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Saúde

Enfermeiro se oferece para atender idosos em casa na pandemia do coronavírus

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É momento de seguir isolamento da quarentena para tentar conter o avanço do novo coronavírus no Brasil. Se você é idoso , o cuidado deve ser redobrado, afinal, os mais velhos estão no grupo de risco da Covid-19 . Mas enquanto há tristeza, medo e ansiedade de um lado, há também bons exemplos de solidariedade do outro. 

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Arquivo pessoal/Bráulio Júnior

Júnior em um dos atendimentos à domicílio durante a pandemia do coronavírus

Um deles é a atitude de Bráulio de Paula Silva Júnior, enfermeiro que trabalha na zona oeste do Rio de Janeiro. Com 10 anos de profissão, Júnior sempre atuou com idosos em terapia intensiva e, agora, diante da pandemia, leva seus cuidados à casa dos idosos que devem seguir em isolamento. 

No final da semana passada, o enfermeiro usou as redes sociais para se colocar a disposição de quem morasse em sua região e precisasse de atendimento em casa. Poderia ser para trocar um curativo, por exemplo. Assim, o idoso não precisaria sair e se colocar em risco para ser atendido. Bastava mandar uma mensagem para Júnior. 

Leia também: Netos e parentes relatam o desafio de manter os idosos em casa na quarentena

Ele fez os primeiros atendimentos domiciliares no sábado (21) e no domingo (22). Segundo o enfermeiro, “foi bem diferente de trabalhar em um hospital onde há o apoio de uma equipe multidisciplinar. Ali sou eu e o paciente, eu entro na intimidade do dia a dia, conheço a família e me torno parte da rotina”. 

O profissional ainda ressalta uma mistura de sentimentos após os atendimentos. “Quando sai me senti bem triste, porque vejo o quanto nosso sistema de saúde precisa ser revisado. Essas pessoas que venho atendendo realmente precisam de apoio, muitas delas não possuem nem o material necessário para realizar o curativo de forma correta! Mas me sinto satisfeito em fazer a minha parte e dar a minha contribuição para melhorar, nem que seja um pouco, essa realidade.”

Júnior ressalta que toma todos os cuidados de higiene para não levar qualquer doença ao idoso atendido. Há também uma atenção especial ao coronavírus, claro. “Antes do atendimento pergunto se ele possui algum dos sintomas de coronavírus. Se sim, eu vou mais protegido e recomendo ao paciente usar uma máscara individual”, comenta. 

Para ele, a atitude de se colocar disponível não é mais do que sua obrigação como cidadão e profissional. “Como profissional capacitado me sinto no dever de ajudar quem realmente está necessitando desse apoio nesse momento tão difícil que o país está passando. Tenho certeza que isso não só me tornará uma pessoa melhor, como também um profissional com mais ‘tato’ com a vida de outras pessoas”, afirma o enfermeiro. “Foram quatro atendimentos até agora, mas espero fazer bem mais até essa situação passar.”

Conversa e conscientização

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Arquivo pessoal/Bráulio Júnior

Nas visitas, o enfermeiro auxilia os idosos com informações sobre a doença

Durante o atendimento domiciliar, o enfermeiro segue uma prática que já é rotina quando está no hospital: conversar com os idosos. “Eles são muito comunicativos, adoram conversar”, comenta. E já emenda com uma dica: “Converse com eles! Pergunte como está o dia, escute o que ele pensa sobre qualquer coisa e também dê sua opinião, ele vai ouvir”. 

Essa conversa também serve como conscientização. Segundo Júnior, os idosos estão assustados com o avanço do coronavírus e ainda se sentem desinformados. “Continuar o tratamento em casa é importantíssimo para eles então aproveito e converso com eles, explicando a situação que estamos passando e dizendo que a única coisa que devem fazer no momento é ficar em casa”. 

Leia também: Entenda a diferença entre Covid-19, resfriado e gripe

Ele também lembra outros cuidados fundamentais com os idosos. Além de a higiene vir em primeiro lugar, os mais velhos devem se manter bem hidratados, isso ajuda a evitar que se formem feridas na pele já mais sensível pelos efeitos da idade. 

Para os familiares, Bráulio recomenda o isolamento social, mas se precisar sair, que “evite o contato com outras pessoas e superfícies onde há contato geral. Ao voltar para casa, é preciso tomar banho e higienizar mãos com água e sabão ou com álcool gel 70%”. 

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Saúde

Saiba como se proteger contra o coronavírus com máscaras caseiras

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Em meio à pandemia de covid-19, o Ministério da Saúde está mobilizando a população a fabricar as próprias máscaras de pano, utilizando tecidos que podem assegurar uma boa efetividade, se forem bem desenhadas e higienizadas corretamente. Sobre as máscaras cirúrgicas e filtrantes, como a N95, a recomendação do governo segue a mesma: que elas sejam destinadas, prioritariamente, a profissionais de saúde e pessoas com sintomas.

De acordo com a nota do ministério, pesquisas têm apontado que a utilização de máscaras caseiras impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, funcionando como uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos de covid-19.

A máscara, entretanto, é uma proteção adicional. Para interromper o ciclo de disseminação do vírus, é importante seguir as regras de distanciamento social, etiqueta respiratória e a higienização das mãos. “Essas medidas recomendadas pelo ministério da Saúde, quando adotadas em conjunto, potencializam os efeitos da proteção contra o novo coronavírus no país e por isso são tão importantes de serem adotadas por toda a população”, diz o ministério.

Para garantir a efetividade, devem ser usados tecidos com boa capacidade de filtragem de partículas. O ministério recomenda: tecido de saco de aspirador; cotton (composto de poliéster 55% e algodão 45%; tecido 100% algodão (como tricoline); e fronhas de tecido antimicrobiano. Mas podem ser utilizados materiais encontrados no dia-a-dia, como camisetas ou outras roupas em bom estado de conservação, até tecido não tecido (TNT).

O importante é que a máscara seja feita com camadas duplas, nas medidas corretas, cobrindo totalmente a boca e nariz (cerca de 21 cm altura e 34 cm largura) e que esteja bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais. Se for de TNT, a máscara deve ser descartada a cada uso.

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Como usar

O uso da máscara caseira é individual, não devendo ser compartilhada entre familiares e amigos. A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano.

Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Coloque a máscara com cuidado para cobrir a boca e nariz e amarre com segurança acima das orelhas e abaixo da nuca, para minimizar os espaços entre o rosto e a máscara.

Enquanto estiver utilizando a máscara, evite tocá-la, não fique ajustando a máscara na rua. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar. Troque a máscara a cada duas horas ou sempre que apresentar sujeira ou umidade.

Ao chegar em casa, remova a máscara pegando pelo laço ou nó da parte traseira, evitando de tocar na parte da frente. Lave as máscaras usadas em diluição de água e água sanitária. (A proporção de diluição a ser utilizada é de 1 parte de água sanitária para 50 partes de água. Por exemplo: 10 ml de água sanitária para 500ml de água potável). Deixe de molho por cerca de 30 minutos e depois lave com água e sabão.

Ações

A rápida disseminação do novo coronavírus levou à escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras cirúrgicas, em diversos países. O Ministério da Saúde informou que está realizando compras de fornecedores nacionais e internacionais, em grandes quantidades, para garantir a proteção dos profissionais de saúde que trabalham na assistência às pessoas doentes.

No Rio de Janeiro, o ateliê de costura da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, está produzindo máscaras para proteção contra o novo coronavírus. A meta é confeccionar 30 mil máscaras, que, a princípio, serão destinadas aos agentes da área de segurança, mas a produção pode ser ampliada para atender outros setores, como o da Saúde.

No Distrito Federal, os detentos em ressocialização também produzirão máscaras descartáveis dentro da oficina de costura, no projeto da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) em parceria com empresas do Sistema S. A ideia é que a própria Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) compre, de forma direta, parte da produção semanal para abastecer unidades socioeducativas e terapêuticas. A previsão é que cada máscara seja vendida a R$ 0,45.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Coronavírus: Lacen-DF reduz tempo para resultados de exames

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Ao passar a funcionar 24 horas por dia, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Distrito Federal conseguiu reduzir, de 72 para 24 horas, o tempo médio para apresentação do resultado dos exames do novo coronavírus (covid-19). Dessa forma, segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), foi possível zerar a fila de espera para os diagnósticos da doença no laboratório.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, o Lacen tem feito cerca de 350 exames por dia, mas a capacidade pode chegar a 1 mil, caso os equipamentos já disponibilizados pela Universidade de Brasília (UnB) sejam utilizados.

O laboratório recebeu hoje (7) uma visita técnica do secretário de Saúde, Francisco Araújo, e do subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage. Eles foram informados, pelo diretor do Lacen, Jorge Chamon, que há 60 profissionais se dedicando a ponto de alguns optarem por dormir por lá mesmo, nos beliches e camas disponibilizados com o objetivo de garantir o funcionamento durante todo o dia.

Ainda na visita, Francisco Araújo manifestou discordância, com relação a declaração feita na semana passada pelo Ministério da Saúde, sobre o risco de aceleração descontrolada do número de doentes, previsto para as próximas semanas no DF e nos estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas.

“Discordamos veementemente da posição do Ministério, de colocar essa situação que nem existe na literatura, de aceleração descontrolada. Todo o esforço que estamos fazendo é de controle da situação”, disse ele ao lembrar que o GDF vai adquirir 300 mil testes rápidos.

Hage acrescentou que os testes rápidos são baseados em reação imunológica e demoram até 30 minutos para ficarem prontos, enquanto os feitos pelo Lacen, de biologia molecular, são mais complexos e dispendiosos.

De acordo com o GDF, a expectativa é de que os processos para aquisição dos testes rápidos sejam finalizados até a próxima semana, para então serem distribuídos a toda a rede pública de saúde.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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