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Economia

Equipe econômica está tranquila após demissão de Levy, diz secretário

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marcos cintra
Waldemir Barreto/Agência Senado – 12.6.18

“Toda a equipe econômica está tranquila, o trabalho continua com a mesma dedicação e eficiência”, disse Marcos Cintra

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmou que a equipe econômica está tranquila para continuar seu trabalho depois do  pedido de demissão do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy. O economista havia sido criticado publicamente pelo presidente Jair Bolsoraro (PSL).

Segundo o secretário, o episódio não diz respeito a ninguém, a não ser o próprio presidente, que “sabe o que está fazendo”, e ao ministro Paulo Guedes. “Toda a equipe econômica está tranquila, o trabalho continua com a mesma dedicação e eficiência”, disse. A declaração foi feita durante o 4º Congresso Luso Brasileiro, em São Paulo.

Cintra ainda acrescentou que todos os esforços do governo estão concentrados na aprovação da reforma da Previdência, mas que a Receita já está trabalhando numa proposta de reforma tributária . O projeto deve correr em paralelo à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45, que já está no Congresso para ser votada , e trata da criação de um imposto único sobre bens e serviços, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

“O foco está na reforma da Previdência e, quando ela chegar a bons termos, vamos iniciar um debate com a sociedade e entidades de classe para fazer a reforma dos tributos federais. Se a criação do IVA for aprovada, queremos fazer alguma reforma em paralelo em tributos federais como PIS/Cofins, desoneração da folha de pagamento e Imposto de Renda”, anunciou. 

O secretário também ressaltou que existe uma ordem explícita do presidente para que não se aumente a carga tributária no País. O objetivo, segundo Cintra, é manter a arrecadação constante e, se houver mudança num tributo, haverá compensação em outro.

Em relação às propostas de aumento da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 15% para 20% para os bancos, inclusa no relatório da reforma da Previdência , Cintra afirmou que caberá ao legislativo resolver. “Se houver acréscimo de imposto, nós vamos compensar de alguma forma na reforma tributária . Não haverá aumento de impostos. Este é o grande recado do presidente”, garantiu. 

O secretário reiterou ser favorável à criação de um imposto sobre pagamentos, uma versão atual da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas garantiu que vai se render à vontade da maioria da população brasileira. O próprio presidente Jair Bolsonaro já se mostrou contrário à recriação de um imposto nos moldes da CPMF.

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Economia

Indicador do Ipea de formação de capital fixo cresce 1,2% em fevereiro

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O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) cresceu 1,2% em fevereiro, se comparado ao mês anterior e representou a segunda alta consecutiva, após os 7,9% de janeiro. No entanto, no trimestre móvel terminado em fevereiro, houve queda de 0,2%, mas positivo em relação ao mesmo período de 2019, quando registrou elevação de 4,4%.

No acumulado em 12 meses, os investimentos voltam a subir de 2,7% para 2,8%. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,3% superior ao verificado em fevereiro de 2019. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Ipea.

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo formado pelos segmentos de máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos, mede os investimentos em aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do seu estoque de capital fixo.

Conforme o Ipea, a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 4,2% em fevereiro, também na comparação com janeiro, mas a importação subiu 25% no mesmo período. Já o indicador de construção civil caiu 1,6%.

Quando a comparação é com fevereiro de 2019, a construção civil teve elevação de 2,8%, e o segmento máquinas e equipamentos de 9,5%.

Edição: Valéria Aguiar

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Economia

Produção nacional de automóveis teve queda de 21,8% em março

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou hoje (6) que a produção nacional de automóveis em março teve queda de 21,1%, em relação a março de 2019. Já o nível de licenciamentos caiu 21,8% no período. De acordo com a entidade, os resultados foram consequência da pandemia da covid-19, que provocou a queda de quase 90% das atividades do segmento.

Ao todo, foram fabricadas 189.958 unidades, ante 240.763 unidades de março de 2019. A diferença de fevereiro para março foi de 7%, enquanto a variação no acumulado de janeiro a março foi de 16%. Como a produção, o volume de unidades exportadas também foi reduzido em 21,1% na comparação com março de 2019, passando de 39.018 unidades para 30.772.
Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, “pode-se identificar com clareza a influência da pandemia nos índices, já que se registrava um aumento de 9% nas vendas até o começo da segunda quinzena, no acumulado do ano”. Para Moares, as circunstâncias levam a acreditar que o cenário para abril será preocupante.

“Tivemos dois momentos no mês de março. A primeira quinzena rodando normal, dentro do que a gente imaginava que seria possível vender e emplacar, e uma segunda quinzena, muito impactada pelo efeito da crise”, disse.

Moraes ressaltou que houve uma redução de 86,5% na média diária de licenciamentos, da primeira semana de março para a última. “Isso confirma a preocupação em relação ao atual momento que nós estamos passando”.

Caminhões

Moraes destacou ainda que, ao contrário dos automóveis, as vendas de caminhões apresentaram pouca oscilação quanto a fevereiro deste ano. Em março, manteve-se o mesmo desempenho, de cerca de 6,4 mil unidades emplacadas. Uma das saídas para esse tipo de negociação, explicou o presidente da associação, tem sido o contato direto entre montadoras e clientes.

Quanto às máquinas agrícolas e rodoviárias, observa-se um aumento de 46% na comercialização ante fevereiro, e de 10,3% em relação aos números de março de 2019. No total, foram vendidas 4.140 unidades.

Apesar da apreensão manifestada, o presidente da Anfavea salientou que a perspectiva para o segmento deverá repetir um padrão já vivenciado por países em que a pandemia chegou antes, como China, Itália, França e Espanha. Para fundamentar o argumento, utilizou como referência a variação nos licenciamentos de automóveis nesse locais, que foi, respectivamente, de menos 80%, 85%, 72% e 69%, respectivamente.

De forma geral, disse Moraes, a decisão da entidade é de aguardar a avaliação de especialistas sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para poder consolidar a projeção para a indústria automobilística brasileira.

Ainda de acordo com o relatório da Anfavea, com as medidas de distanciamento social 63 fábricas do setor interromperam as atividades ao longo das últimas duas semanas, afetando 123 mil funcionários. A paralisação abrange 10 estados e 40 municípios.

Edição: Fernando Fraga

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