do terreno e, além disso, ajudam a determinar para onde o fogo deve se mover em seguida”, pontua o parlamentar.

Com a tecnologia, os profissionais das forças de segurança terão mais condições de tomar decisões rápidas e assertivas sobre o deslocamento da equipe de brigadistas e, se necessário, fazer a evacuação de comunidades que possam ser impactadas. Os drones também voam em altitudes mais baixas que os helicópteros e navegam em espaços apertados ou perigosos, fornecendo uma imagem mais sutil da situação.

“Com recursos de imagem térmica, eles podem localizar pontos quentes em uma cena de incêndio em segundos e ver pessoas presas mesmo em áreas de fumaça espessa. Os veículos aéreos não tripulados podem ser utilizados pelas equipes de Corpo de Bombeiros desde o planejamento de ação para conter as queimadas até para o mapeamento do dano após o incidente”, acrescenta Dr. Gimenez.

A proposição surgiu diante das perdas que aconteceram no Pantanal mato-grossense, que de janeiro até o final de agosto, havia queimado uma área correspondente a 12 cidades de São Paulo – 18.646 km2, cerca de 12% da área total do bioma –, segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Queremos auxiliar os nobres profissionais que arriscam suas vidas no combate a incêndios florestais, sobretudo na região do nosso Pantanal, que infelizmente está sendo dizimado pelo fogo. Outro ponto positivo do projeto de lei é suprir a falta do atual quadro de policiais militares ambientais nesta área que não é suficiente para fiscalizar todos os locais da maneira necessária, principalmente quanto à fiscalização de caça, queimadas e também de pesca irregular”, justifica.

Sobre o drone – Certamente o drone auxiliará na medição de áreas de desmatamento, fiscalização de caça, controle de queimadas e de pescas predatórias por meio de imagens em tempo real, já que existem no comércio alguns que podem percorrer 90 quilômetros por hora a uma altura de 500 metros de seu operador.

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