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Empresário cita participação de deputados em esquema de empréstimos fraudulentos investigado na Operação Ararath

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O ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco e o deputado Juarez Costa, citados como beneficiário de empresários do Bic Banco

O dono da empresa Consop Construções, Ulisses Viganó, em depoimento no Ministério Público Federal (MPF), afirmou ter criado um verdadeiro esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas com empréstimos fraudados dentro do extinto Bic Banco.

Conforme Viganó, o esquema foi feito a pedido de deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do ex-secretário da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Eder Moraes. O processo é oriundo da Operação Ararath que investiga crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro em Mato Grosso e é baseado na delação premiada do ex-superintendente da instituição financeira (BIC Banco), Luiz Carlos Cuzziol. Conforme os autos, a Consnop Construções contraiu empréstimos que totalizam R$ 4,3 milhões.

Em depoimento, Ulisses Viganó, citou o nome do ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), e do atual deputado federal e ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB), como favorecidos no esquema que, segundo a denúncia oferecida ao Ministério Público Federal, envolve 14 pessoas.

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“Eu tinha uma empresa em Sinop que não fazia obras pública, aí e fui procurado pelo deputado Dilceu Dal Bosco e pelo Junior Leite (…) e me disseram o seguinte, você quer fazer obra no governo, a condição é esta você pega, vai lá no BIC, abre um cadastro lá, troca uma carta que nós garantimos obras para vocês. Eu fui lá, me apresentei com o Luiz [Carlos Cuzziol], na época era superintendente, eles pegaram uma carta, que essa carta eu não tinha nem um contrato com o Governo, me deram uma carta assinada pelo Vilceu, o Bic Banco trocou e eu repassei o dinheiro para eles, e aí começou as obras”, diz trecho do depoimento do empresário.

“Foram várias pessoas, eu peguei empréstimos orientados pelo Ságuas Moraes, da Seduc, pelo falecido Vilceu Marchetti, da Sinfra, o secretário dele na época, Ezequiel de Lara, para deputados. Eles argumentavam que precisavam de dinheiro lá para campanhas, eles chegavam lá com a carta, o Dilceu Dal Bosco, o ex-prefeito de Sinop Juarez Costa, para vários deputados foi feito a pedido do governo, o governador Silval Barbosa na época era vice do Blairo. Tinha secretarias que eu pegava cartas em que eu nem tinha contrato com o governo”, revelou o empreiteiro.

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Câmara quer definir nome de consenso para a disputa da eleição suplementar ao Senado

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Misael Galvão disse que Mário Nadaf e Juca do Guaraná já colocaram os nomes para a disputa

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB), admitiu em entrevista ao Portal ODocumento, durante o lançamento do programa Cuiabá Recicla, no shopping popular, nesta sexta-feira (17), pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que a expectativa do Parlamento Municipal é definir um nome de consenso para disputar a eleição suplementar ao Senado da República.

“Nós estamos conversando. A Câmara vai participar ativamente desse processo. Vamos trabalhar para um consenso. Já temos nomes colocados, como os vereadores Juca do Guaraná (Avante) e Mário Nadaf (PV)”, disse o presidente do Legislativo cuiabano.

No entendimento de Galvão, “a política é a arte de conversar, de dialogar. Por isso vamos buscar o consenso em torno de um nome que represente o Legislativo nesta disputa do Senado”. Para Misael Galvão, “Cuiabá vai fazer a diferença e resgatar essa vaga do Senado”.

“Se depender da energia dos vereadores, teremos um nome de consenso. O vereador é o político mais próximo da população, que ouve mais o povo. E essa vaga, não gostaria que fosse aberta desse jeito, como está aberta, agora depende de nos unirmos para garantir um bom nome na disputa”, disse, ao argumentar que não vê dificuldades para a definição de um nome único do Legislativo para a disputa.

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Questionado sobre as eleições municipais, se a sua ida para o PTB foi uma estratégia visando disputar a condição de candidato a vice-prefeito no caso de o prefeito Emanuel Pinheiro tentar a reeleição, o presidente da Câmara descartou. Ele disse que está focado na gestão de presidente e que o seu desejo, oficial, é buscar a reeleição.

“Não é o meu desejo, não é a minha prioridade. A minha prioridade é focar na minha gestão de presidente, na gestão de vereador. Desejo ser candidato à reeleição se eu estiver com saúde, se minha família autorizar, se meu grupo político realmente entrar conosco na campanha. Esse é o projeto que tenho no meu coração e é a minha vontade”, resumiu.

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Ex-governador procura Emanuel Pinheiro em busca de apoio para disputar eleição suplementar para o Senado

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Emanuel disse que assunto voltará a ser discutido com Pedro Taques logo após retorno da viagem com a família

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) confirmou durante o lançamento do programa Cuiabá Recicla, nesta sexta-feira (17), no shopping popular, que foi procurado pelo ex-governador Pedro Taques (PSDB), para tratar sobre a eleição suplementar ao Senado da República, que ocorrerá este ano devido a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pinheiro adiantou que ainda não discutiu o assunto com o ex-governador, mas que ficaram de fazer uma reunião para conversar sobre este assunto nos próximos dias. “Ele me procurou e vamos conversar. Se der tempo ainda hoje ou quando eu voltar de viagem, no próximo final de semana”, disse, argumentando que vai tirar uma semana de descanso para viagem com a família.

A expectativa do prefeito, que já discutiu o assunto em uma reunião com o senador Jaime Campos (DEM), com a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM), com os deputados federais Neri Geller (PP) e Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), o deputado estadual Max Russi (PSB) e o ex-governador Júlio Campos (DEM), é fechar consenso em torno de um nome que represente a Baixada Cuiabana.

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“Defendi que deveria se colocar o nome do ex-governador Pedro Taques, apesar de que o Nilson Leitão é o nome do PSDB. Mas acho que temos que avaliar, a partir do momento em que todos estão sentando à mesa, todos devem ser ouvidos. Mas, aí, acabou ficando o Nilson mesmo”, disse o prefeito.

Conforme Emanuel Pinheiro, “só em Várzea Grande temos dois ex-governadores de uma mesma família, então sentimos convocados para unir Mato Grosso, para manter a paz social e política. Entendemos que se unir Cuiabá, Várzea Grande e a Baixada Cuiabana com reflexo para unir Mato Grosso, porque Cuiabá é a mãe de todos os municípios, teremos um movimento suprapartidário para definir um nome ao Senado”, ponderou.

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