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Entidade indígena notifica STF sobre desaparecimento na Amazônia

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O Indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips
Reprodução – 06/06/2022

O Indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips

A entidade Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) notificou o Supremo Tribunal Federal sobre o caso do  desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A petição de informação foi feita dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental de número 709, de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso.

A petição da Apib afirma que o governo federal não está empreendendo esforços necessários para localizar a dupla desaparecida no último domingo.

“É indispensável que todas as autoridades públicas competentes permaneçam mobilizadas para uma efetiva busca e salvamento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, coordenando uma ação organizada das forças de segurança pública em cooperação com as organizações indígenas locais, que têm assumido, desde o primeiro momento, a iniciativa pelas buscas e apuração dos fatos, uma vez percebido o desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips.”, diz o documento enviado ao Supremo.

A petição chama ainda atenção para as ameaças recebidos pelo indigenista. O documento diz ainda que a região onde Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram é palco de conflitos envolvendo madeireiros, pescadores ilegais e o narcotráfico.

“Além disso, avança, de forma cada vez mais descontrolada, a violência exercida mediante a invasão das terras indígenas e outras terras da União, a repressão contra a liberdade de imprensa e o exercício do jornalismo”, diz ainda o texto.

O desaparecimento da dupla foi alertado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) nesta segunda-feira. O Vale do Javari é a região com a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

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Justiça de SP condena mulher que roubava vítimas conhecidas no Tinder

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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas
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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas

Uma mulher foi condenada por roubar homens com os quais marcava encontros por meio de aplicativos de relacionamento . De acordo com a decisão da 2ª Vara Criminal (São Carlos) do Tribunal de Justiça de São Paulo, Maria Angélica Macedo da Silva recebeu uma pena de mais de 19 anos de prisão em regime fechado após praticar o golpe contra pelo menos três vítimas.

Os crimes teriam ocorrido no início do ano passado, quando ela criou uma conta no Tinder, conheceu um homem e marcou um encontro com ele. Durante o passeio, ela disse estar armada e que pertencia a uma facção criminosa. 

O homem, então, entregou a carteira, mas conseguiu fugir da abordagem durante um momento de distração da acusada, logo após ela pedir senhas dos cartões.

A vítima, no entanto, ainda foi atingida com um golpe de faca no braço. Além dele, outros dois homens foram alvos do mesmo golpe praticado por Maria Angélica. Também por meio de redes sociais de relacionamento, ela conseguiu marcar encontros com cada um deles.


Em ambas as ocasiões, o carro ele em que eles estavam eram interceptados por comparsas da acusada, que levavam os pertences. Nos dois casos, as vítimas também conseguiram fugir e ajudaram na identificação da acusada na delegacia.

“O reexame do acervo coligido traduz inequívoca convicção quanto ao acerto do desate condenatório, já que Maria Angélica foi reconhecida por três vítimas distintas como a pessoa que, após atrai-las, subtraiu, ou tentou subtrair, bens e valores que lhes pertenciam”, diz trecho da decisão, proferida pela desembargadora Claudia Fonseca Fannucchi.

Em sua defesa, Maria Angélica “negou as imputações, alegando que, no momento dos fatos, estava em casa” e “afirmou que não conhece as vítimas e não possui telefone celular, ou conta no aplicativo ‘Tinder’”, reiterando, em juízo, que tinha apenas um perfil no Facebook e que “ficava em casa em isolamento”, versão considerada “frágil” pelo tribunal.

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Fonte: IG Nacional

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Unesp investiga acusações de assédio contra professor

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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio
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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) instaurou nesta segunda-feira, 4, uma sindicância administrativa para apurar as acusações de assédio sexual feitas por estudantes contra Marcelo Magalhães Bulhões , professor adjunto da instituição.

Em nota, a universidade disse que “não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, e informou que o prazo para a conclusão da sindicância é de 60 dias, mas com a possibilidade do processo ser prorrogado pelo mesmo período.

Na última sexta-feira, 1º de julho, Bulhões foi alvo de uma manifestação feita por estudantes do câmpus de Bauru, interior de São Paulo. Elas afirmam ter sido vítimas de assédio sexual cometido pelo docente.

As jovens exibiram banners com fotos das conversas que o professor supostamente teve com as alunas via e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagens. Nos diálogos, Marcelo chegava afirmar estar interessado em ter relações sexuais com as estudantes – “a verdade é que o nosso desejo não passa”, teria dito ele em uma das mensagens enviadas.

“A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) repudia toda e qualquer prática de assédio. A atual gestão, iniciada em 2021, não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, se manifestou a universidade.

“Nesta segunda-feira, 4 de julho, foi instaurada uma sindicância administrativa para análise e identificação de responsabilidades O prazo para conclusão da sindicância é de 60 dias, prorrogável por igual período mediante justificativa fundamentada.”

No mesmo comunicado, a Unesp afirmou que a investigação foi aberta em decorrência dos protestos da semana passada, e informou ainda que a medida faz parte do protocolo da instituição para o atendimento às vítimas de violência sexual identificadas pela ouvidoria da universidade.

Em 2017, uma sindicância também foi aberta para investigar as condutas de Marcelo. O processo, porém, foi arquivado no ano seguinte. Apesar disso, ele foi afastado do curso de Jornalismo e realocado para lecionar na graduação de Relações Públicas.

Professor nega as acusações

Marcelo Magalhães Bulhões negou na semana passada as acusações e afirmou ser vítima de calúnia por parte das estudantes. Por meio de nota, ele afirma que nunca “houve indício concreto” de já ter praticado assédio ao longo dos 28 anos em que leciona na universidade.

“Foi com estarrecimento que fiquei sabendo que cartazes foram afixados no câmpus com teor acusatório a mim. Estou ainda chocado.”, disse o docente na semana passada. “Entendo que legítimas e importantes demandas da atualidade – luta contra o racismo, movimento feminista – têm produzido uma mobilização de empatia diante de causas importantes. Nesse caso, todavia, estou sendo vítima de calúnia, cuja propagação em tempos digitais é implacável”, acrescentou.

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Fonte: IG Nacional

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