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Política Nacional

Entidades da educação superior criticam bloqueio de recursos para universidades

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Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre contingenciamento dos recursos das Universidades Brasileiras e dos Institutos Federais de Ensino e suas consequências. Reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura
A reitora da UnB, Márcia Abrahão, disse que o bloqueio de recursos impede qualquer previsão de despesas

Entidades de ensino, reitores, estudantes e professores criticaram o bloqueio de recursos de universidades e institutos federais de ensino anunciado pelo Executivo em março. A medida atingiu 38 institutos federais e 63 universidades.

O total bloqueado até agora no MEC é de R$ 5,83 bilhões no orçamento de 2019. A suspensão de repasse atinge tanto o ensino básico quanto as universidades e institutos federais. Só no ensino superior federal, o valor chega a R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários, como água, luz e bolsas estudantis) e 3,43% do orçamento total das federais (incluídas as despesas obrigatórias como salários e aposentadorias). O governo argumenta que a medida foi necessária porque a arrecadação está menor do que o previsto.

Para a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão Moura, a cota mensal destinada à instituição de acordo com previsão da Lei Orçamentária Anual (LOA) já é um contingenciamento. “O bloqueio nos impede de contar com esse recurso até o final do ano. A gente não pode fazer uma previsão de despesa, enquanto o contingenciamento é uma liberação aos poucos do orçamento que já está lá”, disse.

A UnB, segundo Moura, chegou ao limite e não consegue mais reduzir despesas. “A UnB continua sendo uma das melhores do Brasil, mas com essa situação dramática fica muito difícil concluir o ano”, afirmou.

O presidente da Associação dos Dirigentes das Instituições do Ensino Superior (Andifes), Reinaldo Centoducatte, afirmou que os recursos disponíveis na lei orçamentária de 2019 (13.808/19) são semelhantes aos previstos no orçamento de 2014 (Lei 12.952/14). “Isso não incorpora aumento de preços da economia, reduzindo a capacidade de aquisição e contratação das universidades”, disse. Para ele, os cortes na pasta serão revertidos graças à pressão popular e ao apoio do Congresso.

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Reação forte Segundo a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, a reação nas ruas ao bloqueio de verbas para educação também pode ser explicada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Tudo isso aconteceu de forma mais forte porque houve corte, contingenciamento em outros anos, mas não houve postura tão desrespeitosa quanto agora”, afirmou. Dias reclamou da falta de diálogo do Executivo com os movimentos sociais.

Eles participaram de debate da comissão externa que acompanha os trabalhos do Ministério da Educação (MEC).

O secretário substituto da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Wagner de Souza, disse que o procedimento adotado pelo governo é o estabelecido nas leis orçamentárias e está dentro da normalidade. “O contingenciamento ainda se pode reverter. O corte é quando há um cancelamento ou termina o ano e o limite contingenciado não é liberado. Talvez estejamos discutindo porque foi dada publicidade sobre o tema.” De acordo com ele, só há uma indisponibilidade momentânea para o uso do recurso, que pode ser revertida se houver uma maior arrecadação ao longo do ano.

Contingenciamento como corte Para o relator da comissão, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), o contingenciamento de verbas, tanto na saúde como na educação, tem efeito prático de corte. “Qualquer coisa que você ia fazer em um semestre e não vai fazer mais, você não pode fazer no semestre seguinte porque o aluno já passou daquela série”, afirmou. De acordo com ele, a explicação do MEC sobre os critérios para definir onde e quanto bloquear não ficou clara.

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De acordo com Wagner de Souza, os critérios adotados pelo MEC são públicos e incluem, entre outros, conceitos como o de aluno-equivalente e a matriz Andifes para repartição de recursos de acordo com indicadores de qualidade e produtividade.

A coordenadora da comissão, deputada Tabata Amaral (PDT-SP), disse que não dá para dialogar de uma forma séria enquanto há uma desinformação sobre conceitos como corte, bloqueio e contingenciamento. “Fica uma conversa de doido, porque parece que um lado está mentindo, o outro está mentindo”, disse. Segundo ela, o contingenciamento é algo corriqueiro que destina mensalmente uma parcela do orçamento devido à cada instituição. "Contingenciamento é o abrir e fechar torneira para organizar as contas do governo, aí tudo bem. Agora um bloqueio de 30% sobre orçamento aprovado pelo Congresso, é disso que estamos falando", afirmou.

Recursos liberados Em maio, o governo liberou R$ 1,58 bilhão para o MEC quitar despesas discricionárias (como água, luz e manutenção). Outro R$ 1 bilhão teve a liberação garantida pela líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), dentro dos R$ 248,9 bilhões (PLN 4/19) em crédito suplementar autorizados pelo Congresso Nacional para o Executivo utilizar, por meio de operações de crédito. O acordo também prevê R$ 330 milhões para bolsas de pesquisa científica. O texto foi aprovado nesta terça pelo Congresso.

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Fora da agenda, Bolsonaro recebe advogado de Flávio no Palácio do Alvorada

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Frederick Wassef, advogado do senador  Flávio Bolsonaro  (PSL-RJ), esteve neste sábado com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada . Ele atua na defesa do filho mais velho do presidente na investigação do Ministério Público do Rio que apura suspeita da prática ilegal de “rachadinha” no gabinete de Flávio – como é conhecida a devolução de parte dos salários dos funcionários do seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.

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Antonio Cruz/ Agência Brasil – 2.9.19

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada

Wassef chegou por volta no meio dia e ficou cerca de três horas na residência oficial. No início da manhã, a agenda oficial divulgada pelo Planalto mostrava apenas reuniões de Bolsonaro com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O advogado não constava entre os compromissos. Procurado Wassef disse que não iria comentar o assunto tratado na reunião.

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Nos últimos dias, o advogado fez outra reclamação ao Supremo Tribunal Federal para tentar suspender atos da investigação contra Flávio sobre peculato e lavagem de dinheiro. A reclamação foi sorteada para o ministro Gilmar Mendes.

Wassef alegou que um habeas corpus que a defesa propôs continuou tramitando no Tribunal de Justiça do Rio após a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli,  em julho. Na ocasião, o ministro suspendeu todos os inquéritos abertos a partir de informações compartilhadas por relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação sobre o senador começou em julho do ano passado e foi baseada em um relatório que encontrou movimentações financeiras atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

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Na reclamação feita ao STF, no dia três de setembro, a defesa de Flávio reclama da tramitação de um habeas corpus do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). A defesa pediu a suspensão dos procedimentos em função da decisão do ministro Toffoli, mas o desembargador Antônio Amado disse que a decisão do ministro não se aplica à tramitação do habeas corpus. Wassef pede ao STF que suspenda todos os atos do caso até o julgamento do mérito sobre a ação que discute o compartilhamento de dados do Coaf com o MP.

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Entenda o caso

Flávio Bolsonaro arrow-options
Charles Sholl/Brazil Photo Press/Agencia O Globo – 4.7.19

Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O MP apura se havia a prática de “rachadinha” no gabinete de Flávio, ou seja, quando parte dos funcionários são obrigados a devolver parte dos salários.

Em julho, o presidente do STF, ministro  Dias Toffoli, determinou a suspensão de todos os processos judiciais em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por órgãos de controle sem autorização prévia do Poder Judiciário, como o Coaf. A decisão foi dada em resposta a um pedido de Flávio Bolsonaro.

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A trajetória de Flávio Bolsonaro: de deputado mais jovem do Rio a senador sob suspeitaEm janeiro deste ano, Flávio havia questionado no STF a competência do MP para investigá-lo, uma vez que ele  era senador recém-eleito e diplomado. O pedido foi negado pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Também em janeiro, o “Jornal Nacional”, da TV Globo , revelou trechos de um relatório do Coaf, com apontamentos sobre movimentações suspeitas em conta bancária de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório, 48 depósitos em espécie foram feitos na conta entre junho e julho de 2017, somando R$ 96 mil. Os depósitos se concentraram num terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio. Em um dos dias analisados, por exemplo, foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil cada num intervalo de cinco minutos.

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Em entrevista à TV RecordFlávio Bolsonaro disse que o dinheiro é proveniente da venda de um apartamento na Zona Sul do Rio . Ele contou que recebeu parte do pagamento da venda do imóvel em dinheiro e que fez os depósitos fracionados, que somam R$ 96 mil, no caixa eletrônico da Alerj por ser o local onde ele trabalhava. Segundo disse na entrevista, R$ 2 mil é o limite aceito no caixa eletrônico.

Fonte: IG Política
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Bolsonaro tem até 4 de outubro para vetar ou sancionar lei eleitoral

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Está nas mãos do presidente da República Jair Bolsonaro a decisão de sancionar ou vetar (total ou parcialmente) o projeto que altera regras eleitorais (Projeto de Lei 5029/19). Para valerem já nas eleições municipais de 2020, as novas regras precisam ser sancionadas até o dia 4 de outubro.

A primeira versão do projeto foi aprovada pelos deputados no início de setembro com grande repercussão negativa. A reação fez com que o Senado avançasse apenas na criação de um fundo eleitoral, sem valor definido, para financiar as eleições no ano que vem. Quando o texto voltou à Câmara, os deputados excluíram alguns pontos importantes, mas mantiveram trechos que críticos da proposta acreditam que podem dar margem para caixa dois, lavagem de dinheiro, além de reduzir mecanismos de controle dos recursos.

Após negociação entre os líderes partidários, os deputados retomaram à votação de todo o texto, retirando quatro pontos. No relatório apresentado pelo deputado Wilson Santiago (PTB-PB), foram suprimidos os seguintes trechos: o que permite pagar advogados e contadores com o fundo partidário; o que aumenta o prazo para a prestação de contas partidárias; um terceiro, que viabilizaria diversos sistemas para a prestação das contas, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e um último ponto que permitia partidos serem multados por erros na prestação de contas apenas em caso de dolo, quando há intenção em cometer uma fraude.

Fundo partidário

O texto aprovado garante o fundo eleitoral para financiamento de campanha dos candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020. A medida estabelece que os valores do fundo serão definidos por deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O projeto de lei do orçamento de 2020, enviado pelo Poder Executivo, já prevê a destinação de R$ 2,54 bilhões para as eleições municipais.

Gastos

A medida prevê a contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse partidário ou de litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, com a ressalva de que estejam diretamente relacionados ao processo eleitoral.

Os recursos podem ser usados por partidos políticos para pagamento de juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções relacionadas à legislação eleitoral ou partidária. As verbas também podem ser direcionados na compra ou locação de bens móveis e imóveis, construção de sedes e realização de reformas; e no pagamento pelo impulsionamento de conteúdos na internet, incluída a priorização em resultados de sites de pesquisa.

Doações

As doações para campanhas eleitorais são restritas às pessoas físicas. A lei atual estabelece que a doação seja feita por recibo assinado pelo doador, limitado a 10% dos rendimentos brutos desse doador referente ao ano anterior. Atualmente, é possível fazer as doações por cartão de crédito ou débito. Com a medida aprovada, parlamentares permitiram o uso de boleto bancário e débito em conta.

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Propaganda partidária semestral

O texto aprovado pelos deputados prevê a volta da propaganda partidária semestral e exceções aos limites de gastos de campanhas eleitorais. A obrigação dessa veiculação em rede nacional e estadual foi extinta pela última reforma eleitoral em virtude da criação do fundo eleitoral. Em cada emissora, somente serão autorizadas inserções até que se alcance o limite diário de 12 minutos.

A medida estabelece que o partido com mais de 20 deputados federais eleitos terá 20 minutos de tempo, por semestre, para inserções nas redes nacionais e o mesmo tempo nas redes estaduais. A sigla que eleger de 10 a 19 deputados terá assegurado o tempo de 15 minutos a cada seis meses – tanto nas redes nacionais quanto estaduais. Já os partidos que tenham eleitos até nove deputados terão o tempo de 10 minutos assegurados (redes nacionais e estaduais – cada).

Participação feminina

O texto traz ainda uma mudança com relação à atividade de mulheres dentro de partidos políticos. A medida prevê que as siglas criem instituto com personalidade jurídica própria para gerir esses recursos destinados exclusivamente à participação feminina. Atualmente, a lei já determina que 5% do fundo partidário seja usado na promoção da participação das mulheres na política.

Repercussão negativa

Para a diretora de Operações da Organização Não Governamental Transparência Brasil, Juliana Sakai, a forma acelerada de tramitação e o próprio conteúdo do projeto de lei foram equivocados. Críticos ao texto aprovado se mobilizam para pressionar o presidente da República a vetar trechos da lei aprovada pelos congressistas.

“Deputados e senadores legislaram em causa própria. Eles definiram a regra do jogo de como eles vão jogar, como vão receber os recursos e aplicá-los e também como fiscalizar esses recursos. Houve um movimento forte para apressar e votar em regime de urgência, sem discutir com a sociedade. Foram apenas quatro horas de debates no plenário [da Câmara], não tramitou em nenhuma comissão e foi direto para o Senado”, aponta a diretora.

Para Juliana Sakai, o projeto aprovado pode gerar problemas para que Justiça Eleitoral fiscalize os recursos públicos do Fundo Partidário além de abrir brechas para caixa dois e lavagem de dinheiro.

“Isso é muito grave. O projeto permite, por exemplo, o pagamento de passagens para pessoas de fora do partido. Essas novas regras dificultam que a Justiça Eleitoral analise o uso de recursos ao diminuir o controle das contas dos partidos políticos”, explicou. “Essa proposta é um ataque à transparência, são medidas que inviabilizam o controle social e surpreende que, em 2019, os parlamentares tenham a coragem de propor um texto desse nível”, completou.

Na avaliação de Juliana Sakai, o trecho do projeto que prevê novas regras para considerar um candidato inelegível é uma afronta à Lei da Ficha Limpa. O texto estabelece parâmetros para avaliar se um candidato está elegível para disputar as eleições. A definição caberá à Justiça Eleitoral que deve considerar a data da posse e não a data do registro da candidatura, embora a condição continue a ser aferida nesse momento.

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“Isso está trazendo o caos para o sistema eleitoral ao viabilizar campanhas, que talvez não sejam deferidas, com dinheiro público que será gasto e candidatos que receberão votos e não serão eleitos”, disse.

Reação

Segundo senadores que fazem parte do grupo Muda, Senado (que tem 21 parlamentares), o texto final aprovado na Câmara “é uma absurda ofensa ao Senado, à democracia e à sociedade, que acompanha atônita a destruição da já combalida credibilidade da política como meio adequado para resolução de conflitos”.

O grupo considera a possibilidade de tomar medidas judiciais sobre o assunto, de forma a “restabelecer o devido processo legislativo e assegurar que a democracia brasileira está acima de interesses pessoais e partidários”.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), classificou o texto aprovado na Câmara como um “retrocesso inimaginável”. Para a senadora, a sociedade tem que pressionar o presidente da República a vetar o projeto.

“É um retrocesso inimaginável numa câmara que teve 60% do seu quadro renovado. Quando a sociedade renovou a Câmara em 60%, eu imaginei que descalabros como esse, retrocessos como esse, no que se refere à transparência, publicidade do dinheiro público, a própria moralidade, não fosse mais acontecer no plenário da Câmara dos Deputados”, disse. “Cabe agora uma ampla manifestação da sociedade, um grito das ruas com pedido de veto ao senhor presidente da República para que nós, no Senado, possamos manter esses vetos”, completou.

Defesa

Já o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem feito uma defesa veemente da medida. O parlamentar tem ressaltado a importância do financiamento para garantir a participação de grupos diversos na política brasileira.

“Reafirmamos o que fizemos no outro processo em relação ao fundo. Se não tiver financiamento público, só vão financiar as campanhas quem tiver vinculado a um empresário rico. Se não tiver o fundo, é uma escolha, vamos ter só ricos ou ter gente ligado a políticos ricos”, afirmou Maia.

O deputado rebateu ainda a crítica de que a medida vai facilitar o caixa dois nas eleições. Para ele, o que pode impedir essa prática é mais fiscalização e punição.

“Não existem caminhos para facilitar o caixa dois. Os recursos eram contabilizados nos escritórios de advocacia, não tem caixa dois, está contabilizado, o que está contabilizado não é caixa dois. Você pode dizer que esse encaminhamento não é melhor, mas caixa dois não é. Ter limite ou não, não significa caixa dois. Nós precisamos é ter transparência, fiscalização firme e punição firme”, disse.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Política
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