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Opinião

EROALDO DE OLIVEIRA – Precisamos continuar produzindo

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Estamos abarrotados de informações que por vezes nos tomam a totalidade de nossa atenção, informações ligadas a eventos externos ou locais do cotidiano de nossa rotina pessoal.

Com esta tempestade de estímulos, chegamos a encontrar dificuldades no ordenamento de prioridade mental, no entanto, a vida segue a passos largos em nossa volta.

Sentimentos como a ansiedade e a frustração, causada pela pseudo retomada da rotina, nos dão a sensação de perda de tempo e espaço e logo vem a nossa cabeça a pergunta: O que eu fiz nesses dois anos que passaram e o que vou fazer daqui em diante?  Se você por algum momento se encontrou neste dilema, não se assuste, pois você não está sozinho. Mas precisamos entender esta fase de forma a retomarmos nossas vidas, frente aos grandes acontecimentos que nos estimulam diariamente.

Iniciamos esta análise do ponto de vista singular, para termos a sensação e a certeza do impacto que os conflitos atuais estão nos afetando e perceber isso é um fator preponderante para começarmos a avaliar os caminhos a seguir.

O ano de 2022 é um ano atípico, temos um processo eleitoral e  a Copa do Mundo, que ocorrerão em meio a uma crise inflacionária e prestes a uma crise econômica sentida par e passo dia após dia, desde o posto de gasolina ao supermercado.  Como vemos, as perspectivas não são tão claras como precisamos, estamos vendo um país polarizado e dicotomizado em busca de sua própria verdade e se já não faltassem incertezas e medos, ainda estamos lidando com uma “pós” pandemia e com os noticiários nos informando dia a dia mais uma possibilidade de sermos atacados com uma nova doença altamente contagiosa.

Neste turbilhão, podemos não saber a solução para resolvermos tudo isso, mas uma coisa é fato, algo precisamos fazer e como todo ser humano o fator preponderante é a manutenção das necessidades básicas de sobrevivência, primeiramente sanitária e posteriormente econômica, buscar caminhos para gerar renda, investindo no fomento à circulação de bens e serviços e gerar emprego. Sair da crise é a meta de todo brasileiro neste ano tão inconclusivo, mas estamos presos a dúvidas cruéis, entre as quais, se tiramos a máscara ou não, se investimos ou poupamos, se exploramos ou cooperamos, mas uma coisa é fato, se há alguém perdendo, haverá alguém ganhando, com base nas teorias de equilíbrio universal, a grande pergunta é saber quem!

A Economia é uma ciência social, que por sua vez, avalia as diversas ciências que envolve o pensamento e o comportamento humano e suas relações produtivas, com o meio em que vivemos, tais movimentações refletem a vontade e a perspectiva da sociedade em torno de externalidades significativas, com base em sua cultura local, perspectiva social,  renda e força de trabalho, sendo esta presente ou  ociosa, bem como avalia as condições de despertar a novas formas de gerar condições de auferir ganhos, sejam eles em vantagens de permuta ou em espécie monetária, com a finalidade única de auferir meios de sobrevivência. Sua origem vem do grego “OIKOS” casa, e portanto é mais simples do que pensamos, nossa sensação de necessidade gera nossa vontade de obter, bens e serviços que consequentemente gera no mercado um espaço a lhe atender, de forma que a multiplicação desta sensação gera em forma macro as relações sociais e econômicas que precisamos para fazer esta grande máquina chamado Mundo continuar existindo.

Às vezes de forma mais técnica setorial, às vezes mais ampla e global, no entanto sempre acompanhada de inter-relação social. E neste ambiente cheio de incerteza, que achamos um terreno fértil para avaliarmos e conjecturarmos sobre milhares de possibilidades, sensações e ações em busca da mesma quantidade de soluções, que acabarão refletindo em movimentos contrários ou não, porém complementares à manutenção do ciclo econômico, esse é o caminho a percorrer.

Todo esse mecanismo tomou um grande golpe nos últimos dois anos, mas chegou a hora de reagirmos e sabermos que cada passo, em busca de condições de sobrevivência, gerará a mesma intensidade na comunidade e no meio que ela se dará, fazendo com que nossa ociosidade braçal, intelectual e emocional, aos poucos se equilibre e voltemos a ser aquela grande massa de relação social e econômica em busca da prosperidade.

Pode parecer redundante ou emocional, mas é a realidade crua que se vê a simplicidade de se viver de forma produtiva em busca de saúde mental, equilíbrio financeiro e inter-relação econômica, vamos em frente que o MUNDO NÃO PARA.

Eroaldo de Oliveira é Economista e Conselheiro do Conselho Regional de Economia e atua como C.E.O da Unimed Cuiabá

 

 

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Opinião

CLAUDYSON MARTINS – Menos imposto, mais combustível no tanque

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Após vários reajustes que elevaram os preços dos combustíveis ao longo dos últimos meses, consumidores mato-grossenses observaram nas últimas semanas uma queda considerável nos preços da gasolina e do etanol nas bombas. Além da queda no preço do petróleo no mercado internacional, a redução é decorrente de leis aprovadas no Congresso que limitaram a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis nos estados.

Nesta segunda semana de agosto, a Petrobras reduziu mais uma vez o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A partir do dia 16 de agosto, o preço do litro passou de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Em julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Para nós consumidores, a notícia é animadora e vai aliviar no bolso na hora de abastecer.

De acordo com o Sistema de Levantamento de Preço da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do etanol hidratado também ficou mais barato, custava em média R$ 4,87 em Mato Grosso em maio e no mês de julho, o preço caiu aproximadamente 20% e fechou com a média de R$ 3,94.

No mesmo levantamento, a gasolina comum pesquisada em 642 estabelecimentos estava com preço médio de R$ 7,06 em maio. Dois meses depois, o produto caiu aproximadamente 15% e fechou julho a R$ 6,04 nas bombas. Com isso, o preço atual da gasolina ao deixar as refinarias no Brasil está abaixo da média de 167 países, conforme dados do portal Global Petrol Prices e a ANP, relativos ao dia 29 de julho.

Como alertei anteriormente, combustível caro afasta os consumidores e afeta negativamente a economia. Com as seguidas baixas nos preços a demanda por combustíveis aumentou e podemos afirmar isso com dados, dando o exemplo de um posto de combustíveis aqui de Cuiabá.

No comparativo com maio, quando o preço da gasolina comum atingiu preço médio de R$ 7,06 e o litro do álcool hidratado custava em média R$ 4,87 em Mato Grosso, um posto comercializou até o dia 16 de maio 175,6 mil litros de combustível. Já no mês de agosto, quando o valor médio da gasolina em Mato Grosso custava R$ 5,97 e o álcool estava em R$ 4,02, o mesmo posto comercializou 202,6 mil litros de combustível nos primeiros 16 dias do mês, aumento de 16% nas vendas no mesmo período comparativo de maio.

Com o cenário de queda nos preços, a economia volta a dar uma aquecida, não só nos postos de combustíveis, como comprovado acima, mas também em outros setores como o de comércio e turismo, que dependem da circulação de pessoas para consumo de produtos e serviços. Além disso, o cidadão que possui automóvel sente menos o peso no orçamento e sobra dinheiro para a família aplicar em outras despesas, como lazer, que foi retirado da lista de prioridades diante da atual conjuntura econômica.

Claudyson Martins Alves é empresário do segmento de combustíveis e vice-presidente do Sindipetróleo

 

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Opinião

DR. MARDEM MACHADO – As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)

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O  termo doenças inflamatórias intestinais inclui dois tipos diferentes de inflamação intestinal crônica, a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, ambas ainda de causas desconhecidas. A principal diferença entre as duas doenças é o local onde elas ocorrem.

A doença de Crohn é uma inflamação crônica que pode acontecer em qualquer parte do tubo digestivo. Ela é mais comum na parte inferior do intestino delgado e intestino grosso. Já a retocolite ulcerativa é uma inflamação que ocorre na mucosa do intestino grosso, acompanhada de diarreia crônica com sangue e anemia”, detalha.

As doenças inflamatórias intestinais não tem uma causa definida, mas podem estar associadas a fatores como consumo exagerado de comidas industrializadas e com alto índice de gordura, questões hereditárias e imunológicas.

Os sintomas mais comuns para as DIIs são a diarreia, com pus, muco ou sangue, cólicas, gases, fraqueza, perda de apetite e febre. Conforme as informações da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), as inflamações atingem principalmente os jovens entre 20 e 40 anos, que quanto mais cedo forem diagnosticados, melhores são as chances de um tratamento adequado e que não afete tanto no dia a dia.

Assim como a retocolite ulcerativa, o diagnóstico da doença de Crohn é feito por um exame de colonoscopia com biópsia, além de outros exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames laboratoriais.

O tratamento pode ser realizado tanto com medicação, quanto com cirurgia. Em alguns pacientes é necessária a confecção de estomas, que são bolsas coletoras de fezes. Além disso, também uma alimentação balanceada.

A colonoscopia e a cápsula endoscópica são dois importantes exames para o diagnósticos de doenças inflamatórias intestinais (DII), que são a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, alvos da campanha de conscientização Maio Roxo

A colonoscopia é um exame que permite ao médico analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do intestino delgado, em uma área que corresponde ao reto, ao cólon e ao íleo terminal.

A aparência endoscópica nem sempre é capaz de diferenciar Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, porém fornece algumas características que auxiliam no diagnóstico. Além disso é fundamental para detecção precoce do Câncer Colorretal.

Normalmente o exame é realizado sob sedação para o conforto do paciente, permitindo ao médico a identificação, diagnóstico através de biópsia e, eventualmente, a retirada de lesões intestinais.

Já a cápsula endoscópica, desde seu desenvolvimento é considerada um excelente exame para avaliar a mucosa do intestino delgado. Como a Doença de Crohn pode acometer exclusivamente o íleo proximal ou o jejuno em 10% dos casos, diante de colonoscopia normal ou pouco alterada e suspeita clínica relevante, a cápsula pode ser usada para pesquisar lesões nessa porção do intestino, como erosões, úlceras e estenoses.

O método também verifica a extensão da Doença de Crohn já diagnosticada, auxilia na escolha do tratamento e faz o controle pós-terapêutico. Embora seja um exame bastante seguro, existe a possibilidade de retenção da cápsula em cerca de 2% dos casos devido a estenoses graves, que geralmente têm indicação de correção cirúrgica.

E já realizada em Cuiabá, a enteroscopia por duplo balão é um exame em que o aparelho, similar aos demais endoscópios, é introduzido através da boca ou do ânus para o diagnóstico e tratamento de lesões do intestino delgado a exemplo das doenças inflamatórias intestinais.

Dr. Mardem Machado é coloproctologista, professor do HUJM, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia na região Centro Oeste (SBCP) e integra a equipe multidisciplinar do IGPA

 

 

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