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Mato Grosso

"Entrega da BR-163 é um passo enorme para a competitividade de MT", afirma governador

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O governador Mauro Mendes afirmou que a pavimentação dos últimos 51 km da BR-163, que liga o Estado ao Pará, representa um grande passo para que Mato Grosso se torne ainda mais competitivo no mercado internacional.

A cerimônia de entrega da obra ocorreu nesta sexta-feira (14.02) no km 102, o “Marco Zero” da rodovia, em Cachoeira da Serra (PA), e contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do governador do Pará, Helder Barbalho.

Em seu discurso, Mendes lembrou que a pavimentação da BR-163 foi iniciada há mais de 40 anos e a entrega deste trecho é “um marco histórico para milhares de brasileiros”.

“Mato Grosso é o maior PIB do agronegócio do País, maior produtor de soja, milho e algodão e estamos caminhando para ser o maior em proteína animal. Mas a logística sempre foi o maior obstáculo do crescimento. Passarão neste ano 14 milhões de toneladas de grãos pelas nossas rodovias, e por isso essa obra é um passo enorme para a nossa competitividade. Milhares de brasileiros terão a oportunidade de levar nossos produtos para fora e deixar riqueza em nosso país”, declarou.

O chefe do Executivo Estadual agradeceu ao Governo Federal por ter priorizado a conclusão desse trecho e cobrou a resolução de outros problemas de logística que afetam o Estado, a exemplo da falta de ferrovias.

“Temos o desafio da Ferrogrão. São mil km de uma ferrovia que será um marco histórico para essa grande região. Temos a oportunidade de começar no seu mandato e terminar no seu mandato essa importante ferrovia para Mato Grosso, para o Pará e para o Brasil”, afirmou.

Os desafios de logística para a região também foram citados pelo governador do Pará.

“A logística é um diferencial que permite que o Brasil cresça a partir dos nossos portos. Encerramos um ciclo e temos desafios do mesmo tamanho. Gostaria de pedir mais 50 km para que a BR-163 seja interligada de Cuiabá a Santarém. Isso permitirá que toda essa região esteja pavimentada”, pontuou Helder Barbalho.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a conclusão dessa obra começou a ser tratada já no período de transição do Governo, em 2018.

“Governar é buscar não deixar obras paradas. Temos andado o mundo inteiro buscando mais comércio. Podemos sonhar em colocar o Brasil no local de destaque que ele merece. Mas passa por aquilo que temos de mais sagrado, que é ter coragem para executar. O trabalho de cada um de nós é que colocará o Brasil em cima”, ressaltou.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, reforçou a fala do governador de Mato Grosso e garantiu que dará prioridade à implantação de ferrovias.

“Esse é o caminho que vai nos aproximar da Europa e fazer do Brasil mais competitivo. Vamos levar o desenvolvimento ao Brasil e trabalhar incansavelmente pela Ferrogrão”, salientou.

Para o senador mato-grossense Wellington Fagundes, a entrega dessa obra representa “um dia histórico”.

“Estamos concluindo mais um trecho de Cuiabá-Santarém. Fizemos agora a inauguração até Miritituba, mas temos que concluir até Santarém também. Ainda temos a duplicação do trecho Rondonopolis-Cuiabá. Temos que fazer ainda mais porque nosso Estado está em desenvolvimento”, declarou.

Também participaram do evento os ministros general Augusto Heleno (Segurança Institucional), Onix Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo); o diretor do Dnit, general Santos Filho; o ex-governador Blairo Maggi; os deputados federais Neri Geller, José Medeiros e Nelson Barbudo; os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho, Wilson Santos, Xuxu Dal Molin, Elizeu Nascimento, Silvio Fávero e Delegado Claudinei; e os prefeitos Binotti (Lucas do Rio Verde), Rosana Martinelli (Sinop) e Terezinha Guedes (Nova Santa Helena).

Importância para Mato Grosso

A obra – concluída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pelo Exército – garante o escoamento da safra de grãos que sai de Mato Grosso até os portos do Pará, especialmente Miritituba. De lá, a carga é embarcada e transportada para os principais centros consumidores do mundo.

A rodovia agora está completamente asfaltada entre os municípios de Sinop (MT) e Miritituba (PA). A pavimentação do trecho era aguardada pelo setor produtivo, por moradores da região e por transportadores de cargas há mais de 40 anos.

A obra traz mais segurança para aproximadamente seis mil caminhoneiros que trafegam diariamente pela rodovia. Até então, eles passavam dias em atoleiro no trecho crítico entre Moraes Almeida e Novo Progresso, principalmente na época de chuvas.

Para a conclusão desse trecho foram investidos cerca de R$ 158 milhões em 2019.

Além do asfaltamento, também foi realizada pelo DNIT e pelo Exército Brasileiro a manutenção em 1.300 km na rodovia, entre os dois estados.

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Mato Grosso

Técnicos da Empaer participam de curso sobre produção de algodão regenerativo em sistemas agroflorestais

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Técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) estão participando do curso de capacitação de produção de algodão regenetarivo em sistemas agroflorestais para a Região do Vale do Araguaia. Realizada na cidade de Canarana (a 823 km de Cuiabá), a qualificação tem o objetivo de dar continuidade aos treinamentos dos agentes mutiplicadores do Projeto AGROcotton que visa a agricultura sustentável a produtores familiares do Estado.

Na prática, os técnicos capacitam os produtores para a implementação do sistema agroflorestais com o cultivo do algodão regenetarivo para o ano de 2022, com a possibilidade de extensão do cultivo e da compra para os anos seguintes.

O curso foi dividido em teoria e prática. De segunda-feira a quarta-feira (06 a 08.12), as aulas acontecem no auditório do Sindicato Rural, no centro de Canarana. Na quarta-feira (08), no período da tarde e na quinta-feira (09), será na Unidade Demonstrativa Algodão Regenetativo, no Parque de Exposição Luiz Cancian.

Na programação consta apresentação do Projeto AGROcotton – Algodão Regenetativo e os parceiros envolvidos na iniciativa; Histórico dos sistemas de produção ecológica; Transição Agroecologia e Sistemas Agroflorestais; Princípios e práticas agroeconológicas com ênfase no manejo ecológico do solo; Apresentação de experiências agroecológicas da região;   Fundamentos técnicos dos sistemas agroflorestais e biodiversidade; Intensificação ecológica e econômica através de sistrmas agroflorestais; Planejamento da implantação e da condução das áreas do Projeto; A cultura do algodoeiro e o Uso e produção de bionsumos.

O curso é uma realização da Embrapa, Empaer, Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf) e Farfarm. Os apoiadores são Sindicato Rural de Canarana, Prefeitura e Câmara Municipal.   

Sobre a Farfarm – É uma empresa brasileira especializada em projetos de supply chain regenerativos. Sua missão é transformar a indústria têxtil no Brasil. Por meio da agrofloresta, ela estabelece cadeias produtivas virtuosas para abastecer o mercado têxtil de matérias-primas genuinamente ecológicas, apoiando pequenos produtores e, portanto, gerando baixo impacto socioambiental.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

SES avança em ações de enfrentamento à hanseníase em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) avança no combate à hanseníase em Mato Grosso. Em parceria com o Instituto Aliança Contra a Hanseníase, o Estado recebe duas novas oficinas de adaptação de calçados e elabora um Manual Orientativo para os Cuidados em Hanseníase.

O balanço positivo foi feito pela Dra. Laila de Laguiche, hansenologista e presidente do Instituto, que oferta suporte científico, educacional e filantrópico na medida em que auxilia as ações de enfrentamento à doença em Mato Grosso.

De acordo com a especialista, as oficinas de adaptação de calçados serão instaladas em municípios que contam com uma Unidade de Atenção Especializada para o compartilhamento de cuidados voltados às pessoas acometidas pela hanseníase.

“Nós da Aliança Contra a Hanseníase estamos muito contentes com essa parceria público-privada. Estamos avançando, não necessariamente com a velocidade que gostaríamos pois tivemos a pandemia neste meio tempo, mas estamos entregando duas oficinas de adaptação de calçados – uma em Tangará da Serra e outra em Alta Floresta. E também promoveremos a capacitação dos profissionais para poder calçar melhor os pacientes atingidos pela hanseníase”, explicou.

Além das entregas e capacitações já realizadas por meio da parceria, a hansenologista explica que a associação AAL também desenvolveu o projeto TechHansen, que disponibiliza aos profissionais do Estado uma série de materiais voltados para a qualidade de vida de pacientes com sequelas da hanseníase.

“Nós oferecemos a possibilidade de os profissionais de saúde prescreverem e solicitarem, pelo nosso site, objetos de tecnologia assistiva que ajudam na qualidade de vida dos pacientes. Esses materiais não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como luvas térmicas de proteção, tiras especializadas, pinças, lubrificantes ocular e nasal. São objetos simples, mas que mudam a vida do paciente”, disse a doutora, ao pontuar que os itens são importantes para pacientes que perdem a sensibilidade da pele ou passam por amputação.

Hanseníase em Mato Grosso

Mato Grosso apresenta níveis considerados hiperendêmicos para a hanseníase há muitos anos. Considerando os últimos cinco anos, 2018 destacou-se pelo maior número de casos novos e pela maior taxa de detecção da doença, com 4.678 casos, representando 138,30 casos novos por 100.000 habitantes. O ano de 2019 seguiu a mesma tendência, com leve decréscimo.

Contudo, em 2020, foram diagnosticados 2.517 casos novos de hanseníase no estado, um decréscimo abrupto e não esperado pela tendência estatística e comportamental da doença. De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a diminuição do número de casos pode ser reflexo da pandemia da Covid-19, que trouxe dificuldades no acesso da população aos serviços de saúde.

Comparando a curva epidemiológica da hanseníase entre 2019 e 2020, estima-se que mais de 50% de casos novos deixaram de ser diagnosticados em todo o mundo – o que também pode ser observado no Brasil e em Mato Grosso.

Neste contexto, o Estado trabalha no sentido de capacitar os profissionais para a detecção precoce da hanseníase e para o melhor atendimento dos pacientes. A SES-MT tem um projeto robusto denominado “Mato Grosso em Redes: Cuidado Integral em Hanseníase”, que integra o plano de ações da saúde.

“No que se refere ao combate à hanseníase, de 2016 a 2019, a SES qualificou cerca de 2 mil profissionais que atuam em Mato Grosso. Neste cenário, Mato Grosso faz um grande esforço junto à Atenção Primária, com um trabalho efetivo de qualificação das equipes de saúde”, ponderou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Algumas das vertentes de trabalho perpassam as áreas da educação e comunicação e saúde, que precisam ser efetivadas como suporte às ações assistenciais. Desta forma, o objetivo é dinamizar a participação da sociedade no enfrentamento da hanseníase no estado.

Fonte: GOV MT

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