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Internacional

Entenda o que acontece nos Emirados Árabes após a morte do presidente

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Xeque Khalifa bin Zayed al Nahyan morreu nesta sexta (13), aos 73 anos
Reproducao / G1

Xeque Khalifa bin Zayed al Nahyan morreu nesta sexta (13), aos 73 anos

Nessa sexta-feira (13), foi anunciada a morte do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o xeque Khalifa bin Zayed al Nahyan, aos 73 anos . A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal WAM , mas a causa do óbito não foi revelada. Mas e agora, com a morte do chefe de Estado, quem vai assumir o cargo?

Conforme a Constituição local, o vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum, de Dubai, deve assumir o cargo até o final do mandato, até que o conselho — constituído pelos líderes dos sete emirados — se reúna e eleja um novo governante.

De acordo com o geógrafo, mestre em estudos regionais do Oriente Médio pela Academia Diplomática Iraniana e doutorando em geografia política na Universidade de São Paulo (USP), Jorge Mortean, essa Suprema Câmara Federal se reúne apenas quatro vezes ao ano e é formada pelos líderes dos pequenos emirados que fazem parte dos EAU: Abu Dhabi, Ajman, Dubai, Fujairah, Ra’s al- Khaimah, Sharjah, Umm al-Quawain.

“Desses sete emires, os de Abu Dhabi e Dubai são os mais importantes — por questões econômicas e demográficas —, e eles possuem poder de veto em discussões de Suprema Câmara Federal, inclusive em relação à eleição presidencial, por exemplo”, explica. “Quando eles se reúnem, escolhem um deles para ser presidente por cinco anos, sem limite de mandato.”

Embora o cargo de emir seja hereditário, os cargos de presidente e primeiro-ministro não funcionam dessa maneira, já que eles são escolhidos. “Os emires de Abu Dhabi e Dubai, no entanto, sempre acabam ocupando esses dois cargos, respectivamente, fazendo com que seja mantida uma linha sucessória da própria família monárquica de cada um desses emirados”, afirma Mortean.

Segundo o pesquisador, a expectativa é que Khalifa seja substituído pelo filho mais velho, Mohammed bin Khalifa bin Zayed Al Nahyan, após o conselho se reunir para fazer a definição do novo governante.

Antes de Khalifa, quem ocupava o cargo era seu pai, Zayed Bin Sultan Al Nahyan, emir de Abu Dhabi desde 1966 e líder político do país desde 1971. Zayed foi reeleito diversas vezes até sua morte, em 2 de novembro de 2004. Em seguida, Khalifa — o filho mais velho de Zayed — assumiu o posto como seu sucessor, em 2005, após eleição realizada entre os emires.

Khalifa sofreu um derrame cerebral em 2014, raramente fazia aparições e se afastou da vida pública. Desde então, seu meio-irmão, Mohammed bin Zayed al-Nahyan, conhecido como MbZ, tem sido visto como o líder de fato do país.

Nessa sexta, depois de anunciar a morte do chefe de Estado , o Ministério dos Assuntos Presidenciais anunciou luto oficial por 40 dias, além da suspensão dos trabalhos nos ministérios, instituições federais e no setor privado por três dias.

Nas redes sociais, o meio-irmão de Khalifa lamentou a morte do emir. “Os Emirados Árabes Unidos perderam um filho justo e seu líder durante a ‘fase de empoderamento'”, escreveu.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

FBI executa mandado de busca na residência de Trump, na Flórida

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Donald Trump, ex-presidente dos EUA
Reprodução Documentário ‘Unprecedented’

Donald Trump, ex-presidente dos EUA

O FBI desempenhou um mandado de busca nesta segunda-feira (08) no resort Mar-a-Lago de Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. A informação foi confirmada pelo ex-presidente à CNN Internacional. 

“Minha linda casa, Mar-A-Lago, em Palm Beach, Flórida, está atualmente sitiada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI”, disse o ex-mandatário em comunicado.

Trump não disse a razão dos agentes do FBI estarem em Mar-a-Lago, mas o ex-presidente relatou que a operação não foi anunciada e “eles até arrombaram meu cofre”.

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Internacional

Livro revela que Trump jogava documentos na privada da Casa Branca

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Donald Trump
Reprodução/Twitter

Donald Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump tinha o costume de jogar documentos na privada, e a Casa Branca acionou encanadores para desentupi-la em pelo menos duas ocasiões. É o que revelam fotografias recém-divulgadas de “Confidence man”, o próximo livro de Maggie Haberman, repórter do New York Times e colaboradora da CNN.

Nas imagens publicadas nesta segunda-feira, não está claro o conteúdo dos documentos nem quem os escreveu, mas Haberman e a imprensa americana afirmam que a caligrafia é idêntica à de Trump, que teria usado uma caneta Sharpie, sua preferida. Os rascunhos incluem o nome da deputada republicana Elise Stefanik, uma defensora de Trump.

Segundo Haberman, uma foto é de um banheiro da Casa Branca e a outra é de uma viagem ao exterior, ambas fornecidas por uma fonte da jornalista no governo do ex-presidente. Essa mesma fonte teria dito a Haberman que era muito comum Trump jogar documentos nas privadas e que os encanadores costumavam ser chamados para desentupi-las.

“Que Trump estava descartando documentos dessa maneira não era amplamente conhecido na Ala Oeste [onde fica o escritório da Presidência], mas alguns assessores estavam cientes do hábito, no qual ele se envolveu repetidamente”, disse Haberman ao site Axios, que publicou as imagens em primeira-mão. “Foi uma extensão do hábito de Trump de rasgar documentos que deveriam ser preservados sob a Lei de Registros Presidenciais.”

Em fevereiro, a CNN relatou que Trump costumava rasgar documentos, rascunhos e memorandos depois de lê-los, o que contraria as leis presidenciais de manutenção de registros. Segundo a emissora, quando viajava, o ex-presidente levava até rascunhos de tuítes não lidos a bordo do avião presidencial para revisá-los antes de descartá-los.

Em uma ocasião, Trump também perguntou se alguém da sua equipe gostaria de colocar à venda no eBay uma cópia de um discurso que ele acabara de fazer, de acordo com a CNN.

Trump negou todas as alegações e, em uma declaração dada ao Axios nesta segunda, seu porta-voz disse que a reportagem foi inventada.

“Você precisa estar muito desesperada para vender livros se fotos de papel em um vaso sanitário fizerem parte de sua campanha de marketing”, afirmou Taylor Budowich. “Nós sabemos [que] há pessoas suficientes dispostas a inventar histórias como essa para impressionar a mídia, que está disposta a publicar qualquer coisa, desde que seja anti-Trump.”

Investigações

Em maio, promotores federais dos EUA deram início a uma investigação sobre denúncias de que Donald Trump teria usado de forma indevida documentos confidenciais do governo americano, que foram levados para a residência do ex-presidente no estado da Flórida, já depois de ter deixado a Presidência.

Pelas regras, os itens deveriam ter sido enviados para a administração dos Arquivos Nacionais dos EUA, e, quando os pesquisadores os analisaram, encontraram diversos documentos marcados como confidenciais, contendo informações relacionadas à segurança nacional.

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Fonte: IG Mundo

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